Crossroads - Vidas Cruzadas

31 Capítulo 30 - Herdeiros Black


Notas iniciais
Sei que prometi dois capitulos no mesmo dia... mas infelizmente não conegui postar, e foram tantas coisas acontecendo essa semana que meu Deus do céu.... Bom eu estou aqui com mais um capitulo e amanhã acho que posto mais um (não vou prometer pra não correr o risco de quebrar a promessa de novo, okay?)
Pra quem acompanha interativo: http://fanficsinterativasbapoio.blogspot.com.br/2012/04/crossroads-vidas-cruzadas-by-nannah.html
E pra quem tiver interesse, tenho um blog onde posto minhas fics, a propósito tem uma fic nova, Team Jake... e amanhã vou postar outra, Team Kellan pra quem gosta de hot essa é a pedida... kkkkk.... então deem uma passada lá se se interessarem : http://nannahandrade.blogspot.com
Agora vamos conhecer os herdeiros no nosso lobo delicia???
Enjoy it!

POV –Jake

- Estourou? Como assim estourou? – Jake me perguntava desesperado – O quê? O que eu faço? Você está sentindo alguma coisa?

- JAKE! – gritei – Respira. A bolsa estourou, os bebês vão nascer, e você tem que me levar pro hospital.

- Hospital, certo – ele repetiu e continuou sentado do banco do motorista me olhando.

- JAKE! HOSPITAL! – gritei o fazendo acordar do transe em que se encontrava.

- Certo, certo, hospital – ele se ajeitou no banco e ligou o carro, que engasgou duas vezes e morreu – Ahhh não, não, não por favor, agora não – Jake gemeu tentando ligar de novo.

- Você não olhou qual era o problema?

- Olhei e achei que estivesse resolvido – ele saiu do carro de novo, se enfiando debaixo da chuva para voltar a olhar o motor.

Eu fiquei sentada quieta, tinha medo que o menor movimento pudesse causar qualquer problema aos meus bebês. Eu não fazia idéia do que acontecia agora, nunca fui de assistir Discovery Home and Health e nunca conheci nenhuma mulher grávida que pudesse me dizer o que fazer numa hora dessas. Tudo o que sei é que depois que a bolsa estoura, o bebê nasce, ou seja, Jake tinha que dar um jeito desse carro funcionar porque eu não queria de forma alguma que meus filhos nascessem dentro do carro.

Senti minha barriga endurecer e uma dor forte me atingiu no baixo ventre. Era algo que eu nem sabia como explicar, um tipo de cólica quinhentas mil vezes mais forte. Algo grande o suficiente pra me fazer gritar sem me importar com quem iria ouvir.

- Amor? Amor, fala pra mim, o que você está sentindo?

- Dor! – gritei, como se não fosse óbvio o que eu estava sentindo, como se eu fosse gritar desse jeito só por estar feliz que nossos filhos estão prestes a nascer.

- E o que eu faço? – ele me perguntou completamente desorientado.

- Conserta logo a porcaria do carro e me leva pra um hospital. – falei com o maxilar trincado para segurar outro grito.

- Não dá. O motor pifou e sinceramente eu não tenho a menor concentração pra tentar consertar, não com você gritando.

- Faz alguma coisa, Jake, meus filhos não vão nascer aqui dentro do carro! – falei mordendo o lábio inferior quando outra dor chegou.

- Vou te levar pra casa no colo, lá a gente consegue outro carro. – ele falou saindo do carro e dando a volta pra abrir a porta pra mim.

- Mas nossa casa ta longe, todas as casas estão longe! – gemi quando ele me levantou em seus braços. A chuva estava gelada.

- A gente vai ter que tentar, pequena. – ele começou a caminhar.

- As bolsas – falei.

- Que bolsas – ele me olhou sem entender.

- Dos bebês, eu preciso delas.

- Amor lá em casa tem mais roupas.

- Não eu quero as que estão... – ofeguei com dor outra vez – que estão na mala dos bebês.

- Cabeça dura – Jake resmungou antes de voltar e pegar duas malas, uma minha e uma dos bebês com uma mão só.

Mal ele deu dois passos eu gritei de novo, a dor foi mais forte, muito mais forte.

- Não vai dar tempo – ele falou olhando de um lado pro outro, como se buscasse uma resposta, um refugio. Então nossos olhos pararam ao mesmo tempo num lugar. Nossa caverna, ela estava mais perto que qualquer outro lugar.

Okay com certeza a caverna não era o melhor lugar pra se fazer um parto, mas era tudo o que tínhamos agora. Era isso ou correr o risco de perder nossos filhos.

POV – Embry

Por mais que eu não quisesse pensar nisso, eu tinha que admitir, Nannah fazia uma falta grande demais. E nos últimos dias isso estava sendo sufocante, algo que eu nem encontrava palavras pra descrever. Nem ronda eu estava fazendo, os garotos tinham me dispensado, justificando ser impossível ficar perto de mim, a agonia que eu vinha sentindo ninguém conseguia suportar.

A pergunta então era, por que essa agonia toda? O que estava acontecendo que me deixava desse jeito? Ate minha mãe, que não estava na minha cabeça como os garotos, não estava agüentando minha depressão, tanto que me colocou pra fora, me mandou sair pra andar um pouco e só voltar quando ela estivesse dormindo.

Por isso eu estava vagando pela praia, buscando algum sentido para o que passava pela minha cabeça. Minhas pernas me levavam sabe Deus pra onde, meus pensamentos estavam completamente misturados e eu não sabia mais definir o que era certo e o que era errado.

Só parei de caminhar quando dei de cara com o carro de Jake parado no meio da estrada, com o capô aberto. Corria até lá, mas nenhum dos dois estava dentro do carro. O cheiro de Nannah era forte, e aquela agonia que eu senti de repente fez sentido, pois ela havia crescido a um ponto insuportável no momento que eu vi o banco do carona molhado. Eu sabia o suficiente de primeiros socorros pra sacar que a bolsa de Nannah havia estourado, os gêmeos iam nascer, se já não tivessem nascido.

Voltei pro meio da estrada e agucei meus ouvidos. Pra ir pra casa os dois teriam que passar por mim, coisa que não fizeram, a chuva não me deixava sentir o cheiro deles pra seguir o rastro, então eu teria que tentar encontrá-los pelos sons.

E não foi difícil, assim que eu me concentrei o suficiente conseguir ouvir um grito de Nannah vindo de perto dos penhascos. Me lembrei da tal caverna que Jake havia nomeado como dele e de Nannah e corri com toda minha velocidade pra lá.

Entrei no local e logo vi os dois. Nannah estava sentada sobre um cobertor e escorada numa pedra grande, e Jake andava de um lado pro outro, praticamente arrancando os cabelos e com a cara mais desesperada que o mundo já viu.

- Jake. – chamei me aproximando dos dois.

- Embry! – foi Nannah quem me respondeu, num sussurro tão aliviado que eu me senti obrigado a ignorar Jake e o que eu havia prometido a ele e fui em direção à ela.

- Hey, L.A. – brinquei me abaixando perto dela – O que foi, esses dois ai não conseguiram esperar mais um pouquinho não?

- Meio desesperados ele – ela sorriu fraco depois fez uma careta e eu apostaria que ela estava reprimindo um grito, para não desesperar Jake ainda mais.

- Bom, já que eles escolheram nascer logo, algo tem que ser feito, ele vão acabar sofrendo se não saírem logo.

- Ótimo, Dr. Call – Jake ironizou – e você tem alguma sugestão do que fazer?

- Pra sua sorte, senhor ignorância, eu tenho sim. – Jake me olhou com as sobrancelhas arqueadas – Lembra quando eu me transformei e minha mãe vivia me pondo de castigo? – ele fez que sim com a cabeça – Pois é, lembra também que no verão ela me colocava em todos os cursos que apareciam? – ele afirmou de novo – Um deles foi de primeiros socorros. E foi o único que eu levei a sério, eu achei que como nós nos machucávamos com freqüência, seria bom um do bando ter noção de como cuidar de ferimentos e tudo mais.

- Ta, ta... mas você aprendeu a fazer um parto?

- Não exatamente, mas eu aprendi algumas coisas que podem ajudar. Tipo. Um de nós tem que esquentar Nannah, ela ta gelada, e isso não vai ajudar quando ela tiver que fazer força.

- Certo – Jake se aproximou – então senta ali atrás dela e a abraça. – eu o olhei sem acreditar que ele estava me mandando abraçar a mulher dele – Olha só, Embry. Se um de nós tem que esquentar ela, isso significa que o outro vai ter que fazer o parto e definitivamente eu não vou deixar você trazer meus filhos pro mundo, e pode me chamar de machista que eu não to nem ai.

- Da pras duas comadres pararem de tricotar e ajudar logo, porque se ninguém percebeu, EU TO SENTINDO MUITA DOR! – Nannah reclamou fazendo nós dois nos movimentarmos logo.

Eu me sentei atrás de Nannah e a abracei, ela estava gelada e tremendo, e as roupas molhadas não ajudavam muito a manter-la quente.

- Jake, ela precisa de roupas secas – falei. Jake foi até uma das malas e trouxe uma blusa de manga comprida e me entregou.

- Ajuda ela a se vestir, mas se olhar de mais, arranco seus olhos fora. – ele me alertou e voltou a trabalhar na fogueira que tentava acender.

- Fala sério – resmunguei. Jake realmente achava que eu ia ficar reparando em Nannah nua quando ela estava sentindo dor e prestes a dar a luz? Se o imprinting deixa o lobo retardado, eu to dispensando o meu.

Ajudei Nannah a vestir a blusa e voltei a abraçá-la, Jake já havia terminado com a fogueira e se aproximou de nós.

- Você vai precisar de algo pra cortar o cordão umbilical. – falei.

- Ta falando sério? – ele me perguntou.

- Não, Jake to brincando. Sabe os dois bebês vão sair andando sozinhos... é claro que eu to falando sério, como você acha que vai cortar os cordões?

- Eu sei lá! – ele gritou – eu nem tava lembrando de cordão umbilical.

- Para de gritar vocês dois! – Nannah berrou – só eu posso gritar aqui! E anda logo com isso porque meus filhos estão sofrendo, tira eles daí logo! Na minha mala... – ela ofegou – tem uma bolsinha tem tesoura lá...

Jake foi até a mala e voltou com uma bolsinha pequena cheia de maquiagem e coisas de mulher, e lá realmente tinha uma tesoura pequena, mas que ia servir.

- Você tem que desinfetar ela antes. – falei, Nannah se contorceu com mais uma contração – E rápido, as contrações estão mais curtas, então falta pouco pros bebês nascerem.

Jake voltou com a tesoura em cima de um paninho branco com as bordas rosas, eu ia questionar de onde aquilo tinha saído, mas ele colocou a bolsa dos bebês do meu lado, respondendo minha pergunta-não-feita.

- Pronto, e agora? – ele me olhou como se eu tivesse todas as respostas do mundo. Foi inevitável não sentir o que acabava de me surgir à mente. Tanto os filhos de Jake como a mulher dele dependiam de mim agora, e eu estava com uma vontade enorme de dizer a ele agora “Vamos lá, alpha, me dê uma ordem pra ficar longe dela agora.” Mas eu engoli a vontade e ajeitei Nannah na posição que ficaria melhor pra ela.

Eu tive que dar o braço a torcer por uma coisa, se fosse minha mulher ali, eu também não deixaria outra cara ficar no lugar onde Jake estava, mesmo que a situação seja delicada, não seria agradável ter outro cara olhando minha mulher de pernas abertas.

Mais um grito de Nannah e eu voltei meu foco para a situação, esvaziando minha cabeça de qualquer pensamento idiota, como os que eu estava tendo.

- Nannah, presta atenção – falei no ouvido dela – você vai respirar devagar e fazer força, eu vou te ajudar, okay? – ela fez que sim com a cabeça.

Nós dois encontramos um ritmo, entre respirações Nannah fazia força, o difícil era fazer Jake ficar quieto, ele não conseguia ver ela dizendo que doía, que ele queria correr pra consolar, pra adular, eu já estava quase dando uma na cara dele quando o primeiro bebê nasceu.

O chorinho tomou conta do lugar, fazendo eco pelas paredes, enchendo o lugar com um som que pra muitos seria irritante, mas pra mim, e acredito que pra Jake e Nannah principalmente, era encantador.

- Embry trás uma manta – Jake pediu e eu peguei o primeiro pano que vi dentro da mala ao meu lado e fui até ele – Segura – ele pediu me entregando um ‘pacotinho’, eu ia questionar com ele, que eu não podia segurar o bebê, pois tinha que ajudar Nannah, mas quando olhei aquela coisinha nos meus braços, nada mais fazia sentido.

Toda aquela necessidade de estar perto de Nannah sumiu, agora era ali que eu me sentia obrigado a estar, o resto do mundo era só um pano de fundo para aquele anjo nos meus braços. E pensar que eu brinquei com Jake em relação à filha dele...

Essa garotinha linda, com enormes olhos azuis era todo o mistério que me fazia querer tanto estar com Nannah. Era incrível imaginar que um ser tão pequeno e frágil poderia abrigar todo o meu mundo dentro de si. Ela precisava ser cuidada com todo o zelo, toda a minha razão de viver estava ali, nas minhas mãos... agora as peças se encaixavam... agora tudo estava no lugar certo...

POV – Jake

Eu vivi muita coisa em pouco tempo, mas de tudo que vivi nenhuma das emoções se comparava a trazer meus filhos ao mundo. Eu agora segurava meu menino, o primeiro neto ‘varão’ do meu pai que infelizmente ele não veria.

- Me deixa segurar ele, Jake – Nannah pediu visivelmente cansada. Eu me aproximei dela e coloquei nosso menino em seus braços, onde ele se acomodou, como se ali fosse o melhor lugar do mundo. – Onde ela está? – perguntou se referindo à nossa filha.

Me virei para pedir Embry que a trouxesse e dei de cara com uma cena que me fez ver vermelho. Embry estava parado olhando vidrado para minha filha, como se nada além dela existisse naquele mundo. Ironicamente a preocupação excessiva dele com minha mulher parecia ter acabado, pois ele não estava nem ai para o estado físico dela agora. O filho da mãe tinha sofrido imprinting por minha filha. Minha garotinha, que tinha acabado de chegar ao mundo, aquela, que eu jurei deixar longe dele.

- Embry. – falei firme o fazendo me olhar assustado – Traga minha filha. Nannah quer vê-la. – Ele se aproximou devagar e colocou minha filha no braço livre de Nannah. – Nós vamos conversar depois. – falei e ele assentiu.

- Eles são tão lindos – Nannah falou com lágrimas nos olhos – Mas são tão pequeninos...

- Eles precisam de um hospital, Jake – Embry falou – são prematuros, são pequenos...

- Eu sei – respondi – Vai ver se você consegue um carro.

- Vou me transformar, pedir a quem estiver na ronda pra trazer um carro o mais próximo possível.

- É, faz isso... e cai fora daqui logo.

Embry saiu depressa, apesar de seus pés terem encontrado certa dificuldade em se mover e ser preciso um olhar mais ‘alpha’ meu.

- Por que tanta hostilidade com Embry? – Nannah perguntou quando eu me sentei ao lado dela, abraçando os três, a minha família – Achei que vocês tivessem superado as diferenças.

- Quando era em relação a você eu superei...

- E não é em relação a mim mais? – ela me olhou confusa.

- Presta atenção nos seus sentimentos, Nannah. – perguntei – o que você sente por Embry agora?

Ela me olhou por alguns minutos depois me respondeu com o semblante ainda mais confuso.

- O mesmo grau de amizade que tenho por Seth, algo grande, mas não vital...

- É por que a razão pra você necessitar tanto de Embry não está mais com você. – olhei para a nossa filha que chupava as mãozinhas – Embry teve um imprinting com nossa filha.

Ela arregalou os olhos por um instante, exatamente na hora que Embry entrou na caverna. Os olhos de Nannah se voltaram pra ele e eu tinha certeza que se ela pudesse levantava e batia nele. Eu estava pronto para me oferecer a fazer isso por ela, quando vi seus olhos se amaciarem e um sorriso brotar nos lábios da minha noiva.

- Eu sei que você vai cuidar bem dela – Nannah falou para Embry que se sentava perto de nós.

- O que? – falei alto assustando os dois bebês.

- Jake! – Nannah me repreendeu começando a balançar os braços para acalmar os dois bebês que choravam.

- Desculpa – sussurrei – mas amor, você vai aceitar assim, na boa ele ter um imprinting pela nossa menina!

- Pelo menos eu vou ter certeza que quando for a hora, nossa filha vai escolher um homem que vai ser bom pra ela...

- E como você tem certeza? – perguntei

- Porque eu vejo como um lobo ‘imprintado’ trata sua escolhida. E eu sei que Embry vai tratar nossa filha exatamente como você me trata. – ok isso me desarmou, eu não ia ter o que dizer a ela agora.

- Okay, Embry por enquanto você saiu na frente, mas nós ainda vamos conversar. – falei.

Não demorou muito e nós ouvimos um assovio, nosso transporte havia chegado. Embry segurou meus dois filhos enquanto eu levava Nannah no colo. Por sorte a chuva havia parado, chegamos rápido no carro. Era Seth quem estava lá.

- Tive que bater no Paul pra conseguir sair de lá com o carro. Rachel estava tendo uma crise querendo saber detalhes, mas eu tentava dizer que não tinha tempo pra isso... – Seth explicava.

- O que importa é que o carro ta aqui, então vamos logo. – falei entrando no banco de trás com Nannah – Desenrola Embry – gritei de dentro do carro pra Embry que ainda olhava minha filha como um idiota. Sério que eu olhava pra Nannah assim?

- O que aconteceu com ele? – Seth perguntou já ocupando o lado do motorista.

- Imprinting – falei seco.

- Sério? – Seth desabou numa risada histérica – Era isso então? Por isso você e Nannah precisavam tanto um do outro? – ele perguntou a Embry ainda rindo.

- É... é sério... agora dirige Seth... Nannah ta cansada e ela e meus filhos precisam de um médico, então deixa as palhaçadas pra depois...

- Claro – ele se recompôs – E ai baixinha, como você está? – perguntou a Nannah.

- Bem agora – Nannah suspirou – mas estou cansada, então se você puder colocar o pé no acelerador...

- Só se for agora.

oOo

- Você não vai me proibir de vê-la né? – Embry me perguntou quando já estávamos na sala de espera do hospital, Nannah já estava sendo atendida pela Dra. Becker e meus filhos também já estavam recebendo as atenções médicas necessárias. Rachel também já havia aparecido aqui, com uma mala com roupas de Nannah e uma com coisas dos bebês e já tinha dado o escândalo básico dela também.

- Não, não vou. – falei – mas eu vou controlar as visitas... você vai ter que aceitar o regime do alpha.

- Qualquer coisa pra poder estar perto dela. – ele sorriu.

- De todos o melhor foi escolhido para minha filha – falei baixo eu tinha que admitir, que apesar de Embry ter tido uma fase bem mulherengo, ele era o melhor dentre todos os lobos da matilha. Era alguém em quem eu poderia confiar a vida da minha filha se fosse preciso.

- Obrigado – ele falou antes de se afastar.

oOo

A Dra Becker se aproximou de todos que estavam na sala de espera algumas horas depois que Nannah deu entrada no hospital.

- Jacob? – ela me chamou me fazendo levantar rápido – Vocês fizeram um trabalho incrível com Nannah. Ela está bem, e os bebês também.

- Obrigado Dra. Foi sorte, Embry estar por perto e ter uma noção de primeiros socorros.

- Que bom. Nannah já pode receber visitas, mas os gêmeos ainda vão ficar na incubadora um tempo, até ganharem peso suficiente.

- Mas eu posso vê-los?

- Sim, claro. Todos podem vê-los na verdade é só seguir aquele corredor ali. Mas você Jacob, eu aconselharia ver sua mulher primeiro, você pode acompanhá-la quando ela for amamentar os gêmeos.

- Onde ela está?

- Venha comigo, eu te acompanho.

Nós andamos por alguns corredores e logo paramos em frente a uma porta branca com uma plaquinha onde estava escrito ‘Rosana Howard’, eu sorri me lembrando que em breve ela seria conhecida como Rosana Black.

A Dra Becker abriu a porta e eu vi minha pequena na cama, recostada sobre os travesseiros e de olhos fechados.

- Ela está dormindo? – perguntei à Dra.

- Não, amor, só estou esperando a hora de ver nossos pequenos. – Nannah me respondeu abrindo os olhos. Os dois faróis azuis me iluminando e me fazendo sorrir – Então Dra. Quando vou poder vê-los?

- Agora – a Dra Becker respondeu – vou pedir uma enfermeira que venha com uma cadeira de rodas para te ajudar.

Ela saiu do quarto e eu me aproximei de Nannah.

- Eles são tão lindos – falei dando-lhe um selinho.

- Eles precisam de nomes. – Nannah fez um biquinho.

- Tem algum em mente?

- Sim – ela sorriu – pra menina eu pensei Ivy, e pro menino Mathew. – eu sorri.

- São perfeitos os dois. – sorri, a porta do quarto foi aberta e uma enfermeira entrou empurrando uma cadeira de rodas. Eu bem que me ofereceria para carregar Nannah no colo, mas acho que isso não ia cair muito bem.

- Vamos lá, mamãe? – a enfermeira falou tentando ajudar Nannah a se levantar, mas eu fui mais rápido e a levantei no colo colocando-a sentada na cadeira – Uhhh escolheu bem hein? – a enfermeira brincou.

- Você empurra ou eu? –perguntei indicando a cadeira.

- Você já mostrou que é mais forte – ela respondeu ainda brincando –você empurra a cadeira e eu indico o caminho.

Saímos os três pelos corredores até uma porta grande e dupla. A enfermeira, Pollyana, como eu havia lido no crachá, abriu as portas dando passagem a nós dois.

- Aqui teremos que fazer um pequeno procedimento. – Pollyana falou – Você vem aqui comigo, papai. – ela me levou até uma ‘pia’ grande onde me explicou como lavar corretamente as mãos. – Agora você vai tirar essa sua camisa e vestir essa daqui – ela me entregou uma blusa verde como a que alguns médicos usavam.

Coloquei ainda uma calça verde por cima da minha calça, cobri os pés com uma espécie de sapato de pano e coloquei uma touca e uma máscara.

- Isso é para que não aja risco de a ala dos prematuros ser contaminada por algo que você trás de fora, okay? – ela me perguntou e eu afirmei com a cabeça – Então agora vamos porque os anjinhos de vocês devem estar famintos.

Passamos por mais um porta dupla e entramos numa sala com algumas incubadoras. Pollyana me indicou duas incubadoras que estavam perto uma da outra e eu reconheci meus filhos imediatamente.

Pollyana tirou primeiro Ivy da incubadora e entregou a Nannah. Minha audição apurada conseguiu ouvi sussurros e um suspiro do outro lado do vidro, eu me virei para o lado e vi todos olhando com cara de bestas.

Nannah segurou Ivy e com a ajuda da enfermeira começou a amamentá-la. Era definitivamente a cena mais linda que eu já havia visto.

- Ela é tão pequena – Nannah sussurrou com os olhos cheios de lágrimas.

- Aqui papai – Pollyana me entregou meu filho – segure ele, enquanto ela termina de amamentar a menina.

- Posso levá-lo ali perto do vidro? – perguntei .

- Pode sim. – ela sorriu e eu caminhei até o vidro com meu filho no braço. O levantando quando cheguei lá, para que todos pudessem vê-lo. Sim eu era um pai babão.

Notas finais
Então???? Quem ai imaginava que Embry ia ter um imprinting pela baby Black??? E o que vcs acharam dos nomes??? Pra quem não sabe, segundo está no Guia Oficial da Saga, o nome de Jake é Jacob Mathews Black, então foi meio que uma homenagem ao papai... mas vamos lá people digam-me nos reviews o que vcs acharam... proximo capitulo tem Terry...
Meninas mil desculpas por não responder os reviews, eu leio todos, mas estou sem tempo para responder, prometo que assim que puder respondo todos, okay? Obrigada de novo às meninas que indicaram a fic, vcs são umas fofas!
Nos vemos amanhã se tudo der certo.Bjos!