Crossroads - Vidas Cruzadas

30 Capítulo 29 - Need you back in my life


Notas iniciais
Oi amores... mais um capitulo pra vcs.... e pra recompensar pela minha demora.... hj vai ser att dupla.. Awew!
Então Enjoy it! Kisses
(N/a Povs Jake/Nannah intercalados okay? Flashbacks em itálico. Aconselho ouvir a musica quando for solicitado...)

(Jake)

Voltei pra casa me sentindo melhor depois de conversar com Embry, com exceção da parte que ele veio com piadinhas sobre não envelhecer, eu ter uma filha... não gostei disso, mas deixa que ainda tem muita água pra correr debaixo da ponte, ele que se engrace com minha pequena que eu dou um jeito naquilo que ele diz ter entre as pernas.

Tive que rir com esse pensamento, minha filha nem nasceu e eu já estava cheio de ciúmes dela. Foi assim que entrei em casa, rindo.

— Isso aqui ta um chiqueiro Rachel saiu da cozinha reclamando e parou no meio da sala ao me ver você é um porco, irmãozinho.

— Também te amo, Rach dei um beijo no rosto dela e segui para o banheiro.

— Onde pensa que vai? Rachel falou com as mãos na cintura.

— Vou tomar um banho, fazer a barba, arrumar algumas roupas numa mochila, pegar o primeiro avião pra Califórnia e vou buscar minha mulher. a carranca da minha irmã se desfez, transformando-se num sorriso enorme.

— Vai trazer a desmiolada da minha cunhada e meus sobrinhos de volta? fiz que sim com a cabeça Então vai tomar seu banho, eu arrumo sua mochila. E faça essa barba mesmo, isso tá horrível.

— Eu não acho que você devia tirar isso não Mel falou saindo do quarto dos bebês Você ta bonito assim, ta com cara de homem, de pai de família, sabe?

— Ta horrível, tira Rachel retrucou entrando no quarto em seguida. Mel foi atrás dela e as duas começaram uma longa discussão sobre eu ficar melhor com ou sem barba.

Ignorei a conversa das duas doidas e fui tomar meu banho. Entrei debaixo do chuveiro onde me lembrei dos incontáveis momentos com minha pequena.

- Jake, pelo amor de Deus eu to tomando banho!

— Eu sei, eu vim te ajudar...

— Ajudar, sei...

Sorri me lembrando de como esse banho demorou pra acabar. Foi debaixo desse chuveiro também que eu senti meus filhos se mexerem pela primeira vez.

— Sabe, vamos acabar pagando uma fortuna pela conta de água. Nannah falou depois que estávamos a quase uma hora debaixo do chuveiro.

— Não me importo com isso, desde que eu possa ficar assim com você a abracei mais apertado colocando minhas mãos sobre sua barriga.

— Você está feliz? ela perguntou de repente.

— Mais feliz impossível falei e em seguida senti um cutucão leve na palma da minha mão eles mexeram? perguntei feito besta.

— Mexeram sim, acho que eles estão querendo dizer que também estão felizes...

Terminei o banho e enrolei a toalha na minha cintura e parei de frente para o espelho, pegando o creme de barbear e o barbeador. Então mais um flash dos inúmeros momentos com Nannah.

— Humm... alguém precisa fazer a barba ela falou depois que a abracei por trás e lhe dei um beijo no pescoço.

— Está te incomodando? Porque se estiver eu tiro agora.

— Não, não me incomoda, pelo contrario, eu gosto dela.

— Então eu não tiro mais. falei

— Mas não vai atrapalhar quando você se transformar?

— Não, não vai

Deixei as coisas de lado e sai do banheiro, ela gostava de mim assim, então era assim que eu voltaria pra ela.

(Nannah)

Os dias não passavam, eles se arrastavam. Cada minuto parecia uma hora e cada hora um dia inteiro. Eu sentia falta do calor, apesar do sol estar cada vez mais forte aqui em Los Angeles, era um calor especifico que eu queria, o calor das mãos, dos braços...

— Vai ficar aqui quando o dia lá fora está tão lindo? meu pai perguntou entrando no meu quarto.

— Não tenho vontade de sair, pai respondi.

— Você não pode ficar assim, filha. Lembra o que a médica disse? Controlar seus sentimentos e suas emoções, você tem que pensar nos meus netinhos.

— Eu sei, prometo descer pra sala mais tarde.

— Nem pensar, você vai comigo à praia. Vocês precisam de um pouco de vitamina D. ele me segurou pela mão, me ajudando a levantar.

Acabei cedendo e indo à praia com ele. O que não foi uma idéia muito boa, todos me olhavam de nariz torcido, uma garota muito jovem com uma responsabilidade muito grande era o que eu ouvia o tempo todo. Ainda bem que meu pai concordou que eu viesse de vestido, apesar de Martha ter insistido pra que eu colocasse um biquíni.

Uma saudade gigantesca de La Push se abateu sobre mim. Lá eu podia andar por toda a reserva que não seria julgada por ninguém, pelo contrario, todos me parariam para perguntar sobre os bebês.

— Quero voltar pai pedi quando os olhares se tornaram insuportáveis.

— Por que? Esta sentindo alguma coisa?

— Só não quero ficar aqui pedi e sem querer meus olhos se desviaram para um grupo de garotas que me encaravam e riam. Eu as reconheci, todas eram antigas colegas minhas.

— Vem, vamos meu pai se levantou da espreguiçadeira e me ajudou a levantar o engraçado é que se uma das atrizes famosas aparecer grávida aos 18 anos ninguém vai julgá-la, pelo contrario, vão é querer imitá-la.

Voltamos pra casa em silencio, eu não sei o que deu na minha cabeça de vir pra cá. Era óbvio que todos iam me olhar torto. Assim que chegamos em casa subi para o meu quarto e não sai de lá, exceto para as refeições.

oOo

Eu estava sentada na janela do meu quarto, o vento tocava as folhas das árvores o lado de fora, o clima refletia o que eu estava sentindo por dentro, estava triste.

— Acompanha seu pai no jantar? olhei pra porta e vi meu pai parado lá, sorrindo, como sempre, ou pelo menos desde que nos acertamos.

— Claro respondi, por mais que eu não estivesse com vontade de fazer nada, eu nunca deixaria de fazer companhia a meu pai, nós já havíamos passado tanto tempo afastados, que agora eu queria aproveitar todo o tempo junto dele.

— Depois eu quero que você toque aquela musica pra mim. ele passou o braço pelo meu ombro.

— Que musica? perguntei.

— A que você anda tocando todos os dias. Ela parece ser linda.

— Ah falei me recordando da musica que compus na ultima semana Ela... uh... não ta pronta ainda.

— Mentira ela sorriu Eu vi você terminando ela ontem. E eu sei que você terminou porque eu ouvi o seu sussurro de finalmente.

— Okay, você venceu, eu toco.

Nosso jantar foi animado, meu pai fazia sempre uma piadinha ou outra, por momentos assim era maravilhoso ter voltado pra casa, ter meu pai perto era bom, me fazia lembrar de dias incríveis que tive na minha infância.

— Hey, se eu bem vi, ontem alguém chegou bem tarde... falei me lembrando de ter visto meu pai tentar subir as escadas sem fazer barulho e em seguida abrir uma fresta na porta do meu quarto, pra só depois seguir pro quarto dele.

— Achei que você estivesse dormindo. ele sorriu tímido.

— Eles não tem me deixado dormir ultimamente falei acariciando minha barriga Então onde é que o senhor estava.

— Eu sai um pouco, pra ver pessoas outro sorriso tímido sou velho mas estou vivo.

— Está certíssimo, pai. falei Você tem mesmo que sair, conseguir uma namorada e ser feliz...

— Não sei se é fácil assim achar uma namorada. As da minha idade só querem garotões, e as mais novas só se interessam pelo dinheiro...

— Bom continue procurando nós rimos.

— Pronta pra tocar? meu pai perguntou mudando de assunto.

— Claro, vamos lá me levantei da cadeira, com ajuda do meu pai óbvio, a barriga gigantesca não colaborava.

(Jake)

Eu queria entrar na cabine e pilotar no lugar do piloto. Estava tudo lento demais, eu queria correr, queria minha Nannah nos meus braços de novo, queria poder pedir perdão à ela levá-la de volta pra casa, onde nós dois esperaríamos nossos filhos chegarem ao mundo.

Senhores passageiros apertem os cintos e bem vindos à Los Angeles a voz da aeromoça soou nos alto falantes, meu coração se acelerou, eu parecia um adolescente apaixonado pronto pra se declarar pela primeira vez.

Levei menos tempo para descer do avião fazer o check out e pegar minha bolsa que para conseguir um táxi. Eu já estava ficando nervoso, o pior é que não tinha lugar onde eu pudesse me transformar e correr, tudo era aberto demais. Era um clima totalmente diferente de La Push também, apesar de não sentir calor ou frio, eu podia sentir a diferença de temperatura dos dois lugares, Los Angeles era quente, mesmo depois que o sol já havia ido embora.

Olhei no relógio, oito e vinte da noite, merda se continuasse sem um taxi chegaria na casa de George quando Nannah estivesse dormindo. Andei de um lado pro outro mais uma cem vezes, os taxis sempre era ocupados antes de chegarem perto do lugar onde eu estava.

— Droga praguejei passando a mão pelos cabelos.

— Algum problema rapaz? um senhor com uns quarenta anos perguntou.

— Nada demais, só que eu preciso estar na casa do meu sogro pra buscar minha noiva e meus filhos antes que seja tarde demais e eu os perca por ter sido o maior idiota do mundo falei de uma vez e o senhor me olhou sorrindo.

— Então eu tenho na minha frente um rapaz apaixonado que não quer perder a amada ele falou e eu afirmei com a cabeça — Venha eu te dou uma carona.

Ele caminhou até um Mercedes Guardian preto reluzente. Era o mesmo modelo que Edward deu a Bella antes dela se tornar uma sanguessuga. Eu não cheguei a vê-lo de perto, estava fugido na época, mas eu o vi pela memória de Seth e como eu desejei entrar naquela máquina.

— Se você não se apressar, não vai ter tempo de recuperar sua família... o senhor falou já de dentro do carro. Apressei meu passo e me sentei no banco do carona. Onde é a casa do seu sogro?

— Nesse endereço aqui mostrei a ele o papel onde Mel havia anotado o endereço de George.

— Bem no caminho da minha casa ele falou ligando o carro e dando partida.

O Mercedes voava pelas ruas de Los Angeles, a paisagem era exatamente como Nannah me contou diversas vezes, deslumbrantemente linda. Meus olhos capturaram a imagem do letreiro de Hollywood e rapidamente a lembrança veio à minha mente.

Eu quero te levar no letreiro de Hollywood Nannah falou toda empolgada Claro que você vai conhecer as praias, as lojas, mas eu quero te levar no letreiro, à noite, pra você ver a cidade toda iluminada. Aquilo lá fica parecendo o paraíso com tantas luzes.

Sorri com a lembrança, despertando a curiosidade do senhor que me ajudava.

— Então...

— Jacob, Jacob Black.

— Então Jacob, de onde você é? ele perguntou.

— Sou de uma reserva indígena, no estado de Washington. falei

— Washington? É bem longe... como conheceu sua noiva?

— Ela apareceu na reserva um dia, estava querendo mudar de vida... eu não a conheci quando ela chegou lá porque coincidiu de ser o mesmo dia em que meu pai morreu, eu só fui conhecê-la algumas semanas depois. Foi amor a primeira vista, mas eu só fui perceber isso tempos depois.

— Como assim?

— Eu era apaixonado por outra garota antes de conhecer Nannah, e não consegui vê-la como mulher, entende... só depois eu consegui me entregar a outro amor... um amor real, recíproco.

— E porque vocês estão separados agora?

— Porque eu fui um idiota e a deixei ir. Mas eu vou corrigir isso agora. falei.

— Então boa sorte ele parou o carro de frente para uma casa enorme é aqui.

Fiquei alguns minutos parado, só olhando a faixada da casa, eu sentia um medo idiota tomar conta de mim, e se ela não me quisesse mais? Minha vida é tão lascada, eu sou tão pé frio pro amor que é bem capaz dela me enxotar de volta pra La Push.

— Se ela te ama, ela vai te aceitar de volta. o cara que me deu carona falou Você só precisa ser corajoso agora...

— É eu tenho que ser... respirei fundo Obrigado pela carona...

— Thomas. ele sorriu e foi um imenso prazer, afinal eu estou ajudando um casal que se ama, não é mesmo?

— Bom, eu a amo falei mais que tudo nessa vida. e foi depois dessas palavras que eu me enchi de coragem e sai do carro.

Fiquei ali na porta até que o Mercedes de Thomas sumisse na esquina, então eu me virei para tocar a campainha.

Apurei meus ouvidos para ver se conseguir descobrir onde minha pequena estava, ouvi algumas risadas e o som do piano, logo em seguida a voz da minha Nannah ecoou por todo lugar. Minhas pernas se moveram sem meu consentimento, me levando pra frente.

A porta estava destrancada, então eu abri e entrei. Nannah foi a primeira coisa que vi. Linda sentada ao piano tocando notas que mexiam comigo, que me enfeitiçavam...

(Nannah)

Deixei meu coração me guiar e fui tocando as notas de olhos fechados, sentindo de novo tudo o que senti quando compus, todo o amor que eu tinha por Jake, tudo aquilo que eu o mostrava, mas ele insistia em não ver.

Coração bate rápido

Cores e promessas

Como ser forte

Como amar quando eu tenho medo de me machucar?

Mas te vendo parado, sozinho

Todas as minhas dúvidas, de repente se vão

Um passo de distancia...

Eu morri todos os dias

Esperando você

Querido não tenha medo

Eu tenho te amado por mil anos

E te amarei por mais mil...

(Jake)

Ela estava linda ali, de olhos fechados, entregue à canção... como eu pude ser tão idiota em não dar a ela toda a atenção do mundo? Ta certo que ela precisava de proteção, mas eu deixei de ver essa beleza em cada minuto dos meus dias...

O tempo para

Linda em tudo o que ela faz

Eu serei forte

E não deixarei nada tirar

O que está na minha frente

Cada respiração

Toda hora tem caminhado pra isso

Um passo mais perto

Eu morri todos os dias

Esperando você

Querida não tenha medo

Eu tenho te amado por mil anos

E te amarei por mais mil.

E o tempo todo eu acreditei

Que eu te encontraria

O tempo trouxe seu coração pra mim

E eu te amei por mil anos

E te amarei por mais mil

George me vendo ali, sorriu e se levantou saindo da sala. Antes ele me sussurrou um até que enfim você apareceu.

Eu sorri de volta pra ele e me aproximei de Nannah, devagar, eu não queria que ela parasse de tocar, ela estava tão linda, tão serena.

(Nannah)

Eu o senti se aproximar, não precisava abrir os olhos para saber que aquela presença era de Jake. Meu coração se acelerou, meus bebês se agitaram, eles também sentiam a falta do pai.

Um passo mais perto

Ele se sentou ao meu lado, eu não queria abrir os olhos, não queria olhar pro lado e ver que é só um sonho, que Jake não está ali, do meu lado.

Um passo mais perto

(Jake)

O coração dela estava acelerado, a respiração irregular, ela já havia sentido minha presença ali, mas não abria os olhos. Será que ela não me queria ali? Uma lágrima escorreu do olho dela e eu me apressei em capturá-la com um beijo.

Passei meus braços pela cintura dela, me aproximando e a abraçando. Senti os bebês se mexerem e deixei minha mão ali, os acariciando. Colei meu rosto no vão do pescoço dela, seu perfume era mais concentrado ali.

— Me desculpa sussurrei em seu ouvido Eu sou um idiota.

(Nannah)

Engoli um soluço, era isso ou desabar em um choro descontrolado. Hormônios em fúria somado à falta louca que sentia de Jake resultavam nisso.

Eu morri todos os dias

Esperando você

Querida não tenha medo

Eu tenho te amado por mil anos

E te amarei por mais mil.

E o tempo todo eu acreditei

Que eu te encontraria

O tempo trouxe seu coração pra mim

E eu te amei por mil anos

E te amarei por mais mil

Finalizei a musica e me entreguei ao abraço dele.

— Você demorou demais. falei encostada em seu braço.

— Me perdoa pequena, mas eu não vou mais sair do seu lado. ele falou beijando meu cabelo.

— Acho bom falei levantando a cabeça para encará-lo E o que você fez em relação ao Embry.

— Eu retirei a ordem, e pedi desculpas a ele, por eu ter sido tão imbecil.

— Você não foi tão imbecil, só foi ciumento demais.

— Eu sei, me desculpe...

— Você já pediu desculpas.

— Mas eu sinto que tenho que fazer isso muitas vezes ainda.

— Não, não tem. falei Você tem que calar a boca e me beijar.

Jake sorriu, aquele sorriso lindo que me tira o ar e desceu seus lábios até os meus. Nós nos beijamos como sempre faríamos, urgente e cheio de amor.

— Você estar cansado falei depois que nos separamos e louco por um banho... e com fome.

— Um banho não seria ruim. ele sorriu mas quanto à fome, infelizmente essa eu não vou poder saciar... não da forma que desejo.

— Jacob! bati no braço dele Seu pervertido.

— Fazer o que se você é incrivelmente deliciosa e desejável?

— Vamos logo falei me levantando e com as bochechas vermelhas Vou te levar pra tomar banho.

— Hummm vai dar banho em mim? ele falou perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar. Obviamente fiquei mais vermelha Você fica ainda mais desejável vermelhinha assim, sabia? Como um morango... quanto mais vermelho mais doce e mais saboroso...

— Ok... falei caminhando em direção às escadas Acho que já estou suficientemente envergonhada.

Deixei Jake no quarto e fui até a cozinha, pedir a Martha que reparasse algo pra ele e levasse no meu quarto. Ela sorriu ao me ver entrar pela porta.

— Nossa criança, como é bom ver esse sorriso no seu rosto. ela falou.

— Não que eu não estivesse contente em estar com vocês aqui falei mas Jake era o que faltava...

— É porque você o ama. E ele te ama de volta, afinal ele veio até aqui te buscar.

— Acho que finalmente vamos nos acertar falei ter o nosso felizes para sempre, sabe?

— Que bom, criança, agora vá lá ficar com seu noivo, ele deve estar com muita saudade de vocês. Eu levo um lanche reforçado pra vocês daqui a pouco.

— Obrigada, Martha.

Voltei pro quarto, Jake ainda estava no banho. Eu fui até o banheiro e não resisti frente à imagem dele sob a ducha. Tirei meu vestido e minha lingerie e entrei no Box colocando meus braços ao redor dele da maneira que minha barriga deixava e me colando às costas dele.

Jake me puxou pra sua frente, já buscando minha boca pra um beijo avassalador. Minhas mãos se grudaram aos braços dele enquanto as suas subiam e desciam pelas minhas costas. Eu me sentia quente, desci minhas mãos até o membro dele, que já estava duro, Jake gemeu no meu ouvido.

— Amor, não... não precisa ele falou segurando minha mão que começava a fazer movimentos de vai e vem.

— Mas eu quero. falei apertando mais a mão e o fazendo gemer e me soltar. Suas mãos subiram pra minha nuca, automaticamente eu inclinei minha cabeça.

Jake apenas roçava os lábios nos meus, era tortura porque eu queria um beijo forte, intenso, mas ele não correspondia, então eu decidi torturá-lo também e reduzi os movimentos da minha mão. Ele gemeu de frustração e eu sorri contra seus lábios.

— Malvada ele sussurrou.

— Me beija de verdade, e eu te recompenso falei ainda sorrindo. Jake puxou meu rosto de encontro ao seu, tomando meus lábios com fúria. Sua língua passeava por cada canto da minha boca, me deixando tonta.

Eu acelerei os movimentos fazendo Jake rosnar contra meus lábios antes de descer beijos por meu pescoço. Ele colocou uma de suas mãos sobre a minha, me ajudando nos movimentos, cada vez mais rápido até que eu senti seu gozo jorrar na minha perna. Jake tombou a cabeça no meu ombro, a respiração dele estava pesada.

— Agora é a minha vez ele falou antes de me virar de costas pra ele e descer sua mão até minha intimidade Hummm tão molhada assim só por me fazer sentir prazer?

Eu me limitei a gemer, minha mente havia virado gelatina e eu não encontrava coerência para formar uma frase por mais simples que ela fosse, não com o polegar de Jake fazendo movimentos circulares no meu clitóris. Seus lábios maltratavam meu pescoço, enquanto seus dedos me estimulavam. Senti minhas pernas fraquejarem e ele me segurou firme, me dando apoio. Mais alguns movimentos e eu senti vir um orgasmo intenso.

— Você me deixa louco desse jeito pequena. Jake rosnou no meu ouvido me fazendo rir.

oOo

Jake e eu ficamos mais alguns dias em Los Angeles, eu o levei pra conhecer cada lugar que eu gostava aqui, nós só não fomos ao letreiro de Hollywood, isso ficaria para a próxima vez que viéssemos aqui. Agora estávamos dando uma volta no shopping antes de ir para o aeroporto e de lá de volta para a reserva.

— Seu pai me disse que você praticamente não saiu de casa os dias que ficou aqui. Jake falou enquanto andávamos por um corredor cheio de lojas de coisas para bebês.

— Eu não gosto muito da forma como as pessoas me olhavam, sei lá eu perecia uma aberração, sabe?

— Idiotas ele falou me abraçando por trás você está linda. Muito mais linda que qualquer mulher aqui.

— Ah ta eu ri vou fingir que acredito.

— Eu to falando sério. ele me virou pra ele e me beijou.

— Ora, ora, ora... bem que dizem que o bom filho à casa torna... o que foi, cansou de viver longe do conforto da casa do papai? ouvi uma voz de mulher soar atrás de mim. Me virei controlando minhas emoções pois já sabia quem era.

— Violet. falei sentindo minha voz carregada pela raiva.

— Rosana. ela respondeu no mesmo tom.

(Jake)

Era difícil acreditar que uma mãe podia falar e olhar a filha com tanta raiva como eu via a mãe de Nannah fazer agora.

— O que você faz aqui? a tal Violet perguntou

— Acho que posso andar pelo shopping Nannah respondeu visivelmente irritada Agora e você? O que está fazendo aqui? Voce devia estar na clinica de recuperação.

— Eu consegui me livrar daquele lugar onde seu pai me enfiou. ela soltou venenosa Mas olha só... onde você se meteu que voltou barriguda.

— Minha vida nunca interessou você, então você não tem direito a essa resposta.

— Que seja, eu só aviso que não vou permitir que esse seu bastardinho ai tome o que é meu por direito.

— Do que você está falando? Nannah perguntou.

— Estou falando da herança do George. Eu não vou permitir que esse bastardinho ai fique com o que é meu.

— Quanto a isso, fique tranqüila Nannah falou meus filhos não precisam do dinheiro do meu pai, apesar de ter certeza que ele o daria à eles com todo prazer do mundo.

— Seu pai... Sabe tem coisas que você não sabe...

— O que? Que você traiu meu pai pra conseguir uma bolsa de estudos e acabou engravidando? Violet olhou Nannah de olhos arregalados É eu sei. O que me faz perguntar. Quem é meu pai biológico, Violet?

— Por que? Você vai atrás dele?

— Não sei Nannah falou firme, mas eu via tristeza em seus olhos Mas é meu direito saber.

— Bom você vai ser um nada pra ele também. Violet destilou mais veneno.

— Nem todos são como você falei interferindo na discussão que estava perturbando muito Nannah.

— Quem é você? ela me olhou de cima a baixo

— Noivo dela. falei trincando o maxilar para não xingar a mullher.

— Então você arrumou um noivo? Foi antes ou depois da barriga?

— Ok, chega. Nannah vamos embora. falei tirando Nannah dali. Ela foi calada até o carro, eu estava agoniado, pela primeira vez eu queria que ela chorasse. Porque só assim pra ela não guardar a raiva, o que faria mal, não só pra ela, mas pros nossos filhos também.

(Nannah)

Raiva. Eu estava sentindo muita raiva de Violet agora, como pode uma mãe ser tão cruel com a filha? Se Jake não tivesse me tirado de lá eu não sei como ia ser, ela provavelmente pisaria mais em mim. Mas eu não ia chorar, de jeito nenhum eu choraria por ela. Violet não merece nenhuma lágrima minha.

Jake me colocou num táxi e nós fomos direto para o aeroporto, onde meu pai e Martha já nos esperavam.

— O que houve? meu pai perguntou.

— Encontramos Violet Jake respondeu e já aviso que não gostei dela, nem um pouquinho.

— O que ela fez.

— Nada que ela não tenha feito nos últimos dezoito anos falei agora chega de falar dela. Eu quero me despedir de vocês com uma abraço bem apertado.

— Vem cá minha bonequinha. meu pai me puxou pros braços dele.

— Pai eu vou ser mãe, dá da certo você ficar me chamando de bonequinha... eu ri.

— Você vai ser sempre minha bonequinha, mesmo quando estiver velha...

— Ta bom. me afastei dele para abraçar Martha E você, vou ficar te esperando em La Push.

— Pode deixar.

Atenção senhores passageiros com destino a Seattle, ultima chamada. Portão 6.

— Vamos amor. Jake me chamou. Dei mais um beijo no meu pai e segui para o portão onde eu embarcaria de volta pra casa.

oOo

Já acomodada no avião, eu senti uma dor fraquinha na barriga, como uma cólica leve. Fiquei em dúvida entre dizer ou não a Jake. Decidi por não falar nada, afinal não era uma dor muito forte.

Foram poucas horas no avião, mas a cólica continuava me incomodando, só que eu continuei sem dizer nada a Jake, já estávamos quase chegando em casa, e eu sabia que só precisava descansar um pouquinho.

De Seattle, pegamos outro avião pequeno até Port Angeles e de lá fomos de carro até a reserva. Como sempre chovia, mas dessa vez o mundo parecia estar desabando. Jake colocou nossas malas no rabbit que ele havia deixado estacionado no aeroporto e nós seguimos pra casa.

— Cansada? Jake me perguntou.

— Um pouco falei.

— Já estamos chegando em casa olhei pela janela e vi que já estávamos na reserva. Eu reconheceria de longe os penhascos daqui Tudo o que é mais quero agora é nossa cama... Jake começou falar, mas foi interrompido por um barulho vindo do capô do carro, sendo seguido de uma tremida e muita fumaça Ah.que.droga. Vou lá olhar o que é, você fica aqui.

— Ok. Jake desceu do carro pra ver qual era o problema. A chuva continuava a cair sem dó, a cólica que antes era fraquinha começou a ficar mais forte, até que senti um liquido quente escorrer molhando minha perna e o banco do carro. Jake chamei e ele só levantou a cabeça e me olhou a bolsa estourou.

Notas finais
E então o que acharam???? Quero coments ok??? bjokas