Isabela Swan, era considerada por todos a garota perfeita, inteligente, dedicada, simpática, amável. Você pode até pensar que ela era bobinha, mas está redondamente enganado, de boba ela nunca teve nada, pelo contrário, nunca fora de se apegar a homem nenhum desde cedo, e apesar de amar ler romances sempre soube que não existam príncipes encantados. Desde muito cedo começou a ler, dos mais variados gêneros, ler era seu passatempo favorito. Procurava sempre manter o equilíbrio entre sonhadora e realista. Sua família sempre foi grande e muito unida, conviveu com todos desde criança, eles eram seus alicerces, mas decidira por volta dos 15 anos que iria se destacar em algo, ainda não sabia em que, mas tinha a plena certeza que iria. Vinha de uma grande linhagem de militares, e apesar de seu pai querer que ela fosse uma, ela sabia que aquilo não era para ele.

Quando completou seus 17 anos, o pai a obrigou a fazer a prova da Agencia Brasileira de Inteligência, mas sabia que não iria passar, não que ela não acreditasse em seu potencial, pelo contrário, seu sonho era fazer química e tinha capacidade para tal, mas passar na universidade local era bem diferente de concorrer com os gênios brasileiros. Surpresa maior foi quando recebeu sua carta de admissão, até hoje ela não sabe explicar o que sentiu aquele dia, foi um misto de alegria, tristeza, ansiedade, medo e uma infinidade de outros sentimos que ela não soube definir. Não queria ir, apesar de não ser tão apegada as coisas em geral, era difícil deixar tudo para trás e ir para o rio de janeiro, ela tinha um namorado, amigos, família, planos diferentes para seu futuro, que não incluíam ir para o Rio sem conhecer ninguém, completamente sozinha e sem a passagem de volta. Já ouvira coisas horríveis sobre a ABI, coisas do tipo de que uma vez dentro só saia morta, ou de que era impossível sobreviver aquilo, até mesmo que eles torturavam os iniciantes, até então eram só boatos, mas ela definitivamente não queria comprovar se era ou não verdade. Porém não teve força suficiente para enfrentar seu pai, e foi, com a cara, mas sem a coragem. Ao menos poderia fazer sua tão sonhada graduação de química lá, já que na ABI o curso superior era integrado com o militar, depois de quatro anos lá dentro, o estudante se formava 1º tenente com uma graduação.

Seu primeiro dia lá dentro até que foi agradável, conheceu algumas pessoas, assistiu algumas palestras, observou o local e aproveitou para se informar sobre as regras e condutas. Mas seu pesadelo estava só começando, no segundo dia começaram os treinamentos, descobriu uma espécie de quadro, tudo ali era uma competição, formaram-se equipes, e r primeira equipe em notas gerias incluindo tanto a área militar, quanto o conhecimento especifico acadêmico, seria parte dos lendários boinas verdes, o esquadrão que reunia só os melhores agentes, os mais bonitos, habilidosos e inteligentes. As demais equipes seria o 2º, 3º e 4º esquadrão, o resto seria eliminado. Existiam muitas regras, na verdade, que ela foi aprendendo ao longo dos meses. Você deve estar se preguntando sobre as torturas e tal, pois é, era tudo verdade. Uma vez a coitada teve medo de uma barata e o general a prendeu em um quarto escuro, não só com baratas, mas com cobras, ratos e muitos insetos asquerosos, o general costumava dizer “Medo é para os fracos, boinas verdes não o sentem”, e isso era só o começo, tortura era a resposta para tudo lá dentro, e as provas testavam todos os seus limites, outra vez teve que ficar 24 horas em alto mar, só com uma boia e mais NADA. De mar a florestas, tudo que vocês imaginarem a coitada passou, chorava todos os dias, mais não iria se permitir desistir, mais por medo do que por orgulho, era terminantemente proibido falar sobre o que acontecia lá dentro e o ultimo que pediu para sair nunca mais se ouviu falar dele. Eles aprendiam de tudo lá dentro, treinavam de manhã, faziam muitos tipos de cursos a tarde, desde dança até línguas, e a noite a faculdade, não sobrava tempo para mais nada, na verdade faltava tempo. Com o passar dos anos ela foi aprendendo a lidar com tudo lá dentro, fez da sua equipe sua família, aprendeu quatro línguas, tinha as melhores notas na turma de química, aprendeu a lutar, era uma das melhores em tudo. Se dedicava cada vez mais, pois não via a hora de sair daquele inferno. Até que o bendito dia de sua formatura chegou, optou por não seguir a carreira militar, queria mesmo é se dedicar a sua química.

– Alô, Guilherme? Cadê você? Vai se atrasar, o voo para França sai em 30 minutos. Falava desesperada ao celular, enquanto esperava Guilherme seu colega de equipe, se formou em engenharia do petróleo e já estava mais de uma hora atrasado.

Estava indo para a França, se especializar, e quem sabe trabalhar em alguma petrolífera lá. Na verdade o que ela queria mesmo era fundar sua própria empresa na área, um sonho distante, mas não impossível, já que estava desenvolvendo com Guilherme um projeto para otimizar a extração de petróleo que até entoa era de 30% para 80%, revolucionário, porém ainda com muitas falhas.

– Desculpa o atraso Belinha, você sabe como é esse transito.

.....

2 anos depois

– Eu não acredito que finalmente conseguimos!! Meu Deus acho que estou sonhando. Dizia Lucas, seu colega de pesquisa, um Australiano, formado em geologia que conheceu ao longo de suas pesquisas. Ela, Gui, Lucas e Alfredo, canadense formado em engenharia elétrica, desenvolveram um modelo de extração de petróleo novo, mais barato e mais produtivo, agora só faltava um investido para fundar finalmente a tão sonhada empresa. Dali a duas semanas tinham uma reunião na Espanha, com um empresário norte americano, onde iriam expor suas pesquisas e rezar para que ele topasse entrar com o dinheiro necessário.

Notas finais
Gente, eu sei que esses textos longos e sem diálogos, são bem entediantes, mas é importante conhecermos a historia dos personagens. Próximo capitulo terá mais diálogos e a estoria no presente. Beijos