Cronicas de três retardadas

3 Capítulo 3 - O sequestro


P.O.V Lilly

Estava vendo Grease e comendo Nutella, quando a louca, vulgo Alex, chega com o cabelo com gritando feito mechas roxas, gritando feita doida:

– Rápido sua gorda, tira essa bunda do sofá que nós vamos fugir!

Minha cara foi tipo WTF? Daí eu fiz o que qualquer pessoa normal faria: dei um tapa na cara dela.

–Aiiiiiii!!!! Eu vim aqui com a maior boa vontade te avisar que o Jake Chelsea e o Tyler Wine estão em um hotel aqui perto e você me bate? — Diz Alex

– Ai santo Apolo (que de santo nada tem) eu vou pirar!!!! Em que hotel eles estão? Vamos logo! — Eu falo com os olhos arregalados de felicidade

–Vamos, mas antes você se veste igual a uma pessoas, ou nem fugir você sabe fazer direito? — Fala Alex

Só agora eu percebo que eu estou de pijama, então fui trocar de roupa e depois fomos colocar boa noite cinderela na comida das Harpias e esperar elas dormirem para finalmente podermos fugir. Pegamos um taxi e em alguns minutos chagamos no hotel. O lugar era muito chique então seria difícil de entrar, mas como nos filmes clichês, eu e a Alex conseguimos uniformes de empregadas e subimos para o 12º andar e nos separamos, ela entrou no quarto 1208 e eu no 1216.

Me escondi dentro de um armário que tinha no quarto e esperei o Jake. Quando ele chegou eu dei um gritinho de felicidade e pulei em cima dele dizendo:

– Jake lindo! Eu te amo!!!!!!!

– ME SOLTA SUA DOIDA! — Ele gritou tentando me tirar de cima dele

– Eu te amooo! Vamos nos casar e ser felizes para sempre! – Eu disse com um sorriso maníaco

Ele começou a se sacudir e gritar:

– Você é louca?!? Me solta!

Esse cara já estava me irritando, então eu desci de cima dele, peguei meu sapato e bati com tudo na cabeça dele, que caiu desmaiado no chão. Eu peguei uma tinta preta de dentro da bolsa que eu havia trago e pintei a cara dele, que ficou irreconhecível. Depois de colocá-lo no ombro, fui procurar a Alex para podermos fugir.

Enquanto isso...

P.O.V Alex

Quando eu cheguei no quarto 1208, eu percebi que o Tyler Wine estava no closet, por isso eu peguei o casaco dele sem que ele percebesse (vulgo roubei). Na hora que ele apareceu eu pirei e pulei em cima da cama e comecei a apontar e gritar, só que eu parei quando engasguei com o matagal colorido que eu chamo de cabelo.

– Olá? – Ele disse olhando para mim com uma cara de desentendido

– Oi, meu nome é algo que ninguém nunca vai saber, o sobrenome não interessa, mas pode me chamar de Alex, Lexy ou docinho, como preferir. Vamos namorar, casar e ter 8 filhos com uma linda casa em Long Island. – Eu disse tudo bem rápido

– Tá, né? – Ele meio que faz uma pergunta

– Agora me pede em casamento – Eu digo em um tom autoritário

– Não – Ele faz uma cara como se dissesse “Você está louca?”

– Porque? – Eu digo fazendo uma carinha triste

– Eu não te conheço e já te acho uma psicopata- Ele diz.

Isso foi muito ofensivo para minha pessoa, dai eu usei meu charme divoso e encantador e joguei o cabelo na cara dele, nocauteando-o. Depois que o Tyler desmaiou, eu coloquei ele em um saco de lixo do carrinho de faxina e sai arrastando pelos corredores do hotel, como se nada tivesse acontecido. Andei alguns metros, virei um corredor e comecei a rir. De costas para mim estava uma garota de cabelos azuis e no ombro dela estava um homem com o rosto todo preto e com um macacão preto super apertado. Acho que ela escutou minha risada de foca, porque ela se virou, o que me fez rir mais ainda: era a Lilly!

Eu ri tanto que, acidentalmente (que isso fique bem claro) deixei o carrinho com o saco de lixo cair no chão.

– AI MEU DEUS! Eu matei o Tyler, ele morreu e a culpa é minha. NÃO!!!!!! – Me ajoelhei e comecei a chorar segurando o Tyler.

– Anda logo sua retardada, vamos voltar para o acampamento, se não eles vão nos pegar – Disse Lilly já colocando o Jake no chão.

Deixamos o Tyler e o Jake em um quarto de empregadas e saímos sorrateiramente do hotel, mas não sabemos como voltar para o acampamento.

– E agora? – Pergunta Lilly

– E agora o que? – Eu pergunto distraída

– Como vamos voltar para o acampamento?

Tá, ok, eu não tinha pensado nisso. Então, é, fudeu, mas eu sempre sei dar um jeito. Voltamos para dentro do hotel, entramos em um quarto qualquer, tiramos aquela roupa de faxineira e saímos do hotel pelas portas dos fundos. Do lado de fora do hotel encontramos uma van de uma lavanderia. Sem pensar duas vezes, puxei a Lilly pelo braço e entramos na van. Pisei no acelerador, e disparei em direção a Long Island. A Lilly ligou o rádio e estava tocando Seen it all do Jake Bugg. Estávamos cantando, felizes da vida, igual a duas retardadas, quando avistei uma viatura de polícia atrás da gente. Nela estavam dois policiais e um cara esquisito que suponho ser o dono da van. Eu acelerei mais ainda a van, só que de repente ela parou. Eu e Lilly saímos rapidamente da van e começamos a correr, daí a Lilly tropeçou e caiu no chão como um saco de batata, como eu estava logo atrás dela, eu caí no chão também. Os policiais nos pegaram, colocaram-nos algemas e nos levou para a viatura. Enquanto isso, o suposto dono da van não parava de rir da nossa desgraça, mas ele deveria estar preocupado com a van dele, que parou de funcionar.

P.O.V Lilly

Chegando na prisão, os guardas nos levaram para uma cela, e chegando lá tive uma grande surpresa.