Cronicas de prata

14 Quando você acha que não tem inimigos é porque você esqueceu se de alguém...


Notas iniciais
Ta aí... Desculpem a demora.

Katsura, Elizabeth, o homem ferido e Tomo o foram à loja citada anteriormente. Eles saem do esgoto e vêem a amanto encostada numa parede olhando para cima.

–Karu-san...

–Katsu-kun... –Ela olha em direção aos homens saindo do bueiro.

–Não é Katsu-kun, é Katsura! –Ele ajuda Tomo a tirar o homem ferido do esgoto.

–O que aconteceu com ele? –Karu se aproxima.

–Ele foi atingido pelas bombas que aqueles estranhos estavam lançando... –Katsura recorda o momento.

–Não é possível! Eles já te acharam...

–Eles? O que quer dizer com isso Karu-san?

–Foi por isso que te chamei aqui, Katsu-san você corre um enorme perigo.

–Por quê? –Tomo interrompe a conversa.

–Bem, pois... Quem é você?

–Eu sou Tomo prazer em conhecê-la.

–Certo, eu sou Karu. –Karu volta-se para Katsura. –Como eu ia dizendo...

–Ela me ignorou totalmente... –Tomo fica observando a dupla conversar.

–... Então o homem misterioso falou que quem te matasse ganharia uma pequena fortuna, uma barra de ouro e ate um brinde surpresa.

–Isso é terrível! –Exclamou Tomo.

–Que abominável! Ele trouxe esse brinde só para que todos ficassem curiosos. –Katsura falou tranquilamente.

“É verdade” Elizabeth se manifesta pela primeira vez. “Talvez esse brinde seja algo bobo no fim.”

–Ei, por que vocês só se importam com esses brindes?! –Karu pareceu irritada. –De qualquer jeito acho que vocês devam ir a um lugar seguro pelos esgotos e eu vou ver o que posso fazer por vocês.

–Tudo bem, eu agradeço pela ajuda. –Katsura reabre a tampa do bueiro. –Eu te aviso se algo acontecer.

Ele e seus amigos voltaram ao bueiro e Karu sai dos fundos da loja de conveniência em busca de alguém para ajudar seu amigo novo.

–Eu acho que devemos ir a minha casa Kotarou-kun, pois a sua casa é o primeiro lugar que eles irão procurar. –Tomo tenta ajudar o amigo.

–Tudo bem tem razão. Então vamos para sua casa. –Os dois começaram a procurar um caminho no esgoto que levasse ate a casa de Tomo.

–--

Enquanto isso Karu procurava alguém que mantivesse zura seguro ate que o misterioso mandante e suas razões fossem descobertas.

–... Eu pensei primeiramente em vocês para isso, pois quem seria mais apropriado que o próprio shinsengumi para proteger alguém? –Karu falava diante de todo o shinsengumi.

–Certo quem é esse seu amigo? –Hijikata acendeu um cigarro.

–Katsura Kotarou... –Ela fala inocentemente.

–Katsura... –Okita demonstra seu sorriso sádico.

–Kotarou... –Completa Hijikata. –Então, traga-o aqui para protegermos ele em uma de nossas celas.

–Sim, ele vai ser bem cuidado ate o dia do seu julgamento onde ele será sentenciado com total segurança. –Kondou falou tranquilo.

–E executado com toda a segurança e cuidado do shinsengumi. –Okita estrala os dedos.

–Então... Vocês não podem me ajudar...? Legal, vou ver se os yorozuyas estão em casa. –Ela se levantou e saiu. –Ate logo.

Karu foi ate o yorozuya, porem Tama avisa que eles saíram para fazerem um trabalho e provavelmente demorariam assim a jovem amanto decide ir para casa.

No caminho Karu passa por um restaurante e resolve comer um pouco ao entrar encontra quem menos esperava os yorozuyas trabalhando.

–É o destino! –Karu suspirou retirando a tigela de macarrão que caiu na sua cabeça assim que entrou. –Gin-san, estava te procurando... –Ela atravessa o tumulto no lugar e vai ate o balcão onde Gintoki se defendia das comidas voadoras com uma bandeja.

–O que foi? –Ele a puxa para trás do balcão e os dois se abaixam.

–Um amigo meu está sendo ameaçado de morte e eu preciso que vocês o protejam e me ajudem a descobrir quem deseja matá-lo.

–Qualquer coisa é melhor que continuar aqui! –Gintoki salta do balcão e puxa Shinpachi e grita para que Kagura pare de bater naqueles homens e o acompanhe.

Karu corre seguindo os yorozuyas que vão ate uma praça não muito longe do restaurante.

–Incrível, em todo lugar em que vocês vão acontece alguma bagunça... –Karu sentou no banco da praça.

–Não temos culpa se todos estavam a fim de brigar! –Kagura balançou a cabeça e sentou na outra ponta do banco.

–Gin-san e agora? Com certeza não iremos receber o pagamento, como vamos pagar as contas? –Shinpachi cruzou os braços e suspirou preocupado.

–Com a ajuda dessa garota aqui! –Gintoki sentou ao lado de Karu e pôs seu braço sobre os ombros dela. –O que era mesmo que tínhamos que fazer? Defender seu amigo de um assassino? Pff moleza...

–Não de um... –Ela tirou o braço de Gin de perto dela. –É uma multidão deles.

–Como? –Gin sorriu nervoso. Karu explicou a situação a todos enquanto eles caminhavam para casa. –Aquele idiota do zura... Tsc.

–Ele não tem culpa. –Shinpachi falou ajeitando os óculos.

–Tem sim... Todos os arcos ate agora ele foi o principal. –Gintoki mordia a ponta do dedo. –Desgraçado.

–Isso não tem nada a ver. –Karu olhava com desprezo para o samurai de cabelo prata.

–Certo, não temos mais o que fazer mesmo. –Ele dá de ombros.

Karu liga para zura e o avisa que conseguiu ajuda e pergunta onde ele está. Após finalizar a ligação Karu fala com os yorozuyas e todos vão ao endereço indicado. O lugar em questão é uma casa de dois andares com flores cobrindo toda a fachada.

–Será que é aqui? –Karu verificava o endereço e olhava para a casa.

–Deixe-me verificar. Zura! –Gintoki gritou.

–Não é zura, é Katsura! –Pode-se ouvir um grito vindo da casa.

–Vamos entrar... –Gintoki abriu a porta.

Ao entrarem estavam zura, Elizabeth e Tomo sentados tranquilamente tomando chá, enquanto um homem estava dormindo em outro sofá com uma parte corpo enfaixada.

–Desculpe-nos pela intromissão. –Shinpachi sacudiu a cabeça levemente.

–Sejam bem vindos! –Tomo se levantou e foi ate as visitas. –Por favor, escolham onde querem sentar. –Ele estende o braço em direção dos lugares vagos.

–Obrigado. –Shinpachi sorri.

–É uma bela casa... –Karu diz analisando o lugar detalhadamente e depois se senta em uma poltrona. –Porem... É como meu pai dizia quem tem muita mobília na sala é rico e pode receber muitas visitas, mas ele só quer receber muitas visitas para mostrar que ele é rico e pode receber muitas visitas...

–Isso não fez muito sentido para mim... –Tomo bebeu um pouco de chá.

–As pessoas ricas não entendem piadas de pobres. –Katsura estava serio.

–Isso não pareceu uma piada para mim. –Ele olha para zura. –De qualquer jeito viemos para falar da minha mobília ou para ajudar o Kotarou-kun.

–Ah, é mesmo... –Karu estalou os dedos.

–Não me diga que havia esquecido? –Ralhou Tomo.

–Pelo que a Karu falou são muitos assassinos, ou seja, ele não pode ir a lugar nenhum sozinho... –Gintoki pôs a mão no queixo.

–Na verdade tudo a sua volta pode matá-lo. O mandante do assassinato disse que ele apenas o queria morto, não especificou o tipo de morte então especialistas em veneno, sabotagem, tortura e assassinos estão envolvidos. –Karu pegou um pratinho de doces.

–Zura você só dá trabalho... –Gintoki dizia limpando o nariz com o dedo.

–Não é zura, é Katsura.

–Eu já tive uma ideia do que fazer. –Gin tira o dedo do nariz e limpa ele no braço do sofá.

–Ei, minha mobília! –Tomo grita. –E que plano seria esse?

Gintoki sorri...

–---

Lá estava ele com as mãos amarradas e de cabeça baixa entrando no covil do misterioso que mandou o matar ao seu lado estava um homem de olhos que pareciam de um peixe morto, seu cabelo era encaracolado, ele trajava uma roupa que lhe cobria todo o corpo e uma parte do rosto.

Os dois caminhavam devagar e ao notar o homem ali os olhos verdes brilharam na escuridão.

–Por que o trouxe vivo? –Falou o mandante.

–Sou especializado em tortura, achei que seria divertido você ver meu trabalho. –O homem encapuzado empurrou zura.

–Patético... Era tão conhecido naquele tempo e agora é pego por um Zé ninguém. –Gargalhou o mandante.

–Zé ninguém? Maldito! Deu trabalho pegar esse imbecil... –Ralhou o homem de permanente natural.

–Levante o rosto. –O mandante falou.

–É melhor não... –Respondeu nervosamente o homem.

–Levante a cabeça agora! –O mandante grita e faz com que sua voz ecoe ate onde Karu e Kagura estavam.

Katsura levanta um pouco o rosto, mas as sombras ainda impedem que se tenha uma visão clara da sua face.

–Espere... –Os olhos verdes do mandante se espreitaram. –Esse não é Katsurrra Kotarrrou.

–Claro que é o idiota do zu... Merda.

–Peguem os! –O mandante grita e varias pessoas com mascaras de gatos aparecem.

Gintoki corre e zura falso corre deixando a sua peruca cair e revelar uma enorme careca. Os dois saem do galpão enquanto os guardas do mandante os perseguem.

Depois de alguns minutos gin e Tomo haviam despistado os mascarados e Karu e Kagura aparecem para perguntar o que aconteceu.

–Então não conseguiram nada... Certo, vou avisar para o Shinpachi que vamos passar para o plano dois. –Karu pega um celular. –Alô... Alô? Ele não atende... Gin-san. Tem algo errado!

Notas finais
E ai o que vocês acham que vai acontecer? Já tenho o final pronto agora só falta o resto. Ate o próximo.