Cronicas de prata
19 Quando for enviar algo tenha certeza de colocar o endereço certo.
Notas iniciais
–Então o gato monstruoso era amigo de longa data do Kotarou-kun? –Perguntou Tomo enquanto Karu tirava a atadura da cabeça dele.
–Sim, mas pelo que o gin-san me disse o Katsu-kun não lembra direito e por isso o Momotaro ficou irritado. –Karu vai em direção a lixeira do outro lado da sala e joga as ataduras.
–Isso não justifica o fato dele querer matar o amigo. –Tomo se recostou na cadeira da pequena enfermaria.
–Eu também não entendo... –Karu continuava parada no mesmo lugar.
–Não é obvio? –A voz vinha da janela e surpreendeu aos dois.
–Quem é... Ah, é só você. –Karu viu que era a jovem que usava mascara de gatinha. –Por que é obvio?
–Pois imagine que alguém que você gosta muito te troca por outra pessoa enquanto você está fora... –A garota entra e se senta numa maca do lado da cadeira que Tomo estava.
–Seria horrível, eu ficaria muito triste e brava. –Karu parecia assustada só com a possibilidade.
–Exato, foi assim que o mestre gatinho-san se sentiu ao encontrar o melhor amigo com outra mascote.
–Entendo... –Karu sorriu nervosamente.
–Karu-sama, o que há de errado com ele... –A garota se aproximou de Karu olhando fixamente para Tomo.
–Calada... –A garota-rã tapou a boca da menina.
–Karu-san, tem algo de errado comigo? –Perguntou o semi-careca.
–Bem, eu teria que te falar isso mesmo... Aquele veneno que tinha na lamina do Quon era muito forte corroeu a pele e acabou deixando uma cicatriz em seu rosto. Não é tão ruim assim... –Ela pega um espelho de mão e mostra a Tomo as marcas azuladas das cicatrizes.
–... –Tomo pegou o espelho e ficou olhando em silencio seu reflexo.
–Não é tão ruim assim, não é Felice? –Karu cutucou a menina.
–Sim, Karu-sama. Veja pelo lado bom agora você pode fazer cosplay de avatar sem ter muito trabalho. –Ela pega um canetinha e risca bem onde as linhas da cicatriz se encontram, assim fazendo parecer uma seta torta na cabeça dele.
–Ei, você não está ajudando... –Karu segurava o riso e Tomo parecia ainda mais depressivo.
–-----
–Oi zura! –Cumprimentou gin.
–Não é zura, é Katsura! –O joui observava uma vitrine.
–Você tem falado com o Momotaro? –Gintoki também passou os olhos pela vitrine.
–Não muito, acho que eu só falei com ele uma vez depois que viajou. –Suspirou zura.
–Entendo provavelmente vocês vão se esquecer em pouco tempo como já aconteceu antes...
–Claro que não! Eu não vou esquecer e também não esqueci, mas certas coisas são preferíveis fingirmos que nunca aconteceu. –Katsura franziu as sobrancelhas.
–Se você diz... –Gintoki deu de ombros.
–Mas eu gostaria de saber como e onde ele está...
–---------Em algum lugar no universo----------
–Senhor, tem uma enorme caixa endereçada a você. –O servo entrou na sala de comando da nave.
–O Que? –O homem parou de tocar seu shamisen e apenas olhou pelo canto do olho.
–O remetente é desconhecido, mas diz que passou por vários planetas, inclusive a terra.
–Interessante... –Ele sorriu e levantou-se. –Leve-me até o pacote.
Ao chegarem ao hall inferior da nave um grupo de tripulantes já estavam ansiosos para saber o que havia na caixa, todos se calaram no momento em que Takasugi se aproximou de uma das laterais da caixa e Takechi Hepeita aproximou-se de outra.
–Eu estou pronto para abrir... –Takasugi fez um sinal com a cabeça e Hepeita ergue o pé-de-cabra que trazia consigo pronto para arrebentar o embrulho, porém antes que o fizesse o conteúdo da caixa salta em sua direção lançando pedaços do caixote por toda parte.
–O quê?! –Todos gritaram surpresos enquanto uma fina camada de poeira cobriu tudo.
–O que houve com você Takasugi? Realmente os anos não te fizeram bem... –Um enorme felino segurava Takechi preso ao chão imóvel.
–Não ofenda Takasugi-sama o comparando com esse lolicon! –Matako gritava defendendo o Shinsuke que olhava tranquilamente.
–Não sou lolicon, sou feminista! –Ele se defende, mesmo que ainda estivesse preso pelas garras daquele estranho amanto.
–Então você está ai... É não mudou muita coisa. –Momotaro olhou para Takasugi ambos pareciam “animados”.
–E você ainda está vivo? Achei que tivesse virado comida para os abutres há muito tempo... –Takasugi sorria cinicamente.
–Eu sou mais persistente que erva daninha e além do que eu tive uma pequena ajuda. –Momotaro se mantinha na mesma posição olhando Takasugi pelo canto dos olhos.
–Entendo... E o que te traz até aqui? –Ele abaixou a cabeça ainda sorrindo.
–Que mal faz visitar um amigo? –Falou ele ironicamente andando para o lado e libertando Hepeita.
–Não precisa mentir, qual é sua verdadeira intenção ao vir até aqui? –Matako gritava e apontava para Momotaro.
–Não me lembro de ter me dirigido a você mocinha... –Momotaro se aproxima de Shinsuke e os dois de encaram. –Não vai me convidar para sentar e conversar?
–Sim, venha. O Yakult hoje é por minha conta.
Fale com o autor