Cronicas de prata

5 O melhor de limpar um lugar é achar coisas legais que estavam perdidas.


Notas iniciais
Segunda parte do arco que está começando a ficar mais serio...

O trio yorozuya estava vagando pelas ruas de Edo buscando algum trabalho que lhes pudesse dar dinheiro para pagar as despesas que teriam na comemoração do aniversario de zura.

–Estão vendo alguma placa de ajudante ou coisa do tipo? –Gintoki olhava o jornal enquanto Kagura e Shinpachi deveriam olhar pelas ruas.

–Nada do lado esquerdo e do lado direito kagura-chan? –Patsuan pergunta olhando atentamente para as lojas. –Kagura-chan? Cadê ela? –Shinpachi nota que a garota de trajes chineses e sua mascote não acompanhavam mais os dois.

–Como assim?! -Gintoki começou a procurar por todas as partes e nada da pequena yato. –Aquela imbecil, falei pra não se separar de mim!

–Gin-chan! Veja! –A garota aparece numa velocidade incrível em seu cão, mas ao cruzar uma rua acaba colidindo com uma garota de bicicleta que trazia caixas com doces.

–Kagura-chan! –Ambos gritam e correm e direção a yato que está caída no chão.

–Olha só isso... –Gintoki ajoelhou-se e começou a analisar o estrago. –Que desperdício...

–Não é essa a questão aqui! –Ralhou Shinpachi.

–É verdade, imagina se tivermos que pagar por esses doces! –Gintoki fez uma cara surpresa.

–Também não é disso que estou falando... Ah, esquece. Apenas veja se as meninas estão bem.

Gintoki vira Kagura que estava de bruços e nota que a garota chinesa estava de olhos fechados porem mastigando algo.

–Parece que ela esta perfeitamente bem. –Shinpachi e Gintoki olham com desprezo.

–Patsuan, veja como está a menina da bicicleta. -Gintoki aponta para a jovem que estava presa embaixo de Sadaharu.

–Sim. –Shinpachi puxa a jovem e apoia a cabeça dela em seu braço enquanto verifica se ela não tem nenhum machucado.

Quando a entregadora abre os olhos vê um jovem desconhecido olhando suas pernas à reação dela foi obvia dar uma cotovelada na cara dele.

–Pervertido! –A Jovem gritou.

–Calma! –Gintoki corre para ajudar seu amigo.

–Esse Maldito! –Ela tenta chutá-lo, mas Gintoki a afasta.

–Nós só estávamos tentando ajudar! –Shinpachi grita e mostra metade de seu rosto inchado.

–Me solte, não preciso da ajuda de ninguém! –Ela tenta caminhar, entretanto ela sente uma dor no pé e se ajoelha massageando o local dolorido.

–Viu? –Gin pega o braço da jovem e põe sobre o seu ombro.

–Apenas me leve pra confeitaria da obaa-san! –Ela virou o rosto.

–Tudo bem, vamos Patsuan e traga essa imbecil também...

–Sim. –Shinpachi ajuda Kagura a se levantar.

O trio e a menina com macacão bege e cabelos negros seguiram ate uma pequena confeitaria não muito longe do local do acidente.

–Ela-chan, o que houve? –A senhorinha que varria a frente da confeitaria larga a vassoura e corre em direção à garota.

–Não é nada de mais... –A jovem vira o rosto quando a senhorinha se aproxima.

–Nos desculpe, nossa amiga acabou colidindo com ela enquanto corria pelas ruas. –Shinpachi se curva desculpando-se.

–Você está bem?

–É claro! Só não está bem o fato dos doces que eu ia entregar terem sido destruídos por essa esquisita e seu bicho monstruoso!

–Como é? –Kagura grita e tenta atacar a entregadora porem Gintoki a segura.

–Isso não importa, Ela-chan os doces eu posso refazer... –A senhorinha sorri.

–Nós podemos pagar o prejuízo, mas precisamos de algum emprego.

–Não se preocupem... Eu só preciso de alguém e algo pra fazer as entregas. Mocinha esse seu cão corre rápido?

–Muito rápido não é Sadaharu? –A menina fala com um brilho nos olhos e seu cão late como se respondesse à sua dona.

–Então seria minha entregadora por hoje?

–Claro!

–Muito obrigado obaa-san, isso ajudaria muito... –Gintoki agradece à senhora e põe a entregadora acidentada no banco.

–E o que eu vou fazer? –A garota se deita no banco.

–Me ajudar com os doces...

–Eu não quero...

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Gintoki e Shinpachi as deixam para trás e seguem em busca de um emprego, mas nenhum lugar aceita-os ou tem vaga... Quando a dupla quase desiste, aparece um senhorzinho carregando fatidicamente uma enorme caixa e sem nenhuma pretensão os dois vão o ajudar.

–Ojii-san, deixe-nos levar isso pra você. –Gintoki pega a caixa de um lado e Shinpachi pega do outro. –Onde você quer que ponhamos isso?

–Obrigado meus jovens, vocês são bastante gentis... Eu estava levando isso para a loja de penhores.

–Certo, então lá vamos nós! –Gintoki grita animado.

Ao chegarem à loja de penhores o senhor lhes pede mais uma ajuda para arrumar a loja.

–Não sei não... Ajudamos o senhor, pois era o certo a se fazer agora isso...

–Posso paga-los, eu iria contratar uns ajudantes mesmo... Se vocês quiserem, Claro.

–Aceitamos! –Os dois nem hesitaram antes de responder. A primeira tarefa dos yorozuyas foi reorganizar toda a loja, enquanto organizavam a loja era inevitável que eles se distraíssem com coisas encontradas na loja.

–Veja isso Gin-san! –Shinpachi pega um casco de tartaruga com espinhos.

–Acho que Bowser está com uns pequenos problemas financeiros Ahaha.

–Depois de todos aqueles raptos de princesa ele deve ter ficado sem nada... –Shinpachi coloca o casco no chão e Gintoki pega e o põe em suas costas.

–Vocês dois querem parar de brincar e terminar logo esse serviço! –Ralhou o ojii-san. –E alias quem trouxe isso aqui foi o meu amigo Luigi-san, ele teve tantos problemas... Primeiro sua esposa o troca por cara magrelo que o imitava, depois sua casa fica infestada de fantasmas então ele não teve escolha. Vendeu tudo e se tornou Luigi Anna.

–Por quê? –Os dois perguntaram abismados.

–Esqueçam, apenas voltem ao trabalho... –O velho fez um sinal com as mãos e os yorozuyas voltaram tirar e organizar os objetos da loja.

–O que é isso? Um álbum de fotos? Por que alguém penhoraria isso? –Gintoki pega o álbum e abri. –Olha isso... Que beleza. –O nariz do jovem começa a sangrar.

–O que foi? –Shinpachi se aproxima e se nariz também começa a sangrar.

–O que vocês tão olhando aí? Espera isso é meu como veio pra cá? É o álbum que a Luigi Ana me mandou... -Ao ouvir isso Gintoki lança o álbum e depois o chuta pra fora da loja.

Gintoki mexe em um livro e acaba derrubando o resto da pilha em Shinpachi que acaba soterrado, o jovem pede pra Gintoki o tirar de lá e o samurai albino, apanha o óculos e o põe sobre o balcão como se tivesse atendendo o pedido do amigo e depois pega um medalhão que estava jogado por ali.

–O que é isso ojii-san?

–Um homem me vendeu disse que era um “medalhão do tempo”, mas não funciona.

–Como sabe? -Gin põe o medalhão- Tentou voltar no tempo?

–Eu tinha umas coisas pra fazer, ou melhor, desfazer...

–Tipo o que? –Gintoki o olhou de forma maliciosa.

–Quer pizza? –O ojii-san fingiu que não ouviu.

Depois do almoço um cliente aparece, seu rosto era cheio de cicatrizes e suas roupas estavam em farrapos.

–Parece que você ta mesmo precisando de dinheiro. –Gintoki fala sarcasticamente.

–Gin-san, isso é falta de educação! –O jovem fala ainda embaixo da pilha de livros.

–Você tem razão jovem devemos tratar os clientes igualmente. –O senhor responde como se os óculos tivessem falado.

–Eu não vou nem me dar ao trabalho... –O apoiador de Shinpachi suspira.

–Eu vim, pois quero penhorar isso... –O homem mostra uma espada samurai bela e aparentemente nova.

–Vamos ver. –O senhor a pega e analisa cuidadosamente. –Posso te dar ¥5000 e olhe que ainda é muito.

–Eu aceito. –Ele dá a espada e sai.

–Acho que foi barato... –Gin disse olhando o velho.

–Eu também, mas quem liga. Deixa-me analisar essa belezinha... Ué, cadê ela?

–Acho que o maltrapilho levou-a consigo. –O apoiador de Shinpachi aponta pra porta.

–E você só avisa agora? –O velhinho pareceu zangado. – Vá atrás dele!

Gintoki seguiu a ordem do ojii-san e correu atrás do homem, depois de vagar por algumas horas encontra-o contando o dinheiro apoiado no corrimão de uma ponte.

–Seu maldito, devolva a espada ou o dinheiro!

–O que você quer dizer? – O homem olha sua cintura. –Você ainda está aqui? Não gostou da nova moradia? Hmm entendo...

–Você é mesmo um maluco... Dê-me a espada. –Gin estende a mão.

–Você a quer? Tudo bem pra você em aceitar o destino de portá-la?

–Que besteira, apenas entregue-a!

–Sim... –O homem desembainhou a espada. –Certo, comecemos a iniciação.

Gintoki também pega sua bokuto, o homem salta sobre gin que segura o golpe porem acaba sendo empurrado para trás. O homem prepara outro ataque e gin tenta se desviá-lo, entretanto recebe um corte nas mãos.

“Como?” pensava Gintoki aquele homem era aparentemente tão fraco, mas seus golpes estavam causando aquele estrago.

–O que houve? Já cansou? – O homem trazia no rosto um sorriso demoníaco. –Quer acabar logo com isso, receba essa espada e todo seu fardo.

Gintoki sente o gelo da lamina e o odor cadavérico do homem passar por ele e ao olhar para trás a cena é horrenda Katsura tinha a espada atravessando seu corpo e o homem ria freneticamente.

–Por quê? –Gintoki gritou e correu em direção ao amigo. –Zura!

–N-n-nunca achei que admitiria, mas gosto desse apelido. –Ele falava esforçando, o sangue escorria pelos cantos de sua boca.

–E por que está admitindo?

–Pois vou morrer já estou vendo ate uma luz...

–Não seja imbecil! Você vai viver! –Gintoki tenta animá-lo, zura então sorri e sucumbi. –Katsura!

Gintoki passa algum tempo ali, com Katsura em seus braços. Ate uma multidão se aproximar e ate uma viatura do shinsegumi aparece.

–Senhor você está preso! –Era Okita e ele parecia serio.

–Por que a mim e não o verdadeiro criminoso? –Gin parecia abalado e não se movia.

–Por que você é ele... –Okita puxa Gin pelo braço.

–O que você quer dizer com isso não brinque. –Gintoki tenta se soltar.

–O que você está tentando fazer, todos estão vendo que a arma do crime é sua.

–O que? –Gintoki olha em sua cintura e vê a bainha da espada. –Isso não é possível!

–Gin-chan! –Gintoki olha e vê seus amigos e meio a multidão de curiosos, eles o olhavam como se não acreditassem no que estavam vendo. E de repente uma cortina de fumaça faz com que tudo se perca na imensidão branca e Gintoki é arrastado.

–O que você pensa que está fazendo? –Gintoki pergunta antes mesmo de saber quem é.

–Eu estou te salvando! –Era Sa-chan. –Aqueles malucos de onde eles tiraram a idéia de que você mataria seu amigo!

–Calada, talvez eu mereça isso agora se me dá licença. –Gintoki ia pular do terraço de onde eles estavam porem Sarutobi o segurou.

–Gin-san, não faça isso! Reviva os momentos bons e depois abra os olhos e vai estar ainda na manhã de hoje e pense que tudo isso foi um pesadelo! –Sarutobi a braça Gintoki aos prantos ela aperta fortemente o kimono de Gintoki, mas ele a ignora e tenta se livrar do abraço e acaba caindo do prédio.

Em meio à queda gin desfalece e quando recobra a consciência sente dores pelo corpo todo.

– Que dor... Onde estou...?

Notas finais
O que vocês estão achando? O que vocês acham que vai acontecer no próximo capitulo?