Cronicas de prata
17 Crianças se apegam rápido aos seus mascotes
Notas iniciais
Era noite e o quarteto já estava de volta a seu esconderijo depois de um dia de intensa batalha contra os amantos. Takasugi cuidava de seus ferimentos, Gin estava encostado olhando o colega, Sakamoto já estava deitado e Zura estava num canto fazendo algo sem que seus amigos vissem.
No meio da madrugada Gintoki começa a se queixar de um cheiro ruim.
–Ei, Sakamoto se quiser soltar uns estilo Takasugi saia daqui! –Gintoki usa o pé para cutucar o colega no futon ao lado.
–Não fui eu, não costumo fazer esse tipo de coisa! –Sakamoto se defende.
–Ei, seu maldito o que quis dizer com ‘estilo Takasugi’? –Shinsuke começa a gritar.
–São puns silenciosos porem mortais... –Gintoki segurou o riso.
–Ahahaha Isso nunca perde a graça! Ahahahaha... Ei, que fedor alguém soltou outro Takasugi!
–Parem de falar isso! –Takasugi fica irritado.
–Com licença estou passando... –Zura se levanta e começa a caminhar por entre os futons carregando algo. –Estou pegando isso emprestado. –Ele acende uma lanterna e saí.
–Então era você! –Gintoki vira-se para Katsura.
–Não é você, é Katsura! – Ele fala já fora do quarto.
Algum tempo depois um barulho irritante semelhante a um choro ou uma risada começa a ser ouvido e Gintoki é o primeiro a se manifestar.
–Ei Sakamoto! Ate dormindo você é irritante! –Ele usa o pé pra cutucar Sakamoto no futon ao lado.
–Não sou eu. –Ele se defende de novo .
–Calados! Eu quero dormir. –Alguém naquele quarto grita.
–Com licença estou passando... –Zura volta a se levantar com algo nos braços.
–Zura pare de ficar saindo e voltando... –Takasugi resmunga meio sonolento.
–É que estou tendo um pequeno problema...
–Alias o que é isso que está carregando nos braços? –Shinsuke se levanta e estende a mão ate o embrulho nos braços do amigo.
–Não é nada! –Ele tira o embrulho do alcance do amigo.
–Deixa-me ver. –O embrulho ficou próximo de Gin que consegue mexer no pano. –O que é isso? –Ele tenta mexer, mas zura se afasta.
Então Takasugi e gin saltam sobre o Katsura que cai no chão então Takasugi o contem para que gin consiga ver o que ele está escondendo.
–Que merda é essa? –Gintoki fala depois de ver o que estava no pano.
–O que foi? –Takasugi solta zura e vai ver o que Gintoki segurava. –Por que diabos você trouxe essa coisa pra cá?
–Não é coisa, é Momotaro! –Ele toma “Momotaro” dos braços de Gin.
–Não acredito que você deu nome pra isso! Ele é um amanto igual a os outros que combatemos todos os dias! –Ralhou o samurai de cabelo prata bastante parecido com o pelo do amanto.
–Ele não é um amanto, ele é apenas um filhote de gato. –Katsura acariciava a parte negra do pelo do filhote que ronronava.
–Um gato igual aquele que quase arrancou o braço do Shinsuke-chan hoje mais cedo! –Gintoki colocou a mão no ombro de Takasugi. –Imagine se Shinsuke-chan perdesse o braço direito! Ele nunca mais iria poder manusear espadas... Imagine o Shinsuke-chan sem manusear espadas ele com certeza ficaria muito mal humorado.
–Ei, por acaso esta fazendo piadas de duplo sentido? –Takasugi olha para Gintoki com um olhar irritado.
–O que? –Gintoki fez uma cara de quem foi muito ofendido. –Não, eu só queria te defender!
–O que está havendo? –Sakamoto se levanta. –Ahahaha que fofo! –Ele tenta acariciar Momotaro, mas o felino morde-o. –Ahaha parece que ele gostou de mim.
–Parece mesmo. –Zura olha orgulhoso Momotaro morder os dedos de Sakamoto que sangravam enquanto ele sorria.
–Ele não gostou porcaria nenhuma! –Shinsuke e gin falaram ao mesmo tempo.
–De qualquer maneira livre-se disso! –Gintoki falou.
–Eu não posso, ele é apenas um bebê... –Zura abraça o pequeno amanto. –Meu bebê.
–Eu não acredito você já se apegou a ele! –Takasugi bate a mão no próprio rosto. –Se quer ficar com ele me responda como iremos alimentá-lo?
–Com leite, obvio!
–Aqui não tem leite, não vai dizer que ele esta com fome desde que o trouxe para cá. –Gin olha a expressão fofa do amanto.
–Não eu dei Yakult, já que é feito de leite não faz muita diferença...
–Você o que? –Shinsuke grita e começa a sacudir Katsura.
–Fique calmo, Shinsuke-chan. Ele não deve ter acabado com tudo. –Gintoki tentava afastar os dois.
–Isso mesmo, eu também dei um pouco de leite de morango para não acabar com toda a Yakult.
–Como é? Desgraçado! –Gintoki também começou sacudir zura.
Na manhã seguinte zura brincava com Momotaro enquanto Sakamoto e Gintoki conversavam.
–Vem cá momo-chan! –Zura tentava fazer o pequeno ir ate ele, porem o gato o ignora e vai para próximo de Takasugi. –Ele gosta de você!
–Gosta nada, ele só está interessado no meu Yakult... –Takasugi tenta afastar o amanto dele.
–Nós temos que ir, parece que uma nave carregada de amantos está para aterrissar por perto... –Gintoki levantou-se e bateu nos ombros de Takasugi.
E assim as batalhas começavam e terminavam e um curto período de tempo passou, mas foi o suficiente para que o pequeno Momotaro ficasse não tão pequeno assim.
–O que iremos fazer com o Momotaro? Ninguém quer cuidar dele. –Katsura fazia onigiris e observava o gato olhar fixamente para uma borboleta que voava a volta dele.
–É claro que iria querer cuidar dessa coisa monstruosa e sem coração? –Gintoki observa o filhote esmagar uma borboleta que voava a volta dele.
–Temo que teremos que levá-lo conosco. –Takasugi bateu levemente na cabeça do felino que tentou roubar seu Yakult.
–Isso não! Ele é muito jovem para presenciar esse tipo de violência! –Protestou zura.
–E no que está pensando de contratar uma babá?! –Gritou Gintoki.
–Não é uma má ideia... –Sussurrou Katsura.
Katsura se negava a levar Momotaro para o campo de batalha consigo porem não teve alternativa e no dia seguinte quando uma nova “leva” de amantos chegou, Momotaro foi levado ao campo de batalha.
–[...] Sakamoto vai à frente e cria uma distração para que nós possamos ir em seguida acabando com eles. –Shinsuke rabiscava no chão ilustrando o plano.
–Ei Katsura-kun você não vai ficar carregando ele para lá não é? Isso atrapalhará a sua e a nossa mobilidade. –Falou um homem de barbicha e que parecia com um gorila.
–É mesmo onde ira deixá-lo? –Perguntou Gintoki.
–Ele fica aqui. –Katsura colocou Momotaro sentado sobre uma pedra. –Tenho certeza que ele ira se comportar bem. –Ele acaricia a cabeça do felino.
–Então tudo pronto? Pode ir, Sakamoto. –Takasugi fez um sinal para o colega que saiu correndo e desnorteando um grupo de amantos que estava por ali. –Katsura agora é você! Os outros venham junto a mim.
E a estratégia seguiu o grupo derrubou a metade dos amantos e Sakamoto resolveu voltar para o lugar de antes para tratar de um corte e voltar à batalha, mas quando chegar Momotaro se assusta ao vê-lo daquela maneira e acaba o atacando e lhe causando ferimentos piores.
–Tudo bem Sakamoto? –Perguntou Gintoki ajudando o amigo a se levantar enquanto Katsura tentava acalmar o animal que ainda se debatia nos braços dele.
–Ai, ai, ai as garras dele são mais afiadas que uma katana. –Queixou-se Sakamoto pondo uma das mãos em um dos cortes causados pelo bichano.
Aquela foi a gota d’água para Takasugi que teve sua estratégia destruída pelo gato monstro. Shinsuke então partiu para atacar o felino, mas teve o ataque bloqueado por Gintoki que tentou acalmar os colegas.
–Querem parar? –Gritou Gin. –Ficar fazendo algazarra não vai resolver nada! Temos que nos acalmar por hora...
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–Temos que nos acalmar por hora, pois fazer tamanho escândalo não irá resolver nada... –O mandante fala depois de subir no telhado de uma cabana ignorando todas as perguntas das pessoas que o perseguiam.
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