Cronicas de prata
8 Algumas coisas são inevitáveis, mesmo se viajarmos no tempo.
Notas iniciais
Depois de Katsura e Takasugi terem ido embora Yoshida e os gins foram jantar, mas no meio da refeição Gintoki começa a passar mal e Yoshida pediu que o pequeno gin fosse atrás de Saki e o menino obedece imediatamente.
–Yoshida-san, eu preciso falar uma coisa... –Gintoki se aproxima do professor.
–O que foi Michael Jackson?
–Não espere, eu quero falar mais de uma coisa... Ai, ai... –Ele pressionava a mão sobre o estomago. –Primeiro: Meu nome não é Michael Jackson... Meu nome é...
Quando ele tentou falar algo a dor em seu estomago aumentou e ele começou a arrastar-se para fora.
–Espere! Quem é você? –Yoshida tenta segura-lo, mas o rapaz corre para entre os arbustos.
–Que porcaria esse seria o momento perfeito para contar pra ele a historia toda. -Pensava Gintoki adentrando na floresta. –Entretanto tudo que eu preciso agora é do meu banheiro! –Ele fecha os olhos e dá um salto e acaba dando de cara em algo.
Ele passa algum tempo no chão sentindo a dor no estômago diminuir lentamente e ao abrir os olhos vê o teto de sua casa e então ele se levanta rapidamente e olha em volta e vê o seu quarto.
–O que está havendo aqui? –Ele parece chocado. –Será que tudo foi um sonho? –Ele toca o rosto e sente algumas ataduras ao retirá-las sente o cheiro da pomada que Saki lhe deu.
Depois ele corre para sala e vê que Shinpachi não está lá e Kagura ainda dorme. Então ele resolve acordar a menina.
–Kagura, ei! Kagura! –Ele sacode a menina.
–O que houve? –Ela diz meio sonolenta saindo do armário.
–Que dia é hoje?
–Quinta-feira... Por quê?
–Hoje é o aniversário do zura não é?
–É sim... Você esta com amnésia alcoólica? –A menina olhou para Gintoki com os olhos ainda meios fechados.
–Eu nem bebi!
–Por isso...
–Não seja idiota! –Ele dá um cascudo em Kagura. –Eu acho que... Que viajei no tempo!
–Eu acho que você viajou na maionese isso sim! –Kagura cutucava o nariz.
–Calada! Eu vou te provar... Deixa-me ver, se eu estiver mesmo certo o Shinpachi chegará daqui pouco todo contente por ter ganhado um sorteio da otsuu.
–Não to acreditando muito não... –A yato ignora Gintoki e vai se arrumar depois Gin também resolve se arrumar e preparar o café.
Kagura tenta pegar a comida porem Gintoki não permite e os dois começam a brigar ate Shinpachi entrar todo alegre na yorozuya.
–O que houve patsuan? –Gintoki perguntou empurrando Kagura pra longe.
–Eu ganhei um sorteio! –Ele falou enquanto uma luz surgia a sua volta.
–Eu não te falei! –Gintoki grita para Kagura.
–Foi sorte, alias você nem sabe o que ele ganhou. –Kagura Pegou uma tigela de arroz.
–Patsuan, por acaso o seu premio seria passar um dia com a otsuu? –Gintoki colocou o braço sobre os ombros do amigo que o olhava abismado.
–Como você soube? Eu não contei pra ninguém nem pra minha irmã!
–E agora Kagura acredita em mim? –Ele vai para perto de Kagura que o olha com desdém.
–Ainda não estou convencida. –Ela fala terminando de engolir o arroz que tinha na boca.
–Acredita em que? –Shinpachi pergunta confuso.
Gintoki o ignora e vai comer também, depois os gin e Kagura ficam deitados no sofá enquanto Shinpachi começa a limpar.
De repente Gintoki levanta-se do sofá e olha para o relógio, “ele deveria chegar agora pensou” Gintoki, impaciente o samurai preguiçoso vai ate a porta e vê Katsura sentado no final da escadaria brincando com um gato.
Quando o felino foge dos braços de zura, o jovem se levanta e vê o amigo.
–Estava adivinhado? –Disse ele sorridente. –Yo, Gintoki.
–E ai? Zura.
–Não é zura, é Katsura!
–Venha, entre. –Gintoki fez um sinal com a mão e Katsura o seguiu.
–Onde Elizabeth está? –Gintoki nota que a mascote e companheira de seu amigo não está por perto.
–Aconteceram alguns problemas e Elizabeth encarregou-se de cuidar deles.
–Entendo.
–Zura! –Kagura falou animada.
–Não é zura, é Katsura!
–Olá Katsura-san, o que veio fazer aqui? –Shinpachi disse retirando os fones de ouvido.
–Foi Gintoki que me chamou aqui. –Ele olhou para Gintoki.
–Bem, Hoje é seu aniversario por isso reservei o restaurante da Ikumatsu só para nós e queria que você se encarregasse de convidar alguns amigos, mas nada de convidar todos aqueles inúteis do joui.
–Gintoki... –Katsura olha serio para gin. — O que aconteceu com você?
–Seu imbecil eu só quero ser amigável! –Gintoki esmurrou o braço de Katsura.
–Bem, se insiste tanto... –Katsura massageia o braço.
–Pronto, já fiz minha boa ação do ano.
–Então é só disso que se trata? –Katsura grita e faz careta.
–Zura, antes que você vá quero te mostrar uma coisa...
–Não me ignore! –Katsura grita com Gintoki. –O que é? É um presente?
–Você não acha que já estou te dando um grande presente ao te fazer uma festa?
–Você não disse que tinha algo pra me mostrar?
–Agora ele se interessa... –Shinpachi olha a cena de longe.
–Esqueça! Saia daqui! –Gin aponta para porta.
–Tudo bem... –Ele vai andando e ao chegar à saída ele se vira. –Ainda vai ter festa né?
–Saía logo!
–Gin-san, foi por isso que voc... –Gin interrompe a já ouvida fala de Shinpachi.
–Foi, foi... E eu realmente nem acredito que fiz isso.
–Gin-chan, você é incrível! –Kagura pula nas costas de Sadaharu.
–Certo... Vamos sair e procurar algo pra fazer, pois esse dinheiro não dá nem pra pagar as despesas da Kagura. –Ele guardou o dinheiro. –Estão prontos!
–Sim! –Kagura e Shinpachi gritaram ao mesmo tempo.
–------
Gintoki já sabia o que ocorreria no dia então não impediu que nada ocorresse, Kagura acabou batendo na bicicleta da entregadora e ganhou o emprego provisório.
Gintoki e Shinpachi seguiam procurando emprego e não encontravam ate encontrarem o senhor da loja de penhores e o ajudar-lo e assim ganharem empregos.
O dia fluiu normalmente, Gin tenta ao máximo não interferir.
No meio da tarde o samurai maltrapilho entra na loja e gin sabe que chegou à hora da ação. Quando ele sai Gintoki diz que o homem saiu com a katana e o dinheiro e vai atrás dele antes mesmo do senhor mandar.
–Ei você, tenho umas perguntas para lhe fazer. –Gin vai ate a mesma ponte e encontra o homem.
–O que é?
–Está pronto para receber o fardo que minha espada pode causar. –Ele pega sua bokuto e o homem não responde e desembainha a espada e os dois começam a duelar.
Gin não consegue atacar o homem apenas defender os ataques do adversário, mas ele sabe o que fazer. Ele vai recuando a ate a extremidade da ponte e quando o homem vem para dar o golpe final Gintoki salta para esquerda e defende o ataque do homem que acertaria em cheio seu amigo que vinha distraído.
–Já chega! –Gin se enfurece e põe força em um golpe que tira a espada das mãos do homem, Gintoki aproveita que o homem está indefeso e lhe dá um soco no estomago.
–G-gi-gintoki! –Katsura se aproxima nervoso.
–O que é? –Gintoki se vira para Katsura e começa a analisar seus ferimentos.
–Está bem...?
–Eu estou ótimo. –Gintoki levanta o rosto e Katsura pode ver um sorriso de satisfação no rosto ferido do amigo. –E você?
–Estou bem, minhas calças que não... –Katsura desvia o olhar.
–Você é nojento!
–Gin-san! –Shinpachi aparece trazendo o ojii-san nas costas.
–Você recuperou o dinheiro? –O senhor vai ate Gintoki.
–Por qual motivo não faz isso você mesmo. –Ele olha para o homem ainda deitado no chão se contorcendo de dor.
–----
No inicio da noite gin e Shinpachi voltam para casa com o dinheiro que receberam do ojii-san e Encontram Kagura e a jovem entregadora na porta.
–Gin-chan! –A yato sorria com a boca toda suja de glacê. –Como foi seu dia de trabalho?
–Nada de excepcional, concorda Patsuan? –Ele olha para o amigo sorrindo.
–Isso, nada fora do comum. –Ele também sorri.
–Por que está aqui? –Gintoki vai em direção da entregadora.
–Não é por que vim ver você nem nada do tipo... –Ela vira o rosto. -... É porque a obaa-san pediu para dar esses doces para a festa do seu amigo.
–Eu agradeço! –Gin pega a caixa. –Mas como sabiam?
–Eu contei a ela! –Kagura se aproxima e tenta mexer na caixa, entretanto Gintoki a impede.
–Você não contou para mim nada! –A jovem grita.
–Eu não falei “Ela” você, eu falei ela me referindo a obaa-san.
–Poderia ser mais especifica. –Ela cruza os braços e depois via o rosto.
–Está conseguindo acompanhar a conversa Gin-san? –Shinpachi se aproxima.
–Não... –Ele fala enquanto come um doce.
–Como assim não entenderam?! Meu nome é Ela. –A garota se senta em um degrau da escada.
–Aaaah... –Tudo ficou mais claro para os dois.
–Eu só não entendo porque a obaa-san não deixou que Kagura trouxesse a caixa.
–Ela deixou, mas essa gulosa comeu tudo e voltou pra loja com olhos de cão abandonado dizendo que deixou caixa cair.
– Eu não comi! Elas caíram!
–Caíram na sua boca!
–Ta, já chega. Muito obrigado Ela-chan, agradeça a obaa-san pela bondade!
–Certo. –Ela se levanta e vai caminhando vagarosamente. –Ate logo, mas não que eu queira ver vocês de novo ou coisa parecida! –Ela fica corada e tenta caminhar mais rápido.
O trio entra e começa e se preparar para a festa e quando eles abrem a porta levam um susto e começam a gritar.
–Calados! –Otose grita e o tom da sua voz faz parecer que ela também se assustou.
–Que susto... –Gintoki põe a mão no peito. –O que foi? Veio cobrar aluguel? Pois saiba que eu não posso, porque não tenho dinheiro...
–E como vai pagar a festa do seu amigo? –Pergunta Tama, que está logo atrás de Otose e ao lado de Catherine.
–Ele não vai pagar, com certeza vai dar um calote como faz todo mês com a Otose-san. –Catherine fala cheia de convicção.
–Cala a boca comedora de sardinha! –Gintoki grita.
–Quem é comedora de sardinha? Seu caloteiro!
–Calados! –Otose gritou. –Não estamos aqui para cobrar seu aluguel, mas sim para ir com vocês a festa do seu amigo, ele nos convidou hoje mais cedo.
–Aquele imbecil! Falei pra ele não sair convidando qualquer um.
–Com disse? –O olhar furioso de Otose fez com que os três se desculpassem, mesmo que só Gintoki tenha falado aquilo.
O grupo seguiu ate o restaurante da Ikumatsu, para a grande festa.
Fale com o autor