Cronicas de prata

9 A melhor parte da festa é quase no fim.


Notas iniciais
Aleluia! Finalmente venci preguiça e terminei o capitulo! Essa festa promete..Mas não cumpre xD

O trio yorozuya ia para a festa de zura acompanhados por Otose e suas ajudantes e ao chegarem à porta do restaurante são recebidos pela proprietária, Ikumatsu.

–Yoo, Ikumatsu-san. –Falou Gintoki.

–Vieram para o aniversario do retardado? –Ela disse cruzando os braços.

–Sim, viemos pra comemoração do aniversario do imbecil, apesar de eu achar que deveríamos chorar pelo nascimento dele e não comemorar... –Ele disse balançando a cabeça levemente.

–Concordo... Sejam bem vindos e aproveitem. –Ela deixa o grupo entrar.

O restaurante estava cheio de enfeites e tinha uma enorme faixa dizendo “Feliz aniversario (ba)Katsura Kotarou” e as mesas tinham pratos repletos de docinhos.

–Fomos os primeiros a chegar... –Shinpachi disse olhando a decoração do restaurante.

–Que bom! Onee-san traz um Misso lamén! –Kagura falou animada.

–Sim. –Ikumatsu foi ate atrás do balcão.

– Ikumatsu-san, pegue esses doces para ajudar na festa. –Shinpachi entregou os doces que a Obaa-san havia dado. –Estão faltando alguns por que a yorozuya parece estar infestada de formigas. –Ele olhou para Kagura e Gintoki que se fingiram de inocentes.

–Muito obrigada, vou colocá-los junto com os outros em breve. –Ela pegou a caixa e saiu para entregar o pedido de Kagura e depois foi em direção a porta. –Tem gente chegando.

Ao chegar à porta ela vê Katsura se aproximar todo sorridente acompanhado por Elizabeth e um homem semi careca de terno.

–O imbecil vem aí. –Ela fala se tirar os olhos do aniversariante.

–Incrível Ikumatsu-san, como sabia que tinha gente na porta? –Perguntou Shinpachi pegando um dos doces na mesa.

–É uma coisa que você aprende quando entra para a o... Esqueça, esqueça. Não posso falar sobre isso.

–Por que esse clima de mistério? –Perguntou Shinpachi observando a expressão da mulher.

–Sejam bem vindos! –Ikumatsu abriu a porta e zura e suas companhias entraram.

–Olá! –zura falou animado. –Gostaria de apresentar Tomo-san, meu companheiro do joui.

Todos olharam para o homem e o cumprimentaram e depois voltaram a fazer o que faziam antes.

–Ei... Vocês não acham que estão esquecendo algo? –zura falou se aproximando de gin que estava bebendo saquê.

–Acho que não... –Ele olhou para zura.

–Você é o pior.

–Que festa animada, Kotarou-san... –Tomo boceja. –Isso aqui está legal mais não se compara com a derradeira festa que meus amigos fizeram no dojô para se despedir de mim... Três ótimos dias e noites de festa. –Ele começa a olhar para o teto como se estivesse vendo as imagens.

–Que cara irritante... –Ikumatsu disse enquanto pegava pratos cheios de mochi.

–Põe irritante nisso. –Shinpachi e Catherine falaram ao mesmo tempo.

–Parece que tem mais convidados chegando. –Ikumatsu olhou para a porta e depois olhou para zura que ficou a encarando. –Ta esperando o que para ir recebê-los?

–Porque eu tenho que fazer isso? –Perguntou Katsura.

–Porque são seus convidados! –ela diz irritada.

–Certo... –Ele vai em direção a porta. –Oh, é você! Entre por favor!

–Ah, que gentileza! –Era Otae acompanhada por Kyubei. –Meus parabéns.

–Obrigado, Otae-dono.

–Fiquei com vergonha de aparecer de mãos vazias e então te trouxe esse bolo que eu mesma fiz... –Ela abre a pequena caixa cheia de matéria negra e sobre ela estavam morangos. –Ah, não posso esquecer que a Kyu-chan me ajudou com os morangos.

–Ótimo muito obrigado... –Katsura agradeceu, pois sabia o que poderia lhe acontecer algo terrível se falasse algo sobre os dotes culinários de Tae. -Ikumatsu-dono. Por favor, guarde isso.

Tae é seguida por Kyubei que olha para Katsura, que a encara e os dois se cumprimentam com um movimento com a cabeça sem falar nada.

Algum tempo se passa e Gin e zura começam a apostar para ver quem consegue beber mais em um minuto, Gintoki vence. Enquanto isso Ikumatsu, Tae e Otose conversam e Shinpachi briga com Catherine sobre quem é a melhor atriz da atualidade.

–Bakatsura, tem alguém chegando. –Ikumatsu olhou para porta.

–Não é Bakatsura, é... –Ele levanta-se da cadeira e o convidado entra e interrompe sua fala.

–Zura-san! Ahahahahaha! –O convidado grita. –Feliz aniversario! Hahaha.

–Não é zura, É Katsura!

–Pensei que não fosse chegar a tempo. Ahahahaha... –Sakamoto abraça zura.

–Chegaríamos antes se você não parasse de caminhar a cada 2 minutos pra vomitar. –Mutsu entra logo em seguida e tira seu chapéu.

–Você sabe Mutsu-san. Eu sou fraco com transportes.

–Você é simplesmente fraco! –Gintoki gritou de longe.

–E ai Ginnoji? Tudo bem? –Ele senta no lugar em que Katsura estava.

–Quem é esse barulhento? –Tomo sussurra para gin que estava ao seu lado.

–Esse infelizmente é meu amigo Sakamoto Tatsuma. Sakamoto esse careca é Tomo um inútil que anda com o outro inútil do Zura.

–Entendo! É um prazer conhecê-lo, careca-san! –Sakamoto estende a mão para Tomo.

–Quem é careca?! –Tomo grita passando a mão nos poucos fios da sua cabeça. –E você a quem está chamando de inútil?! –Ele olha para gin que o ignora.

–Ei, meninos poderiam vir comigo um pouco? –Otae a aparece e faz Tomo corar.

–Claro que sim, senhorita! –Tomo diz empurrando gin e se aproximando.

–Pra que? –Gin pegou um o ultimo docinho que tinha no prato.

–Venha logo! –Tae puxa gin. — Pode vir também, Sakamoto-san. Quanto mais rapazes melhor!

–Certo! Ahahaha. –Ele se levanta e segue Tae.

–Pode dizer por que estamos aqui obaba? –Gin diz empurrando o Sakamoto com o cotovelo.

–Bem, existem duas coisas que uma mulher tem que saber fazer com perfeição para poder ser uma boa esposa... –Otose disse atrás do balcão junto com as outras mulheres ali presentes. –A primeira coisa é... –Ela para de falar, pois gin e Katsura davam risada e Sakamoto gargalhava loucamente. –Calados! Seus imbecis! –Ela dá um cascudo na cabeça de cada um. –Vocês só sabem pensar em besteira!

–O que ia dizer então? –Gin passava a mão sobre o lugar que Otose bateu.

–Cozinhar e servir bebidas! –Ela gritou. –Toda boa esposa tem que saber fazer essas coisas para agradar o marido e creio que todas aqui tenham uma mínima noção sobre a cozinha.

–Menos a Otae. –Gintoki nem termina de falar a frase e leva um soco de Tae.

–Parem de me interromper! –Otose grita. –Catherine, Tama e eu já sabemos o bastante sobre isso e resolvemos ensinar isso pra outras e precisávamos de cobaias para que elas servissem as bebidas.

–Otose-san, Será melhor se você escolher os pares... –Tama falou pegando ochokos e tokkuris.

–Sim, eu já havia pensado nisso. Kagura você irá servir Gintoki.

–Certo! –A menina levanta os braços.

–Ikumatsu-san, peço que sirva Katsura-san.

–Sim.

–Kyubei, por favor, sirva Shinpachi!

–Só irei fazer isso, pois Tae-dono me pediu! –Ela se aproxima de Shinpachi.

–E Tae-san, sirva Tomo.

–Ah, sim. –Ela sorri para ele que bate a cabeça na mesa.

–Mutsu-san, por favor, sirva Sakamoto.

–Não sei se quero... –Ela cruzou os braços.

–Por favor, Mutsu! Essas brincadeiras só têm graça se todos participam... –Sakamoto aproxima seu rosto do rosto de Mutsu.

–Certo... –Ela empurra a cara dele.

–Ikumatsu-san seja a Primeira.

–Tudo bem. –Ela pega um tokkuri e põe a bebida no ochoko de zura.

–Muito bom, vejam meninas é assim que devem fazer. Sua vez Kagura. –Otose pegou outro tokkuki da pequena panela de água quente.

–Certo. –A yato pega o tokkuki. –Estou fazendo certo? –Ela pergunta enquanto esvazia a pequena garrafa na boca de Gintoki que parece sufocar.

–Você vai matá-lo! –Shinpachi grita se levantando da cadeira.

–Kagura-chan, não é assim! –Tae coloca as mãos sobre os ombros de Kagura.

Kagura solta o yorozuya líder que se joga no chão e começa a vomitar toda a bebida.

–O chão que eu acabei de limpar! –Ikumatsu grita e sacode as mãos assim fazendo que saquê caísse nos olhos de Katsura que caí do banco com as mãos nos olhos reclamando.

–Eu sabia que algo parecido aconteceria... –Shinpachi torna a se sentar no banco.

–Agora é minha vez. –Tae sorri gentilmente e pega um tokkuki. –Espero que a bebida servida por mim seja de seu agrado...

–Bem, não tem como ela estragar a bebida, certo...? –Shinpachi sussurra para Sakamoto que sorri.

Tae tenta imitar Ikumatsu, pega a pequena garrafa com as duas mãos e vai colocando a bebida e todos a sua volta vêem o estado que o líquido estava.

–Aquilo é piche? –Catherine fala tentando ver melhor a cena.

–Não é possível aquilo é... –Gintoki se recupera a tenpo de ver a cena.

–... Matéria negra líquida! –Gin e patsuan falam ao mesmo tempo em um tom quase que inaudível.

–Ele irá mesmo beber isso? –Ikumatsu pareceu tensa e cobriu a boca com a mão.

Após Tae encher o ochoko Tomo bebe aquilo como se aquilo fosse normal.

–Foi a melhor bebida que eu tomei... –Ele diz sorrindo. –Tae-san, por favor, se importaria de colocar mais um pouco.

–Aqui está! –Ela repete o processo e enche novamente o ochoko com o líquido negro e Tomo repete as frases.

–Como ele consegue? –Shinpachi pareceu abismado.

–A questão aqui não é essa, a questão: é como ela conseguiu estragar a bebida apenas servindo-a?

–Tomo-san, é realmente um guerreiro! –Katsura disse passando as mangas da roupa nos olhos.

–Não... O sabor da bebida depende do nível de beleza de quem a serve. Eu fui servido pela mulher mais bela em todo esse universo. –Ele olhava fixamente para Otae.

–Pare com isso, Tomo-san. –Tae sorria e colocava a mão no rosto.

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–Hmmmm...

–O que houve Kondou-san? –Hijikata olhava seu chefe que de repente ficou com uma cara seria.

–É que eu sinto como se alguém tivesse elogiado a beleza da Otae-san.

–O que? Que besteira, concentre-se no que vamos fazer agora! Esses bandidos são super perigosos!

–Besteira nada! Só eu posso dizer quão maravilhosa a beleza da Otae-san é! –Ele grita e saí do esconderijo e os bandidos que ali estavam começaram a olhar pra ele. –Merda...

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–Vamos parar com essa besteira e vai partir logo o bolo! –Gin parecia impaciente.

–Tudo bem, então eu irei pegar ele lá em cima e já volto. Alguém me ajuda? -Ikumatsu vai ate a escadaria.

–Eu! –Tama segue Ikumatsu e em pouco tempo as duas voltam segurando um belo bolo.

–Vamos colocá-lo ali. –Ikumatsu fez um gesto com a cabeça para mostrar qual o lugar.

Após Ikumatsu e Tama colocarem o bolo sobre a mesa e todo mundo se junta em volta dele e com pratinhos nas mãos para pegar seu pedaço.

–Katsura-san, se sobrar posso levar um pedaço pra casa. –Shinpachi dizia em meio à multidão.

–Não é para cortar o bolo agora! –Katsura afasta gin que estava passando o dedo na cobertura.

–Por que não? –Kagura pergunta.

–Primeiro quero que façam uma comemoração... –Ele falou cruzando os braços.

–Não seja ridículo, o sentido de um aniversario e comer não comemorar! –Gin diz com o pratinho em uma mão e um garfo em outra.

–Gin-san não é bem assim... –Shinpachi olha para gin.

–Quanto mais rápido fizermos o que ele pede mais rápido comemos bolo! –Catherine disse também com um pratinho em uma mão e um garfo em outra.

–Feliz aniversário! –Todos falaram ao mesmo tempo enquanto batiam palmas.

–Pra quem vai o primeiro pedaço? –Tama perguntou.

–O primeiro pedaço vai para... –Ele pega o pedaço que Ikumatsu havia acabado de cortar. –Alguém que gentil, engraçado, amigo e você sabe que pode contar em qualquer hora... –Gintoki pigarreou e deu um sorrisinho como se soubesse que o pedaço seria para ele. -... Essa pessoa, toda vez que eu olho pra ela só me lembro de coisas boas... –Gintoki passou a mão nos cabelos e voltou a sorrir cheio de convicção. –Esse pedaço vai para...

–Pare com esse suspense! –Kagura gritou.

–... Elizabeth! –Katsura deu o bolo para sua mascote e depois a abraça.

–O quê...? –Gintoki ficou parado como se não acreditasse no que estava acontecendo.

A festa seguiu noite a fora. Todos riam, brigavam, bebiam e quando a manhã chegou todos estavam em uma situação engraçada Kyuubei dançava em cima de uma mesa com Catherine e depois desabaram no chão.

Tomo contava seus “feitos heróicos” para Tae que parecia estar dormindo de olhos abertos, Tama ajudava Ikumatsu com a bagunça. Kagura, Sakamoto e Katsura dormiam recostados a uma mesa e Gin falava com Otose, Shinpachi e Mutsu.

Certo tempo se passou e todos começaram a se despedir, quando Sakamoto, Mutsu, Tae, Kyuubei e Shinpachi saíram Tomo falava com Gintoki sobre aquela poder ser sua ultima festa.

–Por qual motivo diz isso? –Gintoki disse bebendo leite de morango.

–Pois irei vingar meus antigos companheiros de dojô que foram mortos por um bandido asqueroso que está desaparecido por entre essa vastidão do universo.

–Quem é esse? –Katsura esfrega os olhos, ainda sonolento.

–Não creio que vocês o conheçam...

–Tudo bem... –Katsura se levanta. –Esse aniversário foi ótimo.

–Foi? Mas ainda não acabou... –Todos os presentes no restaurante olham para a pessoa que acabara de chegar.

–Takasugi... –Gintoki se levanta da cadeira.

–O que você está fazendo aqui? –Katsura vai para perto do antigo colega.

–Acalmem-se, só vim para parabenizar Katsura pelo seu aniversario. –Ele abraça Katsura e lhe fala. –Aproveite enquanto pode.

–O que? –Katsura se afasta.

–Ate breve... –Takasugi olha para gin e zura e sai.

–Aquele maldito! –Gintoki soca o balcão.

–É ele... –Tomo se levanta. –É ele o maldito que matou meus companheiros...

Notas finais
Tokkuri: Aquela garrafinha de saquê Ochoko: Os copinhos para saquê Próximo capitulo especial de Haloween (eu sou super atrasada....) Arco das memorias finalizado... O que estão achando?