Cronicas das almas Perdidas: O cientista

1 Capitulo1- O cientista:Genese


Notas iniciais
Bem.minha primeira experiencia,divulgando um texto meu,espero que ele não tenha ficado confuso e possa se mostrar agradável a posíveis leitores.

O lugar era amplo, bagunçado e circular, iluminado quase que por apenas finos raios de luz solar que passavam por falhas no concreto já envelhecido que formava o edifício em questão, mesmo com a iluminação precária um vulto esguio e inquieto passava os olhos rápidos e atentos por uma antiga e desgastada fotografia e após alguns instantes voltava a debruçar – se na mesa procurando uma solução ao enigma a sua frente, perguntava se repetidas vezes em voz alta quase que em um mantra “como posso conceder vida a uma maquina?”

E verdade que em um passado não muito distante uma civilização que um dia foi o ápice da tecnologia conseguiu transferir sua consciência para maquinas especialmente designadas a tal fim,mas o homem esquio e inquieto que nesse instante se afoga em um mar de pensamentos quer realizar mais que uma imitação ele quer algo inédito através da ciência conceder a dádiva da vida que desde dos primórdios da raça humana fora atribuída há inúmeras divindades ou fenômenos cada um com suas peculiaridades, um verdadeiro mosaico cultural que foi crescendo e tornando-se cada vez mais complexo com o passar do tempo e agora ele seria a peça final, o adorno chave de tal mosaico, ele seria o homem criando o próprio homem a partir do ferro e da tecnologia.

Um raro sorriso doentio e desafiador surgia na face do velho cientista, sorriso que por vez manifestava-se apenas quando formulava uma nova hipótese, e mais uma vez o cientista inquieto se lança numa serie de experimentos que dessa vez visavam a criação dos órgãos do ser que ele havia há muito idealizado, tais experimentos como é de se esperar levam algum tempo, mas quando por fim terminaram revelaram um inesperado resultado um sucesso, agora ele tinha tudo que precisava para realizar seu objetivo,tinha através da robótica um “corpo” quase que imortal, e através da bioquímica e da experimentação pessoal um sistema de órgãos orgânicos todos criados em laboratório que por sinal acabaram por funcionar em perfeita sincronia com o corpo robótico uma vez que em pouco tempo sua criação começava a chorar, enquanto o cientista em um misto de euforia desmedida e sutil horror conclui meio a maníacas gargalhadas “Sou Deus”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.