Notas iniciais
Oii Pessoas :3 Bom, essa foi uma história que escrevi inteiramente hoje, com ajuda de um livro de histórias dos filmes da Disney ( que parece uma bíblia ) que ganhei quando eu era apenas uma garotinha serelepe de 3 anos de idade! :3 /por isso, terão uns pedaços um tanto quanto MUITO TRASH. E é um texto comprido. Ou seja: Se você estiver sem paciência hoje, NÃO LEIA AGORA! Deixe para depois. ENJOY O

.:Crona In Wonderland :.

Era o aniversário de 70 anos de uma das senhoras mais amadas de toda Death City. Haveria uma grande festa para ela na rua principal da cidade, onde ela e seu antigo grupo de amigos realizaram seus famosos feitos que os tornaram o que são atualmente. Mas, enquanto os cidadãos trabalhavam para realizar este evento, aquela tímida senhora de cabelos róseos reunia-se com seus filhos e netos em sua casa.

-Vovó, vovó! — Dizia um pequeno garoto espevitado ,de cabelos castanhos e olhos azul gelo — Por que você nunca vai à sua própria festa de aniversário?

-Etto... -Sussurroua senhora — ... Eu não sei lidar com tanta gente...

-Que bobagem, vovó! — Retrucou o garoto — Parece até que você tem medo de gente!

-Iie...

-Ártemis, pare de incomodar sua avó. — Disse um senhor magro de olhos dourados, que possuía três faixas brancas que cortavam seus cabelos negros por inteiro na horizontal — Ela sempre foi assim, não vai ser agora que ela vai mudar.

O garotinho então se emburrou e saiu da sala, a procura e alguma forma de diversão, deixando aquele casal de senhores , que chamava de " Vô Kid" e "Vó Crona" , sozinhos.O pequeno Artty, como os conhecidos o chamavam, jamais imaginaria que aquele casal de velhos rabugentos e surdos um dia salvou aquela cidade no meio do deserto.

Sem o agitado neto por perto, Crona não demorou a sentir-se sonolenta e apoiar a cabeça no ombro de seu amor de longa data. Piscava rapidamente os olhos para manter-se acordada, afinal, decidira que iria à festa com o neto, mas após dar uma piscadela mais longa viu-se encostada numa enorme árvore e a sua frente viu um campo coberto por grama e flores até o horizonte, onde pode vislumbrar um belo céu azul. Preocupou-se ao não ver Kid ao seu lado e levantou-se do chão. Estranhou a facilidade com que ficou em pé, mas não se importou muito mais com este detalhe. Começou a caminhar devagar, seguindo o contorno da árvore,procurando pelo marido, até que ouviu alguém dizer ao longe:

-Estou atrasada! Estou atrasada! Estou atrasada!

Assustada, Crona olhou para todos os lados, sem achar ninguém. Quando sentiu uma dor no pé e olhos pra baixo, achando o que procurava. Era uma garota baixinha e cabeçuda (lê-se 'Chibi') de grandes e brilhantes olhos verdes, usava óculos , cabelos loiros presos em Maria-chiquinhas e orelhas de coelho bem grandes, que saiu correndo na direção de um buraco na base da árvore, com um relógio na mão.

-Usagi-chan!

Exclamou Crona, começando a correr atrás da coelha, que simplesmente respondeu:

-Não tenho tempo para saudações! Adeus!

-Deve ser alguma coisa terrivelmente importante... — Decidiu Crona

A garota-coelho entrou no buraco e sumiu. Crona então agachou e colocoua cabeça dentro do buraco, para ver o que tinha dentro, mas não conseguiu ver nada. Foi entrando cada vez mais naquele estreito túnel de terra, que se ela fosse um pouco maior não passaria, e chamava pela garota-coelho, quando começou a cair. Por algum tempo caiu em alta velocidade, mas começou a frear. Foi então que reparou que usava um vestido azul com uma espécie de avental branco sobreposto,que havia se aberto como um guarda chuva, que estava impedindo que caísse muito depressa.Enquanto caía pelo buraco, teve tempo de observarcoisas esquisitas nas paredes:lâmpadas, quadros, espelhos de cabeça para baixo e...

-Oh! — Disse Crona quandoseus pés bateram no chão.

Crona olhou à sua volta. À sua frente viu um longo corredor, cujo chão era quadriculado de vermelho e preto, lembrando um tabuleiro de xadrez,e a garota-coelho quase no fim dele.

-Matte kudasai! — Gritou Crona. Porém, a garota-coelho a ignorou completamente e seguiu seu caminho, abrindo uma porta e sumindo de vista.

Crona então olhou para cima, vendo que não havia jeito de voltar pelo mesmo caminho que havia chegado naquele corredor e decidiu seguir a Coelha. Correu pelo corredor, até que chegou ao seu final e viu que havia uma porta. Abriu-a, e encontrou outra porta menor. E assim foi... Crona foi abrindo portas e mais portas, até que chegou numa porta que era pequena demais para se passar. Desanimou. Pensou em desistir. Até que ouviu alguém dizer:

- Por que você não tenta a garrafa em cima da mesa?

-Nani?

Era a maçaneta da portinha que havia feito a sugestão.

-E-Eu não sei como lidar com maçanetas falantes... — Sussurrou Crona, olhando para baixo.

- Você não poderá prosseguir se não fizer o que digo! -Disse a maçaneta

Crona então foi até a mesa e viu uma garrafinha sobre ela. A garrafa possuía um rótulo que dizia "Beba-me". Relutante, Crona seguiu a instrução da garrafinha. Quando deu por si, viu que estava ficando cada vez menor, até que havia diminuído tanto que acabou menor quea garrafa.

-Meu Deus! — Exclamou Crona, assustada.

O único conforto que aquilo lhe apresentou foi que agora ela poderia passar pela porta e voltar a seguir a Coelha que a trouxera lá. Crona então pulou no acento macio de uma cadeira que estava perto da mesa e então desceu ao chão. Mas foi só ela colocar seus pequenos pés no piso preto que a maçaneta exclamou que estava trancada.A chave estava em cima da mesa em que Crona estivera, mas agora ela era muito pequena para alcançar.

-O que devo fazer agora? — Perguntou ela, começando a ficar aflita

-Tente a caixa! — sugeriu a maçaneta

Crona não havia reparado na existência daquela caixa antes. Crona correu na direção da caixa e a abriu. Dentro havia um pãozinho com um bilhete do lado que dizia:" Me coma". Crona então o comeu e imediatamente começo a crescer ... Crescer... Chegou uma hora que cresceu tanto que bateu a cabeça no teto. Ao ver-se tão grande, Crona não conseguiu lidar com aquilo e começou A chorar, sem conseguir parar mais. Suas lágrimas de desespero foram tantas que o chão começou a ficar inundado.

-Garota, tente aquela outra garrafa!

Gritou a maçaneta, ficando aflita com a água subindo. Crona então agarrou a garrafa, que flutuava ao seu redor, e tomou um gole. Novamente Crona ficou pequena, e aí ela caiu dentro da garrafa e acabou sendo carregada pelo rio que suas lágrimas formaram. Havia uma porção de criaturas estranhas no rio. Parecia estar havendo algum tipo de competição. Crona viu um Dodô que ia passando ao seu lado e pediu ajuda a ele, mas o pássaro estava muito ocupado fazendo anotações.

Já havia se passado um longo tempo que Crona estava flutuando dentro da garrafa, quando apareceu uma área com muitas pedras e bateu numa pedra maior, que quebrou o vidro e libertou Crona daquela garrafa que a prendera.Crona então se agarrou na pedra, subiu em cima e começou a pular de pedra em pedra, até que chegou à margem. Parecia que sua agilidade havia voltado, apesar dela ter 70 anos. Foi então que se lembrou do vestido e de que ela nunca o tinha visto antes. Entãofoi para a borda da terra e viu seu reflexo. Ela estava jovem de novo. Havia recuperado a forma que tinha quando era apenas uma adolescente de 15 anos.Ficou impressionada. Ela nem se lembrava mais de sua aparência jovem. Ficou olhando seu reflexo na água por alguns minutos, quando lembrou que tinha que achar Kid, que fora desde o começo o motivo dela ter andado tanto. Começou a andar na direção de algo que parecia ser um bosque. Foi caminhando, quando notou que havia flores enormes ao seu redor e se assustou.

-Não tenha medo, pequena. — Uma voz serena disse.

A voz parecia ter vindo de uma flor amarela clara sorridente, que Crona não conseguiu identificar.

-Devo estar imaginando coisas... — Disse Crona, para si mesma — Flores não falam...

-É claro que falamos... — Corrigiu uma rosa.

-... Se tiver alguém com que valha a pena falar... — Explicou um lírio

As flores falaram sobre várias coisas para Crona. Contaram suas experiências de vida,coisas sobre o lugar em que estavam, dentre outras coisas. Mas, quando notaram que a garota não era uma flor, pediram para que fosse embora.

-Nós não queremos nenhum matinho em nosso jardim! — disseram os amores-perfeitos.

Crona então seguiu seu caminho, sentindo-se ofendida com a grosseria das flores do jardim.Saiu logo do campo de visão das flores que haviam lhe faltado com educação. Quando já estava do outro lado do jardim, Crona notou algumas nuvens no formato de letras. Percebeu então que não eram nuvens, mas sim fumaça, e que vinham de algum lugar ali perto. Decidiu segui-las. Ao sair completamente do jardim, viu um homem de cabelos cinza, uma cicatriz no rosto,de óculos e com uma roupa que lembrava uma lagarta, fumando um cigarro deitado num cogumelo bem grande.

-Quem é você? — Perguntou o homem, fitando Crona com curiosidade.

-Eu nem sei direito, senhor! Eu já mudei tantas vezes desde esta manhã como vê... — disse Crona

- Eu não vejo nada. Explique-se melhor! — Disse o homem-lagarta, ainda sem se apresentar. Crona então começou a contar toda a história, mas parou na metade ao perceber que ele nem estava prestando atenção.

-Me desculpe, mas eu não vim aqui para contar minha história e ser tão ignorada deste jeito! -Resmungou Crona, perdendo a paciência- Ainda mais para alguém como você, que nem me disse seu nome!

-Oh, eu é que lhe peço desculpas. — Disse ele — Meu nome é Stein. Pode continuar sua história, mocinha.

Crona foi logo continuando sua história, quando foi interrompida por Stein, que disse " Com que destreza o crocodilo espana sua brilhante cauda..." com um ar de sábio. Pouco depois, Stein desapareceu numa nuvem de fumaça e se transformou numa Borboleta."Que coisa mais... mais... bizarra! " Pensou Crona, ao ver aquilo.A garota então decidiu que era hora de partir e voltou a andar, quando Stein a chamou de volta.

-Um lado a fará crescer. — disse ele.

-Um lado de quê? — Perguntou Crona

-E o outro a fará diminuir. — ele continuou.

-O outro lado de quê?! — Perguntou Novamente Crona, irritada

-Do cogumelo, é claro! — Explicou Stein, voando para longe

Crona então pegou dois cogumelos menores, que estavam à esquerda e à direita do cogumelo em que Stein estivera sentado. Havia-lhe explicado que um deles faria crescer e o outro diminuir. Qual era qual?

Ela então mordeu um dos cogumelos e, imediatamente, cresceu tanto que estava mais alta até que as árvores. Um passarinho que voava por ali se assustou com Crona e começou a reclamar de sua presença, quando Crona comeu o outro cogumelo. Em segundos ela estava pequena novamente. Muito pequena, na verdade. Ela examinou os dois cogumelos mordidos outra vez.

-Fico imaginando se um dia vou conseguir lidar com isso... -disse ela. Cuidadosamente, ela comeu um pedaço do cogumelo da sua mão esquerda, que a fez crescer, e conseguiu alcançar o tamanho que queria. Depois ela guardou as duas partes dos cogumelos que sobraram em seu bolso para uma emergência e seguiu seu caminho.

Crona caminhou por algum tempo, até que chegou a uma árvore de tamanho razoavelmente grande, que possuía placas de sinais de caminhos que simplesmente não ajudavam em nada. Crona não sabia mais para onde ir. Ficou perdida. Então, ela ouviu alguém cantarolar, e viu um par de olhos e uns dentes brilhando acima de sua cabeça. Crona assustou-se. Devagarzinho, o resto do corpo apareceu, mostrando uma gata de olhos amarelos, peitos bem grandes, vestido listrado de roxo e lilás e de chapéu.

-...Você é um gato. — Disse Crona, aliviada por não ser nada essencialmente assustador.

-Gata Risonha! — Respondeu a gata, antes que desaparecesse outra vez. Tudo que ficou dela foi seu sorriso malicioso. Crona achou tudo tão maluca que ela mal pôde perguntar em que direção deveria ir.

-Isso depende de onde você quer ir! — Disse a Gata Risonha, aparecendo novamente num galho da árvore

-Isso não importa realmente... — respondeu Crona.

-Então também não importa o caminho que você escolher — disse a Gata Risonha — Todavia, se está procurando pela Coelha Loira, você deve perguntar para o Chapeleiro Maluco.

Portanto, Crona resolveu seguir o sinal que dizia: "Chapeleiro Maluco".

Andou um pouco pela estradinha de terra que fora indicada pelo sinal quando chegou numa portinha branca. Crona abriu-a e pode seguir caminho para um jardim, onde viu uma mesa grande com vários lugares vazios,um garoto-lebre de cabelos castanhos e olhos azul gelo cantando com um homem bem mais alto de cabelos negros e olhos dourados, com um chapéu na cabeça. Era o Chapeleiro Maluco e a Lebre Maluca. Crona então tentou se sentar, mas a Lebre Maluca gritou, com um olhar feio:

-Não tem lugar! — e depois disse que era muito feio entrar numa festa sem ser convidada.

Rapidamente, Crona começou a se desculpar:

-Gommenasai, mas é que eu achei tão bonita a cantoria de vocês que achei melhor não interromper... — Ela começou a falar.

Ao ouvir isso, a Lebre, que nunca tinha recebido comprimentos por seu canto, mudou de atitude. Imediatamente, a convidou para participar da festa.

-Que tipo de festa é essa? — Perguntou Crona, sentando-se numa cadeira

-É uma festa de desaniversário. — Disse a Lebre, sentando-se também

-Nani? — Disse Crona, sem entender

-Só há um dia do ano em que você comemora seu aniversário. — Explicou o Chapeleiro -Portanto, os outros 364 dias do ano são desaniversários!

-Demo... Hoje é meu aniversário. — Disse Crona

Novamente, houve uma mudança de postura. Imediatamente o Chapeleiro Maluco tirou o chapéu da cabeça, mostrando um bolo com uma vela para soprar e os cabelos negros com três faixas brancas na horizontal que só iam até a metade esquerda da cabeça. Foi então que Crona espantou-se. Finalmente reconheceu a imagem de seu marido, mais jovem, e de seu neto naqueles dois malucos que estavam dando uma festa. Crona teve vontade de abraçá-los, pois estava preocupada com eles, mas então percebeu que aqueles não eram quem pareciam, apenas possuíam aparência igual, e deixou isso de lado.Como se não bastasse o bolo e o chá que lhe fora oferecido, apareceu um ratinho branco de olhos vermelhos de dentro de um bule, que lhe deu parabéns também.

Foi então que Crona notou que nunca conseguiria pegar a xícara de chá que eles lhe tinham oferecido. O Chapeleiro e a Lebre estavam muito ocupados com suas charadas e trocando de cadeiras a cada minuto. Aí chegou a Coelha. Mas ao invés de lhe oferecerem uma fatia de bolo, os dois malucos pegaram seu relógio, colocaram açúcar e chá dentro dele, e depois arremessaram de volta para a dona, que ficou toda suja.

-Essa é a pior festa que já vi em toda minha vida! — Crona falou indo embora, chateada e indignada — Eu já vi loucura demais! Vou direto pra casa!

O único problema que havia naquela decisão era que ela não conseguia encontrar o caminho de volta para casa. Quanto mais ela tentava, mais perdida ficava. Finalmente, decidiu sentar e esperar que alguém a encontrasse. Não demorou muito para que a Gata Risonha aparecesse para Crona novamente. Ela não ficou nem um pouco surpresa ao saber que ela não conseguia achar o rumo certo.

-Isso é porque não tem um caminho. Todas as direções obedecem às leis da Rainha! — ela explicou.

Crona deveria simplesmente conhecer a Rainha, ela falou. Aí ela abriu uma porta numa árvore muito grande. Crona então atravessou a porta e disse adeus para a Gata. Fechando a porta e voltando a olhar para rente, ela se encontrou num jardim que era um labirinto. Ela ouviu vozes cantando e decidiu seguir o som que ouvia. Ao andar um pouco mais, encontrou três cartas de baralho que cantavam felizes enquanto espalhavam tinta vermelha nas rosas brancas. Crona perguntou-lhes o porquê de estarem pintando as rosas de vermelho e as cartas explicaram que eles plantaram rosas brancas sem saber, e que a Rainha queria rosas vermelhas. Por isso estavam utilizando tinta, para que não fossem punidos pelo erro.

-Que horror! — Disse Crona, ficando com medo de conhecer a Rainha.

Crona então pegou um pincel, uma lata de tinta e começou a pintar junto das cartas, que logo simpatizaram com ela. Mas, ao ouvir o som de trombetas, esconderam os pincéis, as latas e a escada atrás das costas.

Neste instante, Crona viu uma fila de cartas marchando, se aproximando, comandadas por ninguém mais que a Coelha.

-Sua Majestade Real, a Rainha de Copas! — anunciou a Coelha. E depois, em voz baixa, ela completou: — E o Rei.

Era uma rainha alta, de cabelos loiros, mais para castanho, com a parte mais comprida do cabelo jogado em seu busto, formando uma trança. Ela estava lá para inspecionar seus jardins e só levou um segundo para perceber que havia alguma coisa de errado com as rosas. Ela se aproximou de um dos arbustos, colocou o dedo em numa das flores e exigiu saber quem havia pintado as rosas,proclamando que perderiam a cabeça. As cartas que eram culpadas foram imediatamente cercadas pelos soldados da Rainha e conduzidas para o castigo.

Foi então que a Rainha prestou atenção em Crona, que estava toda curvada num canto, amedrontada. Assim que ela percebeu que Crona era uma menina, começou a lhe dar uma porção de conselhos de como ela devia se comportar para crescer bem educada. Coisas tipo " Fale direito, de costas retas e não estale os dedos. Curve-se e abra bem a boca dizendo sempre : Sim! Oh, Majestade! " . E Crona repetia. Logo depois, a garota tentou perguntar à Rainha como ela poderia voltar para casa. Mas a Rainha interrompeu-a, dizendo que só ela faria perguntas.

-Você joga croqui?

Crona respondeu que sim,apenas para concordar com a Rainha, que parecia cada vez mais assustadora. E então a Rainha ordenou que jogasse com ela.

Mas era o mais estranho jogo de croqui que ela já havia visto na vida. Os bastões eram flamingos, a bola era um sapo verde com bolas pretas em cada canto da boca e os arcos eram as cartas de baralho, que se curvavam. Mas o pior de tudo era que o jogo era todo uma fraude. As cartascorriam e formavam arcos onde quer que fosse necessário, a fim de que a Rainha sempre ganhasse as jogadas. Enquanto isso, o bastão flamingo de Crona pendurava mole como uma peça de espaguete cozido.

Crona estava perdendo feio, até que a Gata Risonha apareceu de novo. Pensou que seria divertido fazer a Rainha ficar realmente zangada. Aí ela lhe deu um empurrão e fez a Rainha cair de pernas pro ar.A Rainha, sem ter visto quem fez aquilo, gritou furiosa:

-A cabeça de alguém vai rolar por isso! — Depois, olhando para Crona, completou- A sua!

Felizmente, o Rei , assim como as cartas que haviam sido punidas pelas rosas, simpatizou co Crona e pediu à sua esposa que fizesse um julgamento. A contragosto, a Rainha concordou.

No julgamento,os membros do júri ouviram atenciosamente as acusações contra Crona, que eram lidas pela Coelha. Ela Ra acusada de ter enganado a rainha no jogo de croqui, e depois, de tê-la feito perder a calma. A Rainha, que também era juiz, queria fazer a sentença imediatamente, mas o Rei convenceu-a de que deveriam ouvir algumas testemunhas. Então foram chamados a Lebre Maluca, o Ratinho e o Chapeleiro Maluco. Apesar de quererem ajudar Crona, acabaram por criar uma confusão maior e somente piorar as coisas para o lado da garota de cabelos rosa, que cada vez se via em mais perigo.

-Contem a cabeça dela! — Gritava a Rainha

Foi então que Crona, numa última tentativa de defesa, lembrou-se dos cogumelos e comeu-os bem depressa.

-Eu não tenho mais medo de você! — Disse Crona, enquanto crescia dentro da sala da corte — Vocês não passam de cartas de baralho!

-E você, Oh! Majestade! — continuava Crona apontando o dedo para a Rainha — Não passa de uma rainha má, pomposa, malcriada e tirana!

Mas, nesse instante, o outro cogumelo estava fazendo efeito e Crona começou a diminuir.Ela falou as últimas palavras um pouco nervosa, quando percebeu o quanto havia diminuído de tamanho.

- O que você está dizendo, meu bem?

A Rainha falou. Aí ela se inclinou sobre Crona com um olhar malvado. Sua boca estava tão grande que parecia uma caverna. E, por alguma razão, a Gata Risonha estava sentada em cima de sua coroa. Crona cobriu o rosto com as mãos, curvou-se toda, sacudindo a cabeça.

-Ela disse simplesmente que você era uma rainha má, pomposa, malcriada e tirana! — Ela ouviu a Gata Risonha repetir.

Naquele momento, a Rainha gritou novamente que cortassem a cabeça de Crona e múltiplas cartas lançaram-se para cima da condenada, que começou a correr para dentro de um jardim labirinto, com cartas vermelhas e pretas correndo atrás dela, em fila, enquanto ouvia a Rainha ao longe repetir a sentença que havia imposto para Crona.Foi então que Crona caiu no chão, pois havia tropeçado numa pedra, cobriu seu rosto com a mão e cerrou os olhos com força,quando ouviu uma voz chamá-la e esbugalhou os olhos.Viu-se novamente em sua casa,Ártemis e Kid à sua frente.

-Vovó, acorde! — Disse Ártemis uma ultima vez.

- O quê? — Respondeu Crona, abrindo os olhos -Com que destreza o crocodilo não espana a cauda... — ela disse

-Do que está falando? — Perguntou Kid, confuso

-Ah... Nada. -Crona achou melhor não tentar explicar nada, já que todo aquele absurdo que vira era apenas um sonho. Ela então levantou-se e deu a mão para Ártemis- Vamos pra minha festa agora, não?

Os olhos do garoto se iluminaram. Ele então arrastou a avó para a porta da casa, seguido pelo avô que olhava com carinho. Crona não se importava mais de sair de casa. Afinal, ela sabia exatamente qual era o caminho de volta para sua tranqüila casa.

THE END

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