Crise

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Boa leitura! E sim, eu acho que o Bul é irmão do Russo porque ambos são eslavos e ele sempre ajudou no búlgaro em tudo, ou vocês acham que a bandeira da Bulgária e da Rússia serem parecidos é conhecidência?
Boa Leitura ~

Essa crise econômica me preocupa muito. Não só pelo corre-corre que o chefe me obriga a ter, mas porque sou a Nação mais pobre da União Europeia. — Infelizmente.


Bulgária, prazer. Não tenho orgulho algum dessa situação. Sou o país europeu moderno mais antigo, mas esses novatos conseguiram puxar a minha perna várias vezes. Tanto que já não consigo olhá-los do mesmo modo. Se eu estou desse jeito, é culpa de todos. Até meu nii-san me enganou com o que ele chamava de "comunismo".


Mas devo manter a calma. Isso não é hora para se perder em maus pensamentos, ainda mais na frente da casa de um amigo.
Meu chefe quer que eu converse com o Romênia sobre os rumos da crise — e como isso nos afetará, já que ambos somos fracos quando o assunto é economia. Como eu o conheço muito bem, acho que isso será a última coisa que falaremos.


Ele abriu a porta e, como sempre, se animou com minha presença. Eu sorri — sem querer — com isso. Geralmente, na União Europeia, me olham torto ou dão um "bom dia" frio. Mas com este vampiro vivaz de cabelos castanhos claros, que me lembravam vagamente o tom tranquilo do outono, era diferente. E isso me deixava extremamente feliz. Seus olhos vermelhos sempre demostravam sua felicidade em me ver, juntamente com um "olá" forte e sonoro. Desta vez não foi diferente, e logo me convidou para entrar.


Romênia começou a falar de coisas aleatórias — que sequer cheguei a prestar atenção, pois estava tirando o casaco — e ele fala muito rápido quando fica agitado. Para não deixar que não percebesse isso, tornei a sorrir novamente, desta vez um pouco desajeitado, embora isso já não adiantasse mais para o Romeno. Ele já me conhecia o bastante para saber quais eram minhas manias, preferências, gostos... Até já transamos. N-Não que eu me orgulhe disso! Foi algo apenas do momento, mas aconteceu, é!


Chamei então sua atenção, pedindo-lhe que se sentasse. Sua expressão sorridente mudou para uma de confusão, e fez o que pedi, um pouco emburrado. Segurei um riso com isso, sempre achei fofo quando ele fazia essa expressão idiota. E sem mais delongas, comecei a falar sobre o que o chefe havia me pedido.


Não estava fazendo isso porque queria, preferia muito mais estar cuidando das minhas rosas do que perder tempo com um tema que só me dava dor de cabeça, e discutindo-o com quem tinha a certeza de que não escutaria uma vírgula com atenção. Mas uma nação é obrigada a fazer o que seu chefe quer, tsc.


Finalmente, ele se cansou da conversa e sentou ao meu lado. Eu fiquei num misto de raiva e alívio. Adivinhei que ele ia se cansar, mas era um tema sério e preciso para nós, se quisermos subir de nível. Pelo menos, eu me preocupo com isso. Os turistas preferem ir para os países Ocidentais do que visitar qualquer um do Leste Euroupeu, ainda mais Bálcãs. Sou um país importante como qualquer um, mas vivemos em algo chamado "Capitalismo" e, infelizmente, se não tem dinheiro, não tem nada. Isso me irrita profundamente, e o romeno entende bem o quanto. Por isso, ele sempre dava um jeito de mudar de assunto. Isso é carinhoso da parte dele — eu acho, ao menos.


Mas, inesperadamente, ele me puxou para um abraço. Tão inesperado que senti meu rosto esquentar. Algo até bom para o grande frio que o mundo estava presenciando, mas que quase não me citam. Eu também estou com um número considerável de mortos. Eu também tenho que cuidar das vítimas e-


– Deixe de ser cabeça quente, iogurteiro. Vai ficar tudo bem. Sempre fica. — Ainda naquele abraço aconchegante, ele parecia adivinhar meus pensamentos.


Suspirei. Realmente, o romeno tinha razão. Estava me preocupando demais com as coisas. Mas isso pode acontecer com qualquer um, até com um mortal, quem dirá um país então? Apenas lhe respondi com um tímido "certo", e quem decidiu rir foi o Romênia. Ele acariciou o meu cabelo castanho escuro, quase negro, e senti novamente minha temperatura subir.


Ele percebeu isso, e soltou um sorriso malicioso. Fiquei um pouco receoso, ainda mais quando ele me beijou, explorando toda minha boca. Tentei manter a calma e me entregar à taça de luxúria que o romeno me oferecia. As coisas corriam bem, ele calmamente tirava minhas roupas, e eu fazia o mesmo, esquecendo até do tempo, que por alguns instantes vi um pôr do sol tingindo pouco a pouco o céu, transformando o dia em noite, sendo digno de uma obra de arte. O que me incentivava a continuar, cedendo às carícias que o romeno fazia.


Esqueça a crise econômica europeia, esqueça o terrível frio abaixo de zero, esqueça o que ele me fez na Segunda Guerra Balcânica. Neste momento, só quero o Romeno para mim.

Notas finais
Primeira fic RomBul do Nyah? Ja ~ Primeira fic minha em Axis Powers Hetalia? Também! Reviews? Isso depende de você, leitor ~
Danke por ler até o final!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!