Crimson Day.

17 Capítulo 17.


October, 2nd. 07:02 a.m.

Geral’s P.O.V.

Gina não havia dormido direito depois da discussão com Harry, naquela madrugada. As palavras de Harry e a situação em que vira James horas antes a estavam incomodando, e por isso ela se levantou cedo e após fazer o café, saiu às pressas de casa em direção à sua outra propriedade, que agora era habitada pela sobrinha e seus netos. Os passos dela eram rápidos e ela desejou que Molly estivesse acordada, caso contrário assaria um bolo para ela e Victoire. Não sabia por que estava fazendo isso, também, afinal reconhecia que seu filho estava errado. Contudo, sentia que se não o fizesse, eles não se acertariam nunca. Antes mesmo que batesse na porta ou na campainha, Keira a abriu com um sorriso breve.

— Bom dia, minha senhora. — Dissera.

— Bom dia, Keira. — Respondeu a bruxa, adentrando a casa. — Minhas sobrinhas estão aonde?

— No quarto principal, senhora. Somente a mais velha está acordada.

— Certo. Obrigada, Keira. — E com isso, a dona da casa subiu as escadas e com batidas leves adentrou o quarto principal, confirmando o que a elfa dissera. Molly dormia pesadamente assim como Hector e Vicky era quem carregava e brincava com Meghara, a única acordada. — Bom dia, Vicky. —sussurrou Gina, que se aproximava da sobrinha e a neta, lançando um olhar terno a elas.

— Bom dia, tia Ginny! — Vicky sussurra de volta com um largo sorriso, voltando sua atenção para Gina.

— Céus, como ela cresceu. Os olhos… são os de James. — Comentou a mais velha imersa em pensamentos. — Eu pensei em fazer um bolo pra ti e Molls… que acha?

— Sim, ela tem o rostinho da Molly e os olhos do James, tem como ser mais linda? — Respondeu ainda sorrindo enquanto observava a sobrinha em seus braços. — Acho ótimo, tia, eu estou faminta e aquele seu bolo de chocolate… nossa! — Concluiu já levantando da poltrona, arrumou o espaço de Meghara no berço e a deitou ali.

— Então está certo. Acha que pode ficar só mais enquanto faço? Depois vou ficar aqui com Molls um pouco pra conversar com ela e ajudá-la. Aí você pode ir pra sua casa descansar. — A mais velha sugeriu com um sorriso, e então deu uma olhada em Molly, dormindo. Ela ainda parecia tão magra. — Vicky, ela está comendo direito? Tem certeza? — Perguntou a tia num sussurro antes de sair para a cozinha.

— Olha, ela tenta, mas só porque eu obrigo. — Nos olhos de Vicky dava para ver a preocupação e a incerteza se deveria dizer as suspeitas que tinha sobre a situação da prima.

— Isso tem que mudar… e eu vou começar tentando animá-la com o bolo. Qualquer coisa me chame! — Disse Gina, saindo do aposento.

Enquanto esperava Gina voltar, Vicky aproveitou para arrumar algumas coisas pelo quarto, haviam roupinhas das crianças espalhadas, alguns livros sobre como cuidar bem do seu bebê fora do lugar… a Ravina detestava toda essa bagunça, além disso, tinha que deixar as suas coisas prontas para ir logo para casa, precisava falar com os pais. Fleur deveria estar uma pilha de preocupação sem saber direito o que se passa com Molly e sem notícias da filha mais velha. Nesse meio tempo, certos pensamentos começaram a encher a cabeça da loira, sobre o estado da ruiva adormecida. Vicky suspeitava de algo, os sintomas eram os mesmos, a falta de fome, a culpa, a tristeza acumulada nos olhos dela, a perda de peso… e mais inúmeros outros sintomas. A loira só esperava que ela não chegasse na parte desleixada, mas tudo leva a crer que a ruiva estaria com depressão.

Os pensamentos de Victoire foram interrompidos quando ela ouviu uma coruja piando ao se aproximar da residência e ela não soube explicar exatamente o que aconteceu em seguida, porque a ave bateu na porta de vidro da sacada do quarto. Em passos rápidos, a loira abriu a mesma e estava prestes a socorrer a pobre coruja, mas ela se levantou sozinha a assustando um pouco. Pegou do bico dela um pedaço de pergaminho pequeno e o abriu, encontrando uma caligrafia forte e peculiar:

“Moll,

Espero que tudo esteja bem por aí. Quando posso ir vê-la? Preciso fazer algo, mas tem de ser pessoalmente. E você pode, de preferência, estar sozinha? Obrigado.

Seth.”



A garota sentiu um leve incômodo no peito quando leu a assinatura do bilhete. “Desde quando eu venho sentindo essas coisas em relação a esse garoto?”, foi o que ela se perguntou, aliás, vinha se perguntando há dias. Balançou levemente a cabeça, livrando-se de tais pensamentos. Mas o incômodo no peito continuava presente. Victoire passou minutos relendo o bilhete em suas mãos, até esqueceu do petisco que deveria dar a coruja, mas a pobre ave deveria estar tonta do tombo porque continuou paradinha no lugar piando algumas vezes para tirar a loira do transe, obviamente sem obter sucesso, mas não completamente. A ruiva adormecida na cama pareceu se sentir incomodada com um barulho que vinha da sacada e levantou o tronco sem muito humor.

[+]