Criminal.

22 Capítulo 22: New Life.


Notas iniciais
Boa noite meninas. Queria dizer que nao postei antes porque viajei e tive que resolver alguns problemas da escola antiga, umas dependencias e tudo mais que se eu nao resolvesse logo iria me fazer voltar pro segundo grau. Nada legal. Pra melhorar, o meu netbook nao tem acentos e eu nao consegui terminar a fic, mas dei um jeitinho aqui e ta ai pra voces. Mais uma coisa, pra quem ainda nao sabe eu comecei a postar uma outra fic chamada Outlying e quem ainda nao viu vale a pena dar uma conferida. Obrigada pela paciencia viu? Boa leitura.

Point of view: Selena.

- Selena... Não.

- Não o que, Demi? – sussurrei afastando-me brevemente do beijo –

- Não consigo entrar no clima... Nós precisamos conversar primeiro.

Fechei os olhos com força desejando que tudo aquilo fosse um mal
entendido e eu acordasse de um pesadelo, porém ao abrir os olhos encontrei Demi com o olhar um tanto quanto assustado demais para alguém que não temia quase nada. Aproximei-me da mesma estranhando a expressão apreensiva e segurei-a pela mão.

- O que foi, Demi?

- Precisamos fazer alguma coisa. – balançou a cabeça em negação – Sua mãe está presa.

- Acho que ela merece passar algumas horas na cadeia. – resmunguei – Ela não vai morrer.

- Eu concordo que ela mereça passar algumas boas horas na cadeia. – levou a mão até a lateral do meu rosto onde o tapa havia acertado – Mas Selena... É a sua mãe. Ela deve estar enlouquecendo lá.

- Acho que ela já enlouqueceu a um bom tempo atrás. – afastei a mão de Demi do meu rosto e coloquei-me de pé –

- Ei, o que foi?

- Não sei o que fazer, isso que foi. – desviei o olhar para a porta
quando uma batida leve ecoou pelo quarto –

Demi abriu a porta, dando espaço para que os pais entrassem. Dianna observou-me atentamente antes de olhar para minha camiseta no chão e em seguida olhou Demi.

- Vocês estavam fazendo o que eu acho que estavam? – Demi afirmou com a cabeça – Oh... Desculpe.

- Tudo bem. – suspirou – Pode falar.

- Viemos ver como vocês estão. Pelo visto bem até demais, não? – Eddie forçou um sorriso – Nós vamos sair. Talvez nem voltemos hoje, e eu não quero vocês duas sozinhas em casa, então Demi... – ela virou-se para ele de sobressalto – Eu sugiro que vocês durmam em algum hotel por hoje.

- Eu acho que vamos na delegacia soltar a Mandy. – Demi colocou-se de pé e pegou minha camiseta no chão, estendendo-a para mim –

- O que? – Eddie aproximou-se de nós sutilmente – Você perdeu a cabeça ou algo assim? Viu o que essa mulher nos fez hoje, Demetria? Inclusive a filha dela?

- É, eu vi, mas... Não sei. – deu de ombros – Eu só quero que a Selena esteja feliz.

- Eu estou. – dei de ombros – Ela não vai ficar lá por muito tempo,
tenho certeza disso. Não posso negar que é complicado não fazer nada numa situação dessa, mas foi uma escolha dela e agora ela está arcando com as conseqüências do que fez. – Demi aproximou-se de mim e envolveu minha cintura com apenas um braço – Gostaria de aproveitar a oportunidade para me desculpar. Minha mãe realmente perdeu a noção do que faz.

- Querida. – Dianna deu alguns passos em minha direção e segurou meu rosto entre com uma mão – Você trouxe de volta a alegria para nossa casa. – estendeu a outra mão para acariciar o rosto de Demi, que sorriu – O que aconteceu hoje foi um imprevisto e graças a Deus, a Demi e a você nada mais grave aconteceu. Vamos apenas esquecer tudo isso e sair, ok? Todos nós. Você é parte da família agora, não é qualquer louca que vai aparecer e simplesmente estragar a felicidade que estamos sentindo. Não é mesmo, Eddie? – afastou-se de nós para cair nos braços acolhedores do marido –

- Com certeza. Dianna está certa. Sinta-se bem vinda a nossa família, Seleninha.

Sorri com o mimo e escondi o rosto na curva do pescoço de Demi evitando que alguém pudesse presenciar o meu momento de timidez. Quando percebi que estávamos sozinhas, sentei-me na cama novamente ganhando a atenção da garota de pé próxima a mim, que sorriu e começou a despir-se como se fosse a coisa mais normal do mundo. Como estava de costa para mim foi impossível não notar a silhueta bem definida e a curva que acentuava a cintura fina. Apertei mais os olhos quando a mesma movimentou-se através do quarto e pegou outra camiseta dentro do guarda-roupa, vestindo-a e em seguida virando para mim.

- Você não vai querer ficar em casa sozinha, certo? – balancei a cabeça em negação – Então vamos, tem uma camiseta minha separada ali para você.

Demi e eu fomos no carro dela enquanto Dianna e Eddie seguiram no dele para um restaurante um tanto quanto afastado da cidade, o que nos deu uma privacidade muito maior tendo em vista que Eddie era uma figura publica e Demi estava começando a ter certa perseguição por parte de alguns jornalistas loucos por noticia. Durante o jantar tentei ao máximo não demonstrar tanta timidez, o que foi difícil já que Dianna e Eddie utilizavam meu nome em todas as frases que eram proferidas, e Demi apenas ria quando meu rosto ruborizava. Quando estávamos
entrando no carro Eddie segurou-me pelo braço e manteve meu olhar por alguns segundos.

- Eu e Dianna vamos passar a noite em uma fazenda que tenho próxima daqui e sugerimos que você e Demi também considerem a hipótese de dormir lá.

- Não tenho roupa, e eu acho que já estou incomodando demais todos vocês. – mordi meu lábio inferior enquanto desviava o olhar –

- Selena. – começou a puxar-me para distante de Demi e Dianna, que nos observavam em silencio – A minha família é a coisa mais importante em minha vida, e eu não quero correr o risco de perder Demetria outra vez. Sei que sem você não há nenhuma hipótese da minha filha nos acompanhar. Por outro lado, sei que se ela não for você também não vai, e eu estou considerando a ideia de dar para vocês duas um outro tipo de vida onde você e ela vão estar livres de todos esses problemas. Eu realmente sou grato a você por ter trazido de volta a minha pequena e estou muito feliz por ter sido a escolha certa. Você é uma ótima garota, Selena. Sei que pode ser cedo, mas te considero como membro da familia.

- Eu... Obrigada. – sorri fraco quando meu rosto esquentou – Eu me sinto com ela como se a vida inteira eu estivesse esperando por isso. Como se eu já tivesse nascido sendo exclusivamente dela, sabe? – ele concordou e eu olhei-o nos olhos novamente – E eu sei que ela sente a mesma coisa, mas ela não sabe muito como expressar isso.

- Ela sempre foi assim. – Eddie sorriu e olhamos para Demi ao mesmo tempo – Um jeito totalmente diferente de ver a coisa toda, para ela estar no trafico era apenas uma diversão que tinha como consequência a adrenalina e a emoção de fugir. – ficou mudo quando a mesma aproximou-se de mim e abraçou-me de lado –

- Será que podemos ir? Eu estou ficando com sono e já passam das 3 da manhã. – entrelaçou nossos dedos e beijou minha mão –

- Demi... Tudo bem se formos dormir na fazenda do seu pai? – questionei beijando a têmpora quente da garota –

- Se eu estiver com você esta tudo bem dormir até na rua.

Notas finais
reviews?