Criminal.
21 Capítulo 21: Behind Enemy Lines.
Notas iniciais
Point of view: Demetria.
- Eu acho que esse vai ficar bom em você. Por que não experimenta?
Torci o nariz em uma careta e peguei o gorro vermelho que estava sendo esticado em minha direção. Mantive o olhar fixo em Selena alguns segundos antes de colocar o gorro sem a mínima vontade na cabeça e deixar o mesmo caído sobre o rosto com a expressão séria, arrancando uma gargalhada alta da mulher a minha frente.
- Não é assim, Demi! Você precisa esconder o cabelo todo dentro dele, assim... – ajeitou o objeto com delicadeza e afastou o rosto alguns centímetros – Você ficou linda.
- Qual é, Selena! Eu não preciso disso, eu nem gosto de usar essas coisas. Isso vai acabar estragando o meu cabelo. – retirei a peça com certa violência e coloquei de volta no balcão da loja –
- Isso não estraga o cabelo. Que tal um boné então?
- Alguém disse que eu quero usar algo na cabeça? – franzi o cenho ao mesmo tempo em que ergui a sobrancelha esquerda –
- Pensei que você gostava disso. – suspirou – Realmente não sei o que te dar.
- Já disse que não quero nada. – revirei os olhos antes de sentir minha mão ser puxada com força por Selena – O que é agora?
- Achei uma jaqueta que é a sua cara. Vamos experimentar.
Ao entrar no pequeno trocador, tudo que fiz foi deixar meu corpo cair em um puff e fechei os olhos recostando-me na parede. Não havia conseguido dormir durante a noite tentando acalmar Selena, que inconscientemente estava “lutando” enquanto dormia. Tentei por diversas vezes fazer com que a mesma dissesse algo sobre o ocorrido ontem, entretanto foi inútil e eu continuava sem saber o que fazer para que ela se sentisse melhor então segui o conselho da minha mãe e decidi trazê-la até o shopping. Se arrependimento matasse eu estaria morta. Nós já estávamos na quinta loja e tudo o que ela conseguia pensar era em um presente para mim já que faltava pouco para o meu aniversário. Minha atenção foi obtida quando a jaqueta atravessou um de meus braços e uma mordida foi dada em meu lábio inferior, só então dei-me conta de que Selena estava sentada em meu colo tentando vestir a peça com certa relutância. Envolvi-a em um abraço e levei a boca diretamente até o pescoço exposto, mordendo-o com vontade antes de ter meu rosto virado para cima e nossos lábios serem colados em um beijo. Minhas mãos foram diretamente para as coxas descobertas devido ao short extremamente curto que Selena trajava, o que acabei agradecendo pois permitiu-me aproveitar um pouco mais minha garota. Pressionei os dedos na pele pálida trazendo-a ainda mais para perto e não consegui conter um gemido quando senti o quadril de Selena movimentar-se sobre o meu.
- Você viu quem está aqui? – a voz feminina enjoativa soou no trocador próximo ao nosso –
- Sim. É a tal da Demetria Lovato não é? – a segunda voz era menos infantil, mas tão enjoativa quanto –
- É. Você leu o que disseram sobre ela?
- Não, o que? – indagou a segunda garota com certo interesse –
- Que ela voltou para casa e está planejando a morte dos pais para poder ficar logo com a herança e se tornar a maior criminosa do país! Não entendo como um homem tão rico e tão sábio permite que a única filha dele seja traficante. – afirmou a primeira com a voz mais baixa – A criatura já foi até presa!
- Mas uma coisa nós precisamos admitir... – fez uma pausa e ambas permaneceram em silencio parecendo pensar – Ela é uma gata.
- É verdade. Vamos ficar mais um pouquinho na loja e dar uma última olhada, não custa sonhar com uma gostosa dessa né.
Selena e eu nos afastamos e entreolhamos decidindo o que fazer naquela situação, porém antes que eu tivesse mais um tempo para raciocinar eu já estava contendo-a com meu próprio corpo.
- Calma, elas não vão mexer comigo Sel. – encaixei a mão no maxilar tensionado e virei-o para baixo, depositando um selinho demorado nos lábios torcidos – Elas acham que eu voltei para casa com a intenção de matar meus pais então só relaxe ok?
- Ela te chamou de gostosa! – sussurrou com raiva – Gostosa Demi!
- Não sou gostosa? – meu sorriso foi breve – Acha que tem necessidade de estar agindo assim? – indaguei com ambas as mãos apoiadas em minha cintura – Eu não mudei por elas.
Selena limitou-se a revirar os olhos e puxar-me pela mão para fora do provador. Não precisei olhar para saber que ela estava tentando intimidar as garotas com o olhar enquanto eu me limitava a jogar três notas de cem dólares no balcão da caixa e seguir para fora da loja em passos lentos. Antes de sair ainda tive tempo de olhar para ambas as garotas e sorrir, piscando apenas o olho esquerdo para elas. Entramos em mais algumas lojas, contudo Selena não encontrou nada que agradasse e guardei uma nota mental de que era bem difícil agradá-la quando o assunto é roupa. Ao chegar em casa deparei-me com a SVU preta estacionada de frente para o portão e respirei fundo perguntando a Deus quando aquele tormento teria finalmente um fim. Puxei Selena para mim quando a mesma saiu do carro e encostei-me no capo, trazendo o corpo alvo para o meio das minhas pernas.
- Selena, eu quero falar sério com você. – juntei ambas as nossas mãos e abaixei a cabeça evitando o contato visual – Se achar que deve voltar com a sua mãe, volte. Eu quero que fique, e até posso te prender aqui, mas não é o certo a se fazer.
- Eu quero que você diga.
Engoli a seco sentindo o nó travar minha garganta ao ouvir a frase vinda dela. Eu já havia dito que a amava uma vez no calor do momento, entretanto era completamente diferente proferir tal coisa sem estar sofrendo nenhum tipo de pressão. Virei o rosto para o lado e tentei fugir quando uma das mãos dela quebrou o contato com a minha para erguer meu rosto. Encontrei o olhar queimando minha pele e estremeci ponderando a hipótese de perdê-la para a mãe por ser uma covarde.
- Selena, eu... Eu... Eu te...
- Você... – forçou –
- Te am... Eu te a...
- Tudo bem Demi, você não vai dizer. Eu já entendi.
Tentei segurá-la quando virou de costa para mim e caminhou com passos firmes na direção da casa iluminada. Chutei o ar com raiva apressando minha própria atitude e alcancei-a no meio do caminho, puxando-a pelo braço com força até que nossos corpos estivessem completamente em contato. Minha mão esquerda foi diretamente a nuca coberta pelos longos fios lisos e pretos enquanto minha mão direita puxava a cintura de Selena com certa intensidade contra o meu próprio corpo, permitindo que o beijo que estava prestes a acontecer fosse ainda mais significante para ela.
- Eu te amo, Selena. Se eram as malditas palavras que você queria, está aí! Eu te amo, te amo... – rocei nossos lábios já de olhos fechados devido ao aperto que se instalava em meu peito – Te amo... Eu não de onde você tira algumas idéias ridículas de que não me merece se é simplesmente o contrário! Quem não te merece sou eu, Selena. – admiti ao sentir algumas lágrimas molharem meu rosto – E eu entenderia perfeitamente se quisesse ir embora agora, mas você precisa saber que eu te amo e te perder agora seria como tomar um tiro.
- Eu não deixaria você nem se me pedisse, Demi. – sussurrou – Não precisa chorar, eu não vou te deixar. Eu nunca disse que iria, disse? Mesmo se não dissesse que me ama hoje...
- Melhor nós entrarmos antes que sua mãe mate meus pais.
Com todos os anos de criminalidade que eu havia acumulado até ali o meu sexto sentido nunca falhava, e ele estava me avisando que algo muito ruim estava prestes a acontecer. De uma forma extremamente protetora mantive o corpo de Selena atrás do meu quando abri a porta e não me surpreendi quando avistei Mandy sentada no sofá com uma expressão extremamente decidida. Trocamos um olhar significativo e ela colocou-se de pé, caminhando graciosamente até estar parada a menos de um metro de distancia de mim. Desviei o olhar com o cenho franzido apenas para me certificar de que não estava ficando louca ou coisa parecida e comecei a recuar quando constatei que meus pais estavam amarrados um de costa para o outro e suas bocas estavam tapadas com fitas adesivas que seguiam até a linha da orelha.
- Fico me perguntando até que ponto você é tão valente assim. – Mandy deu um passo para frente enquanto eu continuava recuando com Selena atrás de mim –
- O suficiente para todas as ocasiões. – mantive a voz firme –
- Nós podemos resolver isso de uma forma simples, Demetria. – suspirou – Me entregue Selena e eu vou embora sem causar mais problemas.
- Ela não está me prendendo aqui. – Selena posicionou-se ao meu lado com certa dificuldade – Eu estou aqui porque quero.
- Você não quer, você só acha que quer porque ela está fazendo sua cabeça com promessas vãs que nunca cumprirá! Acha mesmo que uma garota como Demetria largaria tudo por você? Por favor, Selena, coloque-se em seu devido lugar. – afirmou com um meio sorriso antes de esticar o braço e acertar um tapa na lateral do rosto da filha – Acha que ela trocaria uma vida de liberdade e diversão por uma vida monótona e socialmente inativa com uma mulher como você?
- Sai da minha casa. – ordenei entre os dentes –
- Você não é bonita, não é interessante, não é sexy, você não sabe conversar... Me diga o que vai fazer quando Demetria encontrar outra garota do mesmo nível social que ela e simplesmente te jogar para o escanteio outra vez! – gritou com o rosto rente ao da garota –
- SAI DA MINHA CASA!
Empurrei Mandy pelos ombros fazendo com que o choque percorresse o corpo dela por alguns segundos antes que a mesma se desse conta do que estava acontecendo e viesse em minha direção com o punho fechado. O primeiro soco acertou em cheio meu nariz, provocando uma sensação de náusea e tontura em meu corpo, entretanto me mantive de pé e empurrei-a novamente dessa vez com mais força, aproveitando o momento de descuido para retirar a arma que estava na cintura da mulher e apontar a mesma na direção do rosto alarmado.
- Demi, não! – Selena abaixou minha mão lentamente – Não faça isso...
- Selena, o que você ainda está fazendo aqui? – olhei-a rapidamente antes de voltar a olhar Mandy imóvel no canto da sala –
- Tentando te impedir de cometer um erro. – sussurrou –
- Por favor... Sai daqui. – pedi ainda sem olhá-la – Por favor... Eu não vou cometer nenhum erro.
- Fique aqui, Selena. – ordenou Mandy já aparentemente recomposta – Assista ao fim trágico da sua pequena criminosa. – gargalhou antes de retirar uma pistola de dentro do casaco e apontar em minha direção –
- PAREM COM ISSO VOCÊS DUAS! – gritou Selena posicionando-se entre nós duas – Eu não acredito que você está fazendo isso, mãe! É simplesmente ridículo o fato de não conseguir aceitar que eu estou com Demi agora. E você Demetria, abaixe essa arma!
- Eu não vou abaixar a arma para sua mãe atirar em mim. – afirmei mirando um pouco acima do ombro de Selena e próximo ao peito de Mandy –
- Se querem se matar então terão que atirar em mim primeiro.
Observei o corpo de Selena relaxar conforme os minutos se passavam e Mandy e eu permanecíamos na mesma posição defensiva. Armas apontadas, corpos arqueados, músculos tensionados. Quando notei as lágrimas rolarem silenciosas pelo rosto da garota entre nós, imediatamente meu queixo tremeu e minhas mãos vacilaram, deixando a arma ir direto ao chão, onde chutei-a para perto da mulher distante de nós e ajoelhei, levando ambas as mãos ao rosto. Um pequeno filme começou a passar em minha mente e todo o caminho que havia me levado até ali passou a não fazer mais sentido algum. Todos as noites em claro fazendo negociações com os traficantes mais temidos do país, os caras devedores sendo pegos desprevenidos e largados ensangüentados em algum beco sujo, as fugas com meus primos, os esconderijos, minha prisão, Mandy, Selena... Olhei para a garota ajoelhada em minha frente e abracei-a com força, deixando que enfim todas as lágrimas contidas durante alguns meses explodissem em meu rosto. Um caminhão parecia estar passando por cima de mim quando senti-a apertar ainda mais meu pescoço e implorar por desculpas. Afastei nossos corpos lentamente ainda soluçando devido ao choro intenso e segurei as mãos tremulas, usando as mesmas para limpar algumas lágrimas que insistiam em molhar meu queixo.
- Por favor, se cuide. – minha voz soou fraca e eu vacilei por alguns instantes, deixando minhas mãos caírem ao lado do meu corpo –
- Demi, não... Você não vai morrer assim, isso é ridículo! Por que você não vai até lá e simplesmente tira a arma da mão dela? – Selena levou ambas as mãos até meus ombros e sacudiu os mesmos –
- Eu não conseguiria chegar até lá sem levar um tiro. – sussurrei – E eu jamais atiraria em alguém que você ama, mesmo que para salvar a minha própria vida. – tornei a olhá-la – Talvez esse seja o meu destino, eu só preciso... aceitar.
- Não! Não precisa aceitar nada. Você jamais atiraria em alguém que eu amo e no entanto vai deixar minha mãe tirar o que eu tenho de mais valioso no momento? Isso é bem pior que balear alguém! – apertou as mãos com ainda mais força, permaneci de cabeça baixa – Vamos Demi, faça alguma coisa!
- Mas foi você que pediu para que eu não fizesse nada! – gritei colocando-me de pé novamente – Você me mandou abaixar a arma e entrou na minha frente! – franzi o cenho conforme minha visão periférica acompanhava os movimentos de Mandy aproximando-se – Você está com ela nisso não é? Eu deveria saber! – gritei ainda mais alto empurrando Selena diretamente ao encontro da mãe – Ótimo Mandy, finalmente terá o que quis desde sempre. Vamos, o que você está esperando?
O olhar perplexo de Selena em minha direção me fez cogitar a hipótese de desistir do plano que havia feito em uma última tentativa de reverter a situação e o único segundo que Mandy oscilou entre a raiva e a confusão foi o suficiente para que eu desse apenas um passo e acertasse a arma com o cotovelo, fazendo-a cair no chão e correr para longe. No momento seguinte a mulher antes dominante da situação estava com o pescoço preso em meu braço debatendo-se inutilmente tentando sair do estrangulamento que cada vez ficava mais forte, e a cada movimento de defesa o rosto pálido ganhava um tom mais escuro até estar parcialmente roxo. Segundos depois ela estava imóvel no chão com o nariz sangrando e parcialmente desacordada. Abaixei-me colocando uma perna de cada lado do corpo indefeso e segurei ambos os braços longos no chão impedindo qualquer tipo de ataque.
- Entenda uma coisa, Mandy. – sussurrei com a voz naturalmente rouca no ouvido da mulher – Eu nunca vou deixar a minha garota enquanto ela estiver disposta a me aceitar assim, e eu te garanto que se for da vontade dela estar comigo nem mesmo o Mike Tyson vai me deter. Vou te dar um aviso. Você nunca está sozinha.
O som de sirenes próximas a casa denunciou as patrulhas policiais recém chegadas ao local, o que me fez levantar e dar passos incertos na direção dos meus pais, ainda amarrados e um tanto quanto chocados. Retirei a corda que envolvia ambos e abracei minha mãe por um longo espaço de tempo, fazendo o mesmo com meu pai antes de levantar e observar de longe Selena sentada no sofá abraçando as próprias pernas com a cabeça escondida no pequeno espaço que havia ficado entre a barriga e as coxas. Mandy saía algemada e os policiais aproximaram-se dos meus pais provavelmente para colher o depoimento. Talvez aquele fosse o momento em que a garota no sofá me dissesse verdades e saísse em busca da liberdade da mãe, e eu entenderia se aquilo acontecesse. Sentei-me silenciosamente no sofá ao lado de Selena esperando qualquer tipo de reação da mesma, reação que veio apenas alguns minutos depois quando os olhos vermelhos fixaram-se nos meus e meu rosto foi puxado delicadamente de encontro ao peito dela. O coração acelerado denunciou que a aparente calma era falsa, porém apenas levantei-me do sofá e puxei-a na direção do meu quarto, trancando a porta com a única intenção de manter a mulher deitada em minha cama salva. Deitei-me ao lado dela e instantaneamente Selena ajustou-se ao meu corpo.
- Quando eu vou poder passar um dia com você sem precisar presenciar brigas e ameaças de morte? – perguntou com a voz levemente divertida –
- Se isso é o que te atrai em mim, nunca. Se isso é uma coisa ruim eu posso comprar uma casa no campo e nós passamos o resto de nossas vidas cuidando de cavalos. – sorri fraco –
- Quem disse que quero passar o resto da vida com você? – franziu o cenho antes de sorrir e selar nossos lábios – Eu iria adorar ter uma casa no meio do nada, ter um cavalo branco chamado Enzo... Mas o que eu mais iria adorar ficar sozinha com você. – virou-se na cama e deitou-se preguiçosamente por cima de mim –
- Ter um cavalo branco chamado Enzo é um tipo de desejo pessoal? – questionei antes de o meu lábio inferior ser capturado em uma mordida que fez meu corpo inteiro estremecer –
- Sim. – balançou a cabeça em afirmação – Pedi um ao meu pai quando eu tinha quatro anos e desde então espero que ele chegue. De preferência com um príncipe encima.
- Isso deveria me ofender? – ergui a sobrancelha esquerda, meus dedos deslizaram através da lateral da face de Selena e a mesma fechou os olhos para sorrir –
- Se for você montada nele eu acho que posso dispensar o príncipe.
Senti outra mordida ser dada com mais intensidade em meu lábio e levei as mãos diretamente à cintura fina da minha namorada, acariciando-a brevemente por cima da camiseta antes de deslizar as mãos por baixo do pano que impedia o contato direto dos meus dedos na pele quente. Parar para refletir sobre o que havia acontecido parecia ser tudo o que Selena não queria fazer, e se a fuga que ela queria era aquele momento, eu não poderia negar, por mais que nós duas tivéssemos consciência de que teríamos que conversar e esclarecer as coisas mais tarde. Pelo menos ela havia entendido o meu jogo em dizer que ela estava com a mãe para conseguir defender a nós todos naquele momento. Permanecemos um tempo assim até a língua da garota invadir minha boca sem muita delonga, fazendo com que meu corpo inteiro se arrepiasse e nossas posições na cama se invertessem. Minha mão esquerda suportava o peso do meu corpo ao mesmo tempo em que a direita trazia o rosto de Selena cada vez mais em direção ao meu. Nossas línguas se buscavam e tocavam com tamanha intensidade que em certo ponto eu estava sentindo o gosto do sangue em minha boca, entretanto nem mesmo isso me fez parar, e em pouco tempo a camiseta que Selena usava estava no chão.
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