Criminal.

2 Capítulo 2: Oh mama, I just shot a man down.


Notas iniciais
Hihihi, Demi é tão sexy sendo tão perigosa

Point of view: Demetria.

Quando me vi livre, a primeira providencia que tomei foi procurar meus primos, e encontrei-os no mesmo lugar de sempre onde costumávamos ficar escondidos durante os dias. Kevin e Nick continuavam com as mesmas feições de antes, porém Joe estava com o rosto visivelmente mais maduro, e continuavam todos bonitos.

- Demi?

- Lendas sobrevivem para contar histórias.

- Puta que pariu! NICK, KEVIN! VEJAM QUEM ESTÁ DE VOLTA! – os três colocaram-se de pé na minha frente e abraçaram-me um a um – Pensamos que ficaria até o meio do ano, ainda estamos em Março!

- Fui presa em Novembro, não sabe contar babaca? Minha pena foi de um ano e quatro meses caso interesse. – coloquei um cigarro nos lábios e traguei, jogando a fumaça em seguida para cima – Vamos deixar a conversa para depois, preciso que me acompanhem até o batalhão próximo daqui onde trabalha o filho da puta que me pegou. Preciso matá-lo.

- Kevin, arrume uma arma para Demi com mira de longo alcance e um silenciador.

- Estamos virando profissionais? – dei uma risada entre uma tragada e outra do meu cigarro –

- Digamos que depois que você foi presa surgiram algumas oportunidades. Os caras tem medo de você, Demi. – Joe sorriu – Conseguimos armas profissionais, bastante munição, conseguimos até mesmo granadas e gás lacrimejante. Poderiamos passar dez anos sem comprar armas de fogo.

- Ótimo. Mataram alguém? – segurei o cigarro entre o indicador e polegar retirando-o da boca –

- Com certeza. O primeiro foi um pouco depois de você ser presa. Você acredita que o cara que arrancou seu capuz teve a audácia de passar aqui outra vez? Kevin acabou com a cara dele, Nick e eu nem pudemos aproveitar, o cara estava praticamente morto. Foram só dois tiros. – deu de ombros –

- Joe, trouxe essa aqui. – Kevin usava luvas e segurava uma arma pela bandoleira – Silenciador, mira de longo alcance, visão noturna, visão de calor e três disparos em um. É o suficiente para você? – o sorriso maldoso no rosto de Kevin foi retribuído por mim –

- Acho que para começar está bom. Quando podemos ir? – tomei as luvas de Kevin e passei a bandoleira ao redor do pescoço voltando a tragar o cigarro que antes queimava em meus dedos –

- Melhor esperarmos anoitecer. Ou podemos ir agora até o térreo daquele prédio abandonado. É distante, mas é um dos melhores aproximadores que temos e vai funcionar bem.

- Creio que durante a noite será mais interessante. Por enquanto podemos apenas ficar aqui. Vou na casa dos meus pais arrumar algum dinheiro, tratar a merda do meu cabelo e pegar roupas. Volto de noite.

Ao chegar em casa meus pais imploraram de joelhos para que eu não atravessasse aquela porta novamente rumo a vida que tinha antes, mas foi inútil. Mesmo assim deixaram claro que a qualquer momento poderia voltar e eles estariam ali prontos para dar um rumo digno a minha vida. Meu cabelo estava praticamente na cintura mas não tinha intenção de cortá-lo, ele realmente é bonito, e apesar de ser uma criminosa eu percebi que cuidar da minha aparência era essencial pois eu poderia simplesmente colocar um vestido, salto, maquiagem, sair e não seria reconhecida nem mesmo pelos meus pais. Poderia fugir da policia daquela forma. Saí de casa com uma mala, óculos escuros, calça jeans,tênis, camiseta branca e cabelo preso. Dentro da mala haviam roupas, três pares de tênis e aproximadamente dez mil dólares. Deixei tudo na casa onde morava com meus primos e fui ao encontro deles. Silenciosamente seguimos pelas ruas do Brooklyn sempre sem chamar a atenção e quando estávamos posicionados no alto do prédio, coloquei as luvas para manusear a arma. Armei o apoio e encaixei a arma, aproximando o olho do circulo com a mira. Ao ativar a visão noturna percebi que a arma demorou um pouco para adaptar-se, porém em poucos segundos eu já conseguia ver figuras verdes movendo-se lentamente de um lado para o outro.

- Demi, você consegue ver um grupo perto de um carro? – Nick sussurrava no meu ouvido tentando guiar-me até o homem certo –

- Sim.

- Espere um pouco, eles estão trocando o turno. Ok, tem três se afastando e agora só sobraram dois.

- Ele é o gordo. – afirmei sorrindo – Essa arma é mesmo boa, nós estamos muito distantes. – o homem se moveu e eu acompanhei-o com a mira –

- Não brincamos mais em serviço, gata. – Nick riu – Preste bem atenção agora. Ele está entrando no carro, mas está com uma rosquinha na mão e vai terminá-la antes de começar a dirigir. O outro homem que estava com ele acabou de entrar. Atire quando quiser. – o sussurro era cada vez mais baixo –

- Mais um pouco...

Esperei até que o policial estivesse engolindo a primeira mordida para disparar. Silêncio. Dois segundos depois ele estava tombando para o lado.

- Porra Demi, você acertou de primeira! Como pode ser tão boa com medidas? – Nick riu enquanto nós retirávamos as balas da arma –

- Dom, algo que você nunca vai ter, Nicholas.

- Tenho dom o suficiente para quebrar seus dentes. – o braço passou pela frente do meu pescoço pegando-me em um mata leão que encaixou perfeitamente, eu estava praticamente desmaiando – Não vai se render?

- Nunca. – sussurrei antes de erguer a perna e acertar o tornozelo no meio das pernas de Nick –

- As moças podem parar de brincar? Nós acabamos de matar a porra de um policial. – Joe já estava com tudo pronto – Podemos ir?

- Alguém está irritado. – ergui a sobrancelha ironicamente – Eu acabei de sair da prisão e matei um cara, Joseph. Posso muito bem acabar com você.

- Acabe comigo quando ninguém estiver nos procurando.

Sem que eu pudesse perceber, Kevin havia seguido pelo meio da mata e o corpo do policial já não estava mais jogado sem vida dentro do veículo. Ficamos conversando ainda no alto do prédio até que meu primo mais novo estivesse lá novamente.

- O que fez com o corpo? – perguntei curiosa –

- Sem corpo, sem provas gata.

Ao chegar de volta na segurança do bairro onde comandávamos tudo, queimamos qualquer prova que pudesse nos incriminar. Roupas, sapatos, luvas, tudo. As cinzas foram misturadas a água e jogadas no rio. Nicholas e Joseph foram dormir enquanto Kevin e eu permanecemos de pé diante da única entrada e saída do bairro vigiando tudo. Estar vigiando cada passo que as pessoas davam era a coisa que eu mais sentia falta enquanto estava dentro daquela cela. Retirei o cigarro dos lábios, jogando-o no chão antes de encostar-me no muro ao lado de Kevin.

- Kevin, preciso da sua ajuda.

- Quem iremos matar agora?

- Por enquanto ninguém. Pode ir comigo até a Universidade de Direito amanhã? Tenho que falar com uma vadiazinha que provavelmente estuda lá.

- Já? Não acha melhor esperar uma semana para começar a partir corações outra vez? – ele riu sarcasticamente –

- Deixe de ser otário, Kevin. Eu vou procurar a filha da desgraçada que me condenou. O nome dela é Selena, ela visitou a prisão a pouco tempo e uma das amigas estúpidas deixou escapar que ela é a filha daquela maldita. Não quero matá-la por enquanto, apenas deixarei avisada de que tenho todos os movimentos dela sob controle e que se sumir da faculdade ou contar para alguém darei um jeito de acabar com ela e com a mãe antes de ir presa.

- Você vai foder tudo indo até lá. Todos vão nos reconhecer, mas eu estou dentro.

- Tenho uma maneira de passar despercebida até mesmo por você, e daremos um jeito nesse seu estilo escroto. Basta te colocar uma roupa decente e também passará despercebido. Não precisaremos de armas nem nada, separe apenas cigarros para um dia inteiro. – alisei o cano da arma presa em meu pescoço e sorri – Vamos seguir a infeliz.