Notas iniciais
Olá, meus pimpolhos!Lyra Roth falando aqui, estou postando o segundo capítulo! Tem a introdução de alguns personagens, espero que gostem! Boa leitura!~

Assim que Darwin saiu de casa, não poderia imaginar que sua primeira aliança seria com uma menina de quinze anos.

O jovem caminhava pelas ruas agitadas da França a procura de qualquer coisa que pudesse fotografar para o jornal, afinal, já estavam sem matéria. Não que nada acontecesse na cidade, pelo contrário, mas ele precisava de algo novo.

E foi andando pela cidade que encontrou a oportunidade perfeita para fazer aquilo que mais queria fazer no momento: fotografar O Escorpião. Não que fosse uma tarefa fácil, aliás, era uma tarefa que não só o jornal dele, como vários outros tentavam cumprir, mas nenhum conseguia de fato fotografar O Escorpião. Pelo menos não de maneira que conseguisse identificar o rosto do mascarado justiceiro.

Ajeitou a jaqueta verde que vestia e continuou a andar. O sol estava se pondo, e seus cabelos ruivos agora estavam ainda mais vermelhos do que antes. Enquanto se questionava como iria pegar O Escorpião, trombou com alguém.

–Ai! -exclamou a pessoa, quase derrubando a sacola que tinha em mãos. Darwin a pegou a tempo.

–Desculpe. -falou o rapaz

–Ah... er, tudo bem, eu também não prestei atenção onde ia... -respondeu, sorrindo, a menina, e Darwin começou a analisá-la. Tratava-se de uma jovem, mais ou menos quinze anos, cabelos castanhos ondulados, que lhe desciam até pouco antes do meio das costas. Sua pele amorenada pelo sol brilhava com a luz da tarde. Era esguia e magra, mas não deixava de ser bonita. Face delicada e juvenil. Usava óculos com aros pretos, o que realçava seus... olhos.

Provavelmente a parte que mais chamava atenção na menina eram seus olhos violetas, que brilhavam. Assim como os cabelos ruivos de Darwin, os olhos violetas eram uma rara característica genética.

–Eu também não -argumentou ele -e quase derrubei seu pão -olhou para a sacola de pães da menina -Espera, te conheço. Seus pais são detetives aqui da cidade, não é? Você é Celine Álvarez.

–Sim... -ela respondeu, erguendo a sobrancelha e sorrindo ao mesmo tempo. Pelo jeito da menina, era do tipo que pensava e tirava muitas conclusões, mas raramente as compartilhava facilmente -Por acaso, sim. Você conhece meus pais, né? O jornal em que você trabalha procurava o justiceiro, e vocês conversavam com a policia... eu vi você.

Darwin sorriu. A menina era esperta, não podia negar. Ele conhecia os pais de Celine há um tempo, a polícia, detetives e jornais trabalhavam juntos para achar o tão Escorpião, apesar de, até o momento, ser em vão. Darwin se perguntava se algum dia realmente achariam o cara.

–Sim... Você que sai por ai resolvendo alguns casos como detetive mirim, não é? -ele perguntou, e continuou a falar quando ela assentiu silenciosamente -então, já deve estar tentando encontrar o Escorpião, certo? Ouvi dizer que você deduz muito bem e é ótima detetive, mesmo com quinze anos... certo? -ela assentiu novamente, e sorriu.

–Sim... por quê? -ela questionou. Darwin pensou por um segundo antes de responder:

–Porque acho que você tem condições de achar o justiceiro. Poderíamos trabalhar juntos, sabe, e tentar achá-lo. Você é mais esperta do que muitas pessoas.

Ela pareceu avaliar. Os All stars de Celine batiam inquietantemente na calçada. Ela pensou por alguns segundos, e respondeu:

–Huum... é... bem, pode ser. Quer dizer, duas cabeças pensam melhor que uma, e isso me ajudaria a tornar-me detetive, além é claro que cessar minha curiosidade de saber quem é o Escorpião... Então tudo bem. Podemos trabalhar juntos.

Ele ergueu a mão. Ela sorriu e apertou-a com confiança. Poderia muito bem ser detetive com aquela idade.

–Feito, Celine. Então, podemos nos encontrar em breve e discutir mais sobre o Escorpião. Acho que há mais um grupo de jovens interessados em ajudar-nos, vou contatá-los e logo começaremos a procurar o justiceiro.

–Certo. Até mais, senhor Darwin! -ela sorriu, e, com os pães em mãos, saudou-o com a cabeça, sumindo no horizonte.

Com isso, Darwin continuou seu caminho. Ajeitou os óculos escuros e a jaqueta, sorrindo, pensando em como aquela jovem poderia ajudar. Sua primeira aliança já estava formada, e, com as pessoas certas junto a ele, logo iriam, finalmente, pegar o Escorpião de Paris.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado!! Espero-os nos comentários!! Até mais! Kisses azuis!