Crime Passional

5 Amor, inveja e ódio


Notas iniciais
Os personagens de Inuyasha não me pertencem, pertencem à ela...

O julgamento de kouga seria nos próximos dias, e nesse tempo, ele recebeu durante todos os dias a visita de Kagura, e em alguns Sara a acompanhou. Planejaram a fuga do rapaz, e em dois dias, conforme os planos dos três ele estaria livre.

Na casa de Sesshoumaru, Rin estava timidamente conversando com Inu-Taishou e Inu-Yasha, enquanto ele se aprontava no andar de cima.

- Então sua família é do centro-oeste? – Inu-Taishou perguntou dando continuidade à conversa.

- Sim, mas eu não fui criada lá, passei apenas três anos de minha vida no local, logo nos mudamos para o Oeste, onde meu pai enterrou minha mãe.

- Sesshoumaru me contou que ela morreu de câncer, eu sinto muito.

- Eu tinha cinco anos, não lembro do rosto dela direito.

- Rin!!!! – Sesshoumaru gritou do quarto, algo o deixou furioso, e Rin encolheu-se com o grito, mas logo pediu licença e subiu.

- Não grite assim Sesshy, seu pai quase fez os olhos pularem das órbitas, de tão arregalados que estavam.

- Eu odeio gravatas, não consigo dar nó nessa porcaria... – Ele olhou-a irritado, mas logo tranqüilizou-se, ao ver o sorriso de Rin.

- Deixe que eu te ajude... – Rin delicadamente fez o nó, e logo os dois desceram...

- Pai estou com um novo caso de estupro, mas dessa vez foi uma garotinha de cinco anos, depois me ajude a estudá-lo...

- Tudo bem filho, Rin cuide dele... – Inu-Taishou sorriu sarcasticamente, e uma veia saltou na fonte de Sesshoumaru, que não respondeu a brincadeira.

- Pode deixar, eu vou cuidar dele direitinho...

Os dois saíram, e logo estavam jantando num restaurante nobre da cidade, onde também um conhecido homem estava com suas duas filhas, e uma amiga delas.

- Sesshy, não é a Kagura? – Rin perguntou, e Sesshoumaru discretamente olhou.

- Sim, é, vamos embora, não quero confusão... não esta noite. -os dois levantaram-se, e após Sesshoumaru pagar a conta eles partiram.

- Ela arrumaria confusão com certeza... – Comentou ele dirigindo.

- Mas ela estava com a família, como poderia...

- Você viu aquele homem com elas – Sesshoumaru viu a assentir com a cabeça, e com isso continuou. – O nome dele é Naraku, é o pai das duas, ele era conhecido na cidade onde morava por “homem da confusão”, pelas filhas dele, ele passa por cima de todos...

- Mas você não namorou ela... Ele arrumou confusão com você?

- Não, pela situação financeira da minha família... por isso apoiou nosso namoro.

Rin olhou-o e viu certo incomodo no olhar dele, resolvendo assim ficar em silencio pelos últimos quilômetros.

Ao chegarem em casa, Rin despencou no sofá recostando-se cansadamente, e Sesshoumaru foi para a sacada. Vendo isso Rin o seguiu, ouvindo assim o comentário dele dirigido a ela.

- O que adianta ter dinheiro se não se é feliz...

- Sesshy... – Rin abraçou-o por traz, encostando o rosto nas costas dele. – Eu...

Ele virou-se e abraçou-a...

- Continue minha Rin...

- Eu amo você... – disse finalmente olhando nos olhos dele.

- Eu pensava que nunca conheceria o amor, mas você me ajudou, e estou conhecendo a felicidade e graças a você, eu te amo...

Um clima romântico tinha se formado, mas logo foi disperso pelo toque do telefone... Rin atendeu, mas a ligação caiu. Sesshoumaru chegou por traz dela e a abraçou novamente, logo começando a beijá-la no ombro, seguindo para o pescoço, mas ela o interrompeu virando-se tirando depois a gravata do rapaz.

- Esta melhor assim? – Perguntou em som baixo, e ele sem responder voltou a beijá-la, mas dessa vez ardentemente.

Rin havia resistido há um mês aquele corpo quente, mas nesse período sua vida ainda estava com uma sombra, obscurecendo seu coração, mas depois que Kouga foi preso, ela sentiu-se mais segura, e queria sentir mais a liberdade.

Os beijos dele não foram interrompidos dessa vez, ele resolveu não parar para ver ate aonde ia, se ela ia o aceitar, se ele poderia tocar mais ousadamente no corpo dela, e ela aceitou, não o impediu e isso o deixou muito feliz, pois estava conseguindo fazer com que esquecesse o que passou.

Ela estava embriagada pelos beijos dele e sem perceber, ela havia desabotoado a blusa e tocava-o com certa calidez, e aquilo era um sinal bom, um sinal amarelo... Ficou alertado com isso.

Um toque mais ousado foi iniciado por ele, ela não protestou ao contrario abraçou-o forte e com sussurros gementes pronunciava o nome dele, estava o enlouquecendo com aquilo, e vendo que as condições dela eram favoráveis ao momento, carregou-a nos braços ate seu quarto e a colocou delicadamente entre as almofadas em sua cama, logo se deitando ao lado dela.

Continuou-a beijando e delicadamente desabotoou o primeiro botão do vestido, expondo assim o colo dela. Ele beijou ali, e logo após acariciou o rosto dela. Ela estava sorrindo, e com isso ele foi mais audacioso, desabotoando o segundo botão.

- Você é linda... – Disse e após puxou o prendedor dos cabelos dela, os libertando.

Ela apenas sorria, mas ficou seria como ele quando sentiu uma das mãos dele deslizar em seu ombro fazendo a alça do vestido cair. As mãos dele estavam quentes e um pouco suadas, e isso a arrepiava, e mais ainda quando os lábios tocaram o local, carinhosamente ele dava leves mordiscados e com isso ela nem tentou resistir, sabia que não conseguiria.

Logo ele beijava entre os seios dela, carinhosamente acariciava-os, queria deixá-la totalmente tranqüila, era a primeira noite deles, e apesar de estar louco de desejo, tinha que ser extremamente cauteloso, qualquer erro poderia por tudo a perder.

Estavam nas preliminares há três horas, e ele pacientemente tirou aos beijos e caricias todas as peças de roupas dela, e logo também tirou as suas, mas uma surpresa relaxaria ainda mais a ela.

Sesshoumaru tinha planos para aquela noite, e como precisaria de paciência e carinho de sobra, comprou para aquele momento pétalas de rosas, vermelhas.

-Feche os olhos... – pediu num sussurro, ainda deitado do lado dela. – Não os abra...

Rin fechou os olhos, e ele levantou-se pegando as pétalas. Delicadamente jogou sobre o corpo dela, e sobre a cama. A cada toque de uma pétala, Rin dava leves suspiros seguidos de fraquíssimos gemidos. Após ter espalhado todas as pétalas, ele voltou para o lado dela, começando a beijá-la de novo, relaxando-a, e logo pois se sobre ela, Rin deu um pequeno gemido, e abriu os olhos, ele ainda não a tinha penetrado, esperava o momento certo para isso.

Ela olhava fixo nos olhos dele, estava com um pouco de medo, ou receio...

Sesshoumaru estava um tanto preocupado, mas muito mais ansioso. Deitou-se de leve sobre ela e começou a beijar o pescoço dela, os cabelos estavam misturados e a pele dela arrepiou-se agressivamente quanto ele a penetrou, muito delicadamente, muito carinhosamente...

- Fique calma minha princesa, eu não vou te machucar... – Ele sentiu-a apertar os lençóis quando começou, ela estava tensa, e percebendo isso encostou sua testa na dela, olhando-a nos olhos.

- Relaxe Rin, eu amo você, eu quero que sinta o melhor de nos dois, relaxe... – ele sussurrava e beijava-a, e com isso ela finalmente relaxou, finalmente conseguiu sentir o que ele queria, o prazer dos dois, e logo começou a gemer baixinho entre os braços dele, entre aqueles beijos ardentes...

Ele estava muito suado, os cabelos grudados em suas costas e no peito e também as pétalas de rosas, mas não se afastava dela, queria-a ate o fim, e este estava próximo, Rin não resistiu ao ápice e deu um de seus mais altos gemidos, ele seduzido por aquele maravilhoso som também chegou ao orgasmo, sentiu o corpo arder de prazer, pois desejava aquilo há muito tempo...

Repousou seu corpo sobre o dela a molhando com seu cálido suor. Estavam cansados, as respirações aceleradas e o coração em descompasso. Coisas que em meia hora voltou ao normal, e nesse período ambos ficaram quietos, e ele apenas ouvia as batidas do coração dela, pois estava deitado no peito dela, e Rin por sua vez fazia seu cafuné.

- ... Você esta bem, meu anjo? – perguntou ainda deitado no colo dela.

- Estou assustada...

- O que? – ele levantou o rosto e olhou-a nos olhos, ela estava sorrindo.

- Agora eu tive a certeza do porque é tão cobiçado...

Ele tranqüilizou-se e deitou-se do lado dela, e ela olhou-o e o viu sorrir para ela.

- Esqueça-as, só existe uma mulher para mim, você, só você...

Rin sentou-se, cobrindo parte do corpo com um lençol, e viu-o sentando-se também, com uma expressão preocupada.

- O que houve Rin? – Perguntou serio.

- Eu... senti tanta dorquando ele me forçou, foi horrível... – Rin olhou-o seria, mas logo deu um sorriso e continuou. – Você foi maravilhoso, foi tão carinhoso comigo, obrigada...

Ele a abraçou, encostando o rosto dela em seu peito, e Rin pode ver algumas gotas de suor escorrerem ali.

- Você esta suando muito...

- Eu tenho esse problema, quando fico muito... excitado... – corou um pouco e Rin reparou isso. — eu transpiro muito.

- Seu cabelo esta grudado, nossa isso é estranho...

- E vou banhar-me, volto logo... – disse levantando-se, expondo seu belo e torneado corpo.

Ela viu-o entrar no banheiro, e logo foi atrás, e algumas lembranças vieram em sua mente. As mais engraçadas do banho que deu nele, e riu com isso. Ele abriu a porta do boxe e curioso perguntou.

- O que houve Rin, do que esta rindo?

- Quando estava drogado, eu dei banho em você, foi engraçado quando saiu do banheiro nu, tentando vestir o roupão pelo lado ao contrario.

- Olha só... – Ele fez suspense, e Rin curiosa foi olhar.

- O que?

Sesshoumaru sorriu maliciosamente e puxou Rin para o chuveiro.

- Aieee!! Molhou meu cabelo todo, seu... – Rin foi calada com um beijo, e após este ela pegou uma pequena esponja de banho, e carinhosamente passou-a no corpo do rapaz.

Logo os dois saíram do banho, e deitaram-se e Rin acariciou-o ate adormecerem.

Uma tempestade torrencial começou a cair durante a madrugada, e Sesshoumaru levantou-se para fechar as portas da sacada de seu quarto, após olhar a chuva por alguns minutos, escutou Rin dar um mimado gemido, voltando assim para o lado dela.

- Rin, esta acordada?... – a garota não respondeu, continuando a ressonar tranqüilamente. Delicadamente ele tirou algumas machas de cabelos do rosto da moça, sorriu, parecia um adolescente apaixonado, estava tão feliz que não pensava em mais nada a não ser nela. Ajeitou-se atrás dela e a abraçou delicadamente, fechou os olhos sentindo a quentura da pele dela, e após seu corpo acostumar com isso ele finalmente adormeceu.

- Rin... – Sesshoumaru tateou a cama e não encontrou a garota, abriu os olhos de vagar, e olhou o quarto, ainda estava escuro, mas as cortinas deixavam o mínimo de raios de luz entrar, foi quando percebeu que já tinha amanhecido.

Rin já estava de pés desde as cinco da manha, e depois de um banho, ela foi para a cozinha, onde ainda preparava um desjejum muito especial. A mesa estava muito bonita, tinha flores, e algumas pétalas vermelhas. Preparou duas refeições muito caprichadas e suco de frutas.

Sesshoumaru sentou-se na cama, os cabelos estavam totalmente desalinhados, coçou o lado do rosto, de onde caiu uma pétala vermelha, ele olhou a pétala em cima de suas pernas, percebendo que estava nu. Fechou os olhos e virou o rosto para cima sorrindo após. Levantou-se e caminhou para o banheiro, onde tomou um banho. Logo após sair, foi ate seu closet e pegou uma vestimenta simples, e após se vestir, caminhou ate a porta que estava entreaberta, saiu e fechou a porta. Sentiu um cheiro muito bom, e seguiu-o e ao deparar-se com a mesa arregalou os olhos. Rin não estava ali, por isso foi ate a cozinha, mas ela também não estava. Entrou novamente na sala e ela estava lá, estava sorrindo, estava muito bonita, vestia um vestido de pano fino e leve.

- Fiz nosso desjejum Sesshy... – Ela caminhou ate ele, e deu um beijo rápido, logo segurando o pela mão e o conduzindo ate a mesa.

Ele sentou-se e Rin à frente dele, estava quieta, mas sorria, pois o rapaz parecia sem palavras, pois a mesa parecia um banquete. Logo Rin começou a desjejuar, e sem dizer nada ainda, ele fez o mesmo.

- Porque você esta tão quieto? – Rin perguntou seria e um pouco preocupada.

Ele olhou-a e arqueou uma sobrancelha.

- Estou quieto porque eu estou sem o que dizer desse maravilhoso desjejum... – Rin corou diante do comentário, e ele finalmente deu um sorriso para ela.

- Sesshy... não tenho como te agradecer pelo que tem feito por mim, tudo que fez, desde que nos conhecemos foi sempre tão gentil, tão carinhoso, eu gostaria muito de poder retribuir tudo o que faz por mim mas...

- Rin... você é tudo que eu preciso, eu não sabia ate antes de te conhecer o que era ser feliz, agora eu sei...

De repente ela começou a soluçar, e logo as lagrimas surgiram nos olhos, e com isso Sesshoumaru levantou-se e abaixou perto dela.

- Ei... – começou com a voz branda. – Porque esta chorando?

- E-eu queria ter te encontrado antes, seria tudo tão diferente...

Ele a abraçou, entendo o porquê das lagrimas, mas logo as secou, e fez a sorrir com um carinhoso beijo.

- Se nos encontramos agora foi porque o destino quis assim, mas agora que estamos juntos, podemos cultivar esse amor e fazê-lo durar para sempre. – eles se abraçaram forte.Ambos estavam muito felizes, e aquela manha estava apenas começando a felicidade daquele casal, que o destino uniu.

- Pai, eu acho que o Sesshoumaru não volta mais pra casa... – Inu-Yasha comentava enquanto desjejuava junto com o pai.

- Porque esta dizendo isso filho? – Inu-Taishou ficou confuso.

- Você já viu como ele esta diferente? Ele esta ate me aturando, ainda mais quando a Rin esta por perto.

- Eu também fiquei assim... – Inu-Taishou começou, mas logo calou-se, pois uma grande besteira ia sair de sua boca.

- Então você também já passou por essa fase pai? – Inu-Yasha perguntou inocente. – Quem foi a garota, minha mãe?

- Com licença filho, tenho que ligar para seu irmão, acho que ele esqueceu do caso da Shiori... – Inu-Taishou levantou-se, suava frio, e pedia mentalmente para que ele não fizesse mais perguntas sobre aquele assunto.

- Pai! – Inu-Yasha chamou de repente. — Eu não entendo o porque sempre foge desse assunto, tem algo que eu não saiba sobre minha mãe?

Inu-Taishou gelou nesta hora, estava sem saída. Se contasse sobre Izayoi para ele, ele poderia ficar arrasado, ou ate fugir de casa, pois era rebelde de natureza. Mas ele estava cercado, sem o que dizer.

Virou-se para Inu-Yasha muito serio, e olhou-o nos olhos.

-Inu-Yasha...

- Desculpe interromper senhor Inu-Taishou, mas tem uma noticia para dar... – Um senhor de idade entrou na sala, fiel mordomo da família, Myouga.

- Fale Myouga... – Inu-Taishou suspirou aliviado, caminhando ate a sala de estar para ligar para Sesshoumaru, mas parou ficando estático com a noticia que recebeu.

- ... Senhor, o Kouga fugiu esta manha da prisão, o delegado ligou bem cedo e pediu para o senhor e o Sesshoumaru irem para lá.

- Droga, isso não podia acontecer, o julgamento seria na quarta-feira... – rapidamente Inu-Taishou pegou o aparelho e digitou o numero do apartamento do filho mais velho, tocou varias vezes, logo, desligou e digitou outro numero, dessa vez o do celular, mas esse foi atendido.

- Sesshoumaru, vá para a delegacia, o Kouga fugiu...

- Como é?!!

- Vá logo, eu já estou indo também... – a ligação foi encerrada, e Inu-Taishou correu ate seu quarto arrumando-se em segundos, e logo estava de volta.

Inu-Yasha ficou sem resposta e dessa vez não deixaria passar, ia começar sua própria investigação sobre aquele assunto. Já havia saído, e matutava um jeito a caminho da faculdade.

No caminho da delegacia, Rin tremia apavorada, seu maior medo era encontrar Kouga, pois sabia que ele faria algum mal a ela e também a Sesshoumaru.

- Fique calma Rin, eu não deixarei nenhum mal acontecer a você... – Sesshoumaru estava com a expressão impassível, mas estava preocupado com a segurança de Rin, ela corria perigo, pois ela moveu a ação contra ele, o acusou de estupro e por espancar ela.

- Eu estou segura com você, mas e quando for sair praresolver meus compromissos, eu também trabalho, tenho que me sustentar, pagar minhas contas... – ela estava com a voz um pouco tremula, sentindo-se realmente muito acuada com a situação.

Em meia hora, os dois chegaram à delegacia.

- Sesshoumaru, como tem passado? – Perguntou um senhor já de idade um pouco avançada, mas muito vivaz e lúcido.

- Vou muito bem Bokusen-ô, conte nos, o que aconteceu...

- Vou contar, assim que meu velho amigo, Inu-Taishou chegar, ele também deve saber de tudo, e eu detesto me repetir... – o velho delegado, após dirigiu-se ate a sua cadeira e apoiou-se nela. – E você mocinha, como esta?

- Eu estou preocupada... – Rin admitiu, sentando-se depois.

- Não é pra menos, aquele rapaz realmente lhe fez muito mau. – Comentou, mas logo direcionou as atenções para uma outra pessoa que entrou na sala.

- Bom dia Bokusen-ô...

- Bom dia meu velho amigo Inu-Taishou...

- Bem... amigo eu posso ser, mas velho meu caro, isso não... – Inu-Taishou brincou, e Rin olhou para Sesshoumaru ainda temerosa.

- Pai, o que faremos?

- Filho, eu e nosso amigo aqui – Inu-Taishou deu leves tapinhas no ombro de Bokusen-ô, estava serio. – iremos investigar e caçar o rapaz ate colocar ele de volta na prisão.

- Sim disso eu já sei... então o que querem comigo?

- Essa é a pergunta chave Sesshoumaru, o rapaz não é bobo, ele é muito inteligente, pois planejou a fuga perfeitamente, por isso, usaremos uma isca para o pegar...

- Isca? – Sesshoumaru não entendeu, mas Rin sim.

Ela levantou-se e tocou o braço de Sesshoumaru, já estava chorando, e tremia.

- Sim uma isca... ele viria atrás de quem o colocou na prisão e...

- Não pai – Sesshoumaru o interrompeu, estava furioso com a idéia, pois isso transparecia no tom de voz. – eu não vou expor a Rin a esse perigo...

- Mas Sesshoumaru não temos como pegá-lo, temos que atrair ele ate nós... – Bokusen-ô explicou, mas logo recebeu um gélido olhar, e com este sentou-se em sua cadeira.

- A minha Rin não tem condições psicológicas de enfrentar um perigo desses, e depois eu não deixaria, mesmo se tivesse... – o rapaz abraçou-a forte, sentindo as lagrimas molharem a camisa que vestia.

- Sesshoumaru tem que entender, se ele não for preso, pode matar os dois, pode matar você e ela não entende isso meu rapaz? – Bokusen-ô tentava explicar novamente o perigo que corriam, mas o rapaz não quis saber.

- Se for necessário, eu mudo de cidade com ela, eu mudo de país, mas eu não vou expor ela, não vou, esqueçam... – Sesshoumaru deu as costas e saiu da sala segurando Rin pelos ombros, pois a garota não conseguia andar direito de tão apavorada que estava.

Levou-a para o carro, e lá ela continuou chorando, mas Sesshoumaru foi compreensivo.

- Rin querida – Ele tocou o ombro dela e baixou a cabeça para olhar no rosto dela que estava de cabeça baixa. – não se preocupe, eu não vou permitir que façam você de isca para pegar aquele maldito...

- Sesshy, e-eu, e-eu e-estou... c-com muito medo... e se e-ele, nos machucar, e se ele machucar você?

- Ninguém vai nos machucar meu anjo – ele acariciou o rosto molhado dela, limpando as lagrimas escorridas. – eu vou te proteger, ninguém vai chegar perto de você para fazer mal. Eu vou te levar pra casa.

Ela se conformou, mas o coração estava na mão, estava ainda com muito medo.

- Seu filho é muito teimoso Inu-Taishou... – O velho delegado estava um tanto irritado, e falava asperamente com o amigo.

- Nos temos que entender, aquela moça passou por muitos perigos, apanhou, quase morreu nas mãos do rapaz, talvez ela mesma não aceitasse ser isca. – Inu-Taishou comentou sentando-se após.

- Então temos que pensar em outra maneira de aprisionar aquele animal...

- Isso será fácil! – convenceu-se Inu-Taishou com um sorriso irônico.

- Você sempre sendo muito convencido... Tem que ser mais serio meu amigo esta pegando idade, se não tomar jeito não vai conseguir ser respeitado na sua velhice...

- Foi bom falar desse assunto, teremos uma comemoração na próxima semana, meu aniversario...

- Seu velhaco! – Debochou o amigo.

- Se repetir isso, eu o proíbo de beber o melhor saque que comprei.

- Desculpe, mas o saque é de qualidade?

Inu-Taishou olhou-o com olhos estreitos, mas logo começou a rir.

Os amigos brincavam, mas a situação era mais seria que imaginavam, Kouga estava livre, e queria se vingar de Rin e também de Sesshoumaru. Através de Kagura, Kouga soube que ele estava namorando Rin, e sentiu certa inveja do que ela contou, ele era carinhoso com ela e ela estava sempre sorrindo e o beijando, e isso alimentou o ódio dele, e os ciúmes, pois podia a odiar por tê-lo posto na prisão, mas ainda a amava, apesar de tudo que fazia com ela, ele a amava, e muito.

Kagura ia em direção ao estacionamento, estava feliz por ter ajudado ao seu mais novo amigo escapar da prisão, não contava de o encontrar tão cedo, mas enganou-se quanto a isso. Ao chegar perto de seu carro, Kagura mal pode acreditar, ele estava ali atrás de seu carro, estava recostado esperando por ela.

- Eu vim agradecer...

- Vai embora, se te pegarem aqui, vão te prender de novo...

- Disse que me diria onde ela esta morando... – Kouga saiu de trás do carro e aproximou-se de Kagura um tanto serio.

- Sim, mas eu só posso dizer depois que descobrir.

- Você não sabe onde ela mora? – Kouga estreitou os olhos e apoiou uma das mãos no carro, na altura do rosto de Kagura.

- Ainda não meu querido, mas isso vai ser muito fácil de descobrir...

- E aquele almofadinha, eu quero saber onde mora também... ele vai me pagar. – Kouga rangeu os dentes ao dizer tal coisa e afastou-se um pouco de Kagura, que o olhou serio.

- Faça o que quiser com a Rin, mas deixe o Sesshoumaru em paz... – Kagura avisou em tom delicado, mas muito assustador.

- Ei moça, eu digo o que fazer ou não entendeu? – ele aproximou-se dela com calma. – Aquele almofadinha ajudou a Rin me por atrás das grades, alem de ter me tomado o coração dela... – ele fechou os olhos, sentindo nojo do rapaz, logo cuspindo.

- O que você queria, nenhuma garota agüentaria ser tratada como você tratava ela. Ele só esta dando a ela o que você nunca deu... – Kagura parou de repente, pois Kouga agarrou em seu pescoço a pressionando contra o carro.

- Você fala demais para uma garota sabia, sua língua deveria ser cortada... – ele soltou ela brutalmente, e Kagura alisou o pescoço um tanto assustada. -... consiga para mim os endereços que pedi, depois que acabar com aqueles dois, eu me acerto com você e vou embora da cidade.

- Esqueça seu ogro, eu não darei o endereço dele, não quero que o machuque...

- É você quem sabe, se não der – ele parou de andar e olhou para trás com os olhos estreitos. – ao invés de matar ele, eu mato você...

Kagura levou as mãos nos lábios, ficou assustada, o que faria agora? Não sabia da periculosidade de Kouga, mas sua sede de vingança contra Rin ocasionaria muito mais dor nela própria do que em Rin.

No apartamento, Rin e Sesshoumaru se aconchegavam, o rapaz estava tentando acalmar Rin, ainda um pouco nervosa com a situação.

Logo a noite caiu e Sesshoumaru com muita relutância deixou Rin. Ela havia adormecido em seus braços então, ele levou-a para seu quarto e após cobri-la, fechou delicadamente a porta e foi embora. Estava muito preocupado com aquela situação, e também com outra, a defesa de um homem inocente que foi acusado de ter estuprado uma criança de cinco anos.

Para um advogado recém formado, eram muitas preocupações, e se não fosse a ajuda do pai estaria num emaranhado muito grande.

Mas esse era o peso de sua carreira, preocupar-se com os outros e esquecer de si.

Ao chegar em casa, Inu-Taishou e Inu-Yasha conversavam sobre alguma matéria da faculdade, nesta hora Sesshoumaru chegou, com alguns documentos em mãos, curiosamente os examinava, parando apenas quando percebeu que olhares mais curiosos o observava.

- Que idéia é essa pai? – perguntou ele de repente, num tom muito calmo.

- Idéia? Do que esta falando?

- Você achou mesmo que eu deixaria a minha Rin ser exposta ao perigo? – Ele sentou-se, olhando fixamente para os documentos que estavam em suas mãos.

- Foi uma boa idéia, mas tenho que admitir que tem razão...

Sesshoumaru o olhou surpreso, como tinha mudado de idéia tão rápido?

- A senhorita Rin passou por traumas psicológicos muito grandes, não agüentaria passar por aquela situação, e foi pensando nisso que eu cheguei a essa conclusão... – Inu-Taishou sorriu para os filhos, vendo que somente Sesshoumaru tinha a expressão surpresa.

- Acho que você esta caducando. – Sesshoumaru viu uma veia saltar na testa de seu pai, e uma gota escorrer na fonte e Inu-Yasha, mas mesmo assim continuou. – Pelo que me lembro você nunca voltou atrás de nada que fez na vida, nunca refletiu sobre as conseqüências de seus atos... isso é bom... – Sesshoumaru levantou-se indo em direção à seu quarto.

- Seu... Sesshoumaru volte já aqui! – Inu-Taishou bramiu aparentemente raivoso, ainda com a veia saltada. Mas Sesshoumaru continuou andando, com isso fazendo com que Inu-Taishou caminhasse ate ele e o segurando firmemente pelo ombro.

- Eu disse para voltar...

Sesshoumaru olhou para a mão forte do pai e logo para o rosto, estava com um olhar altivo, vendo que ele tinha o mesmo. De repente ele agarrou o pescoço do filho com o braço, simulando um cascudo, mas esse foi mais como um cafuné.

- Me solta pai, esta desalinhando meu cabelo... – Sesshoumaru rebateu, e logo abraçou o pai pelo pescoço também.

Inu-Yasha quase gargalhava de onde estava, pois Sesshoumaru não conseguia se libertar do abraço do pai, mas logo parou, pois um pé do sapato de Sesshoumaru acertou-o, nisso ele ficou serio e correu em direção onde os dois estavam, e, aproveitando que o irmão estava seguro, deu um cascudo de verdade nele e após correu para seu quarto.

- Seu moleque você vai sair daí!!! – bramiu Sesshoumaru depois que conseguiu se libertar, vendo o pai caminhar depois de volta para sua poltrona.

- Relaxe filho, nos estamos em família, tudo e brincadeira...

- Eu detesto esses tipos de brincadeiras pai, sabe disso...

Inu-Taishou sorriu ao filho, que logo subiu para seu quarto, e um tanto frustrado jogou-se na cama, onde ficou durante algum tempo olhando o teto e pensando em como iria fazer para recolocar Kouga na prisão sem envolver Rin. Mas logo levantou-se e após banhar-se deitou novamente e algum tempo depois adormeceu.

Rin dormiu a noite toda tranqüilamente assim como Sesshoumaru.

Ao amanhecer, Rin despertou, sentindo um agradável perfume, era o mesmo que o do xampu que Sesshoumaru usava, sorriu ao lembrar-se dele e de seus beijos e de como ele era bom... em todos os sentidos, corou diante desse pensamento, e logo levantou-se vendo que o dia estava claro, mas o sol ainda não tinha se levantado.

- Ele ainda deve estar dormindo, acho que vou o acordar... – Rin pegou o telefone ao lado da cama e digitou o numero do celular...

Sesshoumaru cobriu o rosto com o lençol e virou-se de lado, mas o toque do celular era ainda audível, logo pois o travesseiro em cima da cabeça, mas ainda assim podia ouvir o som do toque. Sonolento tateou a mesinha ao lado da cama encontrando o aparelho depois, e ainda com o rosto coberto com o travesseiro atendeu, com uma voz carregada de sono.

- Sim...

- Bom dia meu amor... –Rin saudou com suavidade na voz. Sesshoumaru ao perceber que era Rin tirou o travesseiro do rosto, e virou-se de peito para o alto ainda de olhos fechados.

- Bom... dia meu anjo... – o rapaz bocejou e logo abriu os olhos. — ...dormiu bem?

-Sim, quando sonho com você eu sempre durmo bem... – ela sorriu, sentindo o coração saltar em seu peito.

- Você sonhou comigo? – o rapaz perguntou, pondo uma mão em baixo da cabeça, para apoiá-la.

- Sim, e foi um sonho maravilhoso, espero que em breve aconteça de novo...

- De novo?... – Sesshoumaru deu um breve sorriso, deduzindo o que teria sido o sonho dela.

Rin corou, e ficou muda por alguns instantes.

- Rin... ainda esta ai?

-Estou... você vem almoçar comigo hoje? – Ela tentou mudar de assunto.

- Primeiro quero saber o que sonhou...

- Não foi nada demais... - ela envermelheceu do outro lado da linha, e Sesshoumaru percebeu que estava envergonhada pelo tom de voz.

- Eu estou indo para ai, será melhor você me contar esse sonho pessoalmente... ate mais meu anjo. – Sesshoumaru deu um malicioso sorriso, e num salto saiu da cama, desligando o celular depois.

Rin desligou o aparelho do outro lado, e com uma ponta de vergonha ainda, encolheu-se. De repente ela saiu da cama vivaz, sorrindo e começou a cantar. Seguiu para o banheiro tomou um banho e logo após colocou uma roupa confortável, e muito sexy: um vestido de malha curto com um decote bem chamativo. Ela queria estar a vontade consigo mesma, e vestiu-se assim para mostrar seu bem estar, e não para impressionar o rapaz.

Cerca de uma hora depois, Rin estava organizando o desjejum na mesa, quando ouviu a campainha. Correu ate a porta e com o mais gentil e doce sorriso abriu a porta.

- Adorei esse despertador... – Sesshoumaru sorriu, logo a abraçou, suspendendo-a e logo a beijando.

Apos soltá-la não deixou de reparar o avental que ela usava, rosa com babadinhos brancos.

- Você sempre usa esse... avental para cozinhar? – ele estreitou os olhos em malicia, sentindo o corpo reagir com tal visão.

- Você esta me deixando sem jeito... não me olhe dessa maneira...

Sesshoumaru fechou a porta sem parar de olhar Rin, e após aproximou-se dela, começando a beijar com certa voracidade. Ele a abraçou e logo as mãos famintas estavam acariciando as costas de Rin, mas sempre respeitosamente.

- Foi um sonho semelhante a isso que teve? – ele sussurrou no ouvido dela logo sugando o lóbulo da orelha.

Rin respondeu com um gemido sentindo o corpo enfraquecer diante da sedução do rapaz. Não sentiu-se tímida em quase rasgar a camisa que Sesshoumaru vestia no momento, deixando em parte ele surpreso.

Ao perceber que já tinha a seduzido para o ato, encostou-a na parede suavemente, e continuou a beijá-la, puxou uma das pernas dela alisando a coxa, após segurou-a firme sem parar de a beijar. Mas aquela posição não era favorável, não estava dando conforto a ela, e a maior preocupação era dar o maior conforto possível, para que ela pudesse desfrutar do melhor que ele podia dar. Com isso a segurou firme em seus braços e a levou para o quarto, e ao chegar lá logo despiu-a e ao olhar o corpo dela transpirando o seu reagiu intensamente. Na verdade, sentiu-se um adolescente nesta hora, e logo despiu-se.

Rin corou um pouco, pois sempre ficava um pouco tímida de vê-lo naquele estado, mas logo sorriu pois ele beijou delicadamente os lábios dela e pareceu que com esse gesto a timidez disfarçou e ele pode finalmente se sobrepor. Olhou fixamente nos olhos dela e ela nos dele.

Ela particularmente esperava uma reação afoita dele por estar muito excitado, mas foi totalmente ao contrario. Lentamente ele a penetrou, aquilo às vezes não fazia sentido, ele parecia ter medo de machucar corpo dela, e com isso era muito carinhoso em todos os gestos.

“- Sinto me bem em possuí-la, sinto me bem e saber que ela é minha e não sofrerá jamais...” – ele pensava enquanto faziam amor.

- Sesshy... “- Eu tive que sofrer tanto para te encontrar, e agora estamos aqui, unidos como um...”

O suor de ambos misturaram-se e o corpo dele pingava... como da outra vez, pingava como uma nuvem carregada, e a cada movimento seu corpo se regojisava mais e mais, e pensar que era com ela tudo tornava-se mais intenso, mais prazeroso, mais tudo.

Os cabelos dela estavam colados nas costas e nos seios e algumas mechas coladas no corpo dele, sentia-se deitada nas nuvens, pois a cada gesto de carinho parecia estar sendo tocada por um anjo.

Logo o orgasmo chegou e seus corpos puderam mais uma vez sentir a pureza de seu amor, do amor que sentiam um pelo outro...

Ele deitou-se suavemente sobre ela, não deixando o peso cair sobre ela, e ela o abraçou sentindo a parte seca dos cabelos dele colar em seus braços úmidos de suor. Ambos arfavam exaustos com os corações descompassados.

Delicadamente ele retirou-se dela e deitou-se ao seu lado a puxando após pra deitar-se em seu peito. Rin o fez e pode ainda ouvir as fortes batidas.

- Seu coração pulsa tão forte meu amor...

- É porque um anjo habita nele... – ele acariciava os cabelos dela. Estava de olhos fechados e sem preocupações no momento.

- Sesshy...

- Oi? – respondeu ainda de olhos fechados.

- ... isso foi melhor que meu sonho...

Ele olhou-a com uma sobrancelha arqueada, e sorriu depois.

Após terem descansado e se banhado, eles desjejuaram, e logo começaram a discutir um caso, o caso Shiori.

- Ele parece inocente Rin, olhe essas provas, todas as testemunhas dizem que ele estava realmente nessa comemoração...

- Sim, mas podem estar mentindo também, apesar de você ter razão em dizer que não há indícios de culpa.

- Eu só me pergunto o porquê daquela senhora tê-lo acusado se todas as provas indicam a inocência dele...

- Hoje em dia querido, o dinheiro faz muitas coisas, e uma delas é mudar o caráter das pessoas...

- Mas usar uma criança de cinco anos, dizer que ele a estuprou violentamente quebrando as pernas da menina, eu tenho um pouco de desconfiança Rin.

O julgamento do jovem Musou seria na próxima semana. O rapaz, depois de estar namorando a mãe de Shiori, foi acusado por estuprar e quebrar as pernas da menina, que tem cinco anos de idade.

Desde que o processo começou, a mãe da garotinha compareceu apenas duas vezes nas seções de interrogatório das testemunhas. A mulher parecia acuada com a situação, não querendo expor-se, pedindo que sua irmã levasse a menina nos interrogatórios.

Enquanto os advogados recém formados matutavam sobre o caso, os alunos da faculdade onde cursaram quebravam a cabeça com as matérias que os professores passavam.

- Tudo seria mais fácil se a Rin e o Sesshoumaru estivessem aqui...

- Porque esta reclamando Sango, eu dou graças a Buda que Sesshoumaru tenha terminado, pelo menos assim ele deixa de ser adorado entre as mulheres...

- E para que queria que isso acontecesse, para ficar no lugar dele seu tarado? – Sango irritou-se assumindo uma expressão assassina.

- Sango não se irrite, ele ainda perde para o irmão mais novo do Sesshoumaru o Inu-Yasha... – Comentou Kagome sorrindo.

- Kagome, você tinha que lembrar do outro cabeludo... – Miroku suspirou cansadamente.

- Miroku, se não parar com essas gracinhas eu vou esquecer que existe, e isso inclui essa sua cara pálida, e todo o resto... – Sango saiu apressadamente deixando Miroku para trás com Kagome.

- Miroku, você não gosta da Sango?

- Gosto sim Kagome, mas ela não compreende que eu tenho certa fraqueza por garotas bonitas...

- Sei... – Kagome olhou-o desconfiada, vendo depois Inu-Yasha se aproximar.

- Kagome, Miroku... – Inu-Yasha chamou-os de longe.

- Chegou ele... – Miroku comentou, recebendo um reprovador olhar vindo de Kagome.

- Eu vim convidar vocês para a comemoração que vai ter lá em casa, aniversario do meu velho... cadê a Sango?

- Ela teve uma pequena discussão com o Miroku, e saiu apressada...

- Uma festa! – Miroku esfregou uma mão na outra, olhando para Inu-Yasha, mas tendo milhares de pensamentos como “ saque, musica, mulheres...” Coisas da mente poluída de Miroku.

- Depois você fala com a Sango Kagome, meu pai quer que vocês vão... – Inu-Yasha sorriu, e Kagome corou fracamente, quase que imperceptível para Miroku, mas não para Inu-Yasha.

Logo, toda a faculdade estava comentando sobre a comemoração, chegando aos ouvidos de Kagura e Sara.

- Maldição!

- Calma Kagura, talvez ele ainda venha falar conosco, não é possível que ele ira convidar quase todos da faculdade e não nos chamar... e depois eu não sei o porque faz tanta questão de ir a esta festa, você esqueceu que o Sesshoumaru esta namorando a Rin? – Sara fez cara de nojo ao pronunciar o nome da garota, e Kagura a imitou ao ouvi-lo.

- Eu odeio aquela garota, se pudesse a mataria...

- E o Kouga, você tem o visto?

- Eu vi ele sim, aquele grosso, selvagem...

- Pode ser, mas é um gatinho...

- Ele é um selvagem, você acredita que ele tem um lobo de estimação, um lobo selvagem, igual a ele... – as duas riram, mas logo ficaram serias, pois Inu-Yasha estava se aproximando, e parecia animado.

- Kagura onde esta sua irmã, Kanna?

- Porque quer saber Inu-Yasha?

- Meu pai pediu para convidá-la...

- O que?!! – Kagura e Sara quase gritaram em uníssono, indignadas com a falta de cortesia de Inu-Taishou de convidar a irmã e deixá-la de fora.

- Inu-Yasha eu odeio a sua família, eu odeio todos! – De repente Kagura levantou-se e após acrescentar essa observação saiu de perto do rapaz com Sara, sentiu-se reduzida por todos daquela família não a ver, não prestar a atenção nos sentimentos que tinha. Mas tudo isso seria vingado um dia.

Inu-Yasha ficou sem entender tal reação. Logo, voltou à sala de aula.

Cerca de duas horas depois, algumas turmas foram liberadas. E Inu-Yasha um pouco cansado voltou para casa.

- Inu-Yasha, como foi hoje na faculdade?

- Estou cansado pai... Cadê o Sesshoumaru?

- Esta estudando o caso da menina Shiori no apartamento junto com a Rin...

- Sei... ele deve estar estudando a anatomia do corpo da Rin... – Inu-Yasha comentou ironicamente, bem na hora que Sesshoumaru adentrou a casa e olhou friamente para ele.

- Eu estava trabalhando seu idiota, ao contrario de você eu gosto do que faço, e tenho meu tempo organizado para estudar anatomia...

- Ih esta mal humorado, com licença... – Inu-Yasha ia saindo da sala, mas parouvoltando a falar ao irmão. -É melhor se preparar para o dia da festa do nosso pai, e eu aconselho vir com um saco de papel na cabeça.

- Ficou louco Inu-Yasha, perdeu o medo de morrer? – Sesshoumaru estalou os dedos, olhando fixo para o irmão, que deu uma risada irônica.

- Estou falando serio, saiba que o nosso velho convidou quase todas as garotas da faculdade... terá problemas se não se esconder delas... Acho que ele esta querendo uma namorada...

- Inu-Yasha cale essa boca grande... — o pai se irritou, e o mais novo deu nos ombros e logo subiu para descansar.

Sesshoumaru olhou o pai estranhamente, com uma sobrancelha arqueada, como se tivesse perguntando se aquilo era verdade.

- Ei não me olhe assim, você não vai acreditar no que seu irmão diz? – ele defendeu-se, sem ser acusado.

- Eu não falei nada pai, é o senhor que esta se acusando...

- Eu não estou me acusando, estou me defendendo de acusações sem fundamento...

- Não esquenta para o que o Inu-Yasha diz pai, e depois o senhor é livre para fazer o que quiser, não temos que nos meter em sua vida pessoal...

Inu-Taishou sorriu, mas logo se envolveu na conversa que se seguiu.

Sesshoumaru estava confuso sobre seu cliente e consultou o pai sobre isso, mas as respostas eram sempre as mesmas.

- Pai esse Musou é muito suspeito, eu as vezes duvido da inocência dele. – Sesshoumaru sentou-se, suspirando cansadamente.

- Porque filho? – Inu-Taishou o olhou um tanto desconfiado sobre aquela duvida.

- Pelo simples fato de que uma mãe, em sua sã consciência, não iria machucar sua própria filha de apenas cinco anos para tentar arrancar alguma coisa daquele homem, ou para vingar-se dele.

- Eu também acredito nisso filho, mas o que as provas dizem?

- Que ele é inocente... não foram encontrados nenhum indicio que pudesse o comprometer. Eu mesmo olhei o exame que fizeram na menina, e nenhum material foi encontrado no corpo dela...

- Se ele fez mal a menina filho, isso tem de ser descoberto pelo advogado da família da menina, e não por você, ele é seu cliente não pode o acusar... ele esta confiando em você...

- Como você acha que eu vou me sentir se descobrir depois da causa ganha que ele realmente violentou aquela criança pai...

- Pelo seu temperamento, tenho quase certeza que o mataria...

- Talvez eu faria isso pai, mas fazê-lo ser preso e humilhado perante a sociedade em que vive seria muito mais prazeroso... não posso destruir minha vida pai, tenho um anjo para cuidar...

- Ei- começou o pai sorrindo. – vejo que a menina Rin te colocou nos eixos, esta mesmo apaixonado filho?

- Ela foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida... com todas as mulheres que dormi ela foi a única que realmente me deu o verdadeiro prazer...

- Esta sendo grosseiro filho, nunca fale assim de quem você ama...

- Desculpe pai, mas quando temos alguém como a Rin, tudo que fazemos é sempre melhor...

- Sim, mas deixe me explicar uma coisa, as mulheres são uma caixinha de surpresas, hoje elas te dão tudo que tem, amanhã elas te roubam o coração, e por ultimo sua fortuna...

- Escute pai – Sesshoumaru levantou-se muito serio, um tanto irritado com o comentário. – ela já roubou meu coração, mas o interesse dela não é em minha fortuna, ela não é igual a Kagura ou a Sara, por favor, não repita mais isso esta bem, se você teve um passado conturbado com mulheres mercenárias isso não quer dizer que eu também terei... eu conheço tais tipos e tive muitas mulheres e sei que posso fazer uma comparação sobre esse assunto. As mulheres mercenárias são como maçãs, mas essas estão num caixote e uma contamina a outra com seu interesse... eu colhi a Rin da macieira, ela não estava em uma caixa sendo contaminada...

- Como pode ter tanta certeza disso. Pelo que sei ela vem de uma família muito humilde, e pessoas assim costumam ser... ambiciosas...

- Quem tem dinheiro sempre quer mais, como as famílias nobres sempre desejam que suas filhas e filhos se casem com milionários para herdarem a fortuna depois... Analisando as pessoas humildes você pode ver que elas lutam pelos seus desejos, pois nada é fácil, tudo se consegue pelo suor de seu rosto, com muita luta...

- Ai esta... quando encontram um trouxa rico apaixonado...

- Se repetir isso, eu renuncio a seu nome, e toda a sua fortuna, não ofenda ela...

- Você acha que essa mulher é mais importante do que a sua família?!!! – Inu-Taishou irritou-se e aproximou-se de Sesshoumaru, o olhando friamente nos olhos.

- Ela é mais importante do que qualquer fortuna, eu renunciaria a tudo por ela...

- Pense assim... A sua mãe pensou assim sobre a idéia de ter que criar seu irmão, e hoje ela não passa de uma mulher reduzida... se parece mais com ela do que imagina. – Inu-Taishou deu as costas ao filho, lembrando-se de sua ex-esposa.

- Esse foi o verdadeiro motivo dela ter me abandonado... não creio nisso... A Izayoi foi o verdadeiro motivo, ela não se importava com a presença de Inu-Yasha em nossas vidas e sim de Izayoi... e permita-me lembrar-te, ela era como a Rin, uma mulher humilde, e você abriu mão da minha mãe por ela... da sua esposa verdadeira.

- Nossos casos são parecidos eu admito...

- Não pai, o seu caso não tem nada haver com o meu, eu sou solteiro, não tenho um filho, e posso dizer convicto de que nunca cometeria um erro como esse...

- Sim Sesshoumaru – Inu-Taishou virou-se e pousou a mão no ombro do filho amigavelmente. – eu fico muito feliz de que tenha encontrado a plebéia, e não uma princesa antes dela...

Cabisbaixo, Inu-Taishou saiu do recinto, encerrando a conversa. Ele certamente estava um tanto aborrecido consigo mesmo, por tudo o que aconteceu em sua vida, mas pela integridade de seu filho, sabia que ele não cometeria o mesmo erro, e isso o deixava tranqüilo ate mesmo com sua consciência.

- Desculpe pai, eu não queria o ofender... – Sesshoumaru era um homem integro, mas seu coração era como uma rocha, e seus sentimentos frios como gelo, mas Rin conseguiu moldar seu coração, e ainda aquecer seus sentimentos, e em defesa disso, dessa paixão que estava vivendo, revestiu seu corpo e sentimentos com a armadura mais resistente, protegendo assim a maior fortuna que conquistou.

Sem perdoar, o tempo prosseguiu como um vento, e logo o dia da comemoração finalmente chegou, e Rin, no apartamento, preocupava-se com o que vestir... indecisa se ia de preto ou outra cor.

Estendeu seus vestidos sob a cama e olhava-os impaciente... mas algo chamou a atenção dela, e um pensamento estressante lhe veio a mente.

Toda a sociedade de grandes posições estarão lá... tenho que estar muito bem vestida... o que farei?”

Durante alguns minutos pensou e repensou no caso, mas acabou jogando todos os vestidos no chão, e decidida, apanhou seu capacete e seguiu para a porta de saída e ao abri-la, surpreendentemente ele estava ali, com a mão estendida para tocar a campainha.

- Nossa Sesshy você me assustou... – ela realmente assustou-se, pois não o esperava tão cedo.

- Eu estava com saudades... – Ele segurou-a pela Cintra e deu um carinhoso beijo, a deixando um pouco tensa, e ele sentiu isso. – O que houve, você esta tensa...

- Eu estou de saída, vou comprar um vestido para essa festa e...

- Eu vou junto... gosto de ver você se arrumar, fica linda a cada peça de roupa que coloca nesse seu lindo corpo...

- Você sempre me deixa sem jeito com esses comentários...

- Vamos...

- Eu vou buscar o outro... – Ela estendeu o capacete a ele, e ele entrou, ficando na sala enquanto ela ia ate o quarto.

Logo estava de volta e os dois saíram, e ele depois de trancar a porta a abraçou, chamando o elevador depois.

No estacionamento, Rin preparava seus cabelos, e ao posicionar-se em cima da moto, sentiu um sedutor abraço, o qual seu corpo reagiu e arrepiou-se. Ele a abraçou pela cintura e apertou suavemente o corpo dela contra o dele...

“ – Se continuar a me abraçar dessa maneira, não vou conseguir pilotar direito...”

De vagar, Rin saiu e continuou assim ate chegar onde iria comprar seu vestido...

- Você não correu como de costume... – Sesshoumaru estava um pouco confuso, e viu-a corar um pouco.

- Não podia correr, você estava me desconcentrando com seu calor... não que eu estivesse... – Ela parou e envermelheceu, vendo Sesshoumaru arquear as sobrancelhas.

- Você... estava...

- Não!!! Quero dizer... sim. Ah Não sei, vamos tenho que voltar logo... – Rin começou a andar ainda muito vermelha, envergonhada pelo fato dela ter desejado intimamente que estivessem em casa...

Logo estava experimentando alguns vestidos, mas definitivamente, eram todos muito estranhos...

- Sinceramente, esses modelos ofuscaram sua beleza, são muito do tipo beata... – Sesshoumaru comentou e Rin concordou.

Caminharam pelo lugar ate que ele encontrou um modelo, para ele, perfeito. Era justo longo, com decotes nas pernas, e o colo não muito fechado. Eles entraram na loja, e Rin experimentou o vestido, ela ficou um pouco tímida de mostrar a ele o resultado. Ele estava sentado esperando que ela saísse, e quando ela o fez, os olhos do rapaz adquiriu a mais bela das imagens. Ela ficou realmente linda...

- Eu... achei que ficou bom... – A vendedora elogiou, vendo depois o rapaz se levantar-se e ir ate ela.

- Você parece um anjo... – ele andou ate ela e acariciou o rosto, a beijando suavemente depois. – Vai ser a mulher mais linda da festa...

Rin corou, e o mesmo aconteceu com a vendedora que olhava o casal.Rin tirou o vestido e logo foi o pagar, mas gentilmente o rapaz o fez, e logo seguiram. Ambos passaram em frente a uma loja de jóias, mas Rin nem as olhou, mas o rapaz sim, mas disfarçadamente.

Eles seguiram para o apartamento, e logo chegaram.

Era de tardinha, quando o rapaz foi embora e Rin, estava muito feliz, por saber que em algumas horas estaria novamente em companhia do seu amor.

Depois de passar em certa loja, o rapaz foi para casa sendo abordado por um Inu-Taishou um pouco furioso.

- Onde estava ate agora Sesshoumaru?!!

- Estudando o caso da menina...

- Pai... Os preparativos estão sendo feitos com adiantamento, não se preocupe, deixe Sesshoumaru curtir a namorada dele... – Inu-Yasha o defendeu. (?)

- Esta doente Inu-Yasha?

Sem graça o rapaz saiu de perto dos dois, e o pai olhou uma pequena caixa nas mãos de Sesshoumaru.

- O que é isso filho? – Sesshoumaru perguntou com sarcasmo.

- Um presente para Rin... eu achei que ficaria lindo nela então o comprei... – o rapaz mostrou ao pai um lindo colar e o pai arregalou os olhos ao ver a peça.

- Isso deve ter custado uma fortuna... – O pai olhou nos olhos do filho, mas as surpresas estavam apenas começando.

- Não há nada mais valioso pai do que a felicidade, e não se preocupe, eu não esqueci do senhor... – o rapaz saiu, indo em direção a casa, pois estavam no jardim da casa, onde tudo estava preparado para que a comemoração fosse realizada.

- Ei! Espere ai, eu quero saber o que é... – Inu-Taishou curioso foi atrás de Sesshoumaru, mas ele acenou negativamente com o dedo indicando que não contaria o que comprara para o pai.

Notas finais
Perdoem pelos anos sem atualizar...
Bjs

Estarei postando outro logo.