– Eu estava sem chão de um sia para o outro vi minha vida mudar tudo por causa de um sonho estupido. Meus pais me abondaram e eu nem sei o que me acontece.

Com a mala de rodas fui caminhando sem rumos pelas ruas da minha pequena cidade. Eram quase oito horas da noite, então não tinha quase ninguém nas ruas chegava a ser assustador.

E a situação piorou quando a fome veio até mim. Sentei na calçada ainda com as roupas da escola e me pus a pensar, quer dizer tentei como a minha ultima refeição foi no hospital eu estava faminta de mais para qualquer coisa. Mas uma ideia me veio a mente: — Mendy! Isso! Ela não mora tão longe daqui.

Então me levantei o mais rápido possível e fui até a casa dela.

Quando cheguei em seu quintal vi tudo fechado e escuro, será que eles saíram? Pensei eu. Mas olhando bem de perto pude ver uma luz acesa que era a do quarto de Mendy e logo em seguida ela se apagou.

Olhei para o chão em busca de algo que eu pudesse jogar na janela para chamar a atenção dela e passar despercebida pelos vizinhos.

Depois de quase 1 minuto procurando achei uma especie de graveto que me pareceu bem útil. Peguei-o e o joguei em direção a janela mais nenhum som foi reproduzido então, novamente tentei com outro graveto só que um pouco maior.

Dessa vez o barulho foi maior fiquei esperando ali ansiosa, as luzes se acenderam e foi possível ver uma sombra na janela. Então mendy com roupas de dormir surgiu ali.

– Ei Mendy! Psiu! Olhe aqui! — Sussurrava eu mexendo os braços para que ela me notasse.

–O que você está fazendo aqui? E ainda vestida desse jeito?

– Por favor desce aqui! Eu preciso de ajuda.

Ela suspirou saiu da janela.

Fiquem ali em pé esperando que ela saísse pela porta, foi possível ouvir um som parecia alguém discutindo era uma voz masculina com uma feminina. A posta se abriu mais não era Mendy e sim um homem grande que parecia ser seu pai.

Ele veio até a entrada com um jeito rudi com Mendy logo atrás ela tentava segurar seu braço para que ele voltasse para dentro.

– Ei você! — Ele apontou em minha direção, parecia raivoso.

– Pai não, por favor! — Disse Mandy o homem puxando-o para fora logo atrás dela surgiu sua a mãe a unica parente de Mandy que eu conhecia. Ela segurou Mandy para que ela soltasse seu pai.

– Você mesmo! Não quero uma vagabunda perto da minha filha! Leve você e essa coisa na sua barriga para bem longe!

Nesse instante meus olhos se encheram foi quase a sensação de levar as chicotadas do meu pai tudo de novo peguei minha mala e sai dali correndo.

Não olhei para trás não queria ver ou acreditar nisso.

Expulsa de casa

Gravida das "estrelas"

E vista pelos outros como uma perdida.

Já vi que não tinha mais a vida de antes.

Quando eu finalmente me afastei daquelas pessoas pude me sentar e lembrar o motivo da jornada até lá... A fome. Nossa como eu estava faminta, então resolvi mexer nas malas preparadas pelos meus pais, quer dizer para meus exs-pais.

Com sorte eu vi que ali no meio das roupas havia uma pequena urna com alimentos umas frutas dois sanduíches e uma garrafa da água. Ali fiquei eu sentada numa calçada suja comendo como um animal faminto, sozinha... sem pais ou amigos e sem nenhuma ideia de onde passar a noite...

E o pior se realmente aquele sonho foi real, se eu realmente estiver gravida o que vai ser de mim e dessa criança?!