Criadores do Universo Alheio
1 I- Os Criadores
Notas iniciais
Dois feiticeiros, uma única ideia que no final gerou 11 dimensões.
O primeiro homem e a primeira mulher do mundo; O que havia antes deles? Dinossauros?... Não... Antes deles havia seus ancestrais... Seus genitores...
Antes dos humanos pensarem em nascer, havia uma outra espécie de ser vivo nesse planeta, aliás, uma espécie extremamente parecida com eles, mas que não eram como eles.
Deuses, era o que tinha no planete antes de qualquer outra coisa, e esses deuses criaram as leis do universo, criaram a vida e a morte.
Já que não devem estar entendendo nada, vamos voltar naquele tempo em que os Deuses comandavam tudo:
"Ano 8.004 a.C — 8° milênio"
Naquela época em que nós vivíamos sem preocupações e sem tristeza no coração, o Universo era nossa casa, era nossa maior benção.
Nosso mundo era chamado de Planeta dos Maiores, porque nele só havia Deuses;
Deuses Celestiais e Deuses das Eras, tudo era uma perfeita harmonia, a imortalidade nos concebia paz e o tempo nos concebia histórias;
Quem sou Eu? Eu sou o fruto de uma ideia, aquilo que os Deuses chamaram de Semi-Deus, eu, sou Kanon, filha de Onna, a Deusa da Lua...
Eu de uma estrela banhada em água pura e poeira cósmica, junto de fogo, terra e luz... E fui gerada dentro uma bolsa com ar... que crescia e crescia... Por oito meses fiquei ali, para ser preparada á eles.
Eu nasci com fios negros azulados na cabeça, meus olhos tinham a cor do oceano do Planeta dos Maiores e eles brilhavam como as minhas inúmeras irmãs, estrelas;
Minha pele era tão branca quanto a luz que recebi, meu sorrisoencandecia como fogo...
Era assim que Eles me viam, Eu, Kanon, era visita com alegres abraços e risos... Cada Deus me presenteava com um dom diferente e isso me fez forte e curiosa.
Tão curiosa que quando cresci, tive a ideia de criar um ser parecido comigo, mas que fosse feito de outra forma;
Não sabia como fazê-lo, mas tinha que tentar.
Muitos Deuses me questionaram por isso, mas até que acharam interessante minha teoria de querer uma miniatura idêntica a mim morando no Planeta dos Maiores...
Usei terra, luz, fogo, água e ar... Invés de mantê-lo numa bolsa guardada no Santuário, o guardei em mim, no único lugar que visei ser confortável e muito mais quente. Este ser precisaria ficar constantemente num lugar de alta temperatura.
Meu corpo tinha a temperatura ideal para isto... Por oito meses ele cresceu e quando nasceu, fiquei surpresa:
Criei um Humano. Um humano homem, o que na minha linhagem era perturbador, mas... De alguma forma, não era possível descartá-lo e nem desprezá-lo.
Lhe dei um nome, Clow. Era um menino com fios negros e olhos tão azuis quanto os meus, a pele branca como a luz que recebeu e seu sorriso era grandioso.
Seu nome... Clow... Um nome que se referia a grande estrela Clow, o Sol.
Os Deuses encaravam-no curiosos, ele era exatamente como um Deus ou Semi-Deus, mas não agia feito um;
E Clow, assim como Eu, começou a perguntar várias coisas, foi estudando o que deveria a seu nível, mas o via muito sozinho...
Então resolvi criar outro humano. E por uma estranha curiosidade, a Deusa Kannagi, Mãe das flores e frutos, me pediu que lhe concebesse um Humano.
Então usei seu útero para isso e ela nos trouxe uma menina, de nome Yuuko.
Yuuko se referia a Primeira Grande Deusa de Tudo, Lua.
Ela era um tanto menor que Clow, pele muito mais branca que a dele, fios negros como o veludo do céu do Universo e os olhos... Ah, aqueles olhos transmitiam o fogo da determinação dela.
Esta sim tinha muito mais características de um Deus.
A colocamos para ser criada como Clow e assim cresceram;
Aos poucos fui percebendo cada toque meu neles, o quanto eram curiosos e o quanto precisavam buscar saber mais sobre tudo.
O problema é que dei um limite para que aprendessem, por não terem mais da metade das feições intelectuais de um Deus ou Semi-Deus, eles por si só criaram características únicas, que ao passar do tempo foram se tornando um padrão nos Humanos...
E foi aí que percebi... Nós, os Deuses, começamos a perder espaço neste planeta e para não perdemos o controle da situação, criamos as Leis Humanas, leis que ensinamos para Yuuko e Clow. Leis que eles seriam os responsáveis em aplicar a qualquer ser vivo e a qualquer circunstância.
Nos tornamos grandes Divindades dentro no Planeta dos Maiores que passou a ser chamado de Terra;
Sem outros humanos no mundo, meus filhos passaram metade de sua primeira infância estudando os ensinamentos que lhe demos.
Assim se seguiu por 400 anos...
Após esse período, descobrimos algo interessante sobre os Humanos: Eles podem fazer outros humanos de um modo muito diferente de nós, apesar de que, as bolsas nas quais são protegidos por oito meses ficam dentro e apenas dentro.
Yuuko concebeu um par de Humanos, a tal menina foi velada pelo nome Tomoyo, nome do Deus Tomoyo, Pai das montanhas e o menino teve o nome de Doumeki, nome da Deusa de duas cabeças, Doumeki, aquela com dois lados.
Não sabíamos ao certo o que aconteceria depois, mas alguém sabia e nós o procuramos...
Clow. O Sacerdote do Sol, escritor de pré-destinos.
"Ano 6.330 a. C- 6° milênio"
Eles estavam criando alguma coisa e não era um ser humano. Os feiticeiros pareciam concentrados no que faziam... Do nada, uma explosão de poções.
Yuuko- Por favor que não tenha errado!
Clow- Que não tenha dado errado!
Eles torciam para isso e de certa forma, deu certo. Eles conseguiram depois de 820 anos pesquisando detalhadamente em como fariam este ser.
O ser que protegeria seus segredos, as Leis Humanas.
E criaram um par deles, dois seres pequenos, gordinhos e muito peludos com orelhas enormes e bem rosadas em baixo, um era preto e com uma pedra de safira azul na cabeça, nela se havia todas as chaves e códigos para conseguirem acesso a metade das Leis Humanas.
O outro era branco, com uma pedra de rubi na cabeça, igualmente ao gêmeo (tirando a pelagem);
Yuuko- Deu certo? -perguntou a feiticeira encarando as duas bolinhas de pelos-
Clow- Parece que sim. -sorriu o maior-
E a pequena Tomoyo encarou curiosa, o que tinha ali naquela mesa de betão? Yuuko pegou um deles na mão, eram pequenos e cabiam em sua palma.
Yuuko- Que nome daria para ele, querida? -sorriu a feiticeira-
Tomoyo- Hum... Larg, ele é igual a um Mokona!
Clow- Mokona? Mas o que é um Mokona?
Tomoyo- O Larg! -bufou a pequena-
Então tá né? Larg foi decidido como o Mokona preto.
Yuuko- Então chame o Doumeki, ele vai escolher o nome do outro Mokona.
Tomoyo- Tá bom! -esta sorriu e foi procurar o outro enquanto os dois criadores ainda tentavam entender o que era um Mokona;
Então, chegou o pequeno Doumeki, ficou curioso.
Doumeki- O que é isso?
Yuuko- É um Mokona. -deu de ombros-
Clow- Escolha um nome para ele.
Doumeki- Ele tem cara de... Soel.
Yuuko- Soel? Igual ao Deus Soel?
Doumeki- É.
Então, outra explosão de poções... uma maior que a outra, o Santuário de Kanon sofreu uma alta exposição a um poder estranho que rasgou o espaço em mais dez camadas;
O que será que houve?...
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