Criada por uma Deusa
1 Centauros me dão as boas-vindas!
Notas iniciais
Da floresta. Vieram da floresta. Eram metade homens e metade cavalos. Centauros. Eu precisava chegar ao Acampamento Meio-Sangue, então precisava enfrentá-los. Corri em direção deles e gritei:
–Ei, aqui seus cavalos!
Eu não fazia idéia como centauros se ofendiam. Puxei minha foice e sai correndo. Precisava de um jeito de desviar deles e matá-los.
Então criei plantas que se prendiam nos pés deles, no caso cascos. Alguns caiam e os outros centauros caiam por cima.
Até que cheguei a um ponto onde não tinha mais saída. Fiquei muito nervosa, pois eu fiz a minha própria emboscada. Começou a nevar. Espera. Era verão. Só em mim que estava nevando. Me esqueci que eu posso mudar o clima.
Eu estava cercada. Pedi a Deméter que me ajudasse. Então um centauro se aproximou com uma expressão fria e em seus olhos a raiva se espalhava como o fogo.
–Garota! Quíron não nos contou que você seria tão rápida e difícil. Estamos aqui para te resgatar! Sou Fonaclos. E você é uma filha de Deméter? Sim?
–Sou sim. Quem é Quíron? Pra onde vocês me levarão?
–Calma aí florzinha! Estamos te levando para o Acampamento Meio-Sangue! Somos pôneis de festa. Quíron nos mandou aqui.
–Como posso ter certeza que vocês me levarão ao Acampamento Meio-Sangue?
–Sua mãe não falou que você encontraria “pessoas” que poderiam ajudar no caminho? Somos nós as “pessoas”!
–Irei com a condição de que vocês vão na frente e eu vou atrás cuidando, se for uma emboscada eu fujo!
–Seu amigo Nico não te contou sobre nos?
Senti meu estomago pesando, como se tivesse cimento ao invés de um estomago.
–Nico? Quem é esse? Eu não tenho amigos. Vim para cá sozinha.
–Não é o que nos contaram!
–Vai me levar ou não?
–Vamos então!
Como falado, fui atrás para garantir, não podia confiar mais em ninguém desde os últimos ocorridos.
Fomos andando pela floresta. Passava do meio-dia, mas a floresta estava escura, como se o sol já estivesse se pondo. Não havia pássaros por ali. Nenhum animal eu consegui encontrar. Que floresta estranha. Pedras. Sim, havia muitas pedras, grandes. Eu estava olhando para uma delas, quando um centauro parou e quase dei de cara com sua bunda peluda. Voltei alguns passos para trás e me ajeitei. Por que pararam?
–Ei! Fonaclos qual o motivo de nós termos...
–Chegamos ao Acampamento Meio-Sangue!
–Deixe-me ver! Preciso checar... UAU! Ainda bem que chegamos!
–Bem-vinda, Nancy! Sou Quíron! – Mais um centauro, de cabelos e barba comprida e escura.
–Então você é Quíron? Seus amigos aqui, os... – olhei para trás e reparei em suas camisetas, onde estava escrito “Pôneis de Festa”- pôneis de festa? Como eu não reparei nessas camisetas antes?
–O que foi? Não gostou? – um dos centauros perguntou com uma cara de tristeza.
–Por favor Leroy! Não interrompa as minhas boas-vindas! – exclamou Quíron, adiantando-se. – Sim sou Quíron! – Olhou para os pôneis de festa e disse: — Entrem irmãos! Venham descansar! Leo! Ei, Leo! Leve nossos convidados para descansarem em algum lugar!
De repente um garoto alto, magro, moreno, com cabelos cacheados, aparece. Estava com graxa por todo o rosto e tinha um belo sorriso no rosto.
–Sim, senhor, Sargento Quíron!
–Sem gracinhas, Valdez!
Então seu nome era Leo Valdez. Coincidência. Já ouvi falar em Leo Valdez. Será que foi minha mãe que mencionou este nome? Não importa no momento. Estava cercada por semideuses e um centauro.
–Annabeth e Percy!
Dois semideuses aparecem. Annabeth era loira com olhos cinzentos, e Percy, era alto, com cabelos escuros e olhos verdes. Ele cheirava mar. Só podia ser filho de Poseidon. Eu podia sentir, pois eu tinha benção de Poseidon. Segundo sua mãe, Deméter, Poseidon estava presente no meu nascimento.
–Olá! Sou Percy, filho de Poseidon. E essa é Annabeth, filha de Atena e minha namorada. – Percy estampou um sorriso no rosto e olhou para Annabeth que fixava o olhar em mim. Um olhar meio que assutador. – Annabeth?
–Hã? Ah, olá Nancy! Seja bem-vinda! Venha, vou te levar ao seu chalé.
Annabeth avançou alguns passos e me puxou pelo braço, levei um susto. Estava distraída. Havia um garoto atrás de um arvore. Eu conhecia ele. Era Nico, o filho de Hades que me guiou até a metade do caminho e sumiu.
Fale com o autor