Crepúsculo Mundial - (トワイライトの世界) - Interativa
20 Separados pelo Destino
Notas iniciais
Os jovens guerreiros estavam desolados, eles sentiam-se apunhalados pelas costas, a imagem de Bea se transformando passavam em suas cabeças como um pesadelo que eles acreditavam não conseguir acordar, ter sua missão perdida daquela forma em um piscar de olhos e suas esperanças roubadas os faziam tremer, mas quem mais sofria com tudo aquilo era Yue, a jovem Okami estava afastada de seus amigos chorando e sendo consolada por Saitou, ela havia perdido a pessoa que lhe era mais importante desde o sumiço de seus pais.
– Tio... Tio... Naru-chan... – Soluçava respirando com dificuldades.
– Yue... – Mesmo que Saitou estivesse ali com as mãos em suas costas tentando dar o mínimo de conforto sabia que nada poderia dizer para fazê-la melhorar, pois até ele ainda estava chocado com tudo o que tinha acontecido.
Azrael estava inconsciente no chão, seus amigos próximos com olhares vagos e desesperançosos, Kimmi estava perto dele preocupada, eles viram quando Bea havia lhe beijado e feito alguma coisa fazendo-o perder a consciência.
– Aza-chan... Acorde por favor... – Ela sussurrava.
Sairiel estava furioso, ele estava afastado do grupo apenas para manter o voto de não fazer uma loucura com alguns deles de ascendência maléfica como vampiros e a meia demônio Hime.
– Eu sabia... Eu sabia que não deveríamos ter confiado naquele demônio desgraçado! – Ele se vira repentinamente para o grupo. – Agora tudo está perdido por que vocês confiaram nela! O Artefato Milenar caiu nas mãos de Agamenon e nós os ajudamos a destruir o mundo! – Ele exclama em fúria.
Os jovens olham sem conseguir contestar.
– Você também confiou nela por um momento, não fale como se nós fossemos os culpados por tudo o que aconteceu... – Sony comenta. – Você não é superior em seus julgamentos.
– Eu avisei que se dependesse de mim todos vocês... – Ele aponta para Kaito, Kimmi, e especialmente para Hime. – Já estariam mortos, as criaturas das trevas não foram feitas para salvar o mundo, vocês estão fadados à traição e desordem!
– O que disse seu anjo miserável!? – Os orbes de Kaito ficam rubros.
– Você não é melhor do que a gente! – Hime também fica furiosa.
– Se acalmem, por favor! – Aiko tenta acalmar os ânimos do grupo.
– Se está incomodado com a nossa presença por que aceitou se juntar a nós desde o início?! – Yuuki pergunta com voz exaltada.
– Por que eu queria acreditar que os mortais haviam mudado, que depois de séculos vivendo neste mundo em meio a tantas guerras e mortes vocês finalmente tinham aprendido a viver, mas eu estava errado! Vocês continuam sendo as mesmas criaturas egocêntricas que pensam poder andar com as próprias pernas! – Os orbes do anjo já estavam furiosos.
– Você é o único que está sendo egocêntrico aqui, seu anjo maldito! – Hime se aproxima bufando, sua pele escurecendo e seus olhos ficando vermelhos.
– Venha sua criatura demoníaca inferior, eu vou manda-la de novo para o lago de fogo do qual nunca deveria ter saído! – Sairiel saca sua espada!
– Ei parem com isso vocês são aliados! – Yuuki tenta apartá-los, mas é empurrada por Kaito que se junta a Hime.
Os jovens ficam em alvoroço.
– Ei esperem, vocês não podem perder a cabeça! – Michiyo tenta sem sucesso convencê-los.
Kimmi estava preocupada, se eles lutassem ali o grupo estaria para sempre separado.
– Azrael... Nós precisamos de você... Precisamos de você agora... Acorde por favor... – A pequena vampira sussurra com medo de perder aqueles que ela tinha acabado de conquistar a amizade.
– YUE FAZ ALGUMA COISA! – Aiko grita para a Okami, mas ela não parecia se importar com as atitudes dos seus companheiros.
Hime e Sairiel partem para cima um do outro, as forças mágicas opostas criando ondas de energia que faziam pequenas pedras e a grama ao redor serem arrancadas do solo, os dois guerreiros se chocam em um embate violento, Hime atinge Sairiel com um soco e o anjo irritado faz o mesmo, mas Hime é arremessada contra o chão e cospe sangue, Kaito vendo Hime atingida chuta as costas de Sairiel que cai de boca no chão e a meio demônio pula em cima do anjo começando a desferir socos violentos que enterram a cabeça de Sairiel cada vez mais no solo, quando ela pensa que o anjo vai perder, os olhos de Sairiel se tornam brancos e ela sente um medo descomunal fazendo-a pular de cima dele e ficar ao lado de Kaito.
– Mas... O que?!
Sairiel se levanta cambaleante com uma luz agressiva ao redor, seus cabelos começam a ficar eriçados e o grupo sente algo perigoso.
– Demônio estúpido... Vou te mostrar o que um Berserker faz com criaturas medíocres como você... – A voz dele muda parecendo um eco na cabeça dos outros.
– Tsc! – Hime fica em posição de combate Kaito faz o mesmo.
– PAREM POR FAVOR! – Yuuki e Aiko gritam.
– Droga eles vão realmente se matar! – Sony estava assustado.
Sairiel voa na direção de Hime e Kaito fechando o punho com força e fazendo uma energia dourada circulá-lo, ele desfere o golpe nos dois jovens que voam longe mesmo não sendo atingidos, Sairiel parecia mais forte do que aparentava e tanto Hime quanto Kaito se sentem meio perdidos.
– Droga... De onde ele tirou esse poder? – Kaito volta a ficar em posição de combate.
Sairiel surge na frente dos dois em um piscar de olhos e Hime vendo que ele seria atingido sem pensar pula na frente do vampiro cobrindo-o com seu corpo.
– Kaito!!! – Ela grita temendo perde-lo.
– HIME! – Ele grita mais alto quando a vê pulando para protegê-lo.
– Morram criaturas amaldiçoadas! – Sairiel sentencia.
Sairiel leva uma tapa no rosto, o ato é tão surpreso e repentino que ele não consegue concluir seu golpe, ele olha para o lado e Aiko chorava com a mão recuada.
– Por que está fazendo isso...? Por que está descontando sua raiva e frustração em quem não tem culpa...? Você não parece um anjo melhor do que um demônio...
Sairiel arregala os olhos, seu ódio se apaga assim como sua luz e seu punho amolece, ele fica parado olhando para o vazio e quando se vira para o grupo os outros pareciam assustados, com medo do anjo, da mesma forma como um mortal teme um demônio, ele sente vergonha e vira o rosto apertando os punhos enquanto Yuuki e Aiko ajudam Kaito e Hime a levantarem.
– Se ficar ao nosso lado fere tanto o seu orgulho divino não há mais por que continuar conosco... Volte para o seu paraíso e deixe que nós mortais continuemos com nossas vidas... E nosso objetivo. – Yuuki fala sem olhar para ele.
– Vocês não entendem... Agamenon... Ele vai destruir tudo, seu mundo e o nosso também! – Ele se vira para eles. – Não há mais nada que possamos fazer!
– Mas nós não vamos desistir. – Elas sorriem e olham para Azrael. – Ele também não vai...
Eles voltam para perto de seus amigos, mas Sairiel fica distante.
– Estávamos sendo usados desde o início, o que achávamos ser uma aventura não passava de um favor para eles. – Michiyo diz.
– Tem razão... Uma missão como a nossa foi fácil demais para os padrões de relevância que ela tinha... E tudo isso por que... – Hime comentava com um lenço na boca limpando uma ferida.
– Eles facilitaram nossa missão, não queriam que fossemos impedidos completamente de unir todos os fragmentos do artefato milenar... Droga... – Kaito aperta os punhos.
– E isso tudo serviu de distração para que nunca suspeitássemos de Bea... – Aiko lembra.
– Beatrice Maedaline... – Lembra Saitou rangendo os dentes.
– O que faremos agora? Sairiel tem razão, o mundo está condenado agora que o artefato caiu em mãos erradas... – Sony lembra.
– Eu não sei... Sinceramente não tenho mais vontade de lutar depois do que aconteceu... – Yue se manifesta sem forças.
– Não há mais nada que possamos fazer... Estamos todos perdidos... – Yuki entristece.
– Não estamos não...
Os jovens olham para o lado, Azrael levantava com a ajuda de Kimmi.
– Aza-chan!
– Azrael!
O rapaz se ergue sorrindo com a mão ainda na cabeça, seus companheiros se aproximam aliviados em vê-lo bem.
– Como se sente meu amigo? – Saitou pergunta.
– Vivo... – Ele responde.
– Aza-chan... Sobre a Bea... – Aiko tentava falar.
– Não se preocupem eu sei o que pretendem dizer e não há palavras que mudem o que sentimos depois do que aconteceu, o passado não volta atrás, mas enquanto o mundo estiver de pé ainda há chances de termos um futuro e isso eu acredito mais do que qualquer coisa no mundo.
– Mas Aza-chan o artefato... Nós falhamos... – Yuuki se entristece assim como seus companheiros.
Azrael sorri e olha para Yue.
– Yue você pode, por favor, repetir o nosso juramento?
A Okami pisca surpresa.
– Nosso juramento?
– Sim, aquele que você fez quando batizou nosso grupo. – O rapaz sorria.
Ela olha para seus companheiros.
– Mas Aza-chan... Não tem mais sentido dizer aquilo... Nós...
– Tem todo o sentido possível Yue, se você ainda acreditar em si mesma tem todo o sentido sermos aquilo que juramos ser e enquanto um de nós estiver de pé ainda viveremos em honra àquele juramento! – Os olhos de Azrael estavam fixos na Okami.
Os amigos se entreolham e Yue sorri não demora ela começa a gargalhar, então estende a mão, Azrael é o primeiro que com um sorriso põe a sua sobre a dela, os demais fazem o mesmo e sorrindo Kimmi olha para Azrael e seus novos amigos e finalmente põe sua mão.
– Espera só um pouquinho Yue. – Azrael se vira para o anjo. – Sairiel-san está faltando você aqui!
– Eu não pertenço a esse grupo, não tenho o direito de ser considerado um de vocês... – O anjo lamenta ainda arrependido pelo que tinha feito.
Azrael levanta uma sobrancelha.
– Aconteceu alguma coisa? – Ele indaga seus amigos.
– Ele teve uma discussão com Hime e Kaito... – Yuki olha para os dois.
– Tanto faz, eu nem ligo mais para aquela baboseira estávamos de cabeça quente, só isso. – Hime vira o rosto.
– Psst! – Azrael olha novamente para Sairiel. – Se você acha que não tem direito de fazer parte desse grupo, então por que ainda não foi embora?
Sairiel pisca surpreso e olha de relance para ele.
Azrael sorria.
– Você não precisa ficar sozinho, além do mais, você não acha que é muito mais prazeroso trabalhar em equipe quando existe alguém cuidando de suas costas?
– Dá mesma forma como confiou naquele demônio?
– Todos nós cometemos erros Sairiel e também não temos o poder de saber o que se passa no coração dos outros, anjos, demônios, vampiros, não importa, afinal não é a origem que define o que alguém vai ser no futuro e sim suas atitudes, da mesma forma como Bea nos traiu lembre-se que foi um vampiro que nos salvou e eu... – Azrael olha sério e determinado para ele. – Eu definitivamente não vou permitir que a morte de Shibuya-san tenha sido em vão!
Sairiel ergue a cabeça para ele passando a encará-lo surpreso.
– Você realmente acredita nestas criaturas da noite...? – Pergunta confuso.
Azrael sorri tocando no ombro de Kimmi.
– Com toda a minha vida. – Ele simplesmente responde.
Sairiel continuava confuso, mas logo sorri entre um longo suspiro e anda devagar em direção a eles.
– Você é muito estranho garoto... Não entendo de onde consegue ter uma atitude tão positiva em meio a todo esse caos, mas eu... – Sairiel encara Azrael. – Vou dar uma segunda chance ao seu julgamento. – O anjo põe a mão sobre a mão de Kimmi sem repulsa.
– Falou tudo, senhor Berserker da 4º miríade celestial. – O rapaz de cabelos prateados ri.
– Yue-chan? – Yuuki olha para Yue com um gesto de cabeça indica para ela começar.
A Okami respira fundo revigorando seus sentimentos.
– Nós somos os“Guardiões do Destino”aqueles que levarão as esperanças das pessoas nas costas, que lutarão para manter o equilíbrio do mundo e que enfrentarão qualquer desafio para impedir que o mal reine na terra!
Enquanto Yue falava seus amigos olhavam para as mãos uma sobre as outras e de maneira inconsciente apertam como se quisessem atestar que estavam ali, que iriam estar ali sempre, unidos, não importasse as circunstâncias, pareciam palavras simples, mas para Aiko e Sairiel que as ouviam pela primeira vez, agora entendiam o poder por trás delas... Um poder revigorante.
– O mesmo juramento que meu pai fez um dia... – Yuuki lembra.
– O mesmo juramento que aqueles que um dia salvaram esse mundo fizeram, hoje também fazemos tomando para nós a responsabilidade que um dia foi deles, essa é nossa promessa para com o mundo! – Azrael diz.
Seus amigos assentem em consentimento.
– Yue, eu sinto muito por Shibuya-san, mas nós vamos fazê-los pagar pelo que fizeram, é uma promessa. – Azrael fala.
– Obrigada Aza-chan, mas eu sei que Naru-chan iria querer que eu não lamentasse sua morte para sempre que eu continuasse acreditando em mim mesma e que poderemos salvar esse mundo que ele aprendeu a amar.
– É isso ai Yue-chan! – Michiyo sorri.
– Aza-chan, o que faremos agora? – Hime pergunta.
– Agora que o artefato está nas mãos do inimigo é apenas uma questão de tempo para que eles aprendam a usá-lo.
– Cedo ou tarde eles descobrirão uma maneira de usá-lo que não necessitará da Yue, por isso, essa é a oportunidade que temos para fazer alguma coisa. – Yuki diz.
– Eles usarão o Artefato muito em breve para invadir a terra, mas até lá precisaremos nos preparar para o inevitável. – Azrael olha para seus amigos. – Agamenon já o usou uma vez e quando ele pisar na terra as hordas do inferno virá com ele.
– Não exatamente... – Sairiel chama a atenção do grupo. – Sem o poder do guardião existem outras formas de se usar o artefato até que ele atinja o auge de seu verdadeiro poder, Agamenon usará o artefato para enviar demônios antes disso para preparar sua chegada, até lá muitas cidades serão atacadas ou extintas.
Os jovens olham surpresos.
– Essa não, então o que faremos, não conseguiremos proteger as cidades ao mesmo tempo.
Azrael fica pensativo.
– Vamos nos separar.
– EH?! – Seus amigos exclamam.
– Aza-chan isso é loucura, nós mal conseguimos sobreviver lutando juntos contra os oráculos, se ficarmos separados nossas chances de morrer serão enormes! – Michiyo lembra assustada.
– Então é nossa obrigação ficar mais fortes, se nosso objetivo é salvar este mundo também é nosso dever salvar o destino das pessoas que moram nele, não podemos mais nos dar o luxo de ficar parados, se não encontrarmos nosso próprio caminho jamais ficaremos mais fortes, porém os nossos inimigos ao contrário de nós são absurdamente mais poderosos sozinhos... Não podemos ficar para trás.
Os amigos ficam calados, mas concordam.
– Então como faremos? O que sugere? – Yue pergunta.
– Vamos nos dividir em duplas e nos separar pelo mundo, escolham as cidades mais próximas ou sua terra natal, avisem aos regentes das cidades tudo o que aconteceu e os ajudem a se preparar para o inevitável, precisamos protegê-los da melhor maneira e ajuda-los a resistir às forças de Agamenon. – Azrael responde.
– Então vou voltar para a cidade mágica junto com meu pai tentaremos fazer alguma coisa a respeito, tenho certeza que ele encontrará alguma solução. – Yuuki diz.
– Tem razão Yuuki-chan, avise Nassar-san que isso ainda não acabou os guardiões do destino ainda estão de pé e não pretendem desistir! – Yue diz.
– Eu vou com a Yuuki-chan. – Sony se voluntaria, mas assim que Nassar-san resolver como fortificar a cidade eu precisarei voltar a minha terra natal para ver uma pessoa... – Sony comenta.
– Obrigada Sony-kun. – Yuuki sorri.
Ele apenas assente.
– Então eu também voltarei para casa com Yuki. – Michiyo olha para ele. – Como conhecemos a região tenho certeza que não ficarão desconfiados de nossas palavras.
– Michiyo... Não sei se é uma boa idéia eu voltar... – O rapaz fica com um pé atrás.
– Mas você vai, eu preciso da sua companhia.
Ele enrubesce.
– Se vocês voltarão para suas terras natais, então vou voltar para a minha com o Kaito, nós moramos bem longe daqui, mas não tenho tanta certeza se irão acreditar na gente... – Hime comenta pensativa.
– Se eles não acreditarem em nós, então não haverá necessidade de insistir, existem milhares de cidades no mundo que precisarão de nosso apoio. – Kaito responde friamente.
– Kaito-kun...? – Hime toca no ombro dele notando algo errado.
– Perdão, não foi nada... – Ele se desculpa.
– Eu... Eu quero voltar para a Watakino... Existem amigos meus lá... Não quero abandonar o lugar em que fui criada... Que Naru-chan construiu... Vou voltar e comandar os alunos por lá. – Yue decide.
– Mas Yue... Foi na escola que... – Sony falava.
– Não interessa! Não me importo com quem esteja lá, se tentarem encostar um dedo no meu lar eu vou definitivamente acabar com todos eles! – Os caninos de Yue ficam à mostra.
Saitou toca em seu ombro.
– Eu também estarei lá ao seu lado.
Ela sorri.
– Saitou-kun...
– Vou em direção ao sul, existem muitas cidades por lá que precisam de ajuda imediata, tentarei entrar em acordo com os governos locais para passarem a receber refugiados. – Sairiel arma seu próprio plano.
– Sairiel-san, posso ir com você? – Aiko pergunta.
– Certamente, será uma honra ter sua companhia.
A feiticeira sorri.
– Obrigada.
Azrael pisca nervoso.
– Eu... Eu vou ter que ir com esse troço aqui mesmo é? – Ele aponta com o dedão para Kimmi ao seu lado.
Ela chuta o traseiro do rapaz.
– “Troço” é a mãe! Eu vou ter que ir contigo só por que os outros já se juntaram pra fazer tour romântica! – Ela braveja.
Seus amigos ficam desconcertados, Azrael mostra a língua para ela.
– Então acho melhor partirmos o mais rápido possível, levaremos dias para chegar às outras capitais. – Aiko lembra.
– Mas espera ai, como é que faremos para nos encontrar novamente... Aliás... Quando iremos nos encontrar novamente? – Kaito pergunta.
– Não sabemos. – Azrael responde. – Temos um dever a cumprir, mas certamente nossos caminhos precisarão se cruzar mais uma vez, eu tenho certeza que o destino nos reunirá novamente no tempo certo.
– Quer dizer que ficaremos muitos meses sem nos falar não é...? – Yuuki parecia triste.
Seus amigos também ficam.
– Feh, esperem só para ver! Quando eu voltar eu vou estar super forte, vou ser o mais forte de todos e as meninas ficarão loucas afogadas em suspiros quando verem do que serei capaz! – Yuki faz pose orgulhosa.
– Só se forem suspiros de decepção... – Saitou corta o assunto.
Todos começam a rir, mas ficam um momento em silêncio olhando um para os outros, Azrael anda um pouco para o centro deles e estende a mão, seus amigos colocam as suas sobre a dele.
– Nos veremos em breve pessoal. – Kimmi diz.
– Se cuidem amigos. – Yue rebate.
– Sentirei saudades, mas quando voltar ficarão surpresos comigo. – Yuuki sorri.
– Espero que não precisemos ficar muito tempo longe. – Michiyo parecia conter as lágrimas.
– Mas só ficaremos longe um dos outros fisicamente. – Hime lembra.
– É verdade. – Sorri Sony. – Afinal, já formamos um laço além da barreira física.
– Tá começando a falar grego Sony... – Suspira Yuki.
Eles riem.
– Vou ficar ansioso para ver o progresso de vocês pessoal. – Kaito comenta.
– Treinem, cuidem um dos outros, não esqueçam o que é importante, isso será primordial nos momentos mais críticos. – Sairiel diz.
– Quando nos reunirmos mais uma vez, tenho certeza que teremos um monte de novidades para compartilhar. – Aiko sorri.
– Vou esperar ansioso para ver seu progresso Azrael. – Saitou o desafia.
O rapaz de cabelos prateados sorri e rebate.
– Eu digo o mesmo Saitou.
Eles erguem as mãos ao ar e se despendem com acenos e assim, os guardiões escolhem as trilhas de seus próprios destinos.
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Algumas horas depois, Kimmi e Azrael caminhavam em uma estrada deserta quando a pequena vampira faz uma pergunta.
– Aza-nii, para onde nós iremos? – Ela pergunta.
– Para o extremo oriente, existe uma cidade que quero conhecer.
– Que cidade? – Ela pergunta.
– Arkhan City.
Kimmi fica pálida e pára de andar, Azrael nota a atitude repentina e pára também.
– O que foi Kimmi?
– Você disse Arkhan City? – Ela suava nervosa.
– Sim, por quê?
Ela olha para o amigo com certo medo estampado no rosto.
– Arkhan City... É minha cidade natal...
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Michiyo e Yuki corriam pelas florestas em alta velocidade, o rapaz estava calado desde o inicio do trajeto, ele parecia preocupado e com os pensamentos distantes.
– Yuki-chan, por que está tão preocupado?
– Michiyo... Você sabe que não é uma boa idéia voltarmos para Wolfang Town,eu não sou bem vindo ali...
– É por isso que devemos voltar, você não pode fugir de seu passado para sempre, está na hora de encará-lo Yuki-chan! – Ela responde pulando por cima de um tronco.
O lupino pára de correr e fica calado.
– Yuki-chan?
– Michiyo não sei se consigo...
Ela se aproxima do companheiro e coloca seu pescoço sobre o dele que entre os lupinos é uma forma de carinho muito íntimo.
– Não se preocupe, seja qual for o caminho que você escolher eu vou estar ali por você... Eu prometo. – Ela responde.
– Obrigado...
Sorrindo um para o outro os dois lobos voltam a correr pela floresta rumo ao seu encontro de destinos.
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Continua
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