19 — Onium.

-Que notícia? — perguntou Cebola.

-Hoje a chuva não vai cair no Onium — comentou Ana sorridente.

-Faz tempo que isso não acontece,não é? — ele falou pensativo.

Me sentei no sofá com a testa franzida,estava sobrando no assunto.

-O que é Onium? — perguntei.

-É um lugar dentro da floresta do lado de casa — respondeu Titi.

-Mas por que se chama Onium? — eles tinham que ter paciência comigo,eu era curiosa.

-Porque foi um nome apropiado,que Cebola,nosso pai,inventou para lá — continuou Ana.

-E o que fazem lá? — fiquei com medo dessa pergunta.

-Jogamos. — respondeu Cebola.

-O que?Não sou uma especialista em vampiros mas,vampiros não jogam. — disse sensata.

-Nós somos diferentes Mônica — Ana se sentou ao meu lado.Enquanto Titi encostava-se na parede de vidro — e hoje vamos jogar ... — ela bateu palminhas mostrando uma surpresa — futebol!

-Ana,nós só jogamos baseball,e voce sabe muito bem que lá não tem gol nem nada disso. — mencionou Titi — e voce sabe muito bem que Carmem odeia futebol.

-Para começar Titi — começou ela com voz de ameaça — é futebol americano, e a Carmem não precisa jogar.

-Voce vai jogar futebol americano Ana? — perguntei.

Ela abriu a boca para responder e fechou imediatamente pensativa.

-Então esta bem,só queria jogar algo diferente hoje.É a primeira vez que vamos jogar com raios e trovões. — sua voz ficou triste.

-Bom,te vejo mais tarde Mô! — ela saiu saltitante.

Titi parou na minha frente.

-Obrigada. — ele sussurrou.

-Eu ouvi isso Timóteo! — esberreou Ana.

Cebola e eu rimos.

-É melhor voce ir pra lá — murmurou ele.

-Óbvio. — franziu a testa.

Titi começou dar desculpas a Ana saindo pela porta do quarto.

-O que ela quiz dizer com \"é a primeira vez que vamos jogar com raios e trovões\"? — perguntei sem graça.

-Voce vai ver — ele sorriu maliciosamente.

Depois de dois minutos pendurada nas costas de Cebola,chegamos no tal lugar chamado Onium.Tinha uma placa de madeira com um papel colado escrito;

\"Esta área pertence aos Oliveira,por favor não entrem\"

Mas afinal,para que esta frase?Ninguém nunca iria achar aquela clareira.

No centro já estava Maria — que era a esposa do sr. Oliveira — convesando com Carmem.Do outro lado Ana,Titi,Tony e sr.Cebola pegando os materiais.

-Vá até minha mãe que ela irá dizer o que voce vai fazer hoje aqui — ele sussurou na minha orelha e depois se juntou aos dois irmãos.

Fiz o que Cebola mandou e fui em direção a Maria.

-Olá Mônica! — ela deu o sorriso encantador de princesa — Por favor,pode me ajudar a fazer as regras,sabe,ser juíza?

-Eu vou falar com Tony — disse Carmem com voz seca,olhando fria para mim.

Ela despareceu como um raio.

-Não ligue para Carmem — disse ela — ela ainda não se acostumou com essa novidade,mais um pouco de tempo e ela volta a ser...normal. — ela continuou com sorriso no rosto — então o que me diz da proposta?

-Eu não entendo nada de esportes senhorita Oliveira. — disse envergonhada.

-Primeiro,me chame de Maria — ela me abraçou de lado e me colocou no centro como ela — e segundo,observe e aprenda,e vai se acostumando porque é assim todo sábado.

Eu ri.

Todos se colocaram em posições separadas no campo.Maria me tirou do pequeno círculo e Ana também se posicionou dentro dele.

-Muito bem — Maria anunciou — que começe o jogo!

Notas finais
onde estam meus leitores?