Crepúsculo

16 16 - Perguntas.


16 — Perguntas.

Chegamos no refeitório — que ainda estava lotado — chamando a atenção de todos presentes.

Cambalei pro lado e Cebola me pegou com agilidade.

Depois dessa ação surgiram alguns cochichos no lugar.Falando de nós dois,óbvio.

Eu o olhei — implorando — para que ele me tira-se dali.

Ele sorriu e me puxou para fora.Me sentei,encostando-me na parede, fechando os olhos e lembrando do que aconteceu a minutos atrás.

Só senti ele me observar sentado ao meu lado.

Todas as cenas que se passavam na minha cabeça eram bem nítidas e bastante rápidas,quando cheguei em São Paulo no ônibus desconfortável,quando conheci minha melhor amiga,a primeira vez que vi Cebola,quando me sentei com ele no laboratório,nossa primeira converssa,o acidente,a praia ,dececando sapos,o assalto, Cebola sendo um vampiro e por último o beijo.

Essa última cena se repitiu várias vezes,enquanto todas as nossas converssas se toranaram apenas uma música de fundo.

Mas infelismente o maldito sinal vai toca!

Dei um salto me levantando.Já não estava mais zonza,bom,só um pouquinho.

-Vejo você mais tarde — ele sussrrou no meu ouvido.Depois desapareceu.

Marina,Magali e Cascuda saiem de braços cruzados com um sorriso no rosto.

-Nos conte tudo! — exigiram elas em um coral.

-Depois. — dei uma risada para deixa-las mais curiosas do que estavam.

Depois de todo aquele dever de casa,me joguei na minha cama totalmente exausta.

Fechei os olhos...mas abro depois que ouço uma risada do outro lado da janela.

Saltei da cama — tropeçando no chão de tão cansada que estava — e fui ver quem era o engraçadinho.

Me debruçei na janela e olhei para baixo,nada.

Olhei para os lados,nada.

-Aqui! — chamou as voz mais familiar que ja tinha ouvido.

Olhei para a árvore em frente da janela do meu quarto.

E encontrei o engraçadinho.Cebola Oliveira.Sentado no galho da árvore.

-Está louco?! — perguntei arquendo uma sombrancelha.

-Claro que sim...por voce — ele sorriu.

Ohhh.Bonito,esperto,lindo e fofo.O que mas posso querer.

-Como conseguiu sobir aí? — apoiei minha cabeça na mão esquerda.

-Pulando,horas.

-Vai ficar trepado nessa árvore a noite toda? — sorri.

-Vai começar a fazer suas perguntinhas? — ele riu.

-Só algumas... — fiz uma careta.

-Manda. — ele se encolheu um pouco.

-Como se transformou? — começei.

-Meu pai me mordeu quando estava perdendo minha vida.Eu era seu sobrinho,o único,já era um filho para ele quando minha mãe e meu pai morreram no acidente. — ele parou e olhou nos meus olhos — Ele cumpriu a promessa de me proteger,foi um irmão fiel ao meu pai.

-Se voce se alimenta de sangue,como aguenta ficar seis horas na escola? — enquanto falava,me sentei na berada da janela só deixando minhas pernas balançando no ar.

-Eu e minha família somos vegetarianos.Só nos alimentamos da animais.Nós vamos caçar em Julho e guardamos sangue e depois voltamos para a cidade atual em que vivemos. — ele falava sempre como se estivesse com a resposta pronta.

-Só você tem poderes ... ãh ... paranormais? — pisquei.

-Ana e TiTi também tem.Bom Ana pode ver o futuro e Titi pode mudar o que as pessoas estam sentindo no momento.Por exemplo se voce estiver sentindo dor,ele pode reverter isso. — ele olhou o chão.

-Pronto,acabaram minhas perguntas. — fiz outra careta cruzando os braços.

-Bom,então acho que deve ir dormir agora.Deve ter sido um dia...assustador...pra voce hoje. — ele passou a mão nas folhas dos galhos que estava sentado.

-Nem tanto,só um assalto — desci da janela — e descobri que o garoto que amo é um vampiro.

Ele saltou do galho e parou na minha frente.

-Então você me ama? — disse ele zombeteiro.

-E você? — rebati.

-Nunca senti nada igual por ninguém. — ele chegou mais perto de mim.

-Então,estamos iguais. — sorri.

-Agora,durma — ele apontou a minha cama desarrumada.

-Pode ficar aqui — fiz uma cara de cachorro pidão.

-Claro. — ele suspirou.

Quando vi ele estava deitado ao meu lado na cama.