Crepúsculo
12 12 - Vampiros.
Notas iniciais
12-Vampiros.
Eu e Luan nos sentamos no canto da praia,ele parecia preocupado.
-Quem eram os dois garotos? — perguntei interessada.
-Paulo e Marcos.Dois amigos da escola. — ele continuava fitando o vazio.
-Em que escola estuda?
-Dinamarca. — ele sorriu — Não deveriam por um nome de país em uma escola não acha?
-Bom,então por que chama Dinamarca? — olhei o céu,estava ficando nublado.
-O dono da escola é Dinamarquês,e digamos que ele tem uma paixão pelo país natal. — ele olhou o oceano.Não tão bonito como esperava que fosse.
-Entendo.
-Então,o que queria me dizer? — pela primeira vez ele se virou para mim.
-Acho que o garoto baixo...
-Marcos — completou ele me interrompendo — o que tem ele?
-Ele conhece os Oliveira? — depois dessa pergunta ele repirou fundo.
-Meus amigos e minha família tem uma rivalidade com os Oliveira. — sua voz ficou séria de repente.
-Rivalidade? — fitei seu rosto confuso.Muitas emoções passavam por sua face,todas sem alegria alguma.
-Eu não tenho nada a var com isso mas,no futuro,posso ter. — ele se virou de novo para o mar.
-Pode falar português por favor? — puxei seurosto para me olhar.
Ele respirou fundo outra vez.
-Nossos antepassados tinham uma rivalidade porque,os branquelos, eram maus. — percebi que ele estava tremendo.Acho que ele não podia contar nada daquilo pra mim.
-Maus? — voltei a olhar seu rosto.
-Eles matavam pessoas.Entende?Só que eles precisavam matar os humanos para sobreviver.Meus antepassados protegiam os que iriam ser atacados.
-Como que eles protegiam? — começei a imaginar.
-Eram descendentes de lobos. — ele sorriu.
-Lobos? — eu ri.
-É,lobos.Lobos de verdade. — ele riu.
-E os Oliveira são descendentes do que?
-Hoje eles são chamados de vampiros. - ele ficou sério novamente.
Engoli seco.
-Calma — ele notou meu medo — Só meus amigos acreditam nisso.É apenas uma lendasinha.Não vai ter pesadelos não é? — ele riu enquanto fazia a pergunta.
-Engraçadinho! — dei um soquinho fraco em seu ombro.
Senti uma gota de água tocar meu rosto.
Luan a limpou imediatamente com a manga da jaqueta.
-Acho melhor irmos — ele observou o céu — esta começando a chover.
-Tem razão.
Nos levantamos,limpei minha calça com as mãos.
Eu e Magali nos sentamos nos bancos do micro-ônibus.
-Bonito o tal de Luan. — citou ela — Ele parece legal.
-E é. — sorri.
-Quando se conheceram? — ela começou a olhar a revista de Marina.
-Faz algumas semanas. — olhei a chuva.
-Ah.
Estava com a voz meio desanimada,pensativa no assunto de vampiros que Luan tinha me contado essa tarde.
Cebola?Vampiro?!
Não pode ser...verdade.
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