Crepúsculo
10 10 - Cebola.
10 — Cebola.
Jeremias ficou quieto por alguns minutos — acho que é pelo fato de nuncar ter ouvido a voz de Cebola.
-Ah,oi Oliveira — disse ele com voz desanimada — a Mônica passou mal na aula de ciências humanas e ficou verde desse jeito — ele riu com a palavra verde.
Depois dessa piadinha de mau gosto,dei um soco no ombro dele com o resto de minhas forças.
-E por que ela esta sentada na escada? — perguntou Cebola a voz um pouco rouca.
-Ela pediu ...
-Bom,pode voltar para a aula,eu levo ela para a enfermaria. — ele parecia estar sorrindo.
-Nem sonhando Oliveira! — ele contornou minha cintura me levantando da escada — O professor pediu para mim leva-la a enfermaria,não voce!
-Quer repitir de ano novamente? — ele zombou.
Dei uma pequena risada.
-Tome cuidado ela nem consegue abrir os olhos — observou ele.
Ele me passou com cuidado para os braços de Cebola.
-Obrigada Jê! — sorri.
-Por nada Mônica! — ouvi os passos dele se distanciarem dali.
Cebola laçeou minha cintura e um minuto depois estavamos no terceiro andar.
Como ele pode ser tão rápido?
Consegui abrir os olhos um pouco,estava em um sofá preto — onde meu corpo se encaixava perfeitamente.
-Acordou? — Cebola riu.
-Como assim acordei? — arquei a sombrancelha.
-Voce quando chegou aqui ficou inconciente. — explicou ele se agachando ao meu lado — Dormiu uma meia hora.
-Já posso voltar para a aula? — me sentei lentamente.
Nada mais rodava como antes.
-Acho que a enfermeira não vai gostar da idéia,vai tem que ir para casa. — ele sorriu. — Vou chama-la.
Cebola insistiu que ele tinha que ir comigo caso tivesse um treco novamente. Mas,acabei cedendo porque é impossível rejeita-lo...
-O que estava fazendo fora da sala? — perguntei a caminho de casa.
-Tomando um ar. — falou tranquilo.
-Ah,sei.
-O que vai fazer em Santos? — perguntou ele sorrindo.
-Como voce sabe disso? — virei incrédula.
-Não respondeu minha pergunta. — ele me virou para frente.
-Não vou mais,meus pais não deixaram. — menti.
-Então não vai ao baile? — disse ele com a voz interessada.
-Não sou muito boa em dança. — sussurrei envergonhada.
-Entendo. — ele riu — alguma pergunta que queira me fazer ?
Ignorei a que eu fiz um minuto atrás.
-O que quer dizer quando falou que não podia ser meu amigo? — lembrei do hospital.
-Não sou um bom colega,e principalmente...amigo para voce. — ele parecia pensativo.
-Não quer ser meu amigo. — afirmei,talvez era isso que ele estava tentando me dizer desde o ínicio.
-Estou desistindo dessa possibildade. — ele ficou sério de repente.
-Por que? — minha voz ficou séria como a dele.
-Não sei se consigo ficar longe de você. — sua voz não era mais animada como antes,parecia estar com dor.
-Bom,mudando de assunto,porque é tão diferente? — disse curiosa.Essa era a pergunta que todos faziam.
-Diferente? — sua voz era mais rouca do que o normal.
-É,as vezes rude,as vezes não,essa pele pálida congelada e por aí vai. — começei a ficar com medo do que ele iria responder.
-Bom o que voce acha que eu sou? — sua voz ficou normal.
-Um tipo de super herói que salvou minha vida. — eu ri.
-Me considere,não o herói,mas,o vilão.
-Como é? — virei minha cabeça para ele.
-É aquela sua casa não é? — ignorou minha pergunta.
-É sim. — sorri.
Me virei completamente para ele.
-Ãh,Cebola — ele se virou para mim,e colocou as mãos no bolço da jaqueta — no feriado a galera vai na praia aqui de sampa,quer ir conosco?
-Vou pensar no assunto — Ele sorriu,e se virou.
O olhei até virar a esquina.
No meu quarto pensei o que ele quiz dizer com \"Me considere,não o herói,mas, o vilão\".
Vilão?
Notas finais
e continuem mandando reviews!!!
;)
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