Crepúsculo

20 20 - Guerra.


20 — Guerra.

Nunca tinha visto movimentos tão rápidos em toda minha vida.

Apesar de já ter vistos alguns jogos com meu pai na televisão,ali era muito mais chocante,os raios cada vez que caiam dos céus se chocavam com algum movimento feito.

Nunca pensei que pudesse morrer algum dia,mas depois de tudo que passei até agora,sabia por quem iria morrer.

Um raio atropelou meus pensamentos.

Um vento congelante passou por meus cabelos,Cebola me puxou para trás.E fitou a parte devastada da floresta.

-O que foi? — perguntei preocupada.

Ele continuou em silênicio,sua expressão não havia mudado,sério,totalmente sério.

O céu ficou cinza e nebuloso,tudo ficou escuro.

Tony,Titi,Ana e Sr. Cebola fizeram uma barreira simples a minha volta.

-Aconteça o que acontecer,não saia de perto de mim — pediu Cebola sussurrando no meu ouvido.

Um casal,apareceu dentre as árvores — a mulher era loura e totalmente diferente de Carmem,os olhos vermelhos vinhos,profundos e assustadores,as roupas rasgadas e feitas de couro.O homem era alto e parecia um pouco mais forte que Titi,os cabelos acastanhados,olhos mais vermelhos que sangue.

-Olá — disse o homem amistoso — essas terras já estão ocupadas,ou podemos...

-Já estão — imterrompeu Sr. Cebola — se não se importam estamos de saída,então até breve.

Ele começou a se retirar,mas foi interrompido pela mulher.

-Acalme-se,não se preocupe,não vamos roubar terra de niguém,só queremos saber,se tem idéia onde podemos arranjar ... alimento. — sua voz se tornou mais autoritária.

Sr. Cebola trocou olhares com Cebola antes de dar a resposta.

Imediatamente ele se pôs a minha frente,formando mais uma barreira.

-Não sobrevivo da maneira de voces — ele sorriu — não me alimento de sangue humano,apenas me alimento de animais.

-É um vegetariano,não vai nos ajudar de maneira alguma,vamos Isabel. — rosnou o homem já impaciente.

-Esta bem.Vamos Antony.

Outra brisa bateu nos meus cabelos,e imediatamente ouvi um rosnado.

-Egoístas. — rosnou Antony — não querem dividir e por isso mentem! — ele rosnou novamamente,junto a Isabel.

A última coisa que vi,foi Antony saltando para cima de mim.

Estava em uma praia,numa praia que não conhecia,vestida com um vestido tomara que caia branco e desconfotável.

Uma voz ecuou no meu ouvido:

-Mônica?Sou eu!Cebola!Esta me ouvindo?Eu te amo Mônica!

Queria responde-lo,mas não conseguia mover meus lábios.

O céu se tornou trovejado,uma forte dor atingiu meu pescoço.

O grito que dei foi tão desesperador que consegui voltar a realidade,podia ver Cebola,Sr. Cebola e Ana na minha volta.

-Nossa — disse Ana tranquilizada — quer me matar do coração!

-Ana! — disse Cebola.

-O que aconteceu? — perguntei rouca.

-Quando Antony pulou para ataca-la — começou Maria se inclinando até a mim — Cebola se alterou e te emprrou para uma árvore,e você bateu a têmpora esquerda.

Cebola ficou sério.

-Ele tentou te morder o pescoço — continuou Ana — mas o empurralei na hora.

-Mas,ele cortou seu braço — disse Cebola tralmatizado.

-E na hora da queda voce bateu a perna esquerda e quebrou o tornozelo — Sr. Cebola deu uma examinada no meu pé.

-E a tal de Isabel? — perguntei com a voz recuperada.

-Fugiu após a morte do namorado — Titi sorriu para Tony.

-Morte? — disse assustada.

-Nós o matamos Mônica — disse Carmem.

-Ma...ah — bufei,a dor não era tão companheira como ouvi dizer.

-Vamos leva-la ao hospital — disse Sr.Cebola.

Cebola me pegou no colo e sussurrou no meu ouvido:

-Sabia que você é mais forte do que parece?

Eu ri.

Notas finais
desculpe a demora estou cheia de trabalhos para fazer...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!