Crazy Things
2 Ii - Θάνατοι και μια νέα ζωή
Notas iniciais
Eu consegui alcançar discretamente um livro jogado no chão e bati nela com ele, ela saiu de cima de mim fazendo com que eu visse que as suas duas pernas estavam diferentes – uma delas era peluda, semelhante a pernas de burros, e a outra ela de algo parecido com bronze, talvez realmente fosse bronze.
Levantei-me, ainda com o livro na mão, e fui para o lado oposto do quarto — já que ela estava bloqueando a porta -, ela já tinha se recuperado do golpe.
–Você acha que consegui adiar a sua morte? – Ela riu – Se achou, achou errado.
Ela começou a andar em minha direção, eu só conseguia pensar em como a minha pequena e inútil vida estava acabando: Morta pela colega de quarto maluca.
–Eu esperei muito tempo por isso – Suas unhas cresceram e deram origem a garras um tanto quanto ameaçadoras.
–Nós não podemos resolver isso no dialogo? Leve em consideração o que a professora de filosofia nos ensinou! A vio...
–Cale-se! -Ela me interrompeu- Eu não quero dialogar, só, hum... Te matar! Há muito tempo que eu espero por isso, semideusa!
Semideusa? Eu perguntaria por que ela me chamou assim, mas eu achei melhor não, talvez depois.
Ela avançava em minha direção sibilando, quando a porta foi aberta bruscamente. Eu só consegui ver a garota sendo nocauteada por duas pernas peludas. John.
–Graças aos deuses, você está bem? –Ele veio aos tropeços em minha direção.
–Sim, sim. Só um pouco traumatizada, talvez, mas eu estou bem. O que era aquilo?
–Uma Empousai, acho melhor nós irmos andando.
–Eu acho isso uma ótima ideia.
Peguei minha mochila e o segui pelos corredores do colégio até chegarmos ao lado de fora. Fomos andando até o ponto de ônibus, chegando lá, esperamos por uns 5min, até aparecer o que nos levava até Long Island. Eu dormi durante todo o caminho, e tive sonhos. Sonhei com um lugar lindo, lindo mesmo! E depois pessoas, tão lindas quanto o lugar, aparecem e começam a falar em uma língua, acho que era grego antigo, e elas vão embora, e depois surge um homem, mas ao invés de falar em grego, ele fala em latim, creio eu. Então eu vejo fogo, e tudo some.
O John me acorda, avisando que chegamos ao nosso destino. Desembarcamos do ônibus e fomos andando em direção ao norte, durante o caminho, John me contava a história de alguns semideuses, a minha favorita foi a de Featonte, o filho do Deus do Sol, eu sei como é fazer promessas em momentos de raiva e fraqueza.
–Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue, Mary.
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