Crazy Life!
3 Que se inicie a tortura!
Notas iniciais
Boa leitura u.u'
Triiiiiiin!
Crack!
...
- Despertador imbecil... – Murmura consigo mesmo, levantando-se com “ânimo”. Olha com desânimo para o quarto: uma bagunça. Anda vagarosamente até uma cômoda de três gavetas, abrindo a primeira gaveta. – Ainda consigo enfiar na cabeça daquele corno que lugar das cuecas dele não é junto das minhas blusas... – Murmura carrancudo, enquanto procura alguma blusa dentro da bagunça infernal que estava na gaveta. Achado uma boa muda de roupas, entra no banheiro, tomando um bom e longo banho para acordar. Após uns 7min, sai do banheiro, suspirando ao ver o amontoado de coisas que aquele troglodita chamava de quarto. – O Dio que se vire. – Fala, pegando uma grande espada, quase se assemelhando á um montante pelo peso, comprimento, largura e espessura, e afivela em uma espécie de bainha ás costas, típicas de gladiadores. Não tinha pressa alguma para ir á aula, já que sempre colocava o despertador para despertar bem cedo, dando tempo de sobra para caminhar um pouco. O Dio já era outro caso. Sempre colocava o despertador para despertar 5 min antes da aula. Agradeceu mil e uma vezes á Thanatos por não ter dado de cara com aquele... Idiota. – Dio acorda tarde... Dio não estava lá... – Murmura consigo mesmo, ligando alguma linha invisível aos pontos. Logo se toca do que havia acontecido. – TO ATRASADO! – Grita, assustando as pessoas que estavam andando pela rua e sai correndo, pulando por cima dos carros, ziguezagueando para não esbarrar em um pedestre, desviando de motos e bicicletas...
...
- E se mata um dragão com...~ — O professor é interrompido por um aluno que bate á porta. – Pode entrar. – Fala, e o aluno entra.
- Dio... Isso não teve graça... – Murmura o garoto, limpando o rosto com um paninho. Estava completamente suado da corrida e, para completar, sujo de trigo, resultado de uma pegadinha que algum engraçadinho havia colocado no armário.
- Ele falou! – Uma garota falou, com tom de deboche. Rey. Desde que estuda naquele colégio, Rey sempre fora uma garota popular. Todas as ofensas que ela soltava eram acompanhadas por um sonoro coro de risos, e, dessa vez não foi diferente. Sentou-se bem no fundo, querendo se esconder dos olhares tortos dos alunos, mas, sempre via algum debochando da cara dele, inclusive as garotas populares. Passou a aula quase inteira pensando, até chegar a hora do intervalo. Simplesmente se levantou e foi para o refeitório, pegar algo para comer. Sentou-se o mais oculto possível daquele monte de abutres. Pena que nunca dá certo. Desabotoou a bainha da espada e a colocou ao lado, fitando a runa que ficava na empunhadura. Nunca conseguiria empunhar aquela espada sem o treinamento adequado, sentia isso. Só de pensar que teria de passar mais anos aguentando tudo aquilo o deixava sem ânimo.
- E aí, Zero. – Um garoto se senta á mesa, encarando o outro com um sorriso de deboche.
- Que foi Dio. – Murmura, abaixando a cabeça.
- Gostou da surpresinha que meus amigos colocaram no seu armário? – Fala, sorrindo mais ainda.
- “Amei”. – Fala, com um tom sarcástico.
- Isso são modos de me tratar? – Fala, sorrindo ainda mais, coisa que Zero considerava impossível.
- Gostei da surpresa que me colocaram no armário, Senhor. – Fala, ficando com mais repúdio ainda.
- Que bom que o fora daquela garota fútil não o deixou sem seus modos... – Fala sorrindo, até ser jogado ao chão pelo outro e ser esmurrado. Os presentes no refeitório estavam agora olhando atentamente a briga, sem interromper um segundo sequer.
- Não fale assim dela. – Zero fala em um tom ameaçador, esmurrando o rosto do Dio. Dio, com facilidade, pegou os pulsos do garoto e o colocou ao chão, invertendo as posições. Zero era bem baixinho e fraco em comparação ao Dio, que era um asmodiano que além de manipular uma foice era bom em lutas corpo á corpo.
- Escravo se voltando contra o mestre, hein? – Dio fala, fitando o outro. – Talvez eu deixe passar essa insolência. EU falo o que quiser de você, faço o que bem entender. Ouça com esse seu maldito rabo entre as pernas e não ouse tentar me atacar! – Ia falar mais, só que Zero cospe na cara dele, transformando o sorriso de deboche em uma expressão furiosa. Estava prestes á atacar aquele insolente, só que lembrou que estava no refeitório, lugar que não o permitia dar nem metade da punição. – Espere pelo seu castigo. – Fala, soltando os pulsos do Zero.
- Quem é ele para você? – Rey pergunta, fitando o Dio.
- É apenas meu escravo. – Fala, andando para o campo de treinamento do internato.
Zero pega a bainha e abotoa nas costas novamente, andando para dentro da sala. Massageia os pulsos, que estavam vermelhos por causa da força que o asmodiano usou para segurá-lo.
- Se você pensa que eu vou ficar nessa... Está muito enganado, Dio. – Murmura consigo mesmo, socando a mesa.
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