Crazy Bout' You

35 Capítulo 35 - Falling


Notas iniciais
Hellou :B Espero q vcs n se descontrolem nesse capítulo, mta calma nessa hr e... O CHRIS É MANEIRO, AMEM ELE POURRA U.U Boa leitura :D

Sam acordou com o barulho do celular anunciando que ele recebera uma mensagem. Ele gemeu, preguiçoso, criando forças para se sentar sob a cama. O moreno suspirou ao olhar as horas no celular que indicavam exatos meio-dia.

No dia anterior, ele havia passado o resto da tarde trancado no quarto, descendo apenas para jantar, não ousando trocar uma palavra sequer com Chris, que também parecia não querer falar com ele. Ele passara a noite toda fingindo dormir já que sempre que pegava no sono, acordava cinco minutos depois. Sam sabia que estava inquieto com o fato de Chris estar dormindo na cama ao lado, mas ele não conseguia controlar o nervosismo que seu corpo lhe transmitia, era agonizante. Ele não se sentira disposto para ir à aula naquela manhã; seria um dia perdido, considerando que ele não havia dormido nada e não conseguiria prestar atenção na aula.

O celular vibrara novamente e ele olhou duas mensagens não lidas de Harry. Na primeira ele perguntava porque não o via no refeitório e na segunda ele dizia que estava indo para a Aesir.

Sam se levantou da cama por fim, indo fazer sua higiene matinal e depois voltou para o quarto para trocar de roupa. Logo ele ouvira movimentação do andar debaixo e desceu às escadas encontrando um Chris jogado no sofá e um Harry de braços cruzados na porta da república.

– Você está bem? — indagou Harry circulando em volta dele como se checasse alguma coisa.

– Estou, por que?

– Você não foi pra aula.

– Ah... eu não acordei muito disposto.

– Se eu faltasse toda vez que não estivesse disposto eu nunca mais entrava naquele prédio — zombou Harry.

– Mas acontece que você é um irresponsável — sorriu Sam.

Harry fingiu uma expressão dramática em ultraje, fazendo Sam rir.

– Eu vou te levar pra almoçar hoje — disse Harry.

– Harry, eu não sei se é uma boa ideia... você vai se dar muito mal com isso.

– A gente já conversou sobre isso — suspirou Harry.

– Mas... — Sam tentou argumentar, mas antes que ele dissesse mais alguma coisa, Harry o beijou.

Sam não pôde deixar de ficar aliviado em sentir seu coração acelerar quando os braços de Harry rodearam sua cintura, ele sentia algo forte pelo maior. Aquela vontade de beijar Chris já se tornava absurda com os lábios de Harry contra os seus e ele deu passagem à língua de Harry, começando um beijo intenso.

– Hã-ham... — pigarreou Chris.

Sam e Harry se soltaram à contragosto, encarando com raiva o loiro que sorria cinicamente para os dois.

– Vem — chamou Harry segurando a mão de Sam e o levando para fora da república.

– Harry... calma, eu nem fechei a porta...! — dizia o moreno sendo levado pelo maior.

– Fecha a porta, Daniels! — exclamou Harry já um pouco distante.

– Que droga, Harry, podia ter me dado um tempo pra trocar de roupa pelo menos — reclamou Sam ainda sendo levado pelo maior.

– Que nada, você tá ótimo assim.

– Acho que você já pode soltar a minha mão...

– Não.

– Não...?

– Não. — Harry deu de ombros. — A intenção é que todos nos vejam assim.

Os dois passaram pela portaria e saíram da universidade ainda de mãos dadas. Harry entrelaçou seus dedos aos de Sam assim que passaram a caminhar pela calçada, e apesar do nervosismo em assumir Sam para a mídia, ele se sentia bastante confortável, como se finalmente estivesse se libertando.

– Onde nós vamos? — indagou Sam.

– Sugar Thai Food. Gosta de comida tailandesa?

– Nunca comi.

– É muito boa, você vai adorar — disse Harry olhando para trás e revirando os olhos.

Sam também olhou, curioso e logo se arrependeu ao receber um forte flash contra os seus olhos.

– Ai!

Harry riu, enquanto Sam coçava os olhos com a mão esquerda por baixo dos óculos.

– Não devia ter olhado...

– Qual o problema desses caras?! Quem tira foto com flash de dia?

– A resolução é melhor — informou Harry dando de ombros.

– Pois é, mas agora eu tô cego — disse Sam piscando várias vezes enquanto enxergava tudo vagamente graças aos pontos brancos que insistiam em atrapalhar sua visão.

– Chegamos — falou Harry.

Sam mal pôde olhar a entrada já que sua visão ainda estava estranha, então deixou-se levar por Harry que escolheu uma mesa ao lado da parede de vidro que dava uma visão perfeita da rua.

– Aqui. — Harry guiou o moreno a se sentar numa cadeira à sua frente. — Ainda não enxerga? — riu.

– Tá melhorando — disse Sam olhando para a rua pelo vidro com mais clareza, até que viu o mesmo cara que havia tirado sua foto, apontando a câmera para eles do lado de fora. Sam desviou o olhar rapidamente. — Você aguenta os paparazzi toda hora?

– Só quando eu não dou mais sinal de vida e eles não tem notícias melhores, o que é o caso.

– Realmente, isso vai ser um escândalo.

– Escândalo é comigo mesmo — brincou Harry dando uma piscadela.

Sam balançou a cabeça em negação e logo o garçom chegara com o cardápio. Harry fez seu pedido rápido, já que conhecia todos os pratos, mas Sam estava tendo dificuldades para escolher.

– Tem foto aí, escolhe o que você achar mais bonito.

– Não é assim que funciona, o gosto pode ser ruim.

– É assim que eu faço — Harry deu de ombros -, e se for ruim é só pedir outro.

– Que desperdício.

– Você gosta de tamarindo?

– Sim — respondeu o moreno ainda analisando o cardápio.

– Então pede um Pad Thai, é um talharim de arroz frito com camarões, amendoim, tamarindo, omelete, molho de peixe, talo de coentro, cebolinha, açúcar, e vegetais.

– Hum... o que você pediu?

– Chu Chee Pla, tem curry vermelho, leite de coco e relish de pepino.

– Pepino? Eca. Eu vou querer um Pad Thai — disse Sam ao garçom que assentiu, indo fazer os pedidos.

– Sério que você não gosta de pepino? Não tem gosto de nada.

– Por isso mesmo, prefiro picles.

– Eu gosto dos dois.

– Ah, e como foi o trabalho? Conseguiu entregar?

– Sim, mas ele só me fez entender que eu nasci pra dar ordens.

– Você é mesmo um mimado. — Sam revirou os olhos.

– Só porque eu consigo tudo o que eu quero?

– Porque você faz de tudo pra conseguir, literalmente. E você não consegue tudo o que quer.

– Claro que consigo.

– Ah, é? E a Mary Jane?

Harry fuzilou Sam com o olhar, enquanto o moreno dava um sorriso em desdém.

– Tá — bufou -, ela é exceção, mas eu consegui alguém bem mais difícil do que ela. Você.

– E quem disse que eu sou seu?

– Eu tô dizendo — Harry enfatizou o "eu", fazendo Sam arquear a sobrancelha.

Harry apoiou o cotovelo na mesa, apoiando o queixo em sua mão e encarando o moreno com a expressão mais cafajeste que podia.

– Não sou seu objeto — disse Sam num tom cortante.

– Mas me pertence.

– Harry, chega, tá?

– Só tô falando a verdade, afinal a gente namora — Harry cruzou as pernas dando de ombros.

– Isso não quer dizer que eu seja sua propriedade, você fala de um jeito meio possessivo.

O garçom finalmente chegara com os pratos, depositando cada um em seus respectivos pedintes enquanto os mesmos continuavam a dialogar, ignorando o garçom.

– Não sou possessivo, só tô marcando território.

– Ah, então virou cachorro agora? — zombou Sam.

– Não, por quê? Quer que eu faça xixi em você? — rebateu.

– Não me testa, Osborn...

– Senhores...

– O quê?! — exclamaram em uníssono.

– Os pratos estão servidos... — avisou o garçom se retirando rapidamente.

– Tá vendo? Assustamos ele, isso é culpa sua — disse Sam.

– Adoro quando você fica nervosinho desse jeito — sorriu Harry.

– Não sou nervosinho — rosnou Sam -, não me trate no diminutivo.

– Viu? — riu Harry.

– Cala a boca.

Harry riu ainda mais, deixando Sam mais nervoso.

– Eu te adoro, Sam White.

– E eu adoraria te enforcar — disse Sam.

Os dois resolveram comer por fim, sem parar de trocar farpas um com o outro, o que resultou em muitos momentos divertidos para Harry e extremamente irritantes para Sam.

oOo

Wade estava sentado no chão do quarto de Peter, com os braços cruzados, emburrado. Ele encarava as ações do moreno que dava uma geral no quarto enquanto os dois esperavam uma pessoa.

Peter olhou de esguelha para Wade vendo que ele ainda o encarava de modo raivoso. Peter parou o que estava fazendo dando um longo suspiro, cansado.

– Vai ficar me olhando assim até quando?

– Até você ligar pra ele e dizer pra ele ficar onde está — resmungou o loiro.

– Se você quiser mesmo se livrar dessas vozes você tem que cooperar comigo.

– E no que aquele ceguinho vai nos ajudar?!

– Você precisa entender que ele é meu amigo e não quer nada comigo, ou toda vez que você vê-lo pode ter uma recaída.

– E o que te faz pensar que eu não vou ter agora?

– Você vai ter que me machucar antes de machucar ele — disse Peter num tom sério.

Wade sentiu uma imensa vontade de socar alguma coisa após aquela declaração de Peter. Ele odiava do fundo da alma aquela proteção que o namorado tinha por Matt, ele se sentia um intruso, coisa que deveria ser totalmente o contrário.

Peter sentiu o celular vibrar e leu a mensagem de Matt.

– Ele chegou, fica aí que eu vou trazê-lo.

– Ele é cego, não aleijado — disse Wade.

– Wade!

– É sério, Peter, para de ficar tratando ele diferente dos outros! Nem ele deve gostar de ser tratado assim!

Peter ficou estático encarando Wade com certa surpresa. Primeiro porque o loiro havia dito o seu nome corretamente, segundo pelo peso das palavras dele.

Wade respirou fundo, arrependendo-se de ter aumentado o tom de voz e dito aquilo para o menor, mas o ciúme falava mais alto e ele sabia que tinha razão sobre aquilo.

– Acredite, ele deve se sentir bem melhor com o modo que eu e o Harry o tratamos do que o seu.

– Vocês humilham ele.

– Mas o tratamos como qualquer outro ser humano, você fica fazendo tudo por ele. Acha que os pais dele o deixaram morar aqui no campus sozinho se ele não soubesse se virar?

– Os pais dele morreram — disse Peter num tom seco, fazendo Wade se calar.

Ele abriu a porta do quarto, prestes a sair, mas assim que deu o primeiro passo, Matt já estava em frente ao quarto.

– Como subiu às escadas? — indagou Peter dando espaço para que Matt adentrasse.

– Não é como se fosse impossível, Peter — sorriu Matt. — Ian me ofereceu ajuda, mas não é a primeira escada que eu subo na vida.

Wade arqueou a sobrancelha, lançando um olhar significativo para Peter como se estivesse dizendo um "eu disse".

Peter o ignorou, fechando a porta e guiando Matt para que se sentasse em sua cama.

– Então... — começou o moreno — eu te trouxe para resolvermos o mal entendido da festa.

– Mal entendido, né? — disse Wade num tom irônico.

– Wade... — repreendeu Peter.

– O quê? Eu posso ter agido primeiro, mas de qualquer maneira ainda fui traído naquela noite.

– E eu peço desculpas por isso — pronunciou Matt. — Aconteceu, mas não era bem nele que eu estava pensando.

– Não?

– Não.

– Então era em quem?

– Wade, não seja intrometido — disse Peter.

– Ah, fácil falar, você deve saber quem é.

– Não, eu não sei.

– E não quer saber? — indagou Wade um pouco chocado com a falta de curiosidade do menor.

– Não é esse o assunto principal aqui, mas de qualquer maneira, Matt, você quer falar?

– Não me sinto confortável em dizer quem é — disse Matt.

– Nem uma pista? — pediu Wade, frustrado.

– Não — confirmou Matt.

– Sem graça — bufou o loiro -, você é bem chato. Como consegue ser amigo desse cara, Petey?

Matt deu uma risada nasal, enquanto Peter escondia o rosto com a mão.

– Enfim, foi mal pela confusão — disse Wade.

– Tudo bem, sem ressentimentos.

Peter cruzou os braços, encarando Wade como se esperasse mais alguma coisa.

Wade suspirou, deixando os ombros caírem e foi até Matt, o puxando pelos ombros e dando-lhe um abraço.

(Sério mesmo? Você é patético!)

[Mas ele não é afim do Petey...]

(Não interessa.)

– O-o que tá fazendo...? — indagou Matt paralisado com o ato repentino.

– Petey quer uma prova mais concreta.

– Na verdade eu esperava um aperto de mão, mas tudo bem, isso foi bonitinho — riu Peter.

Wade largou Matt imediatamente, bufando zangado.

(Eu disse...)

Matt e Peter riram, deixando Wade ainda mais constrangido.

– Calem a boca.

Peter foi até o loiro tentando reconfortá-lo com um abraço, mas logo sentiu os braços do loiro o rodearem de modo possessivo enquanto ele encarava Matt. Peter sentiu vontade de gargalhar com aquilo se não fosse um pouco ofensivo.

– Wade, ele não pode ver o seu olhar mortal enquanto você me agarra.

– Tô nem aí, não vou confiar totalmente enquanto não souber de quem é que ele gosta.

– Vai desconfiar por muito tempo então — sorriu Matt, arqueando a sobrancelha em desdém, fazendo Wade bufar frustrado.

oOo

Após o almoço Harry e Sam haviam caminhado por boa parte de Nova York sem terem ao certo um destino. No caminho passaram por pet shops, livrarias e uma sorveteria. Sam protestou bastante quando Harry fez questão de comprar todos os livros nos quais ele suspirava só de olhar. Mesmo Sam saindo da livraria e o deixando para trás, Harry saíra uns minutos depois com sacolas na mão, obrigando o moreno a segurá-las.

Apesar dos livros e de Harry quase se empolgar e comprar um gato para ele, Sam ficou contente em pagar os sorvetes. Harry fazia questão de aproveitar seus momentos de distração para beijá-lo e Sam se irritava um pouco com aquilo já que ele sentia estar sendo fotografado a todo instante, sua privacidade ia por água abaixo com aquilo, mas como Harry não tinha culpa, ele escondia seu desconforto.

Quando finalmente anoiteceu, ambos voltaram andando para a universidade. Sam carregava suas sacolas, enquanto Harry mexia veemente no próprio celular.

– O que você tanto olha aí? — indagou Sam estranhando o sorriso do maior.

– Estamos em vários sites de fofocas.

– O quê?! — exclamou Sam horrorizado.

– Sério, olha — disse Harry mostrando o celular para o menor que pôde ler claramente a manchete "Harry Osborn revela homossexualidade" em negrito.

– Quanta invasão, você nem ao menos disse nada ainda.

– Escuta essa — disse Harry começando a ler uma outra matéria. — "O famoso Harold Osborn, filho de Norman Osborn e futuro herdeiro da Oscorp apareceu nesta tarde de quarta-feira na companhia de um charmoso rapaz com estilo meio nerd num restaurante tailandês de Nova York."
"Qualquer um diria que o misterioso nerd não poderia passar de apenas um amigo da faculdade, mas Osborn, como sempre, nos surpreendeu com um beijo e tanto que dera no rapaz, sendo avidamente correspondido."
"Como todos sabem, nosso querido Harry não tem um histórico muito confiável, e um relacionamento sério não consta no currículo, ainda mais com um homem. É uma revelação e tanto descobrir que aquele garoto que se envolvia com várias modelos também joga no outro time."
"Sinceramente, torço muito para que seja verdade e dê certo. Será que esse nerd misterioso fisgou o nosso bilionário?"

– Isso parece post de blog — disse Sam.

– E é, eu já estava enjoado do jeitinho formal dos sites, os blogs que falam de verdade. Foi uma tal de Alex que escreveu.

– Por que eu tenho que ser taxado como nerd?

– Porque você parece ser um — zombou Harry. — Mas isso não é legal? Quer dizer, essa garota torce por nós.

– Ela e com certeza todo o bando.

– Que bando?

– Vai me dizer que não sabe da existência de pessoas que são viciadas nessas coisas?

– Que coisas? — indagou Harry, ainda confuso.

– Homossexualidade, histórias, fetiches e tal.

– Não... como você sabe sobre isso?

– Eu sou gay desde sempre, já conheci pessoas assim quando eu andava na rua com... — Sam hesitou por um instante, mas continuou — o Chris. Enfim, são pessoas que dão chilique quando vêem um casal homossexual, ficam dando risadinhas e nos olhando de um jeito malicioso ou exageradamente encantado.

– Interessante...

– Eu não acho, me sinto como se fosse um famoso ou algo do tipo.

– Bem, isso pra mim não é novidade, então se eu visse alguém assim com certeza ficaria honrado em dar meu show.

– Mas o tipo de show que eles querem é impróprio.

– Melhor ainda — disse Harry dando um sorriso malicioso.

Sam revirou os olhos, balançando a cabeça em negação.

– Chegamos — suspirou assim que viu a portaria da universidade. — Tô exausto!

– Você bem que podia dormir comigo no Vórtex... — sugeriu Harry como quem não quer nada.

– Nem pensar, amanhã você não vai me deixar levantar e eu não posso faltar de novo.

– Droga — praguejou Harry -, um dia eu ainda te amarro na minha cama.

Sam riu, entregando seu cartão ao porteiro e adentrando à universidade sendo seguido por Harry. Os dois andaram até a porta da Aesir, onde Harry puxou o moreno mais para perto de si, dando-lhe um beijo. Sam largou as sacolas no chão, enlaçando o maior pelo pescoço, correspondendo.

Harry sentiu-se verdadeiramente estimulado com a entrega do outro. Passara tanto tempo tentando conquistá-lo que ainda sentia uma grande satisfação quando Sam correspondia. Harry começou a andar, encostando-o com força contra a porta da república, aprofundando o beijo enquanto passeava as mãos pelo corpo do menor, mas logo toda aquela excitação fora por água abaixo assim que ambos sentiram um barulho de porta abrindo e os dois caindo com tudo no chão.

Sam gemeu, sentindo o corpo de Harry cair sobre o seu e olhou para cima vendo o causador daquilo.

– Desculpem! Achei que tinha alguém batendo... — disse Wade segurando uma risada.

– É bom você correr... — avisou Sam num tom ameaçador.

Wade não pensou duas vezes antes de dar as costas e subir às escadas correndo.

– Isso é ridículo — dizia Harry dando risadas enquanto se levantava e ajudava Sam a fazer o mesmo -, por que ele tem medo?

– Esqueceu do meu estoque de livros?

– Ainda acho que ele saberia se defender dos seus livros.

Sam apenas deu de ombros, pegando suas sacolas do chão.

– Preciso entrar, amanhã a gente se fala.

Harry fez um bico em descontentamento, mas deu um selinho no namorado em despedida.

– Boa noite, sonhe comigo.

– Sério isso? — indagou Sam com um sorriso zombeteiro.

– Claro, eu na sua cama, em cima de você enquanto te faço...

– Tá! Entendi! — disse Sam o interrompendo. — Já estava estranhando esse romantismo todo.

Harry deu um sorriso de canto dando mais outro selinho em Sam antes de ir.

Sam entrou na Aesir, fechando a porta atrás de si e subiu às escadas sentindo o cansaço o dominar. Ele não se surpreendeu em encontrar Chris jogado na própria cama enquanto jogava concentrado algum jogo no celular. Sam colocou as sacolas em cima de uma mesinha e se sentou em sua cama aliviado com a sensação.

– Dia cheio?

– Não é da sua conta.

– Ah, é claro que é, da minha e de mais dezenas de pessoas que tem acesso à internet.

Sam trincou os dentes sabendo que o loiro se referia aos sites de fofocas.

– Não tem mais o que fazer além de ler fofocas, Christopher?

Chris deu uma risada nasal, ainda com os olhos na tela do celular.

– Não quando eu vejo o quanto você parece não ter aprendido com os seus erros.

– Já disse que isso não é da sua conta.

Chris largou o celular, se sentando bruscamente na cama e encarando Sam de frente.

– Então me diz qual o propósito disso tudo? Por que me trata assim se você não liga para o que eu te fiz?

– E quem disse que eu não ligo?

– Sua atitude estúpida de ficar com um cara feito Harry Osborn.

– Você não tem o direito de opinar sobre isso, você nem estava aqui quando tudo começou.

– Sorte a dele, porque isso com certeza não aconteceria.

– O que quer dizer com isso? — indagou Sam, confuso.

– Você ainda gosta de mim.

Sam apertou os punhos, ficando furioso.

– Para de ficar dizendo isso — disse pausadamente.

– Por que não admite logo?

– Por que quer tanto que eu admita? — rebateu.

Os dois se calaram, encarando um ao outro por alguns segundos, deixando o clima no quarto ainda mais tenso.

Sam sentia que poderia explodir. O que estava acontecendo ali, afinal? Qual era a de Christopher com todo aquele joguinho? Não era possível que ele ainda estivesse tentando iludi-lo, e por que ele o iludiria? Toda aquela história já não era passado? Sam estava começando a ficar louco.

Chris por outro lado estava assustadoramente conformado. Aquela tarde havia sido a tarde mais longa de sua vida. Assim que Sam saíra com Osborn, ele fora para o quarto pensar. Pensar sobre o por que de querer tanto quebrar a cara de Harry Osborn toda vez que o via perto de Sam. Ele passara horas daquela tarde em fase de negação, negando o fato de estar se sentindo enciumado e ainda mais por causa de Sam White, o cara do qual ele havia zoado e sido cruel no ensino médio, o cara do qual seus amigos e ele zombavam tanto por ser tão nerd e por ser gay, o cara do qual ele havia namorado, mesmo que por mentira e mesmo que nunca admitisse, gostado de alguns momentos.

Chris afinal não era mais o mesmo de antes. Claro, admitia ainda ser imaturo, mas aquele preconceito todo que tinha antes sobre as coisas havia sumido. Ele havia conhecido gente nova na Inglaterra, pessoas que abriram sua mente sobre as coisas e o fizera ver o quanto ele havia sido covarde no passado. Desde então ele tinha vontade de se desculpar com Sam, ele só não esperava encontrá-lo tão rápido e acabar enxergando o quanto ele sentia falta da atenção do menor. Aquele tratamento todo era novo já que o moreno sempre fora apaixonado por ele e perder àquilo tudo era frustrante, doía, o matava por dentro.

Os dois já respiravam de modo descompassado enquanto continuavam a se encarar. Sam se levantou a fim de sair do quarto, mas Chris segurou-lhe o braço o impedindo.

– Não pode fugir de mim.

– Para com isso — rosnou Sam.

– Não paro, não — dizia Chris empurrando o moreno contra a parede ao lado da porta.

Sam prendeu a respiração enquanto tentava focar sua mente totalmente à figura de Harry, mas era muito difícil com o corpo de Chris colado ao seu e a respiração dele batendo contra seu rosto. Sam se odiava por sentir seu coração falhar algumas batidas.

– Parece nervoso... — provocou o loiro aproximando o rosto do menor.

A mente de Sam gritava para que ele empurrasse Chris, desse um chute bem no meio do saco dele ou lhe desse um soco na cara, no entanto, antes que seu corpo obedecesse às ordens, ele sentiu os lábios do maior pressionados aos seus. Sam ficou paralisado, não sabendo como reagir, ele se encontrava estático.

Chris todavia, rodeou seus braços ao redor da cintura de Sam, pedindo passagem com a língua.

Sam começou a sentir tudo aquilo que sentia quando namorava Chris, aquele deslumbre e felicidade por ser correspondido. Ele não conseguiu resistir por muito tempo e logo deixou-se ser beijado, afundando os dedos nos fios loiros do maior.

Os dois depositaram toda a raiva, mágoa e desejo que sentiam um pelo outro naquele beijo. Chris apertava a pele de Sam por cima da camiseta e Sam arranhava a nuca e costas do loiro. Chris carregou o moreno até a cama do mesmo, o depositando sobre ela enquanto se encaixava por cima dele sem quebrar o beijo.

Os dois ficaram alguns minutos entre arranhões, chupões e carícias até ouvirem um barulho no corredor que fez Sam finalmente recobrar a sanidade e empurrar o loiro enquanto se sentava na cama. A culpa já caindo em cima de seus ombros.

Ele havia traído Harry.

Notas finais
Os Hammy shippers vão a loucura dps dessa, podem se descabelar, me xingar, oq for... DANIELS WINS HAHAHAHA Tá se acalmem e lembrem-se d q o Harry é o meu favorito, eu ñ odeio ele xD E a pedido de uma leitora do socialspirit q disse ficar confusa sobre a aparência dos personagens, postei no ask fotos deles com comentários marotos meus, qm quiser dar uma olhada: https://ask.fm/jessabernathy