Crazy Bout' You
17 Capítulo 17 - Anger
Notas iniciais
Peter acordou mal humorado com o barulho do despertador. Deu uma forte pancada no aparelho até que ele parasse de irritá-lo e logo voltou a dormir. Minutos depois ele ouviu batidas na porta se sentindo um pouco mais disposto a acordar.
– Peter, vai se atrasar! — Disse a voz de Loki do outro lado da porta.
O moreno se sentou de uma vez na cama olhando para o relógio e vendo que estava quase na hora de ele ir. Naquele momento ele já deveria estar terminando o café.
– Droga... Harry, acorda!
Harry gemeu insatisfeito se ajeitando melhor entre os lençóis.
– Você não serve nem pra me acordar — Emburrou-se Peter começando a se vestir com pressa — Acorda!
– Eu não vou — Gemeu Harry tentando voltar a dormir tranquilo.
– Mimado — Disse o moreno puxando o lençol de Harry com violência.
– Ei!
– Levanta seu traseiro e sua ereção daí logo.
Harry franziu o cenho chocado. Peter havia acordado de mau humor, aquilo não era nada bom.
– Isso tudo é raiva do Brock ou é medo de enfrentar a Gwen?
– Cala a boca — Disse Peter de modo grosseiro.
– Ah, eu não vou aturar seu mau humor não, seu estraga prazeres.
– Eu to te fazendo um favor te acordando, sabia? Não sou um despertador.
– Não é só por isso. Ontém eu estava prestes a chamar o Sam pra sair e você me puxou de lá.
– Ah, me poupe, você ficou lá embaixo com ele um tempão. Tente ser mais rápido da próxima vez — Finalizou Peter saindo do quarto.
Harry bufou irritado. Além de ouvir desaforo de manhã, havia enfim acordado. Agora teria de ir à aula.
oOo
Peter estava preocupado. Mesmo com o atraso, seu professor havia o deixado entrar, mas a pessoa quem ele mais esperava ver naquela manhã não havia comparecido à sala.
Gwen não era do tipo que matava aula, pelo contrário, ela repugnava esse tipo de atitude, então só haviam duas explicações para a ausência dela. Ou estava doente, ou Brock havia feito alguma coisa com ela. Peter sentiu sua raiva subir só de pensar na segunda opção.
Após o término das aulas, o moreno fez questão de mudar seu curso indo em direção à república das Bravatas. Ele tocou a campainha uma vez e cabelos ruivos e familiares ocuparam sua visão.
– Mary Jane, você sabe o que aconteceu com a...
– Gwen — Completou a ruiva — Entre.
Peter proferiu um "licença" antes de entrar observando ao redor da casa algum sinal da loira.
– Ela está lá em cima no quarto, vem — Disse a ruiva subindo às escadas na frente.
O moreno a seguiu indo até o primeiro quarto à direita. Gwen estava encostada na cabeceira da cama com o pé direito totalmente engessado.
– Gwen... O que houve? — Indagou Peter preocupado indo até ela.
– Ah, oi Peter. Não foi nada, eu estou bem, Eddie me...
– Eu sabia! — Interrompeu — Foi ele quem fez isso, não foi?!
– Você é estúpido assim ou só se faz mesmo? — Indagou uma voz vinda da porta.
Peter se virou enraivecido sabendo muito bem de quem era a voz.
– O que você fez?! — Exclamou o moreno indo até Eddie, prestes a agredí-lo, mesmo não sabendo como. O fato do outro ser mais baixo já lhe dava mais coragem.
– Peter pare! — Gritou Gwen autoritária — Eddie me ajudou!
Peter continuou a encará-lo com fúria no olhar, enquanto o outro apenas lhe devolvia como resposta, um sorriso de escárnio.
– Um cara com um skate veio na minha direção ontém. Bem na hora em que estava voltando pra república. Eddie tentou impedir, mas o cara estava indo muito rápido, nós três caímos e eu machuquei o pé. A enfermeira disse que eu não podia mexê-la por um dia, muito menos ir à aula.
– Acho que você ainda não entendeu Parker, mas eu gosto mesmo da Gwen. Por quê a machucaria?
– Não sei, me diga você — Respondeu Peter rispidamente.
– Nem tudo gira ao seu redor — Disse Brock chocando seu ombro ao de Peter antes de ir até Gwen e sentar-se na cama em frente a ela.
– Peter eu acho melhor você ir — Disse Gwen — Você está muito nervoso.
Peter apertou os punhos ao ver Brock segurar a mão da loira e lhe lançar um sorriso vitorioso. O moreno assentiu à contragosto e saiu do quarto descendo às escadas apressado, saindo da república.
O moreno caminhou pelo Campus afim de se acalmar um pouco. Ele não sabia como, mas o ódio que sentia por Eddie Brock era muito grande, maior até do que o que sentia por Flash. E olha que só o conhecia a um dia.
Não era ciúmes de Gwen, disso ele tinha certeza. Era uma mistura de rancor por Brock querer o seu cargo como se fosse fácil arrancá-lo dele, e principalmente pelo jeito que ele o encarava. Como se fosse melhor e mais inteligente. Até parece.
Peter sentiu um impacto forte atingí-lo ao caminhar distraído. Quando estava prestes a xingar o desgraçado que colidira com ele, se calou imediatamente. Era Flash, e olha só, com seu parceiro Wade.
– Olha por onde anda Parker! — Disse Flash o empurrando.
– Foi mal — Disse Peter tentando se equilibrar para não cair.
– Mal é como o seu rosto vai ficar quando eu...
– Me bater e blá blá blá — Bufou o moreno — Vamos logo pra parte em que eu apanho e pronto — Disse de modo rude.
– Oh... — Sorriu Flash — Hoje o Parker acordou com o pé esquerdo, foi?
– Eu não to nem um pouco a fim de conversar com você, até porque eu já to sentindo meu QI abaixando....
Flash agarrou a gola da camiseta de Peter com violência. Ele odiava quando o menor o zoava por ser mais inteligente.
– Ou, ou! Parou, valeu? — Disse Wade ficando entre os dois — Depois a gente se fala Flash.
– Não gosto que ande com esse idiota — Grunhiu o loiro.
– Depois a gente tem a nossa DR — Disse Wade puxando o braço de Peter e começando a se afastar.
Peter sacudia o próprio braço tentando se soltar enquanto Wade o arrastava para longe de Flash.
– Me solta!
– Qual o seu problema?! — Exclamou Wade — Não tem amor à vida?
– No momento eu não estou nem um pouco ligando para o que Flash vai ou não fazer com a minha cara.
– Ainda tá bravo por causa de ontém?
– Não.
– Então o que foi?
– Não é da sua conta — Respondeu Peter se soltando enfim do loiro.
– Achei que fôssemos amigos.
– Isso não lhe dá o direito de saber tudo sobre o que acontece comigo.
– Mas eu quero saber.
Peter deu um longo suspiro observando a expressão decidida de Wade.
– Você não vai me deixar em paz, não é?
– Pode crer que não — Sorriu o loiro.
– Vamos — Disse Peter.
Wade seguiu o moreno até o Vórtex, onde Peter abriu a porta dando passagem para que ele entrasse primeiro.
– Peter, é você? — Disse uma voz vinda da cozinha.
– É! — Respondeu o moreno fechando a porta atrás de si.
Ian foi até a sala descontraído enquanto segurava um pacote de salgadinhos na mão.
– Você viu o... — Ian paralisou ao ver Wade, deixando o pacote cair no chão — Loki?
– Não — Respondeu Peter.
– Cara, você é enorme! — Disse impressionado — Quanto tem de altura?
Wade encolheu os ombros ao observar Ian chegando mais perto e o encarando abobalhado.
– Não sei, 1,80 por aí...
– Legal — Sorriu abobado — E você tem mesmo alucinações? — Indagou visivelmente curioso.
– Contou pra ele?
– Foi o Thor, não tive nada a ver com isso — Disse o moreno erguendo as mãos — E para de ser inconveniente Ian. Vamos Wade.
O loiro seguiu Peter para o andar de cima sem olhar para trás. Sabia que Ian ainda o encarava igual a um retardado. Peter abriu a porta do quarto e Wade o reconheceu sendo o dele pela última vez que havia entrado ali como Deadpool.
– E então?
– Foi o Brock — Disse Peter sentando-se na própria cama — Gwen faltou hoje e eu fui ver como ela estava, e aquele imbecil estava lá.
– Você cismou mesmo com ele — Riu Wade — Parece até eu com o Harry — Mas o loiro fechou a cara logo que juntou os fatos — Tá com ciúmes dele, Petey? Gosta da Gwen?
– Eu? Nem pensar. Eu só não consigo engolir o cara. Não gosto dele e pronto.
Wade se sentou ao lado de Peter entrelaçando os próprios dedos e pousando as mãos em cima do joelho enquanto Peter continuava a dizer o quanto Eddie Brock era um idiota.
– Você não pode fazer nada Petey.
– É claro que eu posso! Posso conseguir as fotos do Deadpool e acabar com ele.
– Tá, mas e aí? Ele ainda vai continuar sendo o namorado da Gwen. Vai continuar fazendo parte da sua vida.
– Ah, muito obrigado pela ajuda — Disse o moreno num tom irônico.
– Só to sendo sincero — Disse o loiro dando de ombros.
– Posso acabar com esse namoro.
– Faria isso? — Indagou Wade surpreso.
– Não — Gemeu o moreno.
– Deixa esse cara pra lá.
– É fácil falar. Não é ele quem tá pegando sua melhor amiga.
– Olha... — Disse Wade num tom pensativo.
Peter riu pegando seu travesseiro e jogando na cara de Wade.
– Já disse que eu não tenho nada com o Harry!
– Prove — Sorriu o loiro.
– Ah, tá. Essa é a hora em que eu deveria fazer o quê? Te beijar? — Desdenhou o moreno.
Wade assentiu sorrindo maliciosamente e se aproximando de Peter até que seus lábios encontrassem com os dele.
Peter correspondeu ao beijo por alguns segundos até que um momento de lucidez — ou de loucura — o fez empurrar de leve o peito de Wade quebrando a calorosa aproximação. Mas Peter desviou seu olhar da boca convidativa do loiro para observar o olhar confuso que Wade lhe lançava. Aquilo fora o combustível para que o moreno agarrasse a nuca do loiro e voltasse a beijá-lo.
Wade sentiu uma dor invadir seu estômago, mas era uma dor boa. Mais parecida com um sentimento de esperança e nervosismo. O loiro correspondeu ao beijo de Peter se arrepiando quando o menor acariciava seu braço.
Peter não conseguia parar mais de beijá-lo, era extremamente difícil, ainda mais quando Wade se atrevia a passar a mão por baixo de sua camiseta. Peter sentia que podia explodir, ou perder a cabeça, o que viesse primeiro.
Wade retirou vagarosamente o casaco que Peter vestia conseguindo tocar com mais facilidade as costas do moreno por cima da fina camiseta. Ele sentiu Peter arranhar a sua cintura e morder seu lábio inferior o fazendo sorrir. O loiro interrompeu o beijo para tirar a própria camiseta fazendo Peter perder o fôlego.
Peter não havia percebido da primeira vez já que estava com a cabeça muito cheia por causa de Brock e as fotos de Deadpool, mas Wade tinha cicatrizes pelo corpo. O abdômen e o peito haviam leves riscos na pele com a intenção de parecem defeituosos, mas Peter não achava aquilo. O moreno passeou sua mão direita por cada uma delas sentindo-as.
Wade estava inseguro e nervoso. Peter observava suas cicatrizes com um olhar estranho, ele não conseguia decifrar. Não dava para decifrar, mas antes que Peter pensasse em desistir daquelas carícias, o loiro o tirou dos devaneios com suas cicatrizes e o deitou na cama, ficando por cima e voltando a beijá-lo.
O moreno não contestou passeando suas mãos pelos fios loiros de Wade e pelas costas nuas dele onde podia sentir mais cicatrizes gravadas.
O loiro também não fazia cerimônias passeando suas mãos pelo corpo de Peter, até que atreveu-se a ir mais além e abaixar a mão direita até o membro do menor por cima da calça fazendo Peter arfar entre o beijo.
Os dois estavam tão entretidos no que faziam que não haviam ouvido a porta do quarto se abrir e um estupefato Harry os observar paralisado.
– Caramba, hein! A coisa tá boa aí
Peter se levantou de imediato assustado em ouvir a voz de Harry, e Wade foi ao chão tanto pelo susto quanto por Peter que os levantou bruscamente o fazendo perder o equilíbrio.
– Wade! Você está bem? — Indagou Peter.
O loiro se sentou no chão meio zonzo por bater com a cabeça na parede, mas assentiu.
Harry riu da situação achando tudo muito divertido.
– E aí, posso entrar na festa?
– Não! — Disseram os dois em uníssono.
– Nossa — Disse Harry com falsa mágoa — Que desfeita.
– Tá fazendo o quê aqui? — Indagou Peter meio emburrado.
– O quarto também é meu, valeu? E eu só vim conversar. Ian me disse que você já tinha chegado.
– E não fez o favor de acrescentar que Wade também estava?
– Não — Disse Harry dando de ombros.
Wade se levantou do chão voltando a se sentar na cama.
– O que foi afinal? — Indagou o moreno.
Harry observou Wade por alguns segundos analisando-o.
– Dá pra se vestir? Tá me distraindo.
Peter revirou os olhos e Wade pronunciou um "oh" se tocando de que ainda estava sem camisa, colocando-a de volta.
– É até bom que o Wilson esteja aqui, preciso mesmo de uma ajuda de alguém de dentro.
– Ãhn...? — Indagou Wade confuso.
– Ele quer saber do Sam — Esclareceu Peter.
– Ah... Acho que ele te odeia — Disse Wade indiferente.
– Sério? — Disse Harry encolhendo os ombros.
– Mas ele também gosta de você.
– Especifique — Disse Peter.
– Ele te acha interessante, mas não dá ouvidos à essa opinião, entende?
– Não — Disse Harry — Eu não entendo! Por quê ele faz isso?
– Não sei.
– Ele pode ter medo de se envolver e sair machucado — Disse Peter pensativo — Ou, ele já sofreu algo semelhante.
– Então eu não tenho a menor chance, é isso?
– Você gosta mesmo dele? — Indagou Wade desconfiado.
– Talvez, sei lá! Como eu vou saber se ele não deixa eu me aproximar?
– Segue ele, até te dar ouvidos — Disse Wade como se a solução fosse óbvia.
– Diz isso por experiência própria? — Indagou Harry dando um sorriso malicioso para os dois.
Peter desviou o olhar sentindo suas bochechas esquentarem.
– Exatamente.
– Wade!
– O quê, ué?
Harry riu tentando conter a gargalhada.
Wade enfiou a mão nos bolsos à procura de algo que Harry ouviu ser uma chave. O loiro a pegou e lhe entregou.
– É a chave da Aesir. Vai lá e diz que é cortesia de Wade Wilson.
– Ele vai te matar — Disse Harry surpreso.
– Vai nada, eu sei correr dele.
– Correr pra quê? Olha o seu tamanho — Disse Peter.
– Diz isso pros livros dele — Disse Wade.
– Você é demais! — Disse Harry de modo empolgado — Eu te beijaria! Mas o Peter pode fazer isso por mim, né?
Peter pegou o travesseiro da cama de Harry pronto para atacá-lo, mas Harry foi mais rápido saindo do quarto à gargalhadas.
– Ele é um pesadelo — Resmungou Peter.
– Até que ele é legal.
– Ah, agora acha ele legal? — Indagou Peter contrariado.
– Esquece isso. Onde é que a gente estava mesmo...?
– Wade — Peter pôs a mão no peito do loiro o impedindo de prosseguir e voltar a beijá-lo — Chega.
O loiro suspirou cruzando os braços e se jogando na cama.
– Estraga prazeres — Bufou.
Peter deu um riso nazal. Era a segunda vez que ouvia aquilo num dia.
oOo
Harry estava na frente da Aesir esperando alguns minutos antes de entrar. Na verdade era puro nervosismo, Sam podia atacá-lo ou coisa do tipo se entrasse do nada na república, mas ele já estava ali. Tinha que prosseguir.
"Qual é, é só chamá-lo pra sair!" Encorajava-se.
Harry colocou a chave na fechadura girando-a enfim e abrindo a porta. Tudo lá dentro parecia silencioso. Ele adentrou a casa e fechou a porta atrás de si vendo que não havia ninguém na sala.
– Olá?! — Disse Harry tentando chamar a atenção de quem quer que fosse.
Ele foi até a cozinha não encontrando ninguém.
– Sam?!
Ninguém respondeu.
– Tá legal...
Harry subiu às escadas chegando ao andar de cima. Todas as portas se encontravam abertas, e ele começava a achar que não havia ninguém ali, até ver Sam sair de seu quarto descalço e distraído com um livro na mão.
– Oi?
– AH! — Gritou Sam erguendo seu livro para se defender do intruso.
– Não, não, não...! — Disse Harry tentando acalmá-lo — Sou eu...
– Como entrou aqui?! — Indagou Sam ainda com o livro erguido.
– Ãhn... Cortesia de Wade Wilson...?
Sam fechou ainda mais a cara — o que Harry pensava ser impossível — e se viu correndo atrás de Harry pela república com o livro na mão como se fosse um assassino, enquanto Harry gritava apavorado descendo as escadas de dois em dois.
– Calma! Calma! — Dizia Harry enfim parando de correr e esperando que o outro o alcançasse.
Sam impulsionou o livro na direção de Harry, mas ele desviou do golpe com maestria agarrando suas mãos e o fazendo largar o livro.
– Que tipo de pessoa sanguinária você é? — Riu Harry o jogando no sofá e o encurralando.
– O que é que você quer aqui?
– Ah, podia ter perguntado isso antes de tentar me matar!
– Te matar é mais divertido — Respondeu o moreno num tom sombrio de divertimento.
– À vontade — Disse Harry sarcástico — Eu só vim perguntar se você tá afim de sair.
– Sair...?
– Sim.
– Com você?
– Exatamente. Tipo um encontro, essas coisas.
– Não gosto de encontros — Respondeu Sam sério.
– Okay, então vamos só sair, topa?
– Não.
Harry largou o moreno meio surpreso, ele sabia que podia muito bem receber um não, mas ouvir ainda era frustrante.
– Por quê?
Sam fechou os olhos dando um longo suspiro. Apesar da feição desolada de Harry, ele não cederia, ele sabia como aquilo funcionava.
– Eu não quero. Não sou idiota, Osborn.
– Isso tudo é orgulho? — Indagou Harry arqueando a sobrancelha.
– É sim — Afirmou — Eu aprendi a ter, sabe? Então eu sugiro que vá procurar outro para enganar porque eu não sou mais estúpido.
– Tá falando do quê? — Indagou Harry confuso.
– De você! Desse seu jogo sujo! Me diz, por quê você sairia comigo?
– Sei lá, você é uma pessoa interessante.
– Que resposta medíocre — Disse o moreno balançando a cabeça em negação.
– Qual o seu problema?!
– Sai daqui Harry, já teve sua resposta. Não vai conseguir o que quer.
– Ah, não?
Harry se aproximou bruscamente de Sam o puxando pela cintura e roubando-lhe um beijo.
Sam perdeu o equilíbrio achando que cairia com tudo no sofá, mas Harry o segurou não o deixando partir o beijo. Sam sentia a língua de Harry percorrer desesperada pela sua boca tirando-lhe o fôlego e fazendo seu peito arder.
Harry queria colocá-lo sob o sofá, arrancar as roupas dele, tocá-lo e comandar tudo, porém só aquele beijo era mais que o suficiente para a cabeça de Sam aceitar, e assim Harry separou seus lábios dos dele, virou de costas e saiu da república.
Sam sentou-se no sofá tentando recuperar o fôlego e principalmente, tentando não pensar. Sua consciência não lhe perdoaria por ceder.
Minutos depois, Sam abriu os olhos ao ouvir o barulho da porta. Havia acabado cochilando ali mesmo.
– Hey Sammy!
Sam coçou os olhos se levantando com dificuldade por conta da preguiça.
– Você! — Disse em tom acusatório.
Wade fechou a porta com o pé e passou por Sam saindo em disparada para o andar de cima.
– Não tinha o direito de fazer isso Wade! — Gritava o moreno o seguindo sem muito sucesso. Wade já havia se trancado no próprio quarto quando ele alcançara o começo do corredor.
– Desculpa! — Disse o loiro do outro lado.
Sam deu um soco na porta de Wade e voltou para o próprio quarto sem dizer uma palavra.
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