Crazy Bout' You

17 Capítulo 17 - Anger


Notas iniciais
Ai gente, tava lendo aq os reviews do último capítulo de Catch Me (pq bateu aquela saudade), só rindo das minhas respostas kkkkkkk Eu tava tão decidida, certa, absolutamente convicta d q ñ faria uma continuação Spideypool kkkkkkkk e to aq, postando o capítulo 17... Mereço essa bipolaridade kkkkk Mas enfim, eu não revisei o capítulo e nem to afim de fzr isso, preguiça reina. Se tiver erro, paciência. A vida tem dessas coisas. Boa leitura!

Peter acordou mal humorado com o barulho do despertador. Deu uma forte pancada no aparelho até que ele parasse de irritá-lo e logo voltou a dormir. Minutos depois ele ouviu batidas na porta se sentindo um pouco mais disposto a acordar.

– Peter, vai se atrasar! — Disse a voz de Loki do outro lado da porta.

O moreno se sentou de uma vez na cama olhando para o relógio e vendo que estava quase na hora de ele ir. Naquele momento ele já deveria estar terminando o café.

– Droga... Harry, acorda!

Harry gemeu insatisfeito se ajeitando melhor entre os lençóis.

– Você não serve nem pra me acordar — Emburrou-se Peter começando a se vestir com pressa — Acorda!

– Eu não vou — Gemeu Harry tentando voltar a dormir tranquilo.

– Mimado — Disse o moreno puxando o lençol de Harry com violência.

– Ei!

– Levanta seu traseiro e sua ereção daí logo.

Harry franziu o cenho chocado. Peter havia acordado de mau humor, aquilo não era nada bom.

– Isso tudo é raiva do Brock ou é medo de enfrentar a Gwen?

– Cala a boca — Disse Peter de modo grosseiro.

– Ah, eu não vou aturar seu mau humor não, seu estraga prazeres.

– Eu to te fazendo um favor te acordando, sabia? Não sou um despertador.

– Não é só por isso. Ontém eu estava prestes a chamar o Sam pra sair e você me puxou de lá.

– Ah, me poupe, você ficou lá embaixo com ele um tempão. Tente ser mais rápido da próxima vez — Finalizou Peter saindo do quarto.

Harry bufou irritado. Além de ouvir desaforo de manhã, havia enfim acordado. Agora teria de ir à aula.

oOo

Peter estava preocupado. Mesmo com o atraso, seu professor havia o deixado entrar, mas a pessoa quem ele mais esperava ver naquela manhã não havia comparecido à sala.

Gwen não era do tipo que matava aula, pelo contrário, ela repugnava esse tipo de atitude, então só haviam duas explicações para a ausência dela. Ou estava doente, ou Brock havia feito alguma coisa com ela. Peter sentiu sua raiva subir só de pensar na segunda opção.

Após o término das aulas, o moreno fez questão de mudar seu curso indo em direção à república das Bravatas. Ele tocou a campainha uma vez e cabelos ruivos e familiares ocuparam sua visão.

– Mary Jane, você sabe o que aconteceu com a...

– Gwen — Completou a ruiva — Entre.

Peter proferiu um "licença" antes de entrar observando ao redor da casa algum sinal da loira.

– Ela está lá em cima no quarto, vem — Disse a ruiva subindo às escadas na frente.

O moreno a seguiu indo até o primeiro quarto à direita. Gwen estava encostada na cabeceira da cama com o pé direito totalmente engessado.

– Gwen... O que houve? — Indagou Peter preocupado indo até ela.

– Ah, oi Peter. Não foi nada, eu estou bem, Eddie me...

– Eu sabia! — Interrompeu — Foi ele quem fez isso, não foi?!

– Você é estúpido assim ou só se faz mesmo? — Indagou uma voz vinda da porta.

Peter se virou enraivecido sabendo muito bem de quem era a voz.

– O que você fez?! — Exclamou o moreno indo até Eddie, prestes a agredí-lo, mesmo não sabendo como. O fato do outro ser mais baixo já lhe dava mais coragem.

– Peter pare! — Gritou Gwen autoritária — Eddie me ajudou!

Peter continuou a encará-lo com fúria no olhar, enquanto o outro apenas lhe devolvia como resposta, um sorriso de escárnio.

– Um cara com um skate veio na minha direção ontém. Bem na hora em que estava voltando pra república. Eddie tentou impedir, mas o cara estava indo muito rápido, nós três caímos e eu machuquei o pé. A enfermeira disse que eu não podia mexê-la por um dia, muito menos ir à aula.

– Acho que você ainda não entendeu Parker, mas eu gosto mesmo da Gwen. Por quê a machucaria?

– Não sei, me diga você — Respondeu Peter rispidamente.

– Nem tudo gira ao seu redor — Disse Brock chocando seu ombro ao de Peter antes de ir até Gwen e sentar-se na cama em frente a ela.

– Peter eu acho melhor você ir — Disse Gwen — Você está muito nervoso.

Peter apertou os punhos ao ver Brock segurar a mão da loira e lhe lançar um sorriso vitorioso. O moreno assentiu à contragosto e saiu do quarto descendo às escadas apressado, saindo da república.

O moreno caminhou pelo Campus afim de se acalmar um pouco. Ele não sabia como, mas o ódio que sentia por Eddie Brock era muito grande, maior até do que o que sentia por Flash. E olha que só o conhecia a um dia.

Não era ciúmes de Gwen, disso ele tinha certeza. Era uma mistura de rancor por Brock querer o seu cargo como se fosse fácil arrancá-lo dele, e principalmente pelo jeito que ele o encarava. Como se fosse melhor e mais inteligente. Até parece.

Peter sentiu um impacto forte atingí-lo ao caminhar distraído. Quando estava prestes a xingar o desgraçado que colidira com ele, se calou imediatamente. Era Flash, e olha só, com seu parceiro Wade.

– Olha por onde anda Parker! — Disse Flash o empurrando.

– Foi mal — Disse Peter tentando se equilibrar para não cair.

– Mal é como o seu rosto vai ficar quando eu...

– Me bater e blá blá blá — Bufou o moreno — Vamos logo pra parte em que eu apanho e pronto — Disse de modo rude.

– Oh... — Sorriu Flash — Hoje o Parker acordou com o pé esquerdo, foi?

– Eu não to nem um pouco a fim de conversar com você, até porque eu já to sentindo meu QI abaixando....

Flash agarrou a gola da camiseta de Peter com violência. Ele odiava quando o menor o zoava por ser mais inteligente.

– Ou, ou! Parou, valeu? — Disse Wade ficando entre os dois — Depois a gente se fala Flash.

– Não gosto que ande com esse idiota — Grunhiu o loiro.

– Depois a gente tem a nossa DR — Disse Wade puxando o braço de Peter e começando a se afastar.

Peter sacudia o próprio braço tentando se soltar enquanto Wade o arrastava para longe de Flash.

– Me solta!

– Qual o seu problema?! — Exclamou Wade — Não tem amor à vida?

– No momento eu não estou nem um pouco ligando para o que Flash vai ou não fazer com a minha cara.

– Ainda tá bravo por causa de ontém?

– Não.

– Então o que foi?

– Não é da sua conta — Respondeu Peter se soltando enfim do loiro.

– Achei que fôssemos amigos.

– Isso não lhe dá o direito de saber tudo sobre o que acontece comigo.

– Mas eu quero saber.

Peter deu um longo suspiro observando a expressão decidida de Wade.

– Você não vai me deixar em paz, não é?

– Pode crer que não — Sorriu o loiro.

– Vamos — Disse Peter.

Wade seguiu o moreno até o Vórtex, onde Peter abriu a porta dando passagem para que ele entrasse primeiro.

– Peter, é você? — Disse uma voz vinda da cozinha.

– É! — Respondeu o moreno fechando a porta atrás de si.

Ian foi até a sala descontraído enquanto segurava um pacote de salgadinhos na mão.

– Você viu o... — Ian paralisou ao ver Wade, deixando o pacote cair no chão — Loki?

– Não — Respondeu Peter.

– Cara, você é enorme! — Disse impressionado — Quanto tem de altura?

Wade encolheu os ombros ao observar Ian chegando mais perto e o encarando abobalhado.

– Não sei, 1,80 por aí...

– Legal — Sorriu abobado — E você tem mesmo alucinações? — Indagou visivelmente curioso.

– Contou pra ele?

– Foi o Thor, não tive nada a ver com isso — Disse o moreno erguendo as mãos — E para de ser inconveniente Ian. Vamos Wade.

O loiro seguiu Peter para o andar de cima sem olhar para trás. Sabia que Ian ainda o encarava igual a um retardado. Peter abriu a porta do quarto e Wade o reconheceu sendo o dele pela última vez que havia entrado ali como Deadpool.

– E então?

– Foi o Brock — Disse Peter sentando-se na própria cama — Gwen faltou hoje e eu fui ver como ela estava, e aquele imbecil estava lá.

– Você cismou mesmo com ele — Riu Wade — Parece até eu com o Harry — Mas o loiro fechou a cara logo que juntou os fatos — Tá com ciúmes dele, Petey? Gosta da Gwen?

– Eu? Nem pensar. Eu só não consigo engolir o cara. Não gosto dele e pronto.

Wade se sentou ao lado de Peter entrelaçando os próprios dedos e pousando as mãos em cima do joelho enquanto Peter continuava a dizer o quanto Eddie Brock era um idiota.

– Você não pode fazer nada Petey.

– É claro que eu posso! Posso conseguir as fotos do Deadpool e acabar com ele.

– Tá, mas e aí? Ele ainda vai continuar sendo o namorado da Gwen. Vai continuar fazendo parte da sua vida.

– Ah, muito obrigado pela ajuda — Disse o moreno num tom irônico.

– Só to sendo sincero — Disse o loiro dando de ombros.

– Posso acabar com esse namoro.

– Faria isso? — Indagou Wade surpreso.

– Não — Gemeu o moreno.

– Deixa esse cara pra lá.

– É fácil falar. Não é ele quem tá pegando sua melhor amiga.

– Olha... — Disse Wade num tom pensativo.

Peter riu pegando seu travesseiro e jogando na cara de Wade.

– Já disse que eu não tenho nada com o Harry!

– Prove — Sorriu o loiro.

– Ah, tá. Essa é a hora em que eu deveria fazer o quê? Te beijar? — Desdenhou o moreno.

Wade assentiu sorrindo maliciosamente e se aproximando de Peter até que seus lábios encontrassem com os dele.

Peter correspondeu ao beijo por alguns segundos até que um momento de lucidez — ou de loucura — o fez empurrar de leve o peito de Wade quebrando a calorosa aproximação. Mas Peter desviou seu olhar da boca convidativa do loiro para observar o olhar confuso que Wade lhe lançava. Aquilo fora o combustível para que o moreno agarrasse a nuca do loiro e voltasse a beijá-lo.

Wade sentiu uma dor invadir seu estômago, mas era uma dor boa. Mais parecida com um sentimento de esperança e nervosismo. O loiro correspondeu ao beijo de Peter se arrepiando quando o menor acariciava seu braço.

Peter não conseguia parar mais de beijá-lo, era extremamente difícil, ainda mais quando Wade se atrevia a passar a mão por baixo de sua camiseta. Peter sentia que podia explodir, ou perder a cabeça, o que viesse primeiro.

Wade retirou vagarosamente o casaco que Peter vestia conseguindo tocar com mais facilidade as costas do moreno por cima da fina camiseta. Ele sentiu Peter arranhar a sua cintura e morder seu lábio inferior o fazendo sorrir. O loiro interrompeu o beijo para tirar a própria camiseta fazendo Peter perder o fôlego.

Peter não havia percebido da primeira vez já que estava com a cabeça muito cheia por causa de Brock e as fotos de Deadpool, mas Wade tinha cicatrizes pelo corpo. O abdômen e o peito haviam leves riscos na pele com a intenção de parecem defeituosos, mas Peter não achava aquilo. O moreno passeou sua mão direita por cada uma delas sentindo-as.

Wade estava inseguro e nervoso. Peter observava suas cicatrizes com um olhar estranho, ele não conseguia decifrar. Não dava para decifrar, mas antes que Peter pensasse em desistir daquelas carícias, o loiro o tirou dos devaneios com suas cicatrizes e o deitou na cama, ficando por cima e voltando a beijá-lo.

O moreno não contestou passeando suas mãos pelos fios loiros de Wade e pelas costas nuas dele onde podia sentir mais cicatrizes gravadas.

O loiro também não fazia cerimônias passeando suas mãos pelo corpo de Peter, até que atreveu-se a ir mais além e abaixar a mão direita até o membro do menor por cima da calça fazendo Peter arfar entre o beijo.

Os dois estavam tão entretidos no que faziam que não haviam ouvido a porta do quarto se abrir e um estupefato Harry os observar paralisado.

– Caramba, hein! A coisa tá boa aí

Peter se levantou de imediato assustado em ouvir a voz de Harry, e Wade foi ao chão tanto pelo susto quanto por Peter que os levantou bruscamente o fazendo perder o equilíbrio.

– Wade! Você está bem? — Indagou Peter.

O loiro se sentou no chão meio zonzo por bater com a cabeça na parede, mas assentiu.

Harry riu da situação achando tudo muito divertido.

– E aí, posso entrar na festa?

– Não! — Disseram os dois em uníssono.

– Nossa — Disse Harry com falsa mágoa — Que desfeita.

– Tá fazendo o quê aqui? — Indagou Peter meio emburrado.

– O quarto também é meu, valeu? E eu só vim conversar. Ian me disse que você já tinha chegado.

– E não fez o favor de acrescentar que Wade também estava?

– Não — Disse Harry dando de ombros.

Wade se levantou do chão voltando a se sentar na cama.

– O que foi afinal? — Indagou o moreno.

Harry observou Wade por alguns segundos analisando-o.

– Dá pra se vestir? Tá me distraindo.

Peter revirou os olhos e Wade pronunciou um "oh" se tocando de que ainda estava sem camisa, colocando-a de volta.

– É até bom que o Wilson esteja aqui, preciso mesmo de uma ajuda de alguém de dentro.

– Ãhn...? — Indagou Wade confuso.

– Ele quer saber do Sam — Esclareceu Peter.

– Ah... Acho que ele te odeia — Disse Wade indiferente.

– Sério? — Disse Harry encolhendo os ombros.

– Mas ele também gosta de você.

– Especifique — Disse Peter.

– Ele te acha interessante, mas não dá ouvidos à essa opinião, entende?

– Não — Disse Harry — Eu não entendo! Por quê ele faz isso?

– Não sei.

– Ele pode ter medo de se envolver e sair machucado — Disse Peter pensativo — Ou, ele já sofreu algo semelhante.

– Então eu não tenho a menor chance, é isso?

– Você gosta mesmo dele? — Indagou Wade desconfiado.

– Talvez, sei lá! Como eu vou saber se ele não deixa eu me aproximar?

– Segue ele, até te dar ouvidos — Disse Wade como se a solução fosse óbvia.

– Diz isso por experiência própria? — Indagou Harry dando um sorriso malicioso para os dois.

Peter desviou o olhar sentindo suas bochechas esquentarem.

– Exatamente.

– Wade!

– O quê, ué?

Harry riu tentando conter a gargalhada.

Wade enfiou a mão nos bolsos à procura de algo que Harry ouviu ser uma chave. O loiro a pegou e lhe entregou.

– É a chave da Aesir. Vai lá e diz que é cortesia de Wade Wilson.

– Ele vai te matar — Disse Harry surpreso.

– Vai nada, eu sei correr dele.

– Correr pra quê? Olha o seu tamanho — Disse Peter.

– Diz isso pros livros dele — Disse Wade.

– Você é demais! — Disse Harry de modo empolgado — Eu te beijaria! Mas o Peter pode fazer isso por mim, né?

Peter pegou o travesseiro da cama de Harry pronto para atacá-lo, mas Harry foi mais rápido saindo do quarto à gargalhadas.

– Ele é um pesadelo — Resmungou Peter.

– Até que ele é legal.

– Ah, agora acha ele legal? — Indagou Peter contrariado.

– Esquece isso. Onde é que a gente estava mesmo...?

– Wade — Peter pôs a mão no peito do loiro o impedindo de prosseguir e voltar a beijá-lo — Chega.

O loiro suspirou cruzando os braços e se jogando na cama.

– Estraga prazeres — Bufou.

Peter deu um riso nazal. Era a segunda vez que ouvia aquilo num dia.

oOo

Harry estava na frente da Aesir esperando alguns minutos antes de entrar. Na verdade era puro nervosismo, Sam podia atacá-lo ou coisa do tipo se entrasse do nada na república, mas ele já estava ali. Tinha que prosseguir.

"Qual é, é só chamá-lo pra sair!" Encorajava-se.

Harry colocou a chave na fechadura girando-a enfim e abrindo a porta. Tudo lá dentro parecia silencioso. Ele adentrou a casa e fechou a porta atrás de si vendo que não havia ninguém na sala.

– Olá?! — Disse Harry tentando chamar a atenção de quem quer que fosse.

Ele foi até a cozinha não encontrando ninguém.

– Sam?!

Ninguém respondeu.

– Tá legal...

Harry subiu às escadas chegando ao andar de cima. Todas as portas se encontravam abertas, e ele começava a achar que não havia ninguém ali, até ver Sam sair de seu quarto descalço e distraído com um livro na mão.

– Oi?

– AH! — Gritou Sam erguendo seu livro para se defender do intruso.

– Não, não, não...! — Disse Harry tentando acalmá-lo — Sou eu...

– Como entrou aqui?! — Indagou Sam ainda com o livro erguido.

– Ãhn... Cortesia de Wade Wilson...?

Sam fechou ainda mais a cara — o que Harry pensava ser impossível — e se viu correndo atrás de Harry pela república com o livro na mão como se fosse um assassino, enquanto Harry gritava apavorado descendo as escadas de dois em dois.

– Calma! Calma! — Dizia Harry enfim parando de correr e esperando que o outro o alcançasse.

Sam impulsionou o livro na direção de Harry, mas ele desviou do golpe com maestria agarrando suas mãos e o fazendo largar o livro.

– Que tipo de pessoa sanguinária você é? — Riu Harry o jogando no sofá e o encurralando.

– O que é que você quer aqui?

– Ah, podia ter perguntado isso antes de tentar me matar!

– Te matar é mais divertido — Respondeu o moreno num tom sombrio de divertimento.

– À vontade — Disse Harry sarcástico — Eu só vim perguntar se você tá afim de sair.

– Sair...?

– Sim.

– Com você?

– Exatamente. Tipo um encontro, essas coisas.

– Não gosto de encontros — Respondeu Sam sério.

– Okay, então vamos só sair, topa?

– Não.

Harry largou o moreno meio surpreso, ele sabia que podia muito bem receber um não, mas ouvir ainda era frustrante.

– Por quê?

Sam fechou os olhos dando um longo suspiro. Apesar da feição desolada de Harry, ele não cederia, ele sabia como aquilo funcionava.

– Eu não quero. Não sou idiota, Osborn.

– Isso tudo é orgulho? — Indagou Harry arqueando a sobrancelha.

– É sim — Afirmou — Eu aprendi a ter, sabe? Então eu sugiro que vá procurar outro para enganar porque eu não sou mais estúpido.

– Tá falando do quê? — Indagou Harry confuso.

– De você! Desse seu jogo sujo! Me diz, por quê você sairia comigo?

– Sei lá, você é uma pessoa interessante.

– Que resposta medíocre — Disse o moreno balançando a cabeça em negação.

– Qual o seu problema?!

– Sai daqui Harry, já teve sua resposta. Não vai conseguir o que quer.

– Ah, não?

Harry se aproximou bruscamente de Sam o puxando pela cintura e roubando-lhe um beijo.

Sam perdeu o equilíbrio achando que cairia com tudo no sofá, mas Harry o segurou não o deixando partir o beijo. Sam sentia a língua de Harry percorrer desesperada pela sua boca tirando-lhe o fôlego e fazendo seu peito arder.

Harry queria colocá-lo sob o sofá, arrancar as roupas dele, tocá-lo e comandar tudo, porém só aquele beijo era mais que o suficiente para a cabeça de Sam aceitar, e assim Harry separou seus lábios dos dele, virou de costas e saiu da república.

Sam sentou-se no sofá tentando recuperar o fôlego e principalmente, tentando não pensar. Sua consciência não lhe perdoaria por ceder.

Minutos depois, Sam abriu os olhos ao ouvir o barulho da porta. Havia acabado cochilando ali mesmo.

– Hey Sammy!

Sam coçou os olhos se levantando com dificuldade por conta da preguiça.

– Você! — Disse em tom acusatório.

Wade fechou a porta com o pé e passou por Sam saindo em disparada para o andar de cima.

– Não tinha o direito de fazer isso Wade! — Gritava o moreno o seguindo sem muito sucesso. Wade já havia se trancado no próprio quarto quando ele alcançara o começo do corredor.

– Desculpa! — Disse o loiro do outro lado.

Sam deu um soco na porta de Wade e voltou para o próprio quarto sem dizer uma palavra.

Notas finais
Não tenham raiva do Sam, ele tem razões pra ser assim