Crazy Bout' You
12 Capítulo 12 - Sweet Nothing
Notas iniciais
– Espera... — Dizia Sam tentando se livrar do desconhecido sem muito sucesso — Espera aí! — Exclamou impaciente.
O desconhecido grunhiu o soltando por fim.
– O que é? — Indagou Harry impaciente, porém ele levou as mãos à boca logo em seguida se xingando pelo deslize.
– Oh não... — Disse Sam desamarrando o lenço de seus olhos com pressa.
Harry deu um passo para trás receoso, e Sam retirou a venda o encarando com uma fúria iminente.
– Eu sabia que era você! — Disse em tom acusatório.
– Sabia? — Indagou Harry confuso — Sabia como?
– Você está com gosto de whisky, e você praticamente tomou conta da área onde tinha whisky.
– Traído pelo próprio whisky — Disse Harry balançando a cabeça em negação.
– O que deu em você pra vir até aqui? — Indagou Sam em descrença.
– Tony — Suspirou.
– Aquele intrometido — Pigarreou o moreno.
– Bem que você estava gostando — Comentou Harry como quem não quer nada.
– Cala a boca — Resmungou Sam — Argh! Não acredito que fiquei com você! É um pesadelo.
– Que calúnia, quem é que estava gemendo por mais uns minutos atrás?
– Ora seu...
Sam tentou empurrar Harry, mas tudo o que conseguiu foi ser segurado pelas duas mãos do maior que o prensou contra a parede o impedindo de se soltar.
– Me... Solta!
– Se você não parar de frescura eu vou fazer pior — Disse Harry ameaçadoramente.
Sam encarava Harry com total raiva se sentindo idiota por ter aceitado aquela loucura toda.
– Que droga White, dá pra relaxar? Tá tudo girando — Disse Harry afrouxando o aperto e passando a mão na própria cabeça — Porcaria de whisky.
Sam bufou parando de se mexer e olhando para a porta onde a música alta parecia divertir à todos do outro lado.
– Já não passou sete minutos? — Indagou o menor ficando nervoso.
– Acredito que sim — Disse Harry indo até a porta e começando a bater — Tem alguém aí?! Hogun!
– Hogun! — Gritou Sam desesperado.
Ninguém os ouviu.
– Ah, que maravilha — Suspirou Sam sarcástico — E agora?
– Agora a gente espera — Harry deu de ombros.
– Nem pensar — Reclamou o moreno pegando seu celular do bolso e discando o número de Hogun.
O celular do asiático apenas chamava assim como o de Wade.
– Mas que droga! Tenta o seu.
– Deixei em casa — Disse Harry.
– Você é mesmo um inútil.
– E você é um amor de pessoa — Ironizou Harry.
– Babaca.
– Olha, quer saber? Eu não entrei nessa porcaria de cubículo pra te ouvir, e sim para outras coisas.
Sam olhou para os lados nervoso enquanto Harry novamente se aproximava dele com um olhar nada virtuoso.
– Nem mais um passo Osborn — Disse Sam pousando sua mão no peito de Harry para pará-lo.
Harry deu um sorriso malicioso agarrando as duas mãos de Sam e as prendendo de cada lado dele sob a parede fria.
– Vocês nerds são sempre tensos demais — Sussurrou Harry no ouvido do moreno.
Sam sentiu seu coração acelerar em nervosismo e medo. Era completamente diferente estar a mercê de Harry sem aquela venda em seus olhos agora que sabia quem ele era.
Harry pressionou seus lábios aos de Sam sem cerimônias invadindo a boca dele com sua língua. O menor se debateu tentando se soltar, porém as tentativas eram em vão, Harry era bem mais forte que ele.
– Quieto — Resmungou Harry pressionando os corpos para mais contato.
Sam segurou um gemido quando Harry se esfregou nele.
– É bom não esconder nada de mim — Sussurrou Harry com um sorriso de canto se esfregando em Sam com mais intensidade.
– Vai... Se... Foder!
Harry capturou os lábios de Sam mais uma vez mordiscando-os e passando a língua com agilidade.
– Vou testar uma coisa em você — Disse Harry num tom sério — Fica quietinho.
– O-O que você... — Sam olhava incrédulo para o maior que abaixava sua calça sem nenhuma cerimônia — Tira a mão daí! — Exclamou quando Harry tocou em sua cueca.
Harry revirou os olhos impaciente e empurrou Sam pelos ombros contra a parede.
– Vamos entrar num acordo, sim? Eu faço as coisas e você cala essa sua boca e fica bem paradinho. Garanto que o mais beneficiado aqui será você.
– O que você vai fazer? — Indagou o moreno.
– Te dar outro presentinho — Respondeu Harry se abaixando e ficando de joelhos.
Sam franziu o cenho assustado quando Harry abaixou sua cueca assim como sua calça até os pés e segurou seu membro. Por quê ele não fazia nada? Nem ele sabia, estava paralisado demais pra dar uma joelhada ou um soco em Harry.
Harry começou massageando o membro adormecido de Sam até que ele ficasse semi ereto. O menor mantinha a boca entreaberta soltando alguns sons baixos enquanto a cabeça pousava na parede.
– Oh, meu Deus... — Arfou Sam ao sentir lábios cobrirem seu membro. A boca quente de Harry lubrificava-o facilitando movimentos de vai e vem que o maior fazia.
Harry percorria sua língua sob a glande de Sam fazendo movimentos circulares ali enquanto sua boca cobria o resto do membro até o fim. Os gemidos contidos de Sam se transformavam em gemidos ensandecidos e ele se remexia pedindo por mais.
Harry retirou o membro de sua boca olhando para cima e contemplado o rosto rubro de Sam. Ele sorriu satisfeito com o que viu e tornou a sugá-lo com mais rapidez.
Sam gemeu alto e fincou os dedos nos cabelos castanhos claros de Harry enquanto ele o chupava com mais pressa, mais rápido, mais duro.
– A-aah...!
Sam sentiu o êxtase tomar conta de seu corpo e seu membro despejar o gozo nos lábios avermelhados de Harry que engoliu tudo. Sam suspirou cansado sentindo suas pernas tremerem, mas abaixou-se mesmo assim voltando a vestir-se devidamente.
A maçaneta da porta da salinha começava a girar assustando os dois que haviam se esquecido de que estavam trancados. Os rostos de Hogun e Tony foram as primeiras coisas que viram, e Sam sentiu uma grande vontade de matar os dois.
– A culpa é toda dele! — Disse Hogun apontando para Tony — Ele não me deixou abrir quando deu sete minutos.
– Eu dei uma rodada bônus, ué — Disse Tony dando de ombros.
Sam bufou enraivecido empurrando os dois ao sair dali.
– Parece que não deu certo — Disse Hogun.
– Ah, deu sim — Disse Tony sorridente — Isso aí na sua boca é gozo, Harry? — Indagou cínico.
Harry arregalou os olhos limpando a própria boca de qualquer jeito com as costas das mãos.
– Argh — Enojou-se Hogun balançando a cabeça em negação e voltando para a festa.
– Sempre botei em fé em você, está de parabéns — Disse Tony dando tapinhas no ombro de Harry.
oOo
Peter não se deu ao trabalho de procurar Wade no meio de toda aquela gente dançando. Ele precisava de um lugar menos barulhento para pensar.
O moreno adentrou à república ouvindo gemidos vindos da sala onde Harry e Sam estavam trancados e não pôde deixar de rir. Harry não perdia tempo.
Ele começou a fazer uma ronda pela república subindo às escadas e sentindo o doce som do silêncio. Não o silêncio de fato, mas o som da música eletrônica era drasticamente abafado dali de cima.
Peter pensou em ir ao banheiro para ver como estava o seu estado até aquele momento, mas um quarto chamou sua atenção. A luz estava acesa e a porta aberta. Peter atreveu-se a espiar lá dentro, mas não tinha ninguém, apenas duas camas. Uma estava perfeitamente arrumada, porém a outra se encontrava um completo caos.
Havia uma pilha de roupas em cima dela e uma caixa de bombons aberta ao lado.
"Os bombons do Tony"
Peter sentiu a ansiedade surgir ao chegar à conclusão de que aquela era a cama de Wade. É claro que era, estava um caos feito a cabeça dele.
O moreno entrou no quarto chegando mais perto da bagunça e notando algo reluzente no meio de tudo aquilo. Aquelas roupas eram na maioria em tons pastéis, as únicas cores que se destacavam ali eram o azul de uma camiseta, o verde de outra e o preto e vermelho de uma em particular que parecia estar sendo enterrada por todas.
Peter sabia que roupa era aquela.
– Petey? — Disse uma voz familiar vinda detrás dele.
Peter se virou devagar encontrando Wade parado na porta do quarto. Por alguma ironia ele usava calça e camiseta preta com uma blusa de frio vermelha por cima.
– Tá fazendo o quê aqui?
– Estava muito barulhento lá embaixo — Disse Peter.
– Ah, está mesmo. Eu quase enlouqueci com toda aquela gente junta — Disse Wade descontraído.
O loiro se sentou na cama arrumada ficando de frente para o moreno.
Peter observou Wade por alguns instantes pensativo. Estava tão óbvio todo aquele tempo que ele começou a se sentir um idiota. É óbvio que ele era o Deadpool. As cicatrizes, o cabelo loiro, a altura, a voz e principalmente a boca. A única parte do corpo que Deadpool mostrava frequentemente.
– Você tá legal? — Indagou Wade franzindo o cenho.
– Estou ótimo — Disse Peter indiferente — Nunca me senti melhor, ainda mais agora que eu finalmente descobri uma coisa que eu queria muito saber.
Wade arqueou a sobrancelha confuso.
– Do que está falando Petey?
– Petey — Repetiu o moreno rindo em seguida — Você é mesmo bem esperto, um apelido pra cada ocasião.
Wade mudou sua expressão confusa para uma de medo. Ele não podia ter descoberto...
Peter se virou para a pilha de roupas na cama de Wade pegando aquela em particular e a puxando com força.
Wade se levantou alarmado observando Peter com um sorriso vitorioso segurando o seu traje.
– Então você não estuda em Columbia, não é mesmo Deadpool? — Disse Peter sarcástico.
– Como... Como você...?
– Eu soube hoje que você tinha esquizofrenia, foi só juntar as coisas.
– Sabia que não devia ter dito sobre mim! — Emburrou-se o loiro.
– Por quê não queria que eu soubesse quem você é? Qual a diferença afinal? — Indagou Peter confuso.
– Você trabalha naquele jornal. E eu... — Suspirou — Eu não queria que você soubesse que eu sou louco.
– Wade, acho que você não entendeu a parte na qual eu não me importo.
– Para de dizer isso! — Exclamou Wade fazendo Peter dar um pulo de susto — Acha que eu não sei que isso tudo é pena?! Eu conheço muito bem esse olhar!
– Que olhar? Agora sim você ficou maluco. Eu não tenho pena, eu não sentiria isso por você, eu sei exatamente como é! Ou você acha que eu não recebi esse tipo de tratamento quando meu tio morreu?
Wade virou de costas cruzando os braços.
– Mesmo assim ainda tô com raiva de você. Eu não queria que você soubesse disso agora.
– Deixe de ser ridículo — Disse o menor revirando os olhos.
– Ridículo é você.
– Certo. Somos dois ridículos, está melhor agora?
– Não — Repondeu Wade por pura birra.
Peter suspirou impaciente colocando o traje na cama. Ele olhou para o chão vendo que havia deixado cair a máscara e se abaixou para pegá-la. Era estranho vê-la finalmente sem um rosto por trás dela.
– Será que cabe em mim? — Perguntou colocando-a na própria cabeça — Seria legal descer lá embaixo com isso.
– Nem pensar! — Disse Wade se virando de frente para Peter.
– É brincadeira — Riu o moreno — Só disse isso pra você parar de birra. Nossa... É muito quente aqui dentro, como você aguenta?
Wade tirou a máscara do rosto de Peter, pegou o seu traje e o guardou dentro do armário antes que mais alguém visse.
– Você vai dizer para alguém?
– Não. Você não confia mesmo em mim, não é?
– Só to confirmando — Deu de ombros.
– Sei... Então eu vou indo... — Disse Peter.
– Já vai embora? Mas ainda nem cortaram o bolo.
– E tem bolo? — Indagou Peter sarcástico — Achei que o aniversário fosse só uma desculpa pra fazer farra.
– Também — Assumiu o loiro — Mas eu obriguei o Hogun a comprar um bolo.
– Eu não gosto muito de festas, acho melhor eu ir — Disse Peter indo em direção à porta, mas Wade foi atrás dele.
– Hã-hã baby boy, você vai ficar. Vamos, cadê aquele seu amigo esnobe?
– Trancado numa salinha com o aniversariante — Suspirou Peter.
– É o quê?! — Exclamou Wade chocado — O Sammy?
– O próprio. Tony e Hogun armaram pra eles. Agora eles estão se agarrando lá embaixo na salinha de produtos de limpeza.
– Se agarrando...?
Wade deu uma gargalhada ainda surpreso. Era difícil imaginar Sam com o Osborn.
– Não acredito que o Sammy caiu na dele — Disse ainda rindo.
– Não vejo porquê não, Harry é um cara legal.
Wade parou de rir fechando a cara na hora.
– Então é por isso que quer ir embora? Tá com ciúmes dele?
– O quê?
– Gosta do Osborn?
– Não — Respondeu Peter achando a pergunta absurda.
– Não me convenceu — Disse Wade arqueando a sobrancelha.
– Eu não tenho que te convencer de nada — Disse Peter começando a andar.
Wade saiu do quarto seguindo Peter até as escadas. O moreno desceu às pressas tentando se afastar do loiro, mas Wade era mais rápido.
– Para de me seguir! — Exclamou Peter quando já estava fora da república.
– Para de ser chato e fica! Aliás, me surpreende que logo você quem vive me pedindo que eu diga a verdade não assume logo. Você tá caidinho pelo Osborn, não é? — Disse Wade num tom acusador.
– Eu NÃO gosto do Harry! Ele é meu amigo, caramba. E isso nem é da sua conta.
– Se somos amigos mesmo, é sim.
– Não. Não é!
– Então você só abre seus segredos pra ele? — Provocou o loiro.
– Wade, qual o seu problema?
Wade fechou os olhos pondos as mãos na cabeça.
"Eu tenho que parar com isso!"
– Wade...?
"Que droga tá acontecendo comigo?"
– Wade! — Exclamou Peter estralando o dedo perto do rosto do maior.
– O quê? — Disse Wade voltando a si.
– Peter! — Disse Harry indo em direção aos dois.
Wade cruzou os braços fitando Harry com certa raiva. Ele tinha de chegar logo naquele instante?
Peter olhou para Wade atentamente para depois dar atenção à Harry.
– Algum de vocês viu o Sam?
– Não — Respondeu o loiro de modo rude.
Harry arqueou a sobrancelha olhando para Wade desconfiado.
– Estou atrapalhando alguma coisa?
– Não — Respondeu Peter — Você não estava com ele?
– Hogun e Tony nos tiraram de lá e ele sumiu.
– Talvez ele tenha ido pro quarto dele — Palpitou Peter.
– Não — Disse Wade olhando para um canto distante deles três — Ele tá ali — Apontou para a mesa de bebidas.
– Valeu — Disse Harry se afastando dos dois.
Peter desviou seu olhar de Harry voltando a dar atenção ao loiro. Ele parecia meio atordoado, provavelmente pela estranha atitude de poucos minutos.
– Desculpe Petey — Suspirou arrependido — Eu só não quero que você vá.
Peter não sabia o por quê, mas sentiu suas bochechas esquentarem.
– Certo, e o que você sugere?
Wade deu de ombros. Ele também não sentia vontade alguma de ficar lá fora no meio daquela gente.
– Tem sorvete de flocos na geladeira — Disse o loiro.
– Agora você falou a minha língua — Sorriu Peter.
oOo
Na mesa de bebidas Harry observava um pouco atônito a quantidade de álcool que Sam ingeria.
– Ah, qual é, eu não sou tão ruim assim — Disse Harry.
– Cai fora Osborn — Disse Sam virando mais um copo de whisky.
– Sam para com isso — Disse Harry num tom sério — Você é obviamente mal acostumado a beber, essa quantidade de álcool vai acabar com você.
– A festa 'hic' é minha! — Respondeu o moreno visivelmente bêbado.
– Exatamente, olha o mau exemplo — Disse Harry tomando o copo das mãos de Sam e colocando em cima da mesa.
– Ei! — Protestou Sam.
Harry não disse nada, apenas se abaixou e segurou com firmeza as pernas de Sam o erguendo do chão e carregando-o pela festa.
– Me solta! — Gritava Sam batendo nas costas do maior e chamando a atenção de alguns convidados no processo.
– É isso aí Osborn! Tem que impôr limites! — Gritou Tony dando gargalhadas.
– Você ficou louco? — Disse Hogun se aproximando de Harry.
– Ele ia beber até sofrer uma overdose se eu deixasse — Justificou-se — Onde fica o quarto dele?
– Segunda porta à esquerda — Respondeu Hogun.
Harry entrou na casa com um furioso Sam que continuava a bater em suas costas. Ele deu um pulo fazendo Sam sofrer uma pequena colisão contra seu ombro direito, o que fez o moreno ficar meio enjoado e parar. Harry sorriu subindo às escadas e entrando no quarto do moreno.
O quarto de Sam estava muito bem arrumado. Tinha um armário e uma cômoda ao lado da cama, um quarto normal, mas o que chamava a atenção nele era uma prateleira perto da cama cheia de livros. Tão cheia que haviam livros até mesmo no topo dela.
Harry jogou Sam na cama que gemeu com a ação repentina.
– Acho que eu vou morrer — Gemeu Sam se encolhendo no colchão.
– É... — Sorriu Harry — Feliz aniversário — Disse sarcástico.
– Cala a boca — Gemeu o moreno.
– Caramba, até bêbado você é chato — Disse Harry se deitando na cama ao lado de Sam.
– O que você tá... Ah... Esquece — Desistiu o moreno. Ele estava muito mal para reclamar de qualquer coisa.
– O que você está sentindo? — Indagou Harry ficando de lado na cama, de frente para Sam.
– Tontura, enjôo e dor de cabeça também.
– Imagino — Riu divertido — Pelo menos no meu caso é só dor de cabeça mesmo.
– Bom pra você — Disse Sam tentando soar ríspido.
Harry tirou o óculos de Sam o colocando em cima da cômoda. Sam bocejou fazendo uma careta em seguida. Aquilo piorava a sua dor de cabeça.
– Se eu tivesse forças pra isso eu expulsava você daqui — Disse Sam fechando os olhos.
– Eu sei — Disse Harry com um sorriso de canto — Pena que não tem.
Sam abriu os olhos tentando inutilmente dar um tapa em Harry. Sua mão havia caído no meio do ato pousando sob o braço do maior.
Harry pousou a mão na bochecha de Sam se aproximando lentamente e selando seus lábios aos dele. Sam parecia não resistir dando espaço para a língua de Harry que aproveitava a entrega do outro. Ele sabia que aquilo só estava acontecendo porque Sam estava bêbado, mas mesmo assim se sentiu vitorioso pelo moreno não estar tentando empurrá-lo ou algo do tipo.
Quando Harry finalizou o beijo, Sam não abriu os olhos. Apenas os manteu fechados se entregando por fim ao sono.
oOo
– Sua vez — Disse Wade com certa ansiedade.
Peter analisava o rosto do loiro com desconfiança, é claro que ele estava fingindo estar na melhor, o jogo estava no papo.
Os dois encontravam-se sentados na cama de Wade, com um pote de sorvete vazio e jogando baralho.
– Bati — Disse Peter pegando a carta que ele realmente precisava.
– O quê? — Indagou o loiro chocado — Isso não é justo!
– É claro que é — Riu Peter — Eu ganhei de novo.
– O que ele está fazendo aqui? — Disse uma voz grave e insatisfeita.
Peter nem se deu ao trabalho de olhar. É claro que era Flash.
– Estamos jogando baralho, quer jogar?
– Não — Respondeu Flash rudemente — Só vim avisar que vou passar a noite fora.
– Ta bom — Disse Wade.
Flash ficou uns segundos olhando para aquela cena desgostoso e saiu do quarto antes que fizesse alguma besteira.
– Ele te dá satisfações? — Indagou Peter surpreso.
– Ele só faz isso como aviso pra eu não fazer besteiras. Rick confia nele pra me manter fora de encrencas.
– Então ele faz um péssimo trabalho — Disse Peter se referindo a Deadpool.
– É — Concordou o loiro.
Peter juntou as cartas sem muita pressa, pensando em como Wade e Flash mantinham uma amizade. Era completamente insano na mente de Peter que Flash tivesse amigos de verdade.
– Por quê é amigo dele? — Peter se viu perguntando.
– Ele não é tão ruim assim — Disse Wade — É como você com o Osborn.
Peter entendeu que não tinha muita explicação para aquilo. Ele não gostava e Flash e Wade não gostava de Harry.
"Ótimo começo" Pensou sarcástico.
– Wade... O que foi aquilo que aconteceu? Por quê você ficou daquele jeito por causa do Harry? — Indagou Peter curioso. Talvez Wade não quisesse falar sobre, mas ele tinha que tentar.
– Eu... Eu não sei — Respondeu o loiro confuso.
Peter viu a confusão nos olhos azuis de Wade. Ele estava com a cabeça baixa. Parecia atordoado e pensativo, olhando para o nada enquanto a mente dele trabalhava sem parar.
– Tudo bem, se você não sabe, não precisa responder.
Wade levantou a cabeça olhando para Peter com certa admiração. Peter era legal com ele, e tentava ser paciente. As pessoas normalmente sempre se irritavam e gritavam com ele, mas Peter se esforçava. Ele era inteligente e muito bonito. Wade gostava quando Peter usava o dedo indicador para arrumar o óculos do nariz, e quando ele ficava sem jeito com algumas de suas ações inconvenientes, quando ele sorria e principalmente quando ele dizia o seu nome. Era bom estar com ele sendo o Wade em vez do Deadpool.
– Terra chamando Wade — Dizia Peter balançando a mão direita no rosto do loiro para chamar a atenção dele.
– Oi? — Disse Wade distraído.
– No quê estava pensando?
– Em você.
– Em mim...?
– Ãhn... É, na hora em que você perder feio pra mim.
– Ah, sonha Wilson. Sonha que é de graça.
Wade sorriu embaralhando as cartas. Seria uma noite agradável aquela.
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