Crazy Bout' You

10 Capítulo 10 - The Truth


Notas iniciais
Heeey guys, eu passei a madrugada toda escrevendo esse capítulo então pd ser q ñ tenha ficado tão bom :/ E à leitora Abyssimiliard, eu gostei mto da sua ideia, mas não pude realizá-la pq senão o Wade teria mtos motivos para tendências psicopatas kkk espero q goste da minha versão ;) Boa leitura! ^^

Depois daquele dia com Deadpool, Peter percebeu que a relação entre eles estava mais amigável e mais firme. O mercenário parecia realmente feliz por Peter tê-lo confiado seu triste passado e as visitas de Deadpool passaram a aumentar, sendo agora todos os dias. Pelo menos era o que acontecia naquela semana.

Sexta-feira havia chegado mais rápido do que o moreno havia imaginado, e como toda sexta, os alunos enchiam o Campus e a quadra após as aulas para atividades ao ar livre e algo que os distraíssem um pouco dos estudos.

Peter ainda arrumava suas coisas na sala para sair. Gwen já havia ido embora e os corredores do prédio encontravam-se vazios.

O moreno saiu da sala andando distraído pelo corredor até ouvir risadas familiares perto dali. Peter sentiu vontade de socar a parede pelo seu azar, tantos lugares para ele ficar, e Flash decidira justamente se alojar no meio do corredor onde Peter precisava passar.

Peter respirou fundo e virou o corredor vendo que o loiro não estava sozinho. Ele ria junto com Mary Jane e alguns de seus capangas — ou amigos — seja lá como ele chamava. O moreno também percebeu Wade de pé com um balão na mão, e pelo que parecia ele era o motivo das risadas.

– Você é patético — Ria Flash balançando a cabeça em negação.

– E você é feio demais pra ela — Retrucou Wade apontando para Mary Jane que ria também.

Peter se segurou para não rir junto, pois a voz de Wade estava fina demais, ridícula demais. Foi aí que ele entendeu que o loiro estava sugando o gás hélio da bexiga.

– Oh, olha só quem vem ali — Disse Flash percebendo a presença de Peter — O seu protegido, Wade.

Mary Jane deu uma cotovelada em Flash reprovando o comportamento do namorado.

– Deixe ele em paz — Alertou a ruiva.

Peter suspirou preparando-se psicologicamente para passar por eles e não ficou nem um pouco surpreso quando Flash inesperadamente colocou o pé em seu caminho bem na hora em que ele estava prestes a passar por ele.

O moreno se desequilibrou um pouco, mas conseguiu não cair deixando cair no chão apenas sua mochila.

– Flash! — Repreendeu Mary Jane.

– O que foi? Eu não tenho culpa se ele não olha por onde anda — Disse Flash descaradamente fazendo com que seus dois capangas rissem maldosamente.

Wade pegou a mochila do chão devolvendo ao moreno que o observou de modo questionador.

– Vou embora antes que eu vomite — Disse Flash lançando um olhar raivoso para Wade.

Mary Jane apenas suspirou se levantando e seguindo o loiro, assim como os outros deixando Peter e Wade para trás.

Wade olhou para os lados nervoso, o corredor estava vazio agora. Ele sugou o ar da bexiga como se dependesse daquilo para sobreviver enquanto Peter o observava curioso.

– Por quê você me ajuda? — Indagou Peter.

– Por quê não? — Desconversou o loiro.

– Bem, deixe-me ver... — Respondeu Peter fingindo pensar — Talvez porque você seja amigo dele?

– Só porque somos amigos não quer dizer que eu concorde com as coisas que ele faz.

– Então por quê anda com ele? — Indagou Peter insistente.

Wade apenas deu de ombros deixando Peter um pouco frustrado. Era difícil levar aquela conversa a sério com a voz do loiro totalmente ridícula, falando nisso, lá estava ele sugando o gás hélio novamente.

– Quer? — Ofereceu Wade.

Peter arqueou a sobrancelha balançando a cabeça negativamente. Ele tinha duas teorias sobre Wade, apenas duas. Ou ele se fazia de maluco para chamar a atenção das pessoas ou ele realmente tinha algum problema mental.

– Por quê está fazendo isso? — Perguntou o moreno apontando para a bexiga.

– Gás hélio é bom — Sorriu o loiro débilmente.

Peter segurou uma risada, ele tinha que parar de achar aquela voz engraçada.

– Você tem algum problema, Wade? — Atreveu-se a perguntar.

O loiro fechou a cara no mesmo instante segurando a bexiga com força e fazendo-a estourar.

– Não Petey, eu sou tão normal quanto você — Disse por fim saindo dali à passos pesados.

Peter se sentiu um pouco culpado pela pergunta feita há pouco, mas a culpa não era dele se Wade se comportava de modo estranho. Já bastavam aquelas cicatrizes no rosto dele. Peter ficou uns segundos pensando nas estranhas ações de Wade para consigo. Ele era um rapaz muito curioso e num estranho impulso, Peter foi atrás de Wade correndo pelos corredores.

– Ei!

Wade olhou para trás um pouco eufórico em ver que Peter havia o seguido.

– O que foi?

– Por quê me deu a câmera? — Indagou Peter com um olhar questionador e curioso.

– Porque eu quis — Disse Wade como se aquilo fosse a resposta para tudo.

Peter suspirou não engolindo nem um pouco aquela resposta.

– Tem que ter um motivo — Disse cruzando os braços.

– Você é curioso demais — Desdenhou o loiro — Já te dei uma resposta.

– Não, não deu.

– Dei s-

Wade se calou no mesmo instante. Sua voz estava voltando ao normal, e ele não tinha outra bexiga ali.

– O que foi? — Indagou Peter.

– Nada — Disse Wade afinando a voz por ele mesmo — Acho que minha garganta tá doendo, preciso ir.

– Mas...

Porém, antes que Peter pudesse objetar, Wade já corria dali.

"Ah não, não vai me deixar sem resposta!" Pensou Peter seguindo o loiro na mesma velocidade.

– Droga — Praguejou Wade desacelerando os passos. O reitor estava há poucas distâncias observando-o correr pelos corredores com um garoto atrás dele.

– Sr. Wilson, devo repetir para o senhor que é terminantemente proibido correr pelos corredores? E isso também vale para o senhor, Sr. Parker.

Peter engoliu em seco alcançando o loiro e parando de correr na mesma hora fitando o reitor com medo de levar alguma advertência.

– Mas senhor, se isso se chama "corredor" certamente serviria para correr — Interviu Wade em mais uma de suas reflexões sobre as coisas.

Peter percebeu um sorriso disfarçado no rosto do reitor e soltou o ar um pouco mais aliviado.

– Boa observação, no entanto as regras ainda valem.

Wade apenas assentiu alcançando a saída do prédio e sentindo o calor do Campus.

– Vai ficar me seguindo por aí? — Indagou o loiro vendo que Peter ainda estava em seu encalço — Eu tenho compromissos.

– Certo — Disse o moreno por fim.

Wade suspirou observando o menor. Peter parecia mais interessado sobre o "porquê" de ele ter lhe dado a câmera do que sobre o tom familiar de sua voz, então ele respondeu por fim.

– Eu me senti culpado por ficar olhando e não fazer nada, por isso te dei a câmera.

Peter ainda considerava aquela resposta curiosa, mas se contentou com ela deixando que o loiro se afastasse sem ser seguido. De qualquer maneira, ele também tinha um compromisso.

oOo

– Isso é ridículo, ninguém me conhece, não preciso socializar — Resmungou Sam fazendo birra depois de sair de mais uma república de desconhecidos.

– Precisa sim — Disse Hogun — Você é o aniversariante, a festa é sua, as pessoas precisam saber sobre você.
– Não é mais fácil mandar um torpedo com a minha foto? Ou quem sabe uma solicitação de amizade no facebook? — Dizia Sam aliviado em ver a Aesir novamente, isso significava que já haviam passado por todas as repúblicas.

Resumindo a situação do moreno em poucas palavras. Hogun achou melhor ir de república em república avisar sobre a festa do que virtualmente só pelo fato dele, Sam, não ser apresentado devidamente para todo mundo.

– Hã-hã. Falta o Vórtex.

Sam olhou para a casa arroxeada sentindo náuseas precoces. Era ali onde vivia o meliante de sobrenome Osborn.

– Não, obrigado.

– Veeem! — Hogun puxou o braço de Sam o prendendo sob seu corpo antes que ele voltasse para a Aesir.

O asiático o conduziu até a porta tocando a campainha e esperando alguns segundos até um homem moreno, de camiseta preta do Black Sabbath e calça jeans atender.

– Hogun!

– Tony?! — Surpreendeu-se o moreno — Isso é real ou é um pesadelo?

– Hahahá, muito engraçado, muito espirituoso — Disse Stark revirando os olhos — O que você quer?

– O que você está fazendo aqui?

– Vim passar a semana aqui, e você?

– Eu vim avisar ao Loki que vou fazer uma festa amanhã.

– Opa! Festa? — Disse Tony mudando completamente sua expressão de indiferença — Entre.

Hogun e Sam trocaram olhares significativos rindo logo em seguida. Aconteceu àquilo em quase todas as repúblicas. Pessoas impacientes e ocupadas atendendo a porta, mas era só dizer a palavra "festa" que tudo ficava às mil maravilhas.

– Steve também está aqui, mas ele provavelmente está trancado no quarto falando com Bucky pela webcam, o açúcar daqueles dois é tão grande que eu tive de expulsá-lo da sala.

– E o Loki? — Indagou Hogun.

– Está na cozinha com o Ian e o Harry, vamos lá.

Sam fez uma careta nem um pouco a fim de socializar com as pessoas daquela república, mas como Hogun era mais forte, ele se viu sendo arrastado para o cômodo.

Loki e Ian amassavam uma massa extremamente grudenta com as mãos enquanto Harry estava apenas sentado numa cadeira apertando uma forminha contra a massa.

– Não me perguntem o que eles estão fazendo — Disse Tony.

– Já disse que são cookies — Suspirou Loki.

– Ah é? — Desdenhou Tony — Então cadê as gotas de chocolate?

– Ian esqueceu de comprar — Respondeu Loki dando de ombros.

– Isso era trabalho do Harry — Disse Ian tentando se defender.

– Eu só fiz compras num mercado uma vez na minha vida, não achei essas gotas que vocês tanto falam — Disse Harry não se dando ao trabalho de levantar a cabeça e olhar os visitantes, estava muito interessante mexer com as forminhas.

– Hogun — Cumprimentou Loki — A que devo a honra da visita?

– Ele veio nos convidar para uma festa — Disse Tony com empolgação.
– Já estava demorando... — Disse Loki.

– Vai ser uma festa de aniversário pro Sam — Disse Hogun dando tapinhas nas costas do amigo.

Harry levantou a cabeça finalmente notando a presença dos dois Aesires.

– Sam, hein? — Disse Tony dando um sorriso malicioso para Harry que desviou o olhar de imediato — Prazer em conhecê-lo.

– Igualmente — Disse o moreno apertando a mão de Tony.

– Vai ser amanhã à noite nos arredores da Aesir, quero uma coisa bem grande e alguma brincadeira pro nosso aniversariante.

– O quê? Você não disse...

– Relaxa Sammy, está tudo sob controle — Riu Hogun.

– Já disse pra não me chamar de Sammy — Respondeu entredentes.

– Ele é bem esquentadinho, né? — Provocou Tony.

– Você nem faz ideia — Disse Harry ganhando um olhar desafiador do moreno.

– Ele odeia que o chamem assim — Disse Hogun divertido — Mas eu não resisto.

– Você se aproveita da minha paciência — Disse Sam cruzando os braços — Você e o Wade.

– Então Sammy — Sorriu Tony ao perceber que o menor havia grunhido — Vai fazer quantos anos?

– Dezenove.

– Uma criança ainda — Disse Tony fazendo Harry segurar uma gargalhada.

Sam apertou os punhos sob o peito e trincou os dentes.

– Para com isso Tony — Disse Loki reprovando as provocações de Stark — E você — Apontou para Harry — Pára de rir.

– N-Não estou r-rindo — Disse Harry colocando a mão na boca para disfarçar — Até porquê a idade não importa quando se é intelectualmente avançado, não é mesmo Sammy? — Provocou.

– Pelo visto não, é só olhar para as suas provocações infantis pra notar a ignorância que exala de você — Disse Sam num tom venenoso.

– Você se acha muito espertinho, né?

– Há uma grande diferença entre se achar e ter certeza.

– Gostei dele! — Disse Tony.

– E de quem é o egocentrismo agora? — Disse Harry se levantando da cadeira.

– Continua sendo seu! Seu mimadinho — Disse Sam aumentando o tom de voz.

– Ei! Parou! — Disse Hogun se colocando entre os dois.

– O que diabos está acontecendo aqui? — Indagou Ian confuso.

– É o que eu quero saber também — Disse Loki.

– Eu tenho um palpite de alta dose de tensão sexual entre eles — Palpitou Tony.

– Não seja ridículo — Bufou Harry.

– Que absurdo — Disse Sam balançando a cabeça em negação.

– Acho melhor irmos então — Disse Hogun meio tenso — Estão convidados, ãhn... E Harry, eu sugiro que você vá usando um colete à prova de balas.

– À prova de bombas — Corrigiu Sam desvencilhando enfim dos braços de Hogun e saindo do Vórtex sem se despedir de ninguém.

Tony assobiou impressionado enquanto Hogun suspirou se despedindo e indo também.

– Ele é cativante — Disse Tony — Essa festa vai ser o máximo.

– Acho que eu não vou — Disse Harry voltando a se sentar na cadeira.

– Então é assim? Harry Osborn vai na festa do valentão e ainda dorme com a prima dele, mas um garoto de dezenove anos, ocludo e magricelo consegue amedrontá-lo? — Indagou Tony.

– Patético — Disse Ian.

Harry suspirou revirando os olhos. Eles tinham razão.

– Tá certo então, vocês venceram.

– É assim que se fala — Sorriu Stark vitorioso.

oOo

Peter e Deadpool dividiam uma porção de batatas-fritas com cheddar e bacon. O mercenário devorava tudo com pressa assustando algumas pessoas da lanchonete não só por seu apetite, mas pelo traje também, e quanto à Peter, bem, ele comia tranquilamente rindo das diversas reações dos clientes.

– Está assustando a clientela, daqui a pouco vão nos expulsar por chamar tanto a atenção.

– Issu é muintuo boum — Disse Deadpool com a boca cheia.

– É mesmo.

O mercenário tomou seu refrigerante olhando para Peter que dava uma risada discreta deixando-o curioso.

– Que foi?

– Aquele homem ali tá tirando uma foto sua — Disse apontando para um senhor na mesa de trás.

Deadpool olhou para trás fazendo sinal com os dedos e sorrindo para a foto. O senhor a tirou com um sorriso divertido no rosto e agradeceu levantando o polegar para ele.

– Isso não te incomoda mais? — Indagou Deadpool voltando a encher a boca de batatas.

– Como?

– As pessoas. Você não gostava quando as pessoas olhavam estranho pra mim quando estou com você.

– Ah... Não — Respondeu dando de ombros — Acho que me acostumei.

– Você parece aéreo hoje — Disse o mercenário estalando os dedos perto do rosto do moreno que olhava para o vazio pensativo — Aconteceu alguma coisa?

– Não, nada. Só um cara lá da faculdade. Ele me lembra você.

Deadpool congelou quase se engasgando com o refrigerante.

– O-o quê? Quem?

– Wade Wilson. Ele é bem esquisito, igual a você.

– Eu não sou esquisito — Bufou emburrado — Não me compare aos caras que estudam lá.

– Foi só uma observação — Disse Peter dando de ombros.

– Não interessa, não me compare mais à esse Wayne.

– É Wade — Riu o moreno.

– Tanto faz.

– Ta bom então, senhor estressadinho.

O mercenário mostrou a língua para Peter por pura birra fazendo o moreno revirar os olhos.

– Já notou que estamos ficando sem assunto? — Indagou Peter — Essa semana tudo o que fizemos foi sair pra comer e falar sobre as pessoas ao redor.

– Me diga então sobre você.

– Eu já te disse tudo sobre mim.

– Me fale sobre seus amigos. Desde quando os conhece?

– Desde o fundamental. Gwen e Harry são meus melhores amigos desde então.

– Ela é bonita, aquela Gwen.

– É, ela é. As pessoas sempre acharam que ficaríamos juntos. Até meus tios.

– Jura? — Indagou se remexendo no acento.

– Sim, mas é a coisa mais absurda, nós nunca nos vimos desse jeito que todos nos vêem. É mais fácil que ela fique com o Harry do que comigo, ele com certeza estaria interessado.

– Então ele é a fim dela? — Disse Deadpool cada vez mais curioso.

– Não. Ele só... É a fim de todo mundo — Riu — Até de mim ele já foi a fim!

– O quê?! — Exclamou o mercenário — Que ridículo.

– Ridículo por quê? — Indagou Peter se sentindo ofendido — Sou tão horrível assim?

– Não! Quer dizer... É claro que não, só é estranho. Vocês não tem nada a ver, sabe? Olhando como um casal.

– Hum.

– Ele parece uma má influência — Comentou.

– E você não é? — Retrucou o moreno.

– Touchê — Sorriu Deadpool.

– Você parece não gostar do Harry — Observou Peter.

– Ele parece ser um folgado, se quer saber.

– Ele é uma boa pessoa, só é mau compreendido. Todos pensam que ele não passa de um garoto mimado, mas ele tem seus próprios problemas. E não é como se fosse culpa dele ser um Osborn.

– Você parece conhecê-lo bem — Disse o mercenário se sentindo incomodado.

– Sim, contamos tudo um pro outro.

– Você conta sobre mim?

– Não. Ele entraria em pânico e te denunciaria — Riu Peter.

Deadpool tomou o último gole do refrigerante pensativo. Ele sentia algo muito forte naquele momento, algo beirado a inveja. Sim. Inveja da amizade deles. Peter defendia Harry com unhas e dentes e ele tinha inveja daquilo.

"Mas as coisas mudariam se eu contasse..."

– Não.

– O quê?

Peter o fitou confuso.

– Eu não posso baby boy — Suspirou — É muito doloroso. É... Mau.

– O que é mau? — Indagou Peter tentando encorajá-lo — Olha, eu não vou te julgar, eu te vi entregar um cara aparentemente inocente pra sabe-se lá quem. Eu te vi lutar com capangas de um provável criminoso e eu continuo aqui com você, do quê você tem medo?

Deadpool levou as mãos ao rosto num conflito interno. Peter estava certo, talvez ele não o julgasse, talvez ele entendesse.

– Está bem — Disse o mercenário completamente rendido — Eu vou contar.

Peter prendeu a respiração ansioso. Ele havia finalmente convencido Deadpool a falar sobre o passado. O mercenário respirava com dificuldade se preparando para contar e o moreno apenas o observava atento e curiosíssimo.

– Eu fui uma criança normal por aguns anos, poucos, mas os.melhores da minha vida — Começou — Minha mãe era linda. Tinha cabelos loiros, olhos azuis e uma voz calma. Ela era uma ótima cantora, sempre cantava pra mim antes de dormir e adorava me dar abraços, mesmo quando eu fazia algo errado tipo sujar a casa inteira de lama — Sorriu fracamente.

– Ela parecia ser boa.

– Ela era — Suspirou o mercenário — Mas quando completei cinco anos tudo mudou. Minha mãe morreu de câncer.

Peter ficou sem a fala. Aquilo era um destino cruel, para os dois. Mãe e filho.

– Eu não consegui suportar, fiquei revoltado, entende? Eu gritava todas os dias pra ela voltar, mas ela não voltou. Eu fiquei... Eu...

Peter depositou sua mão em cima da de Deadpool tentando acalmá-lo, o que parecia ter funcionado.

– Os vizinhos disseram que eu fiquei louco. Meu pai também achou isso. Nós nunca tivemos um vínculo forte, ele normalmente saía pra beber todas as noites. Eu sempre fui mais ligado à minha mãe. Mas ela me deixou, me deixou com ele.

– Não foi culpa dela.

– Eu sei que não, mas eu pensava assim na época, eu estava completamente fora de controle. Meu pai me odiava. Ele... Ele me batia.

Peter apertou a mão do mercenário ao ouvir tais palavras, chocado.

– Com cinco anos? — Indagou incrédulo.

– Sim — Assentiu — Eu não pude me defender por uns bons anos, era muito novo pra isso, tenho marcas até hoje.

Peter naquele momento olhou para a pele exposta, do queixo até o começo do nariz onde haviam algumas cicatrizes.

– Há cada ano ele se tornava mais violento, ele me espancava pra valer. Até que um dia eu fugi, morei nas ruas por um tempo, conheci uns caras e aprendi a lutar e me defender com eles. Depois disso eu voltei pra casa.

– E você voltou a apanhar?

– Nunca mais — Sorriu — Ele era forte, mas eu era um adolescente, já tinha uns músculos na época e meu pai já estava ficando velho e lento. A convivência não foi fácil, discutíamos todos os dias e eu sempre me segurava pra não acabar com ele de vez. Uma vez nossa briga foi tão feia que eu o agredi com uma garrafa, eu estava fora de controle.

Peter continuou calado esperando por mais, mas Deadpool se calou também.

– E depois? O que aconteceu com o seu pai?

– Ele se vingou de mim, me pôs pra fora de casa e disse que se eu voltasse ele me mataria.

– E vocês nunca mais se viram?

O mercenário balançou a cabeça negativamente cobrindo o rosto com as mãos.

– Eu fiz algo horrível — Choramingou.

Peter sentiu seu coração falhar uma batida com a vulnerabilidade de Deadpool. Ele parecia inconsolável.

– Não precisa dizer se não quiser.

– Não! Eu... Eu já cheguei até aqui, eu vou contar — Disse decidido — Eu o reencontrei por acaso num bar. Eu estava com uns amigos e ele bebendo numa mesa. Assim que ele me viu ele disse atrocidades de mim, eu fiquei nervoso, mas o que realmente me fez perder o senso foi quando ele xingou a minha mãe. Eu não queria sujar minhas mãos, então eu e meus amigos simulamos uma briga entre meu pai e uns caras mau encarados que estavam lá. Eles tinham fama de executar quem entrava no caminho deles se é que me entende.

Peter engoliu em seco assentindo.

– Dissemos à eles que meu pai havia os subestimado e eles foram pra cima do meu pai. Como ele já foi do exército, mesmo velho, meu pai não levava desaforo de ninguém e foi pra cima dos caras, foi aí que eles o mataram. Foi tudo minha culpa.

– Você... Você não tem culpa, você só...

– Eu só tenho problemas — Completou.

– Você é diagnosticado com alguma coisa, não é? — Indagou Peter desconfiado.

Deadpool apenas assentiu.

– Depois da morte de meu pai eu me meti com gente perigosa, eu fazia esse trabalho que faço agora, mas com gente realmente barra pesada, já fui parar na delegacia várias vezes.

– Imagino.

– Lá eu conheci o Rick, um policial que sempre me livrava das enrascadas, ele quem contratou uma terapeuta pra mim e graças à ele eu descobri que tenho esquizofrenia.

– É uma doença séria, você deve ter se tratado bastante.

Deadpool assentiu.

– Eu aprendi a me controlar o máximo que puder, iam me mandar pro juizado de menores, mas Rick conseguiu a minha guarda. Ele sempre se preocupou comigo.

– Então era dele aquela viatura? — Indagou Peter se lembrando do dia em que o mercenário aparecera com a misteriosa viatura.

– Era.

Os dois se viram presos à um silêncio desagradável onde Peter pensava sobre a injusta infância do mercenário, enquanto Deadpool esperava que há qualquer momento o moreno se levantasse e dissesse que aquela amizade não funcionaria e o deixasse ali sozinho.

– Já está pirando? — Indagou Deadpool impaciente.

– Rick sabe que você é um mercenário?

– É claro que não, ele me mataria. Eu procuro não me meter com gente realmente perigosa, mas mesmo assim ele nunca me deixaria fazer isso.

– Você deveria parar com isso então.
– Eu não quero parar, é o que eu sou, é a única coisa que eu sei fazer.

– Já cogitou uma universidade?

– Isso tá em andamento — Sorriu.

– Então um dia você vai parar, certo?

– Sim — Assentiu — Você... Não tem medo de mim?

– Não — Respondeu sincero — Você não é uma pessoa má.

– Como pode saber? Eu tenho mil personalidades — Disse num tom sombrio — Eu posso ser sério como to agora, posso ser avoado como fico geralmente, mas posso explodir e ser um assassino como fiz com meu pai.

– Eu... Você quer que eu me afaste de você?

– Não! Mas você devia! — Disse num tom aflito.

– Mas eu não vou — Disse Peter por fim — Caso encerrado.

– Você é maluco baby boy — Sorriu o mercenário.

– Devo ser — Disse Peter sorrindo de volta.

Notas finais
Guys, esses dias eu fiz um teste da mancha online e o bagulho disse que eu tenho esquizofrenia xD creindeuspai eu sou uma pessoa normal, flw? u.u Foi esse aq pra qm quiser fzr tbm, só ñ levem mto a sério kkk -> http://pt.what-character-are-you.com/m/pt/1389/0.html