Crazy Bout' You

26 Capítulo 26 - The Voices


Notas iniciais
Aeee galera! Já tô de volta :) E trago dois novos amiguinhos pervertidos cmg rsrs Boa leitura :D

– Gwen, o que foi?! — exclamou Harry correndo atrás da loira, que ficara pálida desde a ligação de Peter e simplesmente saiu correndo em direção ao prédio da universidade.

Eddie e Sam iam atrás dos dois, tão confusos quanto Harry.

– É o Peter! Alguma coisa aconteceu com ele!

Os quatro adentraram ao prédio, seguindo Gwen pelos corredores até chegarem em frente ao laboratório.

– Ele disse que estava aqui? — indagou Harry.

– Eu acho que ele desmaiou — disse Gwen abrindo a porta da sala, chocada com o que encontrara.

Peter estava inconsciente no chão, com o rosto roxo e sangrando, juntamente dos braços que evidenciavam hematomas preocupantes.

– Peter... — sussurrou Harry perplexo.

Gwen e Sam correram até Peter, fazendo-o levantar para carregá-lo, colocando os braços dele no ombro de cada um.

– Eu vou avisar a enfermeira — anunciou Eddie.

– Esquece a enfermeira! Olha o estado dele! A gente precisa levá-lo pro hospital! — disse Gwen, nervosa.

– Vamos no meu carro — disse Harry. — Vocês vão demorar demais levando ele assim, deixa comigo.

Harry apoiou o braço direito nas costas de Peter e o esquerdo nas pernas dele, impulsionando-as e o levando no colo.

Os quatro foram depressa até o estacionamento com Peter ainda inconsciente. Harry o acomodou no banco de trás junto a Eddie e Gwen, enquanto Sam e ele ficavam na frente. Harry deu a partida e foi para o hospital.

Sam ligou para Wade no caminho para o hospital, mas o loiro não atendia o telefone. Ele então ligou para Hogun pedindo que avisasse Wade o mais rápido possível sobre o ocorrido. Depois de várias regras de trânsito quebradas, Harry chegou ao hospital.

– Isso tá muito cheio — declarou Gwen aflita, observando a quantidade de pacientes esperando.

– Não interessa — disse Harry olhando para os lados. — Quero ver alguém impedir o Peter de ser atendido depois que a...

– Peter!

– ...tia May o ver nesse estado — completou.

May correu até Harry boquiaberta com o estado do sobrinho.

– O que aconteceu com ele?!

– Não sabemos — disse Harry.

– Ele levou uma surra — disse Sam -, do Flash.

– O quê?! — exclamou Gwen.

– Claro... — disse Harry pensativo.

May foi até uma sala, voltando com uma maca onde Harry deitou Peter.

– Vou levá-lo para um quarto.

– Ela é médica? — indagou Sam.

– Enfermeira — respondeu Harry.

– Que história é essa do Flash bater no Peter? Ele nunca deixou o Peter desse jeito, alguém pode me explicar? — questionava Gwen.

– O Flash é um imbecil! É isso que tá acontecendo! — disse Harry andando de um lado pro outro.

– Ele brigou com o Wade hoje e ameaçou mexer com o Peter — explicou Sam.

– Aquele... idiota! Eu vou garantir que ele seja expulso! — declarou Gwen.

– Gwen, se acalme — disse Eddie. — Quer que eu avise o reitor?

– Por favor — suspirou a loira.

Eddie assentiu, dando um selinho na namorada e saindo do hospital.

Uma hora depois, May estava de volta à recepção, onde Harry, Gwen e Sam ainda permaneciam por notícias de Peter.

– Ele vai ficar bem — disse May. — O médico disse que ele fraturou as costelas e há muitos hematomas internos, principalmente na região do estômago. Vai ser difícil pro Peter comer por alguns dias, mas ele vai ficar bem. As recomendações são de duas a três semanas de repouso absoluto.

– A gente vai cuidar dele — disse Gwen.

– Não sei... eu acho melhor ele ficar em casa, ele não vai poder ir às aulas mesmo.

– Não, May, você tem o seu trabalho, a gente cuida dele — falou Harry.

– Ele já acordou? — perguntou Sam.

– Ainda não — suspirou May. — Eu só queria entender o por quê desse garoto ter batido no meu sobrinho.

Harry e Gwen se entreolharam, preocupados. Peter não havia dito a tia May sobre sua homossexualidade.

Naquele instante um Wade preocupado chegara a recepção.

– Cadê ele? O que aconteceu com o Petey?!

– Wade, calma... — disse Sam pegando no ombro do loiro.

– Hogun disse que você não explicou o motivo dele ter parado aqui. O que aconteceu?!

– Não vou contar com você desse jeito, se acalma primeiro! — decretou Sam autoritário.

Wade pôs as mãos no rosto, impaciente. Contou até cinco tentando pelo menos fingir estar mais calmo e encarou Sam esperando por uma resposta.

– Pra falar a verdade só saberemos o que de fato aconteceu quando o Peter acordar, mas ao que tudo indica foi o Flash quem deu uma surra nele no laboratório.

Wade apertou os punhos, sentindo uma imensa vontade de voltar para a universidade e acertar suas contas com Flash.
Mas antes vinha Peter:

– Eu posso vê-lo? — indagou o loiro.

– Pode entrar visitas, May? — perguntou Gwen.

– Claro, mas tem que ser rápido.

– Onde fica a sala...? — começou Wade dando um passo para frente, sendo impedido de prosseguir por May.

– Alto lá, rapaz. Quem é você?

Wade arqueou a sobrancelha, confuso.

– Eu sou o nam...

– Ele é um amigo do Peter, da faculdade — interrompeu Harry.

– Ainda assim eu acho justo que você e a Gwen o vejam primeiro.

– Licença, mas quem é a senhora? — questionou Wade se sentindo um pouco ofendido.

– Ela é a tia do Peter — disse Harry com um olhar significativo para o loiro.

– Oh... a tia May — disse Wade entendendo tudo. — Já ouvi falar muito da senhora.

– Não tem problema, May. Eu acho que o Wade deveria vê-lo primeiro — disse Gwen.

– Sim, eu concordo — disse Harry.

May olhou confusa para eles, desistindo de entender o porquê da prioridade com aquele rapaz.

– Certo, me siga. — Wade caminhou nervoso pelo corredor do hospital, seguindo May até uma sala na metade do corredor onde ela abriu a porta com cautela, dando espaço para Wade entrar.

– Cinco minutos no máximo — avisou May fechando a porta e deixando Wade sozinho com Peter.

Wade chegou perto da cama onde Peter estava deitado, chocado com a aparência do menor. O rosto estava inchado, cheio de hematomas assim como os braços. Ele respirava mais fraco que o habitual, usando um aparelho nas narinas para ajudá-lo e ele nunca parecera tão vulnerável.

Wade ficou transtornado com aquela imagem de Peter. Era tudo culpa dele.

– Petey...

O loiro chegou mais perto do moreno, encaixando a própria mão por baixo da mão de Peter e entrelaçando os dedos. Wade sentiu um aperto enorme no coração e os olhos começarem a encher d'água.

– Ele vai se arrepender por isso — declarou Wade num tom sombrio.

Ver Peter daquele jeito havia sido demais para Wade, ele largou a mão do namorado e tocou nas partes inchadas de seu rosto com cuidado, começando a imaginar a cena covarde de Flash o espancando. Um súbito ódio o invadiu, um ódio que ele só sentiu quando olhava para o seu pai.

(Ele vai sangrar...)

[Não, ele vai morrer e depois ressucitar para o matarmos novamente!]

Wade sacudiu a cabeça, assustado.

– Vocês de novo não...

(Sentiu saudades, bonitão?)

[Ele é bem gostosinho, hein. Pena que esteja todo inchado.]

(Adoraria te ver em ação com ele...)

– Parem! — exclamou Wade levando as mãos na cabeça.

A porta da sala foi aberta, revelando uma May meio assustada.

– Aconteceu alguma coisa?

– N-Não — respondeu Wade enxugando uma lágrima do rosto.

May encarou Wade um tanto confusa com a reação do loiro.

– É Wade, não é?

O loiro assentiu, envergonhado em ter sido visto chorando.

– Tem alguma coisa que eu não sei sobre você e o Peter? — indagou May com seu sexto sentido aflorando.

– Acho que não devo ser eu a contá-la sobre isso — disse Wade passando por May e saindo da sala. — Eu volto depois pra ver se o Petey tá bem.

– Petey...? — perguntou-se May, confusa, enquanto observava Wade se afastar.

Sam observou Wade andando rapidamente em sua direção, provavelmente pronto para sair do hospital e ir atrás de Flash.

– Wade! — interrompeu Sam, ficando na frente do loiro. — Não faz isso, você vai ser expulso!

– E que escolha eu tenho?! Sammy, eu tô quase explodindo! — disse Wade passando a mão pelos próprios cabelos em nervosismo.

– Não faça isso na universidade, pelo menos — pediu Sam por fim, deixando Wade passar.

oOo

– Senhor Thompson, acho que deve saber o por quê de estar na minha sala.

– Sinceramente não — desconversou Flash, encarando o reitor com indiferença.

– O aluno Brock me alertou de que o senhor cometeu agressão física contra um aluno no laboratório, que por acaso é Peter Parker, o rapaz que o senhor diz odiar. Sabia que ele está no hospital neste instante?

– É? — indagou Flash se fazendo de bobo.

– Sr. Thompson, eu não tenho tempo para rodeios. Quando Peter acordar no hospital ele vai dizer quem o agrediu.

– Okay! — explodiu Flash. — Fui eu! Vai fazer o quê? Me expulsar?! Tente e eu coloco advogados na sua cola. Eu sei muito bem o número de agressões de estudantes da Aesir contra os do Vórtex que teve por aqui e o senhor não moveu um dedo! Isso tudo é favoritismo ou é porque Thor Aesir tem um pai rico que financia algumas coisas da universidade?

O reitor encarou Flash com desdém. Aquele rapaz era mesmo muito ousado.

– Não vou expulsá-lo Sr. Thompson, justamente pelas vezes em que já deixei casos como esse passarem. Até porque tem muito trabalho no refeitório e na cantina para ser feito. Punição é uma medida muito mais eficaz que uma simples expulsão. O senhor ficará três meses fazendo serviços para a universidade por agredir gravemente um estudante e por ser tão leviano.

– O quê?! Mas...

– O senhor já pode sair.

– Não vou aceitar isso!

– Eu posso subir a quantidade de meses se quiser...

Flash se levantou da cadeira, furioso, encarando o reitor com ódio e saindo da sala batendo a porta com força.

O loiro andava pelo Campus ainda furioso com o ocorrido. Era como se bater em Peter não fosse o suficiente, como se somente aqueles socos não bastassem para ele aguentar aquela punição. Flash queria ter batido o suficiente até fazer Peter se esquecer de quem era.

Flash saiu da universidade para esfriar a cabeça. Não tinha cabeça para ver Mary Jane e nenhum dos estudantes daquela universidade. Caminhou sem um rumo certo pela rua, até decidir procurar por um bom bar onde pudesse beber.

Flash passou em frente à uma rua vazia para chegar a uma avenida do outro lado. Era uma rua sem saída e aparentemente abandonada a julgar pelas casas muito velhas. Flash olhou de relance para a rua, jurando ter visto alguém parado o encarando e sua curiosidade gritou mais alto. Voltou para a rua, não encontrando ninguém. Ele coçou a cabeça confuso e decidiu entrar ali para verificar.

Tudo estava vazio e solitário; havia apenas um gato cinza de rua o encarando com os grandes olhos amarelos. Porém nada da pessoa estranha que havia visto. Flash se virou para sair daquela rua, mas levou um enorme susto ao ver o cara que estava parado o encarando há minutos atrás, na sua frente.

– V-Você não é aquele cara dos jornais...? — indagou Flash olhando assustado para a estranha máscara que ele usava.

– O mercenário assassino? O próprio — disse Deadpool agradecido pela primeira vez por aquela manchete tenebrosa sobre ele.

Flash arqueou a sobrancelha, cruzando os braços e tentando não demonstrar fraqueza.

– Você é mais ridículo do que eu pensava.

Deadpool agarrou a gola da blusa de Flash, o empurrando para trás com força, o desequilibrando.

– Você mexeu com o meu amigo hoje mais cedo, vim retribuir o favor.

Flash franziu o cenho, confuso com a declaração.

– O quê? O Parker é seu...?

– Cala a boca! — exclamou Deadpool desferindo um soco na boca de Flash, fazendo um filete de sangue surgir.

Flash tentou revidar o soco, mas Deadpool desviou dele, dando uma rasteira que fez Flash cair no chão.

– Gosta de bater em garotos indefesos? — questionava Deadpool enquanto chutava sem dó o estômago de Flash várias vezes. — HEIN?!

– Você é maluco?! — gritou Flash tentando várias vezes se levantar em vão. Os chutes eram muito fortes, principalmente pelo fato dos sapatos serem duros.

– Não viu nem metade da minha loucura — riu Deadpool em deboche.

(A gente podia tirar as calças dele...)

[Sim! E colocar um console no traseiro dele!]

– Calem a boca, eu é quem mando! — berrou Deadpool.

– O que...? — perguntou Flash confuso. Sua respiração entrava dolorosa e entrecortada, para depois sair antes do necessário.

– Fica na sua! — disse Deadpool dando mais um chute no loiro, dessa vez bem no rosto. — Você vai sofrer hoje, Thompson.

(Consooole!)

Flash se levantou com dificuldades, enxugando o sangue da boca.

Deadpool desviou do primeiro golpe, dando um giro e impulsionando o pé na barriga de Flash, fazendo-o perder o equilíbrio e tossir com o impacto. O mercenário aproveitou o momento para dar três socos no rosto de Flash e um gancho de direita no queixo.

Flash virou de costas para o mercenário, tentando se proteger, mas logo ele sentiu um chute nas costas que o fez dar de cara com o chão, quebrando seu nariz.

– Não parece mais tão valentão assim, não é? — comentou Deadpool virando o loiro com o pé, revelando o rosto encharcado de sangue de Flash.

– Chega... — ofegou Flash. — Você venceu...

– Você vai ficar bem longe do baby boy.

– Baby... quem?

– O Peter! — rosnou Deadpool fazendo Flash se arquear de susto. — Não quero te ver perto dele nunca mais.

– Quem... te mandou...?

– Wade tem amigos da prisão — disse o mercenário numa tentativa de assustar o loiro.

Flash se encolheu no chão, sentindo o corpo todo dolorido.

Deadpool mexeu no coldre de seu cinto, tirando a arma de dentro dele, se abaixando e a apontando para a cabeça de Flash.

– Não! Não faz isso! — implorou Flash, alarmado.

– Você ainda não me garantiu — disse Deadpool. — Eu não sou uma pessoa muito paciente, e admito que tô louco pra apertar o gatilho e ver seus miolos explodirem.

(Atira nele!)

[Só uma vez, vai...]

– Tudo bem! Eu prometo! Eu deixo ele em paz! — exclamou Flash.

– É bom mesmo, ou da próxima vez eu mato você — disse o mercenário guardando a arma de volta no coldre. Suas mãos estavam tremendo, mas não era por medo de pegar numa arma, e sim medo de puxar o gatilho. Ele teve uma insana vontade de fazer aquilo.

(Você é um fraco.)

[Devíamos tê-lo forçado a fazer, assim como quando matamos o nosso pai.]

Deadpool se levantou, saindo às pressas da rua, mas antes bateu a porta de uma das casas velhas onde segundos depois, uma velha senhora berrou assustada em ver Flash machucado no chão.

oOo

Peter abriu os olhos vagarosamente, sentindo seu corpo todo dolorido, a diferença é que seu estado parecia melhor do que da última vez que estava consciente.

– Peter...?

– Tia May? — perguntou Peter olhando para seu lado esquerdo, encontrando sua tia arrumando um aparelho. Foi então que ele percebeu estar num hospital. — Há quanto tempo...?

– Umas quatro horas — disse May. — Você só me arruma encrencas, hein? Por que é sempre esse Flash?

– Pergunte à ele — suspirou Peter, meio ofegante.

– Não fale muito, você precisa respirar — disse May acariciando os cabelos do sobrinho. — Bem, já que acordou vou trazer seus amigos para vê-lo, mas tente não se esforçar tanto.

Peter assentiu, vendo a tia sair do quarto de hospital. Ele passou a mão na região da barriga onde horas antes ele recebera uma série de socos. Ela ainda doía, mas parecia não ser nada grave.

Gwen, Harry e Sam entraram no quarto aliviados em ver Peter acordado.

– Droga Pet, você ainda vai me matar do coração — disse Harry. — Foi aquele imbecil do Flash, não foi?

– Foi — suspirou o moreno. — Ele me pegou desprevenido.

– Desprevenido? — repetiu Harry. — Ele ia acabar com você de qualquer jeito!

– Harry! — advertiu Gwen.

– O quê? Tô só avisando caso ele faça a idiotice de ir tirar satisfações depois.

– Acredito que o Wade vá fazer isso por ele — disse Sam.

– Wade? Ele esteve aqui? — indagou Peter preocupado. — Ele me viu desse jeito?

Os três assentiram, calados.

– Argh... — gemeu Peter — ele vai matar o Flash...

– Tomara — disse Harry. — Aquele cara podia ter te matado!

– Mas não matou, eu tô aqui e se o Wade fizer besteiras pode ser expulso! Ou voltar pra cadeia! — exaltou-se Peter, dando uma longa aspirada em seguida. Ele estava perdendo o ar.

– Calma Peter — pediu Gwen se aproximando da cama e pegando na mão do amigo. — O Wade vai ficar bem. Mas espera... você disse "voltar pra cadeia"?

– Argh... — choramingou Peter.

– Como assim? Ele já foi preso?

– Gwen, ele tem esquizofrenia, é óbvio que já rolou um deslize — disse Harry.

– Isso não justifica ir pra cadeia — disse a loira num tom autoritário.

– Parem com isso, vão acabar estressando o Peter — disse Sam.

– Valeu — agradeceu Peter.

– Mas fique tranquilo Pet, Brock foi avisar o reitor antes do Wade ter vindo vê-lo — informou Harry.

– Brock? — indagou Peter arqueando a sobrancelha, surpreso.

– Pra você ver como ele não é tão ruim assim — disse Gwen.

Peter deu uma leve bufada, meio contrariado, mas ele tinha que se conformar que Eddie Brock era o namorado de Gwen.

– Me desculpe, Gwen.

– Não precisa.

– Claro que precisa, eu briguei com você e você me salvou.

– E você achava que eu ia deixar você lá? Não importa se você foi rude comigo ou não concorda com as minhas escolhas, você é meu amigo e eu vou sempre estar do seu lado.

– Tocante — zombou Harry com um sorriso divertido.

– Cala a boca — disse Gwen dando um tapa na cabeça de Harry.

Peter riu, fazendo uma careta logo em seguida pela a dor no estômago.

– Quanto tempo eu vou ficar assim?

– Duas ou três semanas — disse Harry.

– O quê?! Eu vou pras aulas, né?

– Nem pensar — disse Gwen -, já fomos muito legais convencendo a May a te deixar no Vórtex, ela queria que você fosse pra sua casa.

– Argh...

– E isso não é tudo — disse Harry. — Você vai ter que conversar com ela sobre o Wade.

Peter suspirou imaginando uma longa conversa pela frente. Tinha ficado tão dentro do mundo de Wade que já havia se esquecido de que Rick não era o único responsável a merecer saber o que se passava.

oOo

Na república Aesir, Wade guardava sua roupa de Deadpool no armário de seu quarto, pegando em seguida seu celular e discando o número de Rick. Suas mãos tremiam um pouco e sua cabeça ainda estava cheia de pensamentos cruéis a respeito de Flash.

– Wade? — chamou o homem na outra linha. — Aconteceu alguma coisa?

– Elas voltaram Rick... as vozes voltaram. Eu tô com medo.

Notas finais
Segurem esse forninho! Ahuahua Acharam mesmo que eu ia me esquecer das típicas vozes da cabeça do Wade? Na na ni na não!