Crazy Bout' You
23 Capítulo 23 - In Stark Manor
Notas iniciais
Demorei um tanto pra aparecer, eu tive dificuldades pra fzr esse capítulo. Acho que a culpa foi dos meus acessos particulares. Ñ sei se vcs sabem, mas meu personagem preferido nessa fanfic é o Harry, e td q envolve esse ser me faz dar uns gritinhos sinistros aq hahshahzha. E esse capítulo é voltado pra Harry/Sam então já viram, né. Parava td hr d escrever pra dar meus ataques fangirl.
É isso kkkk
Espero q gostem
Boa leitura ;*
Os portões da indústria se abriram assim que ele anunciara seu nome. Seus passos eram lentos e cautelosos, ele olhava atentamente a arquitetura do local comparando aos da própria empresa. Os seguranças o olhavam com certa curiosidade, mas não ousaram manter o olhar por muito tempo. Na recepção, uma moça de cabelos ruivos lhe entregou um crachá de visitante onde ele o prendeu na camisa preta.
– Por aqui, senhor Osborn.A ruiva o levou até o elevador, onde apertou o botão do último andar, e, ao chegar, a porta da sala já se encontrava aberta para que ele adentrasse.– Sabia que ia me procurar — disse o homem sentado numa cadeira, de costas para a mesa, observando a bela paisagem da janela que ocupava uma parede inteira.Apesar de a janela clarear a sala com a luz de um final de tarde, ela permanecia escura por falta de uma luz acesa no local, e um tanto sombria com tantos equipamentos jogados pelo chão.– Preciso da sua ajuda.– É claro que precisa. Todos precisam do papai aqui.Harry olhou para os lados encontrando finalmente um interruptor onde pôde ligar a luz.– Apaga essa luz, eu to aproveitando o clima.– Dá pra olhar pra mim, Stark? — indagou Harry, impaciente.Tony bufou, finalmente virando sua cadeira para a mesa e encarando Harry.– Belo casaco — disse Tony.– Eu preciso de um lugar pra levar o Sam. O problema é que eu não posso ficar à vontade indo a restaurantes e correndo o risco de ter um paparazzi atrás de mim. Eles estão loucos pela minha falta de acompanhantes ultimamente.– Então o Sammy finalmente te deu uma chance? — questionou Tony, impressionado. — Parabéns.– Obrigado — sorriu Harry.– Já tentou a sua casa?– Meu pai, ele não faz nem ideia disso.– Então é bom contar logo.– Eu não quero falar agora, eu estou tentando adiar isso. Quer dizer, o Sam só foi me dar uma chance ontem, é muito cedo ainda.– Entendo. Peso demais pro Sam suportar agora — concordou Tony.– E então...? Tem alguma ideia?– Depende, você pretende transar com ele?– Bem que eu queria — suspirou -, mas não.Tony deu uma risadinha, divertido.– Ele te proibiu, foi?– Cala a boca — bufou Harry.Tony deu uma risada mais alta, pondo a mão sob a boca para parar.– Então passa lá em casa amanhã, por volta das 20:00. Eu e o Ryan vamos preparar o jantar. Quer dizer, ele né, porque eu não sei nem fritar um ovo. Meu pai está viajando, então a mansão é toda minha.– Jura? — indagou Harry, esperançoso. — Você é demais!– Eu sei — sorriu Tony, convencido.Naquele momento alguém entrara na sala ganhando a atenção dos dois.– Ah, Ryan. Lembra do Harry, né?– Claro, o dos "sete minutos no paraíso". — Riu o loiro.Harry apenas deu um sorrisinho discreto, mais interessado em observar o fato de que Ryan estava suado e apenas de regata branca com uma bermuda azul.– Ryan tá consertando umas coisas lá embaixo — explicou Tony fitando Harry, desconfiado.– Estou vendo.– Me avisa quando você parar de secar meu namorado pra gente continuar — disse Tony arqueando a sobrancelha.– Ãhn...? Eu não tô secando seu namorado.– É claro que não — disse Tony sarcástico.– Ah, tá. Eu tô secando seu namorado — rendeu-se Harry. — Vai me processar?– Imagina, eu posso até te convidar pra um ménage.– Duvido que o Sam aceite.– Ah, que bonitinho, já está pensando nele — zombou.– É, fazer o quê.– Vocês não têm um pingo de vergonha na cara — suspirou Ryan. — Enfim, eu trouxe esses papéis, você precisa...– Assinar — completou Tony. — É a única coisa que eu faço nessa droga de sala.– Não era você quem queria seu pai longe? Agora aguenta o serviço dele — disse Ryan dando de ombros.– Abusado — resmungou o moreno. — Ah, e amanhã o Harry vai levar o namorado pra jantar com a gente.– Ele não é meu namorado. Ainda.– Exatamente, ainda — concordou Tony.– Ótimo, vocês vão ficar pra dormir?– Pra mim tanto faz, eles não podem transar mesmo — riu Tony maldosamente.– Vai se ferrar — disse Harry cruzando os braços.Ryan não pôde conter uma risada nasal da situação de Harry.– Isso me lembra quando eu conheci o Tony. Eu enrolei ele também.– Ah, é...? — Indagou Harry abrindo um sorriso satisfeito — Bom saber. Me conta mais sobre isso.– Ele se mordia de raiva — riu Ryan.– Oh! Parou! — disse Tony, levantando-se. — Chega de falar da minha vida.Harry riu, querendo saber mais sobre aquilo, mas olhou para a janela e constatou que já estava escuro.– Infelizmente, já tenho que ir, mas eu ainda to bem curioso pra saber sobre o lance de vocês. Até amanhã.Tony apenas dignou-se a bufar e cruzar os braços enquanto Harry ia a caminho do elevador.– Você fecha esse bico amanhã! — resmungou Tony, dando um tapa no braço de Ryan, que mordeu o lábio inferior, segurando uma risada.
oOoApós as aulas de administração e o almoço, Harry foi até a república Aesir procurar por Sam. Ele não ainda não havia avisado o moreno sobre aquela noite, mas ele arriscou-se em avisar em cima da hora para Sam sentir-se obrigado a não fazer tal desfeita.Harry tocou a campainha da república sendo atendido por Hogun que estava com cara de poucos amigos.– Você tá bem, cara?– Não — resmungou o asiático. — Sabe o que é dormir no mesmo espaço que um idiota filho da mãe?– Quê?– Vou resumir pra você. Ou eu trocava de lugar com o Wade, ou teríamos a terceira guerra mundial.– Ah... mas por quê não deu quarto pro Flash então?– E deixar aquele imbecil ter um quarto só pra ele depois daquela cena ridícula de ontem? Nem pensar.– Entendo.– Pois é.– O Sam ta aí?– Tá no quarto dele — disse Hogun, abrindo caminho para que Harry entrasse. — Ele disse que te deu uma chance, boa sorte.– Valeu.Harry subiu às escadas de dois em dois degraus e logo chegou ao corredor onde todas as portas dos quartos se encontravam abertas. Todas, menos a de Sam. Harry prostrou-se em frente a ela e deu duas batidas.Sam, que anotava algumas coisas em seu caderno, tirou o fone dos ouvidos e levantou-se a contragosto de sua cama. O moreno abriu a porta e surpreendeu-se um pouco em ver Harry ali. Depois de aceitar dar-lhe uma chance os dois não haviam mais se falado. Para falar a verdade, Sam comeu seu almoço com certa pressa para poder ir embora logo, antes que Harry decidisse ir até a mesa Aesir. Ele não queria ter Flash e nem Hogun comentando sobre aquilo naquele momento.– Oi — disse Harry com uma voz um tanto tímida.Sam estreitou os olhos estranhando a atitude acanhada, mas pronunciou um "oi" antes de convidá-lo a entrar.Harry entrou no quarto observando mochilas, livros, um caderno e canetas espalhadas pela cama.– Caramba, você não para nunca, hein — disse Harry observando melhor os livros e reconhecendo um. Ele o pegou medindo o peso dele, deixando Sam curioso. — Lembro desse aqui voando na minha cabeça.Sam riu, pegando o livro de volta e o deixando na cama.– Bons momentos — disse o moreno em deboche.– Engraçadinho — disse Harry. — Eu vim te convidar para um jantar esta noite.– Se você disser que será aqui na universidade...– É claro que não é aqui.– Acho que você esqueceu o fato de ser famoso.– Ah, eu nunca me esqueço. Não posso te levar pra um restaurante e nem pra minha casa, então é por isso que jantaremos na mansão Stark.– Mansão Stark? — Riu Sam nervosamente. — Está falando de Tony Stark? Aquele maluco que fez a gente ficar quatorze minutos presos no meu próprio aniversário?– Ah, falando assim parece ruim...– E é!– Qual é Sam, ele viu potencial em nós dois juntos. Ele é legal.– Eu já li umas coisas bem absurdas sobre ele nas revistas.– Revistas são sensacionalistas, mas é, provavelmente ele fez tudo o que as revistas dizem. E daí? Isso não o torna melhor do que ele. Embora eu ache que você seja.Sam suspirou pondo as mãos sob o rosto.– Não me faça usar o plano B... — ameaçou Harry.– E qual seria, posso saber?Harry deu um sorriso um malicioso chegando perto de Sam, que tentava não rir do quanto Harry era previsível. Harry o enlaçou pela cintura juntando os lábios aos de Sam e começando um beijo calmo.Sam correspondeu, sendo o bom e velho passivo que ele geralmente era quando Harry o tomava daquele jeito, mas daquela vez seria diferente. Sam pôs as mãos sob a nuca de Harry e o empurrou até a parede mais próxima para a surpresa do outro.Harry arfou ao sentir os lábios do moreno descerem para o seu pescoço, enquanto as mãos dele passeavam por debaixo de sua camisa cinza. Harry gemeu ao sentir o toque dos dedos gelados de Sam em sua barriga, e ele acabara se vendo numa situação inversa ali.– O que você estava dizendo sobre um plano B...? — Indagou Sam no ouvido de Harry.– Eu sou todo seu — disse Harry jogando seus planos para o alto.Sam se afastou de Harry dando risadas. Aquilo pelo menos lhe serviu para saber o quanto Osborn parecia ligado a ele, e Sam gostou do resultado.– Escondeu o jogo todo esse tempo?– Não, na verdade eu tentei ser mais você. — Admitiu o moreno.– Eu sou uma ótima influência então. Mas isso não muda nada, é muita falta de educação recusar esse jantar.– Argh... — praguejou Sam.– Vamos, Sam. Por favor! — implorou.Sam deu um longo suspiro, assentindo em rendição.Harry ergueu os braços para cima em comemoração e se jogou na cama de Sam, praguejando ao sentir um livro bater contra suas costas.– Sério, dá uma parada por um tempo, isso é doentio.– Estudar não é tão ruim quanto parece — disse Sam se sentando na cama.– Claro que não, quando se está em aula.Sam revirou os olhos desistindo de argumentar.– Você é um preguiçoso.– Ah, é porque não me viu de manhã lá no Vórtex. Não sei como o Peter ainda tem paciência em tentar me acordar. Eu definitivamente não nasci pra acordar de manhã.– Eu acho a manhã ótima, não existe horário melhor.– De madrugada é melhor, principalmente quando se está de férias. — Disse Harry.– Imagino que isso signifique se embebedar a noite toda, fumar e ir pra balada.– Andou lendo sobre mim, né? — Indagou Harry arqueando a sobrancelha.– Nem preciso — riu o moreno.– Mas é mais ou menos isso mesmo. Você tem cara de quem nunca pisou numa balada.– E nem pretendo.– O que você faz da sua vida pra se divertir? — Indagou Harry.– Leio, tem coisa melhor?– Sim! — afirmou Harry, convicto. — Sair, socializar, beber, dançar... Viver!– Já vivi mais coisas que você só lendo, se quer saber.– Sam White, o que eu tô fazendo me metendo com você? — riu Harry.– É o que eu quero saber também.– Você tem sorte de ser bonito.– Tá aí uma coisa que eu também queria saber. Onde você vê tanta beleza em mim?– Ah não, não me diz que até de insegurança você sofre. Já se olhou no espelho?– Já, e tudo o que eu vejo é um cara magrelo, pálido, com um cabelo infernal que não aceita pentes e com um óculos que cobre a única parte em mim que eu gosto.– Fala sério, eu também não sou nenhum "senhor músculos" e nem tenho vocação pra "ser de alguém" passivamente falando. Então ser magro já é uma coisa que eu exijo de um cara. Ser pálido é bom, posso fazer umas boas marcas... — sorriu Harry ganhando um olhar severo de Sam. — Seu cabelo pra mim tá ótimo e eu costumo mesmo ter quedas por rapazes de óculos.– Acho que isso confirma minhas suspeitas de que você e o Peter já se relacionaram — falou Sam, curioso.– Não exatamente. Eu era afim dele há uns anos, mas nunca aconteceu nada demais. A gente só se pegou um dia. Mas voltando ao assunto, é a sua vez. O que acha de mim? Além do fato de eu ser um egocêntrico, filhinho de papai, exibicionista, cínico e tal.Sam sorriu, lembrando-se de quando o chamava daquele jeito.– Continua sendo — riu o moreno -, mas está melhorando.– Devo levar isso como um elogio?– Deve.– Tá, né.– Mas é como você disse. Você tem sorte de ser bonito.– E ao contrário de você eu concordo e assino embaixo. Eu sou um deus grego.Sam arqueou a sobrancelha o encarando com desdém.– Esqueceu de desumilde também. Mas essa conversa está sendo bem esclarecedora, acho que o que a gente tem aqui é só um dese...– Não é — interrompeu Harry. — Eu sei o que eu sinto, eu debocho, mas eu gosto de tudo em você.Sam não soube o que dizer depois daquilo. Limitou-se a baixar a cabeça e sentir suas bochechas esquentarem como nunca antes haviam esquentado, e ele podia jurar que até sua orelha estava vermelha naquele momento.Harry olhou para o moreno achando estranho o silêncio, e não pôde deixar de sorrir ao vê-lo naquele estado.– Você tá... vermelho?– Não.– Tá com vergonha — constatou Harry, sorrindo mais largamente.– Para com isso — resmungou Sam.Harry se sentou na cama, se aproximando de Sam e ficando do lado dele na ponta do colchão. Ele segurou no queixo de Sam o fazendo levantar a cabeça e olhar para ele.– Você fica ainda mais lindo com vergonha, sabia? — sussurrou Harry se aproximando ainda mais do moreno.Sam não suportou por muito tempo aquilo. Harry o encarava com óbvio desejo, e o olhar dele era sempre sedutor demais. Sam selou seus lábios aos dele começando um beijo lento. Era um beijo um pouco diferente dos outros que eles já deram; apesar do desejo, a intenção ali era disputar quem seduzia mais o outro.
Harry passou sua mão lentamente pela nuca de Sam, fazendo a ponta de seus dedos roçarem por entre os fios negros de Sam. Ele podia sentir o moreno se arrepiar com seus toques, o estimulando a perpassar sua língua contra a dele com mais ousadia, mais agilidade.Sam sentiu uma súbita vontade de deitar-se em sua cama e deixar Harry fazer o que quisesse com ele. Ele sentia um calor insuportável em seu baixo ventre, e se ele continuasse a deixar sua mente nublar-se daquele jeito, ele ficaria totalmente duro. Sam finalizou o beijo com muita relutância, tomando fôlego, enquanto Harry parecia um pouco desorientado.– Acho melhor eu ir, pra sua própria segurança. Não me responsabilizo pelos meus atos se eu ficar mais tempo aqui.Sam riu balançando a cabeça em concordância.– Não esquece, hein. Passo aqui às 19:30. Não precisa se vestir formalmente se não quiser, até por que só vai me provocar ainda mais.– O mesmo vale pra você — falou Sam.Harry sorriu, deu um selinho em Sam, levantando-se, e saiu do quarto em seguida.oOoSam se olhou no espelho, incerto. O relógio já marcava 19:25 e ele não sabia se sua roupa estava boa o bastante.Ele usava uma blusa xadrez nas cores azul e preta, uma camiseta branca sem estampa por baixo, uma calça jeans cinza e um All Star preto. Aquelas eram roupas que ele não usava há um tempo. Eram roupas daquele Sam do ensino médio que era apaixonado por Chris Daniels. O Sam que resolvera deixar tudo aquilo para trás agora usava roupas mais formais como terninhos e sapatos, ou só uma camiseta e um tênis normal mesmo, mas era tarde demais para mudar.Sam saiu de seu quarto e desceu às escadas bem na hora em que a campainha tocara. Flash atendeu a porta com sua carranca de sempre e Harry apenas desviou do loiro, ainda do lado de fora, acenando para o moreno. Sam se aproximou da porta e tirou o braço de Flash de seu caminho, ignorando o que o loiro dizia e saindo da república.Harry estava lindo. Ele usava um sobretudo preto por cima de uma camiseta cinza. A calça era jeans na cor marrom e os sapatos eram pretos.– Nunca te vi usando roupas assim — comentou Harry.– São antigas, na verdade.– Ótimo, está indo no rumo certo. Agora só falta deixar de ser arisco.– Eu tô sendo muito paciente com você, okay? — disse Sam contrariado.– Tô brincando — riu Harry, passando o braço em volta dos ombros do moreno. — Vamos.Harry havia levado Sam até a garagem da universidade, se aproximando de um Mustang cinza estacionado por ali. Harry pegou uma chave em seu bolso, rodando-a entre os dedos e apertando um botão, onde ligara o automóvel, fazendo os faróis acenderem.– Deixa eu adivinhar, esse é só um de seus inúmeros carros estacionados na garagem da sua mega mansão — zombou Sam.– Na verdade, não. Sempre tive preferência em ter um motorista, então eu só tenho uma Limusine e essa Mustang.– Só — repetiu Sam com uma risada fraca.– Você quer mesmo discutir o quanto eu sou mimado? — indagou Harry, arqueando a sobrancelha.– Claro que não, vamos.Harry sorriu, abrindo a porta do veículo para Sam, que entrou sentindo o cheiro de carro novo. Provavelmente Harry nem o usava muito. Depois que Harry entrou no veículo e deu a partida, os dois passaram o caminho discutindo sobre que música ouvir no caminho. Harry insistia em colocar algo moderno como Calvin Harris ou Bastille, mas em contrapartida, Sam defendia seu direito de visitante, exigindo um Pink Floyd ou Tv On The Radio. No final, os dois discutiram o caminho todo.– Satisfeito? Chegamos e nenhum ouviu nada — disse Harry.– Melhor do que ouvir essas músicas eletrônicas suas — rebateu Sam.– Mas sabe que são eletrônicas. — Sorriu Harry vitorioso.Sam abriu e fechou a boca algumas vezes, sem argumentos. O moreno bufou e cruzou os braços, derrotado.Harry alargou ainda mais o sorriso, abaixando o vidro do carro e apertando no interfone.– Tony, tá aí?– Pois não? — disse uma voz robótica do interfone.– É o Harry Osborn, marquei com o Tony de jantar hoje.– Olá, sr. Osborn, bem-vindo.– Valeu... e você é...?– Me chamo Jarvis, senhor — respondeu a voz. — Pode entrar.Os portões se abriram e Harry entrou com o carro, estacionando-o perto de um dos carros de Stark.– Aquilo foi meio sinistro, não é? — indagou Harry, referindo-se a voz.– Provavelmente é uma invenção maluca do Stark — disse Sam.Os dois saíram do automóvel, sendo recepcionados por um Tony Stark de regata preta, bermuda vermelha e chinelos.– E aí, casal! Desculpe as roupas, mas não deu pra trocar. Ryan não deixou, disse que eu fico mais humilde assim.– E ele tem... razão... — disse Harry, dando risadas junto de Sam, que pelo menos colocava as mãos na boca para contê-las.– É, riam mesmo, quando eu colocar pimenta no prato de vocês eu quero ver.Harry e Sam se calaram depois da ameaça, fazendo Tony dar um sorriso maldoso antes de enfim convidá-los a entrar. Os dois foram levados até a cozinha, onde Ryan parecia já fazer a sobremesa. O loiro vestia uma regata verde, uma bermuda branca, chinelos assim como Tony e um avental branco com os dizeres "sexy chef".– Eu quem comprei pra ele. — Sorriu Tony.– E não tá errado — disse Harry.– É — concordou Sam ,recebendo os olhares surpresos dos três. — Quer dizer... ah, foda-se, vocês me entenderam!– Caramba, Ryan, nem o santinho do White você deixou passar — falou Tony.– Eu não fiz nada — disse o loiro, dando de ombros enquanto tirava algo do forno.– Nem precisa — disse Harry se acomodando em um banco de frente ao balcão.– E toda aquela história de não gostar de músculos? — indagou Sam, sentando-se ao lado de Harry.– Olha pra ele, Sam — exigiu Harry, como se aquilo fosse a resposta para tudo. — O cara até cozinha. Mas não se preocupe, eu prefiro você.– Oh... já posso vomitar? — zombou Tony.– Deixa o cara, Tony — disse Ryan. — Ele tá indo bem.– Pois o casal vai ter de esperar. Vem, Harry, vou te mostrar o Jarvis — disse Tony.Harry desceu do banco para seguir Tony, mas parou ao ver que Sam permanecia na cozinha.– Você não vem?– Não, tô bem aqui.Harry apenas deu de ombros e voltou a seguir Stark.Ryan decorava o bolo que estava fazendo enquanto dava rápidas olhadas em Sam, que observava a cozinha bastante impressionado. Era mesmo enorme.– Aposto que não foi pra não se sentir intimidado com esse luxo todo, não é? — indagou o loiro.Sam voltou a prestar atenção em Ryan, encolhendo-se no banco e assentindo.– Tudo bem, eu também fiquei no começo. Não é fácil namorar um cara rico, acredite, mas vale a pena quando se ama.– Acontece que eu não sei se eu amo o Harry.– Tudo bem não saber, amor é uma palavra muito forte e vocês ainda estão começando.– Mas como eu vou saber? — questionou Sam exasperadamente. Não era uma pergunta feita diretamente para Ryan, e sim para ele mesmo. Era até irônico ele não saber considerando a quantidade de romances que já lera. Mas a vida real já era outra história, outro conto.– Talvez quando o dinheiro dele não te assustar mais, a fama e até mesmo os defeitos — disse Ryan por fim.– Talvez — concordou o moreno.Uns minutos depois, Harry e Tony já desciam as escadas, encontrando Sam e Ryan movendo a comida até a sala de jantar.– Vocês não servem nem pra ajudar — reclamou Ryan.– O que mais tem pra trazer? — indagou Tony.– Nada, já trouxemos tudo — respondeu o loiro. — Bem, sentem-se, rapazes, hoje a comida é totalmente australiana.– Adoro comida australiana — disse Harry.– Eu também — disse Tony de forma maliciosa, enquanto olhava para Ryan.– Se comporta, Tony — riu o loiro. — Bem, tem peixe frito com batatas, carne de carneiro com legumes, gravy e vinho. Pra quem não sabe, gravy é um molho. E, pra sobremesa, temos pavlova de morango, que é simplesmente um bolo com merengue.– Parece ótimo — disse Sam se acomodando à mesa.Os quatro se serviram e começaram a refeição, satisfeitos com o resultado.– Cara, você precisa cozinhar lá no Vórtex — disse Harry.– Já quer roubar meu cozinheiro, ladrãozinho?– Você roubou minha estagiária — Harry deu de ombros.– Gwen se daria muito bem comigo, pena que ela prefere sua Oscorp sem graça.– Ah, quer medir forças, é?– Parem de futilidades pelo menos por algumas horas — suspirou Sam meio impaciente.– Concordo plenamente — disse Ryan. — Argh, devia ter comprado vegemite, fica ótimo com batata.– Eca, você coloca na batata? — indagou Harry. — Aquilo é nojento até no pão.– Vegemite é a melhor coisa do mundo! — disse Ryan.– O que é vegemite? — perguntou Sam.– Ah, Meu Deus, Sam White não sabe de uma coisa que eu sei — disse Harry num tom divertido.– É uma pasta de levedo de cerveja, normalmente se usa em torradas e pães, mas o Ryan aqui resolveu dar um passo além da normalidade e coloca em batatas também — explicou Tony. Mas, falando sério, o negócio é azedo e salgado.– Tem gosto de remédio — disse Harry.– É muito bom — disse Ryan. — Eles não sabem o que dizem.– Acho que vou acreditar no Ryan, ele é o mais sensato de vocês.– Poxa, magoou — disse Harry em falso drama.– Vai achando, Sammy, Ryan é o mais perigoso dessa mesa — disse Tony.– Não sei do que você está falando, Tony, eu sou um cara direito agora.– Não era tanto quando te conheci.– Ah! Verdade! Continua aquela história de deixar o Tony na abstinência — disse Harry.– Não! — exclamou Tony. — Se você contar eu durmo em outro quarto.– Dou cinco minutos pra você voltar correndo pra cama — desdenhou Ryan.– Ryan Lanche!Sam quase cuspiu a comida, num impulso inevitável de dar risada. Já Harry assistia tudo com um sorriso no rosto.– Seu nome é Ryan Lanche? — indagou Sam numa tentativa falha de parecer indiferente.– Não! — exclamou Ryan dando um longo suspiro em seguida. — É Lachlan.– É quase lanche — disse Harry.– Pois é! — concordou Tony.– Prometeu que não ia me chamar assim na frente das pessoas — resmungou o loiro.– Você não me deu escolhas. Eu paro se você calar a boca.Ryan se rendeu, ficando calado para a frustração de Harry.– Vocês dois são umas figuras — disse Sam. — Sinceramente, eu te admiro por aguentar o Stark.– Ei! — protestou Tony. — Não zomba, não, esse é o seu futuro.– Nem o Harry é tão maluco como você.– Ui — riu Harry.– Então admite que ele faz parte do seu futuro.– O quê? Não, eu só...– Você podia muito bem ter dito que isso não aconteceria ou simplesmente deixado claro que não deixaria o Osborn ultrapassar qualquer linha, mas acabou defendendo o cara. — Sorriu Tony.– Eu dei uma chance pra ele, não foi?– Deu mesmo, é? Então que tal os dois ficarem para dormir? — indagou Stark.– Dormir...? — perguntou Sam, incerto.– Claro. Ou você tem medo de alguma coisa?– Tony — repreendeu Ryan.– Tudo bem — disse Sam.– Sério? — indagou Harry surpreso.– Só pra dormir — sorriu o moreno para Tony em desafio.– Ótimo! — disse Stark. — Vocês podem escolher um quarto, tem vários lá em cima — levantou-se Tony. — Vou tomar um banho. E se quiserem um ménage eu vou estar com o Ryan na última porta à direita.– Esse cara é demais — riu Harry.– Ele é doido, isso sim — disse Sam. — Sem ofensas, Ryan.– Não, tudo bem, eu ouço isso todos os dias das pessoas — riu. — Mas o Tony é um cara bom, ele só prefere mostrar isso só pra mim.– Parece bem legal, isso que vocês têm. O pai dele gosta de você? — indagou Harry.– Gosta até demais, mas eu soube conquistar o Howard. Mas não, ele nunca se acostuma com a ideia do Tony ser gay. Ele me trata mais como um segundo filho, acho que ele prefere imaginar que eu e Tony somos irmãos.– A imprensa ficou um bom tempo falando sobre vocês assim que saíram da universidade — disse Harry.– Tem medo da imprensa, né? A mídia é cruel, Harry, e de um jeito ou de outro, ela sempre vai te seguir. Ou você ri deles, ou é atacado por eles — disse Ryan se levantando da mesa. — Eu vou deixar vocês a sós agora. Boa noite.Os dois deram boa noite para Ryan, ficando em seguida num silêncio desconfortável.– Você não precisa continuar com isso — disse Sam.– Eu não vou desistir.– Você vai se destruir, Harry.– Sam, isso não tem a ver só com você. Se não der certo agora, existem outras vezes, ocasiões, outros caras. Eu não me importo com a mídia, foda-se ela, eu só tenho medo do meu pai e ele consequentemente tem medo da mídia.
Sam suspirou colocando as mãos sob o rosto e coçando os olhos por baixo do óculos.– Eu não sei nem como te confortar, minha mãe me aceitou numa boa. Ela nem tem do que reclamar, tem outros filhos pra serem héteros — zombou.Harry riu da piada infame.– E meu pai nem sabe, ele arranjou outra mulher, nem quer mais saber de mim ou dos meus irmãos, então pra mim foda-se a opinião dele.– Pois é — sorriu Harry fracamente -, você tem uma vida boa Sam, bem melhor do que a minha.– Nem tanto.– Daria tudo pra ter irmãos, ou ao menos uma mãe.Sam se calou após o desabafo de Harry.– Acho melhor irmos dormir — disse Harry.Sam assentiu, sendo o primeiro a se levantar. Harry levantou-se logo em seguida, indo atrás do moreno. Após chegarem ao andar de cima, abriram algumas portas à procura de um quarto confortável, todos pareciam ótimos e tinham camas de casal, mas os dois escolheram o do meio do lado esquerdo do corredor onde tinha a melhor vista da janela.Após tirarem blusas e calçados, os dois se jogaram na cama, sentindo-se ambos sobrecarregados. Mas não por causa do jantar, e sim da conversa.Sam virou de lado ficando de frente para Harry, que também ficou de frente para o moreno. Harry tirou os óculos de Sam, colocando-o em cima da cômoda ao lado e voltou a observá-lo.Sam levantou o braço esquerdo tocando sua mão sob a bochecha de Harry, fazendo movimentos circulares com o polegar naquela região. Harry fechou os olhos e logo em seguida sentiu os lábios quentes de Sam contra os seus. Ele sentiu um certo dejavú com aquela situação, mas não pensou muito, seus olhos começavam a pesar enquanto Sam o fazia encostar a cabeça sob o ombro dele e acariciar seus cabelos com os dedos pálidos, e em meio a todo aquele cuidado do moreno consigo, o sono finalmente o levou.
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