Crazy Bout' You
22 Capítulo 22 - Giving A Chance
Notas iniciais
HEEEY!
Gente, Age Of Ultron é AAAWESOME!
Q FILME É ESSE >< ♥
WANDA DIVA DMS
PIETRO LINDO, MARAVILHOSO, TD D BOM *U*
ULTRON ME DEIXA TE ADOTAR
ENFIM
Chega né, senão eu acabo soltando uns spoiler loko aq hahshahs
Ñ sei se esse capítulo ficou bom o suficiente, mas foi oq eu consegui escrever. Espero q gostem.
Boa leitura
Peter e Wade permaneciam parados no mesmo lugar enquanto a dupla no sofá continuava com o show.
Sam, apesar de estar perdido naquele beijo com Harry, não pôde deixar sua curiosidade em saber quem estava ali de lado. E aquela voz que ele havia escutado não era a de Wade? Sam abriu os olhos imediatamente separando seus lábios dos de Harry e finalmente observando quem havia chegado.– Wade?! — exclamou Sam confuso, afastando-se de Harry e sentindo suas bochechas esquentarem.Peter apenas observava a cara envergonhada do moreno e o semblante bobo de Harry que não tirava do rosto um sorriso débil. Com aquela reação de cada um, Peter só pôde deduzir uma coisa.– Acho que dessa vez o Harry quem foi beijado — disse Peter tentando segurar uma risada. Harry parecia um retardado de tão contente.– Eu vou embora — disse Sam se levantando do sofá.– Não! — exclamou Harry segurando a mão do menor. — Você não vai fugir dessa vez.– Eu... a gente vai... pra cozinha — disse Peter levando Wade consigo.A sala naquele momento nunca parecera tão escura e silenciosa. Os dois se encaravam de maneiras diferentes. Sam com certa vergonha da atitude tomada que contradizia todos os seus insultos a respeito do outro, e Harry que analisava a expressão do moreno com receio.– Você me beijou — disse Harry num tom defensivo, antes que Sam começasse a atacá-lo com palavras.– Argh... — gemeu Sam voltando a se sentar no sofá. — Não dá pra esquecer?– Por que complica tanto? — indagou Harry frustrado.– Na minha concepção, você é quem complica.– Fugir de mim só vai me fazer querer correr atrás de você.– E se eu ceder vai dar na mesma.– Pra você ver como não tem saída — sorriu Harry de modo vitorioso.– Não pode conseguir tudo o que quer. Eu não sou uma pessoa que você pode conseguir usando seu poder, como fez com aquele cara no dia que nos conhecemos.– É diferente, mas até que é bem colocado — disse Harry pensativo.Sam bufou indignado com o cinismo do outro.Harry podia ver a paciência de Sam se esgotando. Ele era orgulhoso demais para admitir o que sentia e aquilo era um problemão. Mas nada que Harry Osborn não pudesse resolver.Sam deu um passo para trás quando observou Harry se aproximar, mas seus passos eram exatamente onde Harry queria encurralá-lo, para a parede ao lado da entrada da cozinha.– Pare de besteira e admita logo.Sam deu um meio sorriso em deboche pelo tom autoritário do outro, mas Harry pareceu se irritar com seu gesto e chegou mais perto, fazendo com que o moreno fechasse seus olhos, certo de que Harry fosse beijá-lo. Mas o beijo não veio. Sam abriu os olhos devagar encontrando o rosto dele há milímetros do seu, era uma questão de movimentos em falso que separava sua boca da dele.– Te desafio a ficar onde está — sussurrou Harry com um de seus sorrisos mais maliciosos."Cretino"Sam não podia acreditar naquilo, tentou mexer seus braços, mas Harry logo os prendeu o imobilizando. Só podia ser brincadeira, ficar tão próximo dele daquele jeito sem poder fazer nada. Não que ele quisesse, é claro.Harry se atreveu a morder o lábio inferior de Sam para tentá-lo e ficou contente ao ouvir um ganido involuntário do moreno.Sam cerrou os olhos com a respiração descompassada. Ele não estava acostumado a ser tentado, na verdade ele nunca fora, ainda mais por um cara tão bonito feito o Harry. Ele estava prestes a ceder.Harry umedeceu os próprios lábios e aquilo foi o estopim para que Sam agarrasse com força a gola de sua camiseta e pressionasse os lábios aos seus com vontade. Harry apertou com força a cintura de Sam correspondendo ao beijo com afinco.Sam abriu os olhos assim que a boca de Harry desceu para o seu pescoço, e as mãos para a região do seu traseiro. Ele era mesmo um pervertido. Sam não pôde conter o riso à série de insultos que sua consciência se lembrava naquele momento sobre Harry.– O jantar já tá...! Pronto?Sam empurrou Harry assim que Loki apareceu em seu campo de visão observando chocado o estado em que eles se encontravam.– Muito obrigado — resmungou Harry sarcasticamente — Logo agora que eu tinha conseguido.Loki riu balançando a cabeça em negação.– Vão logo, depois vocês terminam isso.– Ah, se depender de mim... — disse Sam enquanto ia para a cozinha.Harry choramingou, levantando a cabeça para cima em frustração e implorando às forças superiores que Sam não fosse mais difícil.– Boa sorte — disse Loki dando dois tapinhas no ombro de Harry antes de voltar à cozinha.Harry deixou os ombros caírem e os seguiu para jantar.O jantar havia sido silencioso e um tanto incômodo. Principalmente pelo clima tenso entre Harry e Sam.– E então... — disse Loki tentando puxar assunto. — Já são um casal? indagou, referindo-se a Peter e Wade.– Praticamente — respondeu Wade.
– Praticamente? — questionou Peter curioso. — Desde quando avançamos tanto?– Desde sábado à noite — respondeu Wade com um sorriso malicioso.Peter riu tentando não cuspir a comida.– Tá bom, então.– Posso evidenciar minha profunda inveja de vocês? — indagou Harry, olhando para Sam logo em seguida.Loki deu uma leve tossida, enquanto Peter e Wade se calaram.O resto do jantar conseguiu ser muito mais incômodo que o começo, e Sam fez questão de comer o mais rápido possível para ir embora. Harry não tirava os olhos dele, o observava de um jeito um tanto quanto psicótico. Sam se perguntava o que era mais forte em Harry. A atração que sentia por ele, ou a raiva.– Loki, muito obrigado, estava ótimo — disse Sam se levantando.– Espera, ainda tem sobremesa se quiser.– Não, eu já estou cheio — disse olhando para Harry logo em seguida.Wade e Peter se entreolharam dando um suspiro conjunto. Sam saiu da cozinha deixando para trás um Harry inquieto.– Vai atrás dele — disse Loki.Harry se levantou imediatamente indo atrás de Sam que já abria a porta da república prestes a sair.– Sério, a gente precisa conversar sem esse seu maldito orgulho.– Amanhã, Harry, eu tô cansado. Só quero ir embora.Harry apenas assentiu respeitando o tempo do moreno. Ele precisava pensar mesmo, quem sabe não criava um pouco de juízo? Ou perdesse, se isso significasse dar-lhe uma chance.oOoPeter acordou com a respiração de alguém bem próxima. Ele abriu os olhos sentindo sua cabeça deitada em algo que não era um travesseiro. Levantou a cabeça, vendo Wade adormecido em sua cama com ele, praticamente em cima, e sorriu, lembrando-se do quanto o loiro implorou para dormir ali com ele depois do jantar.Peter se levantou com cuidado para fazer sua higiene pessoal e não se surpreendeu nem um pouco em encontrar Wade e Harry ainda dormindo quando voltou para o quarto.– Acordem! — disse Peter aumentando o tom de voz.Harry, é claro, não moveu um músculo, mas Wade abriu os olhos ainda sonolento enquanto processava onde estava.– Vai dormir, Petey... — resmungou o loiro se ajeitando na cama.– Não. Nós temos faculdade, esqueceu?Wade gemeu frustrado, ele queria dormir mais.– Acorda aí o Harry que eu já volto — disse o moreno saindo do quarto novamente.Wade virou a cabeça para o lado observando Harry que ressonava tranquilo na própria cama.– Acorda aí.Harry não se moveu.Wade suspirou tendo de se levantar por fim.– Acorda, conquistador — dizia o loiro, tocando no ombro de Harry e o sacudindo.– Hmm... me deixa, Peter — resmungou.– Não é o Petey, é o Wade.– Dane-se — respondeu Harry se ajeitando em sua cama.– Que grosseria, se você não acordar eu vou sentar na sua cara.– Quê? — indagou Harry abrindo os olhos meio alarmado.– Você tem três segundos pra levantar. Um...– Não, espera!– Dois...Harry franziu o cenho confuso e meio sonolento.– Três!Harry se sentou na cama, esquivando-se do loiro que sentou bem no lugar onde ele estava há pouco com a cabeça.– Já acordou? — perguntou Peter, que havia voltado para o quarto.– Peter, controla esse seu namorado aí, ele ia sentar na minha cara! — disse Harry indignado.– Ele não queria acordar — disse Wade, dando de ombros.– Boa ideia — riu Peter.Depois de um café regado à zoações de Peter e Wade sobre Harry, Wade voltou para a Aesir para se arrumar e pegar o material. Ele queria conversar com Sam a respeito de Harry, mas sentia que nada que ele dissesse mudaria alguma coisa, e ele tinha mais na cabeça com o que se preocupar. Na tarde anterior, ele havia ligado para Hogun e pedido que providenciasse uma coisa para ele, e depois de explicar suas intenções, totalmente de acordo, o moreno resolveu lhe ajudar. Aquele seria um grande dia.Na aula de engenharia, Wade mal conseguia prestar atenção. Sua sorte era que a aula era teórica e ele poderia pegar o caderno de alguém depois.– Você não dormiu na república — comentou Flash, enquanto anotava em seu caderno.– É, eu dormi com o Petey.Flash olhou para Wade com um semblante indignado. Indignado pela falsidade do loiro.– Como tem coragem de dizer isso para mim? Sabe que eu odeio o Parker!– Você perguntou — disse Wade dando de ombros. — Não vou deixar o Petey só porque você não gosta dele, e nem por isso precisa ser tão idiota comigo.– O idiota aqui é você! — exclamou Flash.Wade recolheu suas coisas da mesa perto de Flash e saiu em busca da mais distante. Ele não iria estragar seu dia, logo aquele dia, nem pensar.Quando a aula acabou, Wade guardou suas coisas com certa pressa. Ele olhou na direção de Flash, que já estava com o material arrumado indo em direção à porta e parando por ali. Wade deu um suspiro tentando se controlar. Quando o loiro colocou a mochila nas costas, pronto para passar pela porta, Flash o impediu de prosseguir.– Você podia conseguir coisa melhor, sabia? Tem uma centena de garotas por aqui. Mary Jane conhece muitas gatas das Artes Cênicas. Não era pra ser assim.– Era pra ser como? Eu e você contra o Petey? Aquela covardia que você fez com a câmera dele todo dia? Eu não gosto disso, Flash.– Então é por isso? Sinceramente achava que você era mais forte que isso.– Petey é um cara bom, e eu não fui pra cadeia por bater em caras bons — disse Wade por fim batendo seu ombro contra o de Flash antes de sair.Wade segurou firme na alça da mochila enquanto andava pelo Campus. Flash era um completo imbecil, ele deveria ouvir mais o Rick quando opinava sobre suas amizades.O loiro adentrou o refeitório, observando o ponto que lhe interessava no local. A mesa do Vórtex. Peter estava com Harry na mesa, provavelmente esperando que Loki comprasse a comida com Ian. Ele sentiu uma grande vontade de ir até lá, mas se conteve, indo até a mesa da Aesir.– Será que dá pra alguém explicar o que está havendo? — indagou Sam, observando algo atrás da mesa, o qual Hogun fez questão de esconder da visão da mesa do Vórtex.– Está aí? — perguntou Wade, dando uma espiada na enorme caixa atrás da mesa.– Tudo certo — sorriu Hogun. — Você sabe que pode levar uma detenção por isso, não sabe?– Vale a pena — disse Wade.Sam, que ouvia a conversa completamente confuso, observou Hogun ligar na tomada a caixa de som e entregar um microfone a Wade, que o pegou enquanto subia em cima da mesa do refeitório.– O que ele vai...?– Só observe — sorriu Hogun.Wade deu duas batidas no microfone, vendo se funcionava e chamando a atenção de todos por ali.– O que ele tá fazendo...? — indagou Peter, mais para si mesmo.– Ah, isso vai ser bom — comentou Harry.– Boa tarde todo mundo, espero não estar atrapalhando aí a refeição de vocês. Podem continuar — disse Wade no microfone, porém ninguém tocava em seus alimentos, estavam mais curiosos em saber o que ele fazia em cima de uma mesa com uma caixa de som e um microfone.– Meu Deus, ele vai levar uma bela de uma advertência — disse Loki, aproximando-se da mesa do Vórtex, praticamente jogando o lanche na mesa e prestando atenção em Wade.– Canta uma música! — zombou alguém.– Cala a boca aí — disse o loiro autoritário. — Eu não vim pra cantar nada.– Então cai fora!– Dá licença, eu tô tentando me declarar aqui!Alguns rapazes riram de Wade, enquanto as meninas suspiravam em expectativa.– Ei! — gritou Marta, a mulher da cantina, furiosa. — Saia já de cima dessa mesa, rapaz!– Por favor, senhora, colabora comigo aqui — suspirou o loiro. — Eu queria dizer que eu tô completamente apaixonado por uma pessoa.– Ótimo! — exclamou Marta. — Mas a mesa não tem culpa disso! Desça já daí!– A senhora tá me atrapalhando, dá licença?O refeitório todo caiu em gargalhadas. Marta bufou enraivecida, saindo do refeitório em busca de ajuda.– Muito melhor — suspirou Wade. — Aquela mulher é assustadora, não é?Alguns estudantes assentiram em concordância, ainda rindo da situação.– Enfim, voltando... eu queria pedir alguém em namoro.– Eu aceito! — gritou uma garota numa mesa distante, na qual Sam reconheceu ser Felícia.– Ah, desculpe, você não faz o meu tipo.– Nem você o meu! Vai que rola?! — respondeu Felícia.– Ah, cala a boca, Felícia! Deixa ele continuar! — disse Sam impaciente.
Wade olhou para Peter, que estava paralisado desde o momento que ele havia se anunciado a todos. O loiro sorriu, deu de ombros e continuou.– Petey, eu sei que se você aceitar pode ser uma montanha russa muito arriscada, que isso tem tudo pra dar errado e que eu posso não ser bom o suficiente pra você, mas... sei lá, eu tô apaixonado por você! Isso também tem tudo pra dar certo e talvez você possa me ajudar a melhorar com o tempo. Então, você aceita namorar comigo?Peter engoliu em seco ao sentir o olhar de todo mundo sob ele. Seus músculos estavam tensos e suas pernas tremiam.– Diz alguma coisa — disse Harry com a boca cheia de sanduíche.– Oh, s-sim... — gaguejou Peter nervoso. — Eu aceito, Wade!Palmas foram ouvidas do refeitório, mas não eram dos estudantes sentados às mesas. Eram palmas de uma pessoa só, que surgira antes da comemoração geral. Era Flash, que batia palmas sob o silêncio cortante do local.– Muito bem... então quer dizer que o nerd e o doente agora são um casal?Mary Jane se levantou de sua mesa num solavanco, mas Gwen segurou seu braço, indicando que ela voltasse e não se metesse naquilo.– Como se atreve...? — indagou Peter, pondo-se de pé e indo até Flash.Wade saiu de cima da mesa rapidamente e foi em direção a Peter, ficando entre ele e Flash.– O que foi, Wade? Deixa o seu namoradinho vir pra cima — riu Flash.– Petey, deixa ele pra lá.– Deixar pra lá? Vem cá, eu achei que vocês fossem amigos.– A gente era até você estragar tudo com a sua viadagem, Parker! — explodiu Flash.– Cala a boca! — berrou Wade dando um empurrão em Flash.Flash se equilibrou para não cair, mas o empurrão foi o combustível para a sua fúria iminente. Ele apertou os punhos e impulsionou a mão direita de encontro ao rosto de Wade, que levou um soco.Peter posicionou-se entre os dois, verificando preocupado o estado de Wade. O nariz sangrava bastante e, pela careta dele, parecia doer pra valer.– Vamos lá, Wilson, isso é tudo o que tem? — provocou Flash.Peter se virou furioso de encontro ao loiro, dando um soco certeiro na boca de Flash, que foi pego de surpresa. Peter fez uma careta sentindo sua mão dolorida, mas o filete de sangue que escorreu da boca de Flash foi o bastante para ele se sentir satisfeito. Era uma sensação ótima a de finalmente bater nele.Flash ficou vermelho de raiva, pronto para acabar com Peter a qualquer momento, mas, antes que ele pudesse revidar, alguém os interrompeu:– Posso saber o que está havendo aqui? — indagou o reitor, adentrando o refeitório. Assim que viu o trio com feições enfurecidas e dois deles machucados, suspirou, já deduzindo suas teorias. — Quero os três na minha sala.Flash bufou, seguindo o reitor enquanto Peter e Wade iam logo atrás, numa distância segura.Ao chegarem na sala, o reitor se sentou em sua cadeira e observou os três com um semblante sério.– Marta me disse que você, sr. Wilson, ia pedir alguém em namoro.– Pedi, foi o Petey.– Porém, com uma caixa de som e um microfone não autorizados, sem contar o fato de ter subido na mesa do refeitório. Posso saber como um pedido de namoro levou a essa violência?– É tudo culpa do Flash — resmungou Wade. — Ele não gosta muito da ideia de eu e o Petey juntos, não que seja da conta dele.– É um idiota — disse Peter cruzando os braços.– Cuidado, Parker... — ameaçou Flash.– Sr. Thompson, nada de ameaças. E nada de insultos aqui, Sr. Parker.– Mas...– Me diga, sr. Thompson — disse o reitor, interrompendo Peter -, o senhor é homofóbico? Posso saber o motivo da sua revolta?– Eu odeio o Parker, sempre vou odiar. E Wade era meu amigo, mas agora não é mais.– Posso saber o motivo do ódio? — indagou o reitor.– É puramente instintivo — disse Peter.– O odeio desde o dia em que coloquei meus olhos nele — respondeu Flash. — Depois disso, veio uma série de coisas, tipo ele me afrontar e meter o dedo onde não deve, querer a minha garota...– Entendo. Mas isso não lhe dá o direito de se intrometer na vida deles. Se você não gosta dessa relação entre os dois, é evidente que Wade fez a escolha dele.– Traduzindo pra sua mente entender, aceita que dói menos — disse Peter num tom venenoso.Flash tentou avançar em Peter, mas Wade segurou seu ombro com força o impedindo de prosseguir.– Já chega! — exclamou o reitor. — Da próxima vez que os três saírem no braço pode haver uma expulsão. Eu fui claro?Flash, Peter e Wade assentiram calados e foram dispensados. Flash saiu depressa, recusando-se a olhar para os dois, que entrelaçaram as mãos como um verdadeiro casal.– Você está bem? — perguntou Peter, observando o nariz de Wade adquirir um tom arroxeado.– Tô. O que é a vida sem alguns socos, né? E agora eu tenho um namorado pra me defender — disse Wade se referindo ao soco de Peter em Flash.– Com certeza. Tá vendo isso aqui? — disse mostrando a mão vermelha pelo impacto no rosto de Flash — Marcas de batalha.oOoMais tarde no Campus, Sam e Felícia conversavam descontraídos. Felícia sentada na beirada do chafariz, enquanto Sam estava de pé.– Foi tão fofo aquilo, pena que o seu amigo acabou com tudo.– Flash não é meu amigo.– O nome dele é Flash? Que ridículo — riu a morena.– Mas e aí, você estava dizendo que achou uma garota bonita...– Ah, é! Foram duas na verdade, elas estavam na mesma mesa, aliás. Tinha uma loira bem gata e uma ruiva gostosa.Sam riu do jeito da amiga. Felícia não era nem um pouco discreta, dizia tudo na lata.– Acho que você estava falando da Gwen e da Mary Jane.– Você conhecia aquelas duas e nem me apresentou? — indagou a morena chocada.– Elas são comprometidas, Felícia. E a "ruiva gostosa" é a namorada do Flash.– Droga — praguejou Felícia -, ela tinha me interessado mais. Todas daquela república são comprometidas?– Sim.– Aff.Felícia olhou disfarçadamente para um ponto atrás de Sam, reconhecendo Harry. Ele colocou o dedo indicador nos lábios para que ela fizesse silêncio e Felícia desviou o olhar dele voltando a conversar com Sam normalmente.Sam riu de algo que a morena havia dito, mas aquele clima ameno foi interrompido por mãos desconhecidas que se puseram em volta de sua cintura e uma cabeça que se apoiou sob seu ombro direito. O moreno olhou para o lado já imaginando quem era, e ele estava correto.– O que está fazendo?– Chegando por trás — respondeu Harry com um sorriso zombeteiro.– Vocês não têm noção do quanto estão bonitinhos desse jeito — riu Felícia, em deboche.– Muito engraçado — resmungou Sam.– Ele ainda tá arisco, aperta com mais força, Harry.Sam sentiu Harry obedecer a morena e tentou tirar as mãos dele de sua cintura, mas era inútil, ele era mais forte. Agora, como? Ele não sabia, pois Harry era magro assim como ele.– Corre — ameaçou Sam.– Tô saindo — disse Felícia imediatamente.Sam fechou os olhos ao sentir a boca de Harry perpassar por seu pescoço fazendo-o se arrepiar.– Se quiser falar comigo vai ter que me soltar.Harry praguejou, mas o soltou por fim.– E então? Já descobriu que sou o homem da sua vida? — começou Harry.– O quê? — Riu Sam.– Risca essa parte. Já pensou o bastante?– Tentei — suspirou Sam. — Reconheço que não tem como fugir disso, não com você no meu pé — enfatizou.– Mesmo se eu te deixasse em paz.– Talvez, quer experimentar?Harry suspirou levando as mãos ao rosto.– Francamente, me diz que isso tudo é sua autodefesa, ou eu vou realmente acreditar que você me odeia.– Eu não te odeio — disse Sam sinceramente -, mas que você me dá nos nervos, dá. Não leve pro lado pessoal, a frieza é um hábito que eu adquiri.– Eu queria conhecer aquele Sam que foi apaixonado por Chris Daniels.– Ele era um babaca.– Não, você é um babaca.– Eu sou ele.– Você é o monstro que ele criou.– É assim mesmo que você pretende me conquistar? — indagou Sam com sarcasmo.– Você não me deixou terminar. Apesar disso, é um monstro muito sexy.Sam tentou segurar o riso para não baixar a guarda, mas era um pouco difícil para alguém que quase sempre mostrava um semblante sério. Aquilo cansava.– Eu não vou transar com você.– Isso é uma maneira de dizer que vai me dar uma chance? — questionou Harry, esperançoso.– É — suspirou o moreno.– Mas e se... sei lá, você quiser...– Se eu quiser é outra história.– Ótimo! — exclamou Harry contente. — Então tá liberado te agarrar em público?Sam cruzou os braços, mas olhou para os lados ponderando.Harry não esperou pela resposta, se o moreno pensasse demais acabaria desistindo, então ele mesmo tomou uma atitude puxando Sam pela mão e dando um beijo nele.Sam correspondeu sentindo um medo dominá-lo. Não sabia se aguentaria mais uma humilhação em sua vida, apesar dele e Harry não estarem de fato compromissados, ele já sentia uma coisa muito forte pelo outro. Ele só esperava não se arrepender por ter dado aquela chance.
Notas finais
Guys, eu fiz uma one-shot pro Desafio de Abril do Nyah "o mês do yaoi".
Qm quiser dar uma lida... rsrs tá aqui --> http://fanfiction.com.br/historia/610045/Worlds_Apart/
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