Crazy Bout' You

21 Capítulo 21 - Damn Dinner


Notas iniciais
Olá! Tô de volta! Creio q esse capítulo só seja pra resolver "pontas soltas", mas acho q vcs vão gostar rsrs principalmente do final -v- Boa leitura!

– E como vão as coisas no trabalho? — indagou Wade puxando assunto durante o café.

– Complicadas, com essa história do Clarim Diário publicando fotos de mercenários assassinos a gente acaba tendo que arcar com as consequências.

Peter e Wade trocaram olhares tensos entre si.

– Aliás, foi daí que eu ouvi o seu nome, Peter, o capitão Stacy disse que você quem tira as fotos pro Clarim. Tem alguma ideia de quem seja esse cara?

– Ãhn... não, nenhuma. Só tiro fotos dele com o uniforme.

– Não chegou nem a trocar alguma palavra com ele?

Peter olhou para Wade que estava muito tenso enquanto devorava compulsivamente seu waffle.

– Não — respondeu o moreno por fim. — Mas não acho que ele seja perigoso, o Jameson exagera na matéria.

– Perigoso ele não parece mesmo. Usando aquela roupa ridícula — repudiou Rick.

– Ridícula? — indagou Wade num tom de voz inconformado. — Eu acho ela super maneira.

– Você tem um gosto indiscutível, Wade.

– Ah, é... — concordou Peter sorrindo zombeteiro.

– Não ri, não. Eu gosto de você.

– Não deixa de ser esquisito — zombou Peter.

– Ah, ótimo. Levaram o dia pra me zoar agora — bufou o loiro.

– Tinha que ver quando ele era um garoto, conheci essa figura enquanto ele enforcava um dos detentos — riu Rick.

– Como assim? — indagou Peter curioso.

– Wade estreou seu histórico criminal no reformatório onde eu trabalha na época — começou. — Ele já era procurado pelos guardas noturnos por andar com gente errada, tinha fama de furtar coisas de gente inocente.

– Inocente, mas rica — acrescentou o loiro. — E de inocente não tinham nada, eles quem iam até os caras comprar drogas.

– Um dia finalmente o pegaram e o levaram pro reformatório. Ele era um adolescente bem problemático, nada civilizado com os outros detentos.

– Qual é! Eles se achavam "os tais". Alguém tinha que dar uma lição nos idiotas — defendeu-se.

– Quantos anos? — questionou Peter.

– Dezesseis — disse Rick. — Quem cuidava da ala onde ele ficava era outro cara, mas num dia em especial eu tive que trocar com ele porque ele não conseguia apartar a briga. Wade ia matar um garoto enforcado.

– Eu perdi o controle — disse o loiro num tom sombrio.

– Eu consegui fazer o Wade soltar o outro garoto em troca de uma barra de chocolate.

– Sério? — riu Peter.

– Eu estava ficando louco sem doces naquele lugar — disse Wade dando de ombros.

– Depois disso eu notei que o Wade tinha um problema. Os outros guardas que ficavam lá também sabiam, mas eles fechavam os olhos pra isso, era um absurdo. Eu decidi me aproximar dele pra tentarmos ser amigos, mas Wade era muito desconfiado, demorou muito para que eu e ele tivéssemos uma certa parceria.

– Quanto tempo ficou no reformatório? — indagou Peter.

– Dois anos — disse Wade. — Eu podia ter fugido, não era difícil e eu tinha uns contatos pra me tirar de lá, mas eu quis ficar por causa do Rick. Queria ver até onde ele se importava. As pessoas no começo são sempre solidárias, até a página dois. É só eu agir muito estranho ou uma explosão acontecer que elas vão embora. Já perdi vários amigos assim, mas o Rick nunca me deixou.

– Paguei terapeuta, pedi a guarda dele, mudei de guarda de reformatório pra policial de Nova York por ele pra no fim o infeliz fazer dezoito anos e ir pra cadeia.

Peter não pôde deixar de rir daquilo.

– Ah, só pra estrear — brincou o loiro -, mas eu sou um cara sério agora.

Peter e Rick se entreolharam arqueando a sobrancelha.

– Se você diz... — disse Rick.

Peter passara o dia inteiro na casa de Wade e Rick; os três ficaram o tempo conversando e assistindo filmes. Apesar do constrangimento que era ser beijado por Wade na frente de Rick, que ainda tentava se acostumar com aquela situação, havia sido uma ótima tarde, cheia de risadas e besteiras. Tolos eram os que abandonaram um cara tão legal feito Wade.

De noite, após o jantar, Peter e Wade se despediram de Rick e pegaram um táxi de volta à universidade.

– E aí? O que achou do Rick? — perguntou Wade.

– Ele é bem legal, não é nem pouco o policial intimidador que eu idealizei. Normalmente os daqui são sempre sérios.

– E por acaso um policial normal ia me adotar? — repudiou. — Ah, cansei! — disse Wade parando no meio do Campus e se deitando na grama.

– Tá fazendo o quê? — indagou Peter parando em frente ao loiro deitado.

– Dando um tempo.

– A gente veio de táxi, cara, deixa de ser preguiçoso.

– Me obrigue — disse Wade agarrando o tornozelo de Peter.

– Não! Wade! — gritou Peter, meio desesperado em cair no chão, mas foi inevitável.

Peter caiu de cara na grama ao lado de Wade que gargalhava esganiçadamente.

– Você... Tá bem aí...? — dizia Wade entre as risadas.

Peter se virou ficando de barriga pra cima.

– Seu... — Peter se sentou na grama para o tapa que daria a seguir no loiro fosse mais impactante, e assim, desferiu um tapa na perna do loiro.

– AI! — berrou Wade se sentando e massageando a área agredida — Caramba, isso tá ardendo pra caralho.

– É pra arder mesmo — bufou o moreno se levantando.

Wade se levantou logo em seguida, puxando Peter pela cintura e colando seu corpo ao dele. O moreno ainda estava com a cara fechada pelo tombo levado, mas Wade passou a distribuir beijos pelo pescoço de Peter, que segurou nos braços do loiro enquanto ele subia seus lábios buscando os do moreno.

Peter correspondeu o beijo sentindo aquela sensação de frio na barriga que parecia sempre vir quando o loiro o beijava.

– Dorme comigo na Aesir — sussurrou o loiro.

– Com certeza, vamos aproveitar e fazer a pipoca pro Flash que vai nos assistir de camarote — disse sarcástico.

– Me esqueci dele — suspirou o loiro.

– Sorte sua, porque eu não esqueço.

– E se o Harry trocar de lugar comigo?

– Não inventa, Wade, Harry só faria isso se fosse pra dormir no quarto do Sam. Vamos.

Wade deixou os ombros caírem em derrota e caminhou mais alguns passos até chegar em frente as repúblicas.

– Até amanhã então — disse o loiro emburrado.

– Até — riu Peter dando um selinho em Wade e indo pro Vórtex.

Na república tudo se encontrava escuro. Depois de trancar a porta, Peter subiu às escadas cautelosamente tentando não acordar ninguém. No andar de cima as luzes do quarto também estavam apagadas, Peter abriu a porta do quarto com cuidado, adentrando ao breu que o quarto estava e fechando a porta logo em seguida.

O moreno tirou o terno que vestia o jogando em cima de uma cômoda e sentando na própria cama sentindo-se exausto.

– E aí? — disse uma voz no meio daquela escuridão.

Peter levantou-se com o susto, acendendo a luz do quarto e deparando-se com Harry deitado na própria cama.

– Porra, Harry, você não dorme?

– E você, não dormiu noite passada? — indagou com um sorriso malicioso.

Peter suspirou tirando os sapatos e deixando Harry sem uma resposta.

– Ah, nem vem! Você não pode fugir agora! Me conta!

– Eu dormi na casa do Wade.

– E ele é bom? — questionou Harry, indo direto ao assunto.

– Eu não vou te dizer sobre isso — disse o moreno num tom sério. — A única coisa que você pode saber é o óbvio, eu não sou mais virgem.

– Ponto pro Wilson! — riu Harry levantando os braços para cima em comemoração .

Peter apenas limitou-se a revirar os olhos e se jogar na própria cama.

– Vocês estão como agora? — indagou Harry curioso.

– Como assim?

– Vão namorar, essas coisas?

– Não sei — respondeu Peter. — Acha que devíamos?

– Sei lá, o traseiro é seu, você quem sabe.

– Harry! — exclamou Peter, esticando o braço para dar um tapa na cabeça do amigo. — Tudo pra você se resume à sexo.

– Não é verdade, foi só uma brincadeira — riu.

– Brincadeira bem inconveniente. Apaga a luz.

– Ah... — gemeu Harry com preguiça — Vai lá...

– Não — disse Peter por fim se virando pro outro lado, pronto para dormir, com a luz acesa ou apagada.

Harry bufou praguejando mentalmente e se levantando para apagar a luz.

oOo

No dia seguinte após as aulas, Peter recebeu uma ligação de Jameson pedindo com urgência sua ida ao Clarim Diário.

– Peter! — gritou uma voz feminina ao longe quando o moreno já estava para pegar um táxi.

– Gwen?

– Está indo pro Clarim? Posso ir com você?

– Pra quê? Pra torcer pro seu namoradinho? — perguntou Peter num tom venenoso. — Aliás, onde ele está?

– Ele já foi, as aulas dele terminaram mais cedo, quero fazer surpresa.

Peter revirou os olhos.

– Não pode me tratar desse jeito pro resto da vida, Peter. Eddie é bom pra mim, e independente do resultado estou feliz por quem ganhar.

– Tá — disse Peter por fim, mas antes que ele entrasse no veículo logo depois da loira, ele avistou um sujeito de cabelos loiros correndo em sua direção.

– Petey! Eu estava te procurando. Vai pra algum lugar? — indagou o loiro dando uma espiada dentro do táxi. — E aí! — disse cumprimentando Gwen.

– Oi... — disse Gwen meio tímida, ela nunca havia falando com Wade antes.

– Vou pro Clarim descobrir se ainda tenho emprego, quer ir?

– Claro — disse Wade dando de ombros.

O loiro entrou no táxi e Peter adentrou em seguida, fechando a porta.

Wade olhou para Gwen, que encarava algum ponto distante à frente dela, e logo em seguida olhou para um Peter meio emburrado, provavelmente pelo intuito da loira ser ver o Brock.

– E aí... Como foi a aula? — indagou o loiro tentando puxar assunto.

– Pergunte ao Peter, hoje ele resolveu ficar bem longe de mim, talvez tenha uma história melhor que a minha — disse Gwen num tom sério.

– Devia ter chamado o Brock pra sentar do seu lado.

– Ele nem faz o nosso curso.

– Por quê? Se fizesse teria chamado?

– É, talvez! Se você também se comportasse como um idiota como está hoje! — retrucou a loira.

– Calma, gente — disse Wade meio tenso.

– Você quem é a idiota por namorar esse cara — resmungou Peter.

– Eu estou ouvindo, Peter! E já conversamos sobre isso!

– Wade, diz pra ela o quanto ele é um imbecil.

– Não, Wade, diz pro Peter o quanto ELE é um imbecil!

– Os dois são imbecis.

– O quê?! — exclamou Peter indignado.

– Não, quer dizer... os três!

– Como é? — perguntou Gwen.

– Não... ah! Me deixem!

Peter e Gwen se encararam com raiva e cruzaram os braços.

– Então... — começou Gwen — Vocês dois estão juntos?

– O quê? Quem te disse isso? — indagou Peter.

– Harry quem me disse que tiveram um encontro, porque se dependesse de você eu não saberia mais de nada, não é?

Peter apenas se limitou a virar o rosto e observar a paisagem pela janela.

– A gente tá ficando — disse Wade.

– Não precisa dizer nada pra ela, Wade — disse Peter não tirando os olhos da janela.

– Ele dormiu na minha casa — cochichou o loiro na orelha de Gwen.

Gwen riu baixinho observando Peter os encarar desconfiado, mas ele não pôde sondar o que Wade havia dito à ela, pois o táxi parara em frente ao Clarim. Peter pagou e os três saíram do veículo.

Na sala de Jameson, Eddie já se encontrava impaciente sentado numa cadeira em frente à ele, ambos esperando por Peter.

– Desculpe a demora, senhor — disse Peter adentrando à sala.

– Parker! Está atrasado! — exclamou Jameson observando os dois intrusos em confusão. — Quem são esses aí?

– Wade e Gwen.

– Gwen? — indagou Eddie se levantando.

A loira foi até Eddie e deu-lhe um selinho, fazendo Peter e até mesmo Wade torcerem o nariz.

– Vim te apoiar — disse a loira.

Eddie sorriu pousando seu braço sob a cintura de Gwen.

– Então — interrompeu Peter fazendo o casal prestar atenção nele -, quem ganhou afinal?

Todos olharam para Jameson que voltara para sua cadeira abrindo uma gaveta e tirando um jornal dali.

Quando ele o colocara sob a mesa, Peter deu um longo suspiro de alívio. Eram suas fotos na capa.

– Você ganhou, Parker, parabéns e blá blá blá.

– Obrigado, senhor — disse Peter sorrindo vitorioso. Apesar da derrota de Brock, Gwen deu-lhe um sorriso sincero e logo depois voltou a prestar atenção no idiota, que parecia abalado, para a sua satisfação.

– No entanto — interrompeu Jameson -, Brock não tirou apenas fotos do mercenário, que ficaram horríveis — acrescentou -, Brock escreveu a matéria, e ficou muito bom.

– Eu disse pro senhor, sou um jornalista — disse Eddie.

– Por isso, se quiser, a vaga é sua.

Eddie arqueou a sobrancelha desacreditando.

– É sério?

– Eu tenho cara de quem brinca? — perguntou Jameson com uma carranca.

Gwen sorriu animada dando um abraço no namorado. Eddie deu um sorriso ainda bobo com a proposta, retribuindo o abraço.

Peter apenas limitou-se a sair da sala e daquele jornal o mais rápido possível.

– Petey! O que foi? — indagou Wade, seguindo-o.

– Brock! Viu aquilo? Uma mísera matéria e já é nomeado jornalista!

– Qual o problema? Você quer ser jornalista também?

– Não — suspirou o moreno -, não escrevo uma palavra — admitiu.

– E então...?

– É um cargo mais importante.

Wade suspirou se aproximando do moreno e dando um abraço nele.

– Inveja é feio, Petey.

– Não é inveja, é raiva! Odeio aquele cara! Ele tá sempre um passo à frente!

– Está mesmo, e com você ligando pro que ele diz ou faz, vai estar sempre — disse o loiro.

Peter deixou os ombros caírem envolvendo a cintura de Wade e retribuindo o abraço. Ele estava malditamente certo.

– Ainda tô com raiva — disse Peter.

– Eu posso dar um jeito nisso, ataque de cócegas sempre funciona.

– Não! — exclamou Peter, afastando-se do loiro imediatamente. — Não se atreva! Eu tenho trauma.

– Trauma, é?

– Meu tio Ben me fazia cócegas quando eu era pequeno até eu fazer xixi nas calças. Tia May odiava, era ela quem limpava tudo depois.

Wade riu dando em seguida um sorriso perverso.

– Bom saber...

Peter não pensou duas vezes antes de sair correndo e dobrar a primeira esquina.

– Não pode fugir de mim, Petey! — gritava Wade correndo atrás dele.

oOo

– Está brincando comigo! — disse Sam, inconformado.

– Por favor, Sam, é só tocar a campainha! Eu tô ocupado aqui — disse Hogun abrindo o forno e tirando uma torta dali.

– Mas ainda é de tarde.

– Quer ir lá à noite? — indagou o asiático, arqueando a sobrancelha. — Olha, é só chamar o Ian, coisa rápida. Do jeito que eu conheço o ser, se ninguém o chamar ele não larga aquele vídeo game nunca e a Jane foi bem clara sobre esse jantar de casais. Eu detesto isso tanto quanto você, mas ainda quero ter a minha namorada.

– Vai ser aqui?

– Sim, então já sabe, fica lá em cima. Se você conseguir voltar — cochichou Hogun para si mesmo.

Sam suspirou, assentindo e saindo da república. Grande ideia aquela, levá-lo de graça para a jaula do leão. Sam parou em frente ao Vórtex tocando a campainha em seguida.

Loki atendeu a porta um pouco surpreso em ver Sam.

– Pois não...?

– O Ian está?

– Lá em cima. Entra aí.

– Ah... não, valeu, mas...

– Tudo bem, entra — insistiu o moreno com um sorriso meio maldoso. Loki sabia que aquilo era precaução contra Harry, mas ele não podia evitar, era divertido demais.

– Eu posso esperar aqui, e...

Loki pegou no ombro do moreno e o fez entrar fechando a porta atrás de si.

– Senta aí, ele já vem.

Sam sentou-se no sofá e sentiu um frio na barriga ao ouvir passos descerem a escadas.

– Quem é? — indagou Harry.

– Sam White — disse Loki.

Harry perdeu o equilíbrio no penúltimo degrau ao saber quem era, levando um tombo em seguida.

– Jesus... — riu Loki balançando a cabeça em negação.

– Você está bem...? — questionou Sam, levantando-se alarmado do sofá.

Harry se levantou devagar, sentindo seu tornozelo doer, mas assentiu fazendo uma careta.

– Ele veio ver o Ian.

– Ian? Por quê? — indagou Harry confuso.

– Hogun avisou pra ele ir logo.

– Já tô indo! — disse uma quarta voz descendo as escadas com pressa.

– Ah... o jantarzinho lá — disse Harry, compreendendo.

– Vamos?

– Vai ficar lá? Sério? — perguntou Harry.

– Não tenho outra opção — disse Sam -, e eu tenho meu quarto.

– Pode jantar aqui — disse Loki.

– Não é necessário...

– Bobagem — interrompeu Harry -, vai ser ótimo ter você aqui. — Sorriu.

Sam não soube mais o que dizer, apenas observou Ian — sua última esperança — ir embora da república e deixá-lo ali.

– Eu vou preparar o jantar — disse Loki indo para a cozinha.

– Eu posso ajudar — voluntariou-se Sam.

– Hã-hã — disse Harry, segurando a mão do moreno. — Loki sabe se virar. Sente-se.

Sam se sentou de supetão, não ligando mais para formalidades.

– Faz isso de propósito, né?

– É claro que eu faço — disse Harry, sentando-se ao lado dele. — É o único jeito de ficar perto de você.

– Harry, para com isso, sério. Procura outro cara, eu sou quebrado, isso nunca daria certo. E não digo só porque acho que você pode estar brincando com a minha cara. Somos muito diferentes, personalidade, valores, classe social...

– É sério isso? — indagou Harry surpreso. — Jura? Logo você me dizendo isso?

– E daí? — confrontou o moreno.

– Você lê coisas como Whitman e Ginsberg. Revolucionários que estão pouco se ferrando pra opinião dos outros, e você vem me falar de valores e classe social?

– Talvez eu não passe de um hipócrita — disse Sam dando de ombros.

– Você acredita em mim, tudo o que eu te disse foi verdade.

– Mas o medo não vai embora, ele só aumenta.

– E vai se deixar ser vencido por ele? Vai deixar a sombra do Daniels te atormentar a vida toda?

– Como pode saber que tá apaixonado? — indagou Sam.

– Quando você me contou a sua história — confessou Harry. — Eu queria bater nesse Christopher, em todos os amigos dele, processar aquela escola por deixar isso impune e acima de tudo, cuidar de você.

Sam sentiu seus óculos embaçarem. Seus olhos estavam lacrimejando, ele estava hiperventilando e seu coração estava acelerado, como se tivesse corrido uma maratona. Por que Harry Osborn tinha de ser tão... bonito?! E aparentemente fofo, e insistente, e sexy...

O moreno estava sentindo um turbilhão de coisas naquele momento, mas isso não o impediu de agarrar Harry pela nuca e dar-lhe um beijo que nem ele sabia que era capaz de dar.

Harry apesar da tremenda surpresa de finalmente ser beijado pelo moreno, depositou as mãos na cintura dele correspondendo ao beijo com fervor. Ele sentia suas pernas tremerem e o coração pulsar, aquilo era loucura. Tudo o que sentia, era demais para a sua mente entender.

Naquele momento a porta do Vórtex foi aberta, mas o dois não se deram ao trabalho de parar aquele beijo, estava bom demais. Peter e Wade adentraram à república arregalando os olhos ao ver os dois daquele jeito no sofá.

Wade, com um sorriso divertido, pronunciou-se:

– Já percebeu que esses dois estão sempre se agarrando?

Notas finais
QM AÍ TA ANIMADO PRA AGE OF ULTRON? EU TO! E QM AÍ VIU O TEASER TRAILER DE BATMAN VS. SUPERMAN? EU VI! *morta*