Crazy Bout' You

18 Capítulo 18 - This Feelings


Notas iniciais
Hey! Temos dois personagens novos nesse capítulo ^^ Eu tava cheia de preguiça essa semana, por isso ñ postei rápido. Eu comecei a escrever ontém, inclusive kkkk Boa leitura :B

Após as aulas Sam mudou seu curso rotineiro de para ir o refeitório e foi até a biblioteca. Ele não sentia fome de qualquer maneira. O único problema que lhe incomodava desde a hora em que saíra de sua sala era que ele sentia como se estivesse sendo seguido. Sentia como se alguém o observasse constantemente, mas tentava ignorar aquelas sensações, ou ficaria maluco.

Chegando na biblioteca, Sam botou seus olhos na primeira prateleira onde ficavam guardadas as poesias. Depois de um bom tempo procurando algum poeta que lhe interessasse, ele desistiu. Só haviam aquelas poesias certinhas e de acordo com as regras de rimas.

– Quer ajuda? — Indagou uma moça de cabelos castanhos atrás do balcão.

– Sim, aqui não tem Whitman?

– Não.

– Nem "Poema de amor sobre um tema de Withman"?

– Desculpe, mas a senhora Parkinson fez uma limpa nessa sessão. Não é mais permitido esse tipo de poema.

Sam estreitou os olhos observando a moça com desprezo, mas parou de encará-la daquele jeito, afinal a culpa não era dela.

– Essa Sra. Parkinson é uma grande imbecil então.

– Sou, é? — Indagou uma voz meio grossa e feminina vinda de trás de Sam — Aposto que está procurando aqueles poemas horrendos sobre sexo.

– A pronuncia é "erótico" — Desdenhou o moreno.

– Você é muito abusado garoto, não vai achá-los por aqui. Eu tive de tirar, a última vez que eles ainda estavam expostos nessa biblioteca eu peguei dois garotos se masturbando escondidos enquanto os liam na sessão de ficção científica.

Sam tentou segurar uma risada da cara de ultraje da senhora Parkinson, mas a moça do balcão não conseguiu segurar a dela.

– Acha engraçado Susan? Queria ver você no meu lugar! — Rosnou a senhora visivelmente enfurecida.

– Será que eu poderia levar para ler em outro lugar? Prometo que não vou cometer tais barbaridades — Disse sarcástico.

– Qual o seu nome, garoto?

– Sam White.

– Bem, sr. White, não. Você não pode levar.

Sam bufou contrariado.

– Vocês não sabem nada sobre arte. Vocês e aqueles babacas que se masturbaram — Disse o moreno por fim prestes a sair da biblioteca, mas não prosseguiu depois do primeiro passo, pois Harry Osborn estava ali na porta, com a cabeça encostada na parede observando seu diálogo com as duas. Sam não precisou raciocinar muito para entender tudo.

– Você quem estava me seguindo — Disse em tom acusatório.

– Eu devo ter uns livros desse Whitman na biblioteca da minha casa se você quiser.

– Não, obrigado — Recusou o moreno.

– Ainda que ele aceitasse, está proibido de trazer esse conteúdo pra universidade Osborn — Disse a Sra. Parkinson.

– Ah, por favor! Vai me proibir de ler Allen Ginsberg também? — Indagou Sam — Tá vendo aqueles livros ali? — Disse apontando para a prateleira — São do mesmo autor que fez esse poema aqui... Vejamos... — Disse num tom pensativo.

– Não se atreva... — Ameaçou a Sra. Parkinson.

Sam pulou para a cadeira da mesa mais próxima e logo depois para a própria mesa, ganhando a atenção de todos da biblioteca que pararam suas leituras para observá-lo. Subir na mesa era estritamente proibido.

– [...]pernas erguidas e dobradas para receber,
caralho atormentado na escuridão, atacando,
levantado do buraco até a cabeça pulsante,
corpos entrelaçados nus e trêmulos,
coxas quentes e nádegas enfiadas uma na outra
e os olhos, olhos cintilando encantadores,
abrindo-se em olhares e abandono.

– Sr. White! — Gritou a Sra. Parkinson furiosa.

– E os gemidos do movimento, vozes, mãos no ar, mãos entre as coxas,
mãos, na umidade de macios quadris, palpitante contração de ventres
até que o branco venha jorrar no turbilhão dos lençóis
e a noiva grite pedindo perdão
e o noivo se cubra de lágrimas de paixão e compaixão
e eu me erga da cama saciado de últimos gestos íntimos
e beijos de adeus.

Harry observava tudo aquilo com muita diversão, mal conseguia tirar o sorriso surpreso do rosto. Aquele cara era mais doido do que ele.

– PRO CHÃO SR. WHITE! — Berrou a senhora Parkinson extremamente irritada. Harry podia ver uma veia pulsante na têmpora dela — Advertência! Ficará duas semanas proibido de visitar a biblioteca e quero e vá AGORA pra sala do reitor explicar o ocorrido!

Sam pulou da mesa para o chão e saiu da biblioteca à passos rápidos.

– Ei! — Dizia Harry correndo atrás do moreno — Vai devagar!

– O que foi? — Indagou grosseiramente.

– Tá indo pra onde?

– Onde você acha? Pra sala do reitor.

Harry arqueou a sobrancelha entediado e balançou a cabeça em negação.

– Não seja estúpido, se aquela velha não te acompanhou, pra quê ir até lá? Ninguém precisa saber que você não foi.

Em outra ocasião Sam ignoraria o conselho de Harry, mas desobedecer a senhora Parkinson era uma opção mais tentadora.

– Você é maluco, sabia? Aquilo foi genial! — Disse Harry ainda rindo das expressões perplexas de todos.

– Confesso que eu me excedi, mas aquela velha tava pedindo.

– Azar o dela se você sabia aquilo de cor — Riu — Ainda bem que eu não perdi essa, foi memorável.

– Aliás, tá me seguindo por quê? — Indagou Sam parando de andar.

– Você não me dá escolhas — Harry deu de ombros.

– Eu te dei duas escolhas, ou me deixar em paz, ou me deixar em paz! Não sabe o que é um "não"? Ou é muito absurda a ideia de receber um?

– Não se engane, eu já recebi vários nãos.

– Não é o que parece — Disse Sam sarcástico — Ou você não aprendeu a lidar com os "nãos".

Harry acelerou o passo assim que Sam voltou a andar e o seguiu até a quadra, onde Sam se acomodou na arquibancada observando o jogo de vôlei feminino. Harry estranhou o interesse do outro pelo jogo já que ele não fazia o tipo que se interessava por esportes, até uma garota de franja e cabelos lisos e negros que estava na quadra olhar em sua direção e acenar para Sam, empolgada. Sam acenou de volta não tão empolgado quanto ela, mas devolveu um sorriso para a mesma.

– Quem é ela? — Indagou Harry curioso.

– Felicia — Respondeu Sam — Ela é uma amiga antiga.

– Ela é bem gata — Comentou Harry reparando nas pernas à mostra de Felicia por conta do short do uniforme de vôlei — Vocês já ficaram?

– Quer saber se o caminho tá livre? — Indagou Sam arqueando a sobrancelha com um sorriso divertido — Pois saiba que ela é lésbica.

– Ótimo, são as melhores — Disse Harry com um sorriso malicioso.

– Safado — Resmungou Sam.

– Você não me entendeu, queria saber se vocês tinham algo porque não sei se notou, mas eu to investindo em você.

– Investindo — Sorriu fracamente — É assim que você chama, não é? Acontece que você investiu mal, não vai conseguir nada de mim.

– Veremos — Disse Harry tirando um maço de cigarros do bolso — Quer um?

– Eu não fumo.

– É claro que não — Sorriu Harry ainda com o maço estendido para o moreno — Pra tudo tem uma primeira vez. Eu te ensino.

– Eu sei muito bem como funciona, Osborn — Resmungou Sam pegando de uma vez um cigarro.

Harry pegou seu esqueiro e acendeu o cigarro que já jazia na boca de Sam e se surpreendeu a ver o moreno sugar a fumaça e soltá-la com certo estilo, como se fizesse sempre aquilo.

– Okay então...

– Que foi?

– Nada. Sr. Sabe-tudo — Resmungou as últimas palavras.

Sam ia respondê-lo à altura da zombaria, mas Felicia havia acabado o jogo de vôlei e vinha na direção dos dois completamente suada.

– Valeu por assistir ao jogo — Disse a morena de modo sarcástico — Meu time ganhou, não que isso faça alguma diferença.

– Pode parando, você sabe que eu detesto vôlei.

– E que esporte você não detesta?

– Além do mais, tem um encosto me atrapalhando — Disse Sam olhando para Harry.

Felicia sorriu ao observar a cara de ultraje de Harry. Ela sabia quem ele era, afinal quem não sabia? E Sam já havia contado à ela sobre ele.

– Harry Osborn. É um prazer, torço por você nessa jornada.

– Felicia! — Disse Sam inconformado.

– O quê? Eu já te disse o que eu penso sobre isso.

– E eu posso saber por acaso? — Indagou Harry interessado.

– Não — Bufou Sam.

– Nervosinho — Zombou Felicia.

– Você devia estar do meu lado! Você sabe o que me aconteceu.

– Mas você não pode simplesmente se fechar pro mundo Sam, nem todo mundo é como Chris Daniels.

Harry ouvia à tudo completamente confuso e ficar fora do assunto estava começando a perturbá-lo.

– Será que dá pra alguém me contar o que está acontecendo? — Indagou Harry aumentando o tom de voz.

– Fica fora disso — Disse Sam.

– Não, ele precisa saber, assim você finalmente pode descobrir qual é a dele.

– Ah tá! E ele vai mesmo dizer — Disse Sam sarcástico.

– Se você não contar eu conto — Disse a morena dando de ombros.

Sam encarou Felicia totalmente enfurecido e contrariado.

– Muito bem... Tudo começou na sétima série quando...

– Chega! — Exclamou Sam se levantando da arquibancada. Ele segurou firme sua mochila nas costas e saiu da quadra.

– Está esperando o quê? Vai atrás dele — Disse Felicia observando a expressão confusa de Harry.

Harry apenas assentiu se levantando e saindo correndo da quadra atrás de Sam.

– Hey!

Sam olhou para trás praguejando e acelerou o passo. Mais um pouco e ele poderia chegar na Aesir, e quem sabe abrir rapidamente a porta e fechar na cara de Osborn, mas o desgraçado era mais rápido.

– Solta — Disse Sam num tom sério ao sentir a mão de Harry se fechar em seu braço.

– Não até você me explicar isso tudo.

– É particular.

– Não é mais.

– É enquanto eu quiser!

– Se me contar juro que te deixo em paz.

Sam estreitou os olhos observando as íris claras de Harry com desconfiança.

– Você promete?

– Prometo.

Sam permaneceu naquela briga de olhares tentando encontrar um vestígio de mentira, mas ele não tinha muita escolha.

Harry sorriu ao ver o moreno assentir e se virar pronto para abrir a porta da Aesir, e com a distração do outro, Harry pôde enfim descruzar seus dedos médio e indicador quebrando quaisquer promessa feita.

Sam deu espaço para que Harry entrasse e praguejou mentalmente ao ver Hogun e Flash na sala jogados no sofá vendo TV. Ele ignorou os olhares significativos que os dois trocaram ao vê-lo trazendo Harry consigo e subiu às escadas com pressa.

Harry o seguiu até o quarto dele onde foi oferecido a se sentar na cama. Ele observou Sam sentar-se à sua frente e encará-lo nervoso.

– Na sétima série eu não era como eu sou hoje — Começou — Eu era um garoto medroso que sofria bullying em silêncio, se trancava no banheiro para tentar fugir e principalmente era ingênuo.
Eu gostava de um cara da minha classe, o nome dele era Christopher Daniels.

– Era...? — Indagou Harry meio assustado.

– Desculpe, é. Foda-se, ele não faz mais parte da minha vida, está morto pra mim.

Harry soltou o ar mais aliviado. Não que ele achasse que Sam fosse um serial killer, mas era sempre bom garantir.

– Chris era o inalcançável. Quarterback do time de futebol, popular e amigo dos caras que me odiavam, vulgo, faziam bullying.
Ninguém naquela escola era homossexual assumido, só a Felicia, mas ela só teve amigos homens na vida e eles achavam sexy o fato dela ser lésbica então ela não sofreu repressão, mas eu... Eu nem sequer pensei na hipótese de me assumir, eu seria massacrado. Até que um dia o Chris começou a me perseguir junto com os amigos dele, pode ser masoquismo e tudo, mas o bullying passou a ser bem mais "suportável" com o tanto que Chris ficasse perto de mim.
Uma vez eu acabei explodindo com ele, o Chris, no meio do corredor. Disse coisas realmente horríveis, eu sabia sobre a vida dele pelas fofocas do corredor e joguei na cara dele que nem a mãe dele o suportou e acabou o abandonando. Ele foi criado apenas pelo pai.

– Acredito que ele tenha merecido ouvir essa.

– E mereceu — Sam deu ombros — O problema é que eu fui muito idiota e tive pena dele. Ele saiu meio transtornado do corredor e foi lá pra fora já que todo mundo estava dentro da escola, e eu o segui. Pedi desculpas, coisa e tal, mas ele nem me respondia. Eu me sentei ao lado dele e fiz a idiotice de beijá-lo.
Chris ficou muito mais transtornado do que antes e voltou pra dentro me deixando lá fora sozinho. Nem ele e nem os amigos dele me encheram pelo resto do dia.
No dia seguinte ele veio até mim e me beijou. Na frente de todo mundo.

– Suspeito — Comentou Harry.

– Pois é — Riu Sam fracamente — Mas eu estava completamente apaixonado pelo imbecil e achei a coisa mais incrível do mundo na hora. Ele "se declarou" num momento em que ficamos sozinhos e engatamos num "relacionamento" que durou uma semana.
Acontece que na segunda tinham oito vídeos postados numa página do site da escola onde se lia o meu nome. Eu abri a pasta receoso e lá tinha vídeos de cada dia de namoro que Christopher passou comigo, mas não eram coisas nossas, até porque nunca aconteceu nada demais, e sim traições.
Há cada dia ele transava com uma garota diferente antes de se encontrar comigo e mandava sempre uma mensagem pra câmera "agora sim depois dessa eu posso encarar o otário do White". E no oitavo vídeo ele revelou para a escola que não, ele não era gay, apenas estava curtindo com a minha cara; que nunca em hipótese alguma iria gostar de um garoto, ainda mais eu, que eu não passava de um trouxa segundo ele, e revelou à todos que o gay era somente eu e o sentimento só vinha de mim.
Depois disso eu fui zoado por mais quatro anos até finalmente sair daquela escola e vir pra cá.

Harry se sentiu um pouco invasivo fazendo Sam lhe contar tudo aquilo, mas ele precisava saber o que travava o moreno em relação à ele.

– E você acha que eu vou fazer o mesmo?

– Você é igualzinho à ele — Cuspiu às palavras — Um egocêntrico, exibido, filhinho de papai que anda de galho em galho nunca satisfeito com alguém.

– Sabe que isso não faz sentido, não é? Não tem preconceito ou represálias nessa universidade, e eu não sou hetero.

– Você é bissexual, o que é pior ainda.

Harry revirou os olhos em desistência, Sam era muito bom com as palavras, sempre ganhava as discussões, então o jeito era agir mesmo. Ele se aproximou mais de Sam fazendo o moreno dar um impulso para trás na tentativa de se esquivar, mas era inútil já que sua cabeça pousou no colchão da cama dando total liberdade para Harry selar seus lábios aos dele.

Aquele beijo era diferente dos outros que Harry havia lhe dado, era lento e cuidadoso. As mãos de Harry não o seguravam com a habitual força e por esse motivo ele não sentia aquele bendito impulso de empurrá-lo para longe.

Harry pousou a mão direita na bochecha de Sam acariciando aquela região com o dedão enquanto ele continuava a dar prioridade ao estranho beijo que fazia seu corpo reagir de modo suspeito. Seu peito queimava como se estivesse em brasa e sua língua não conseguia largar a de Sam, mas depois de um breve tempo, os dois separaram as bocas para buscar por fôlego.

Sam abriu os olhos vendo que Harry não saíra daquela posição. Os dois ficaram se encarando confusos por um momento. Sam abaixou o olhar para os lábios rosados e entreabertos de Harry para depois subir aos fios soltos da franja dele que ameaçavam cair sobre os seus. Ele levou à mão esquerda até a franja de Harry jogando-a para trás e dando-lhe uma visão mais vasta do rosto dele. Lindo. Os olhos azuis claros de Harry especulavam-no curiosos e Sam teve um repentino momento de lucidez, tirando sua mão da testa do outro e balançando a cabeça como quem afasta alguns pensamentos, se esgueirando para o chão do quarto e se levantando de imediato.

– Eu acho melhor você ir embora.

Harry assentiu ainda meio atordoado e saiu do quarto sem dizer uma palavra.

oOo

– Tem certeza disso...? Não parece legal...

– Não é pra ser legal, é pra ser violento! — Exclamou Peter no fim do beco — Agora corre até mim como se fosse me atacar que eu tiro umas ótimas fotos.

Deadpool suspirou em desistência prestes a fazer o que Peter pedia, mas se era mesmo para atacá-lo, então que assim fosse. Wade deu um sorriso maldoso por baixo do traje no qual passou despercebido por Peter e correu veloz até o menor.

"Click, click, click"

Peter tirava as fotos adoidado e com um sorriso satisfeito no rosto ao imaginar a cara de Brock ao ver aquelas fotos, mas sua alegria não durou muito, pois uma onda de desespero tomou conta dele ao ver que Deadpool não desacelerava o passo.

– Ei! Wade, Wade... Wade!

– Eu não atendo por esse nome.

Deadpool segurou firme a cintura de Peter para o impacto não ser doloroso e o encostou entre as duas paredes do fim do beco o cercando e dando um breve beijo nos lábios dele.

– Wade não precisa saber disso — Brincou o mercenário.

– Isso é ridículo, você nem tem boca — Riu Peter.

– Que calúnia, eu e a Hello Kitty estamos muito ofendidos.

– Vamos lá Deadpool, essa é a última — Riu Peter — Agora eu quero que você escale até o teto.

– Ah... Eu tô com preguiça — Reclamou o mercenário cruzando os braços.

– Ah, não me faz repetir o que é pra fazer. Quanto mais cedo você fizer, mais cedo a gente volta.

– Você vai ter que me pagar por isso depois — Resmungou Deadpool começando a fazer o ordenado.

– Pagar como? Não estava no acordo uma indenização — Dizia Peter enquanto tirava as fotos de acordo com a altura que o mercenário subia.

– Isso vai te custar... Um encontro!

Peter arqueou a sobrancelha tirando a câmera do rosto e olhando para cima. Deadpool já estava no topo dando um tchauzinho para ele.

– Vou pensar no seu caso! — Respondeu.

– Você não tem muita escolha! — Desdenhou Deadpool.

Peter tirou algumas fotos do mercenário andando pelo teto até o começo do beco onde jazia embaixo o latão de lixo. Ele tirou duas fotos do pulo do mercenário e encerrou a sessão por ali mesmo.

– Isso foi uma ameaça? — Indagou Peter num tom divertido.

– Claro que não — Disse Deadpool — Só estou dizendo que se você não sair com o Wade eu posso te sequestrar qualquer dia...

Peter riu balançando a cabeça em negação, mas acabou sedendo no final.

– Tá certo então. Agora se veste logo antes que alguém nos veja.

– Já tá escurecendo, ninguém vai ver.

– Não interessa. Brock está te procurando por aí. Se veste logo.

Deadpool suspirou pegando a calça e a blusa em cima de sua mochila que estava encostada ao lado do latão e vestiu-se por cima do uniforme, tirou a máscara e a jogou dentro da mochila.

Os dois pegaram um táxi e não demoraram a chegar a universidade.

– Te pego amanhã às 20:00 — Disse Wade.

– Onde vai me levar?

– Onde quiser — Sorriu o loiro.

Os dois chegaram até a frente das repúblicas onde se despediram com um breve selinho vindo de Wade e voltaram para suas respectivas repúblicas.

Peter adentrou ao Vórtex meio distraído pensando na ideia de ter um encontro, mal havia percebido o discreto sorriso que estava dando involutariamente.

– Cara de quem foi beijado — Disse uma voz o tirando dos devaneios. Nem havia visto Loki e Ian sentados no sofá.

– Ah é... — Concordou Ian.

– Vocês dois não tem mais o que fazer?

– Não me culpe, eu to sem o meu namorado pra me distrair — Lamentou-se Loki.

– Eu gosto de me meter na vida dos outros — Disse Ian.

– Cínico — Riu Loki — Ah, e Peter, é bom você ir falar com o Harry. Ele chegou bastante perturbado hoje.

Peter assentiu preocupado e subiu às escadas de dois em dois apressado, abriu a porta do quarto e encontrou Harry deitado na própria cama olhando fixamente para o teto.

– Harry...? Você está bem?

Harry virou a cabeça vagarosamente em direção à porta aliviado em ver Peter.

– Até que enfim! Onde estava? — Dizia se levantando da cama.

– Fui tirar umas fotos pro Jameson. O que foi?

– Peter... — Harry pegou nos dois braços do moreno com certo desespero — Eu to apaixonado por ele!

Peter franziu o cenho assustado e confuso.

– Está falando do...

– Do Sam!

– Oh...

Harry o soltou passando a mão pelo cabelo num gesto de desespero.

– É só isso que você tem a dizer?! Fala alguma coisa!

– Ãhn... Parabéns...?

– Enfia o parabéns no seu...

– Ou! Olha o respeito.

– O que eu faço?

– Como eu vou saber? Faz a mesma coisa que fazia com a Mary Jane.

– É diferente, eu só gostava dela. Nem por você eu era apaixonado. Você tem noção da diferença?

Peter riu jogando a mochila num canto do quarto.

– Harry Osborn apaixonado por um nerd, isso é inédito.

– Droga, eu só queria uma chance de experiência, nada tão sério assim.

– Mas você correria o risco de qualquer forma.

– Mas eu já estou, é esse o problema. O que mais ele é capaz de fazer comigo?

– Ta bom, já chega de paranoia, tá começando a me assustar também.

– Não sei porquê, eu quem to ferrado aqui.

– Amanhã eu tenho um encontro com o Wade.

Harry abriu um sorriso sádico parecendo feliz em ouvir aquilo.

– Ótimo, não sou só eu quem está ferrado.

– Você com certeza está mais do que eu — Disse Peter convencido.

Harry bufou voltando a se deitar em sua cama. Só de pensar em Sam aquela queimação no peito voltava. E o pior era que se ele realmente quisesse se entregar àquela loucura, ele teria que ser menos mesquinho e ser mais... Ele mesmo. Harry havia sido preparado para tudo nessa vida, eventos sociais, como se comportar diante da mídia, quantas palavras podia dirigir ao seu pai, se conformar com a perda da mãe, cantadas baratas para pegar super modelos (não que esse quesito funcionasse), já esteve até no alcoólicos anônimos por um mês, mas para isso ele não estava preparado.

Notas finais
Felicia Hardy -> http://41.media.tumblr.com/tumblr_lun4f4nEdS1qd7mn4o1_500.jpg Christopher Daniels -> http://www.hollywoodreporter.com/sites/default/files/imagecache/blog_post_349_width/2013/09/freddie_stroma.jpg