Crazier
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pov's Angie
Voltei para o meu quarto e não conseguia mais dormir. Fiquei pensando no Germán e na maneira em que me olhava a poucos minutos atrás, achei que ele não era tão safado a esse ponto de nem disfarçar o olhar.
Com esses pensamentos, era óbvio que eu não conseguiria dormir, seria impossível. Então me levantei, acendi a luz e comecei a escrever em um caderno onde eu costumava esboçar letras de músicas e fazer desenhos abstratos.
Pov's Germán
Depois do ocorrido na cozinha, não consegui dormir. Fiquei parado, olhando para o teto, pensando na vida.
Decidi dar uma volta pela casa, já que dormir estava sendo impossível. Ao sair do quarto avistei uma luz que invadia toda a escuridão, a luz vinha de um cômodo. Me aproximei até identificá-lo. Era o quarto dela. Angie.
Resolvi ver o que ela estava fazendo acordada a essa hora da madrugada. Entrei no quarto em passos cautelosos. Ela levantou o olhar, que estava em um caderno, e me viu.
- O que faz aqui? — se levantou rapidamente
- Vim ver porque a luz estava acesa
- Ah, bom, é porque estou acordada. Agora que você já sabe, pode ir. — ela fez sinal para eu sair, mas eu só me aproximei mais.
- Podemos conversar? Nós não conseguimos dormir mesmo, poderíamos nos distrair um pouco conversando.
- Hm... desde que você não fique me olhando — ela colocou a coberta por cima de seu corpo
- Ok — eu respondi sem graça
Me sentei ao seu lado na cama e nós começamos a conversar sobre um assunto banal. Nada demais.
Até que, não sei como, fomos parar no assunto: relacionamentos.
Pov Angie
Começamos a falar de temas aleatórios como música, experiências vividas e tudo mais. Até que chegamos no assunto que eu mais temia: relacionamentos.
- Então... Como é seu relacionamento com a Esmeralda? Vocês se dão bem? Estão feliz juntos? — perguntei com dificuldade.
- Bom... É... — ele disse meio em dúvida. — Acho que sim...
- Como assim "acho"? Você tem que ter certeza do que quer! — falei e ele ficou calado. Estranho. Logo ele ameaçou dizer algo, mas se calou novamente. — Não a ama? — quebrei o silêncio.
- Bom, eu... Eu gosto muito dela, mas... não a amo. — ele confessou e eu senti um alívio extremo.
- E por que está com ela? — fiquei curiosa.
- Por que estou tentando esquecer uma pessoa.
- E por que quer esquecer a tal pessoa? — temi que essa pessoa fosse eu.
- Porque eu amo essa pessoa, mas não sei se ela me ama. E mesmo que amasse, nosso amor é impossível. — agora já tinha ficado claro que essa pessoa era eu.
- Hm... — travei. — Germán... Vai ver essa pessoa goste, goste muito de você. Mas tem medo de se magoar. Apenas isso... — entrei no jogo de indiretas.
- Sério? — ele começou a se aproximar de mim. Obviamente fiquei nervosa.
- Germán, não... — tentei impedir, mas as palavras não saíam de minha boca. Eu estava em choque.
- Shhh, Angie, não estrague o momento! — ele disse e em seguida me beijou.
Um beijo longo, cheio de desejos, amoroso, meigo, carinhoso, intenso...
Muitas emoções misturadas, mas posso garantir que foi o melhor beijo da minha vida.
De repente alguém estava me sacudindo. Sacudindo? Como?
- Angie, Angie, Angie! Acorda! — era Violetta. Abri os olhos lentamente e olhei ao redor. Estava dormindo na cama da Vilu.
- Hã? O que aconteceu?
- Ontem de madrugada fomos tomar algo na cozinha, papai te encarou, você ficou brava, subiu para o quarto e capotou aqui na minha cama.
Foi aí que me dei conta que aquilo (do diálogo com indiretas e do beijo) fora apenas um sonho.
Pov Germán
Depois do ocorrido de madrugada, demorei a adormecer. Então acabei acordando tarde. O que era estranho era que... Sonhei com Angie. Sonhei que tínhamos um diálogo cheio de indiretas, sentados na sua cama, e depois nos beijamos. Estranho...
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