Black Friday.

Não irei expor opiniões se esse evento é realmente uma explosão de preços baixos ou uma ilusão consumista.

Venho falar dela. Dessa sexta-feira esperada. Onde no final do mês, em que todo mundo põe a mão na cabeça porque não tem mais um "tostão" no bolso. O final de mês em que evitamos compras, gastos, aguardando ansiosamente a virada do mês para chegar no quinto dia útil.

Mas voltando a falar dela… Da sexta-feira de novembro da Black Friday.

Todos se preparam para este dia, parece que surge dinheiro. Afinal, aproveita-se o décimo terceiro.

O ano de 2019 foi ainda mais especial com a liberação do FGTS.

Mas voltemos a falar dela… A sexta-feira, 29 de novembro de 2019.

Comentarei um episódio que vivi, onde moro, assim como em outras regiões pelo Brasil, uma grande franquia de lojas resolveu abrir à meia noite da virada do dia 28 para o dia 29. As portas dessa loja se abririam para que o público aproveitasse os primeiros minutos de preços baixos.

Combinei com a minha mãe de encontrá-la na porta da loja. Eu estava na Penha, dia de culto às quintas-feiras. Ao estar no ônibus na volta, fiquei um tempo parada na Avenida Brasil por conta das obras. Como não sabia identificar em que pedaço estava, achei que, pela hora, chegaria bem perto de meia noite em casa.

Mas logo o ônibus andou e cheguei antes do esperado em Nilópolis (onde moro atualmente). Cheguei umas 22h50min. Caminhei até a porta da loja e estava vazia. Informei a minha mãe que aguardaria, mas deu-me uma vontade de ir ao banheiro. Havia bebido muita água (para não entenderem errado o motivo do banheiro).

Mudamos o plano e resolvemos sair de casa mais perto de meia noite, iríamos de Uber, que também estava bem barato. Era Black Friday.

Chegamos na porta da loja 23h45min e já estava com fila. Minha mãe bradou ainda no Uber: Viu, se você ficasse, seríamos as primeiras!

Eu ri. Realmente seria a primeira a aguardar a abertura das portas, mas confesso que não ligo para ser primeira ou última. Prefiro mesmo pagar por aquilo que quero independentemente do preço. Mas também confesso que também me diverti com os preços baixos justamente para o que queria: comida.

Ao entrarmos, foi uma emoção atrás da outra, muitas pessoas já sabiam para onde iriam e o que queriam, outros não sabiam nem o que era a Black Friday, eu mesma fui abordada por um rapaz que me indagou o que era aquilo. Estranhei, mas respondi que era um dia em que muitos produtos estavam em promoção, mas alertei também que nem todos estariam em promoção e segui meu rumo.

Logo na entrada, tinha uma montanha de televisões empilhadas e uma moça indagou a um funcionário da loja como se tiraria as TVs dali e o mesmo respondeu que ela poderia solicitar no caixa e a mesma gritou olhando para trás: Adilson, é pra pegar no caixa! Eu ri, pois estava ao lado dela.

Pensei que não cairia nessa de "preços baixos", mas me mantive bastante ocupada procurando por guloseimas por toda prateleira.

Achei muito proveitoso o que o próprio consumidor fez em relação a fila, pois quem ainda estava pegando seus produtos, outra pessoa ficava aguardando na fila e quando uma pessoa já estava com seus produtos em mãos, esta passava a frente, nisso, ninguém perdia o seu lugar.

Fiquei na fila de espera, mas também fui a aventureira em busca de promoções.

Por fim, chegamos no caixa, pagamos (houve um erro em minha nota, mas que rapidamente fora resolvido), chamamos novamente um carro no aplicativo e voltamos para casa alegres. No meio da madrugada, mas alegres.

Não levamos o imaginado, mas compramos muito biscoito e doces e isso foi o suficiente, pelo menos para mim.

No dia seguinte minha mãe seguiu sua meta da Black Friday e conseguiu o que queria.

No sábado, voltamos ao normal, sem muito brilho nos olhos de querer comprar algo, mas saciadas pelo consumo que fizemos.