Crônicas - não dos reis - da vida.
2 29.05.2017
Hoje vemos muitos querendo muito. E mais ainda querendo mais. Os poucos sendo deixados de lado e alguns sem terem a mínima importância.
Entendeu?
Bem, não irei me aprofundar no assunto. Acho mais viável, pois o assunto é outro.
“Você precisa ser diferente para salvar o mundo” ou “Who's gonna save the world tonight?” (Quem vai salvar o mundo esta noite?).
Você já deve ter ouvido algumas dessas expressões. E, se ainda não ouviu/leu, eis aqui a oportunidade na linha de cima.
Enfim.
Na visão do mundo, o nosso planeta na questão social precisa ser salvo. É só ligar a tevê que isso é bem nítido.
Venho com um confronto: Deus amou o mundo e deu seu Único Filho para salvação do homem, que jazia perdido em seus pecados, então como ainda esperam por uma salvação? Quem mais daria sua vida pelos pecados de toda uma humanidade de anos!?
Hm... Jesus já salvou. “Pela graça sois salvos e isso não vem de vós, é dom de Deus”. O homem não pode salvar outro homem. Ponto. Acredite você ou não. Apesar de haver casos de alguém se atirar na frente de outro quando uma bala está indo em uma direção mortífera (pensa numa novela ou cena de filme que isso já aconteceu).
Isso não é salvar. Isso é proteger.
Um policial protege a sociedade – ou deveria – do assaltante, do homem mal.
O poder da salvação vai além. Salvar alguém é determinar se a minha ou a sua vida terá um destino de céu ou inferno eternamente. Acreditando você ou não. A nossa vida não acaba na morte. Seria em vão viver. Seria em vão toda essa história criada para uma humanidade privilegiada, pois só existe o planeta Terra com existência de raça humana. A ciência tenta. Mas só tem você de você no Universo. Só existe a matemática, modelada por Pitágoras e vários outros homens que aparecem em seu livro didático. Só há WI-FI aqui! Se quiser mandar uma mensagem via Whatsapp, Facebook, entre outros, é só para o endereço de e-mail ou número de celular existente aqui na Terra! Dia das mães, dos pais, Natal e Ano Novo... Só aqui. Sua escola, faculdade ou emprego, só existem aqui. A ciência inventa vida – e mesmo que exista – que parece mais uma gosminha se mexendo. Mas essas coisinhas não têm casa, não têm acesso à internet e nem compraram o novo Iphone que lançou. Essas coisinhas nem sabem que você existe.
Enfim novamente.
Deus enviou Seu filho para a nossa salvação. Jesus. Que em breve voltará. E não sou eu quem digo, nem um pastor de qualquer que seja a igreja perto de sua casa. É a bíblia, único livro escrito há mais de dois mil anos e que se cumprem as profecias cada vez que o tempo passa.
O tempo está voando? É, isso é sinal da volta de Cristo. Os dias abreviados e tal, senão nenhuma carne se salvaria; os escolhidos não seriam salvos (depois você lê Mateus 24:22 e Marcos 13:20).
Mas por que toda essa discussão?
Cheguei no ponto que eu queria. Já que Jesus nos salvou, restou-nos tomar ações como a do policial citado alguns parágrafos acima: Proteger, cuidar, preocuparmo-nos, auxiliar.
É o que a luz faz, não é? Ela ilumina um caminho escuro e nos dá direção. Carro com farol e lanterna apagados numa estrada sem iluminação não trará proteção nem ao condutor muito menos aos demais carros/pedestres.
E Jesus chamou aos Seus discípulos para serem luz. Então, você, crente, que está lendo isso, venho por meio destas palavras te dar um toque para ser luz. Não se esqueça.
E para você que não entendeu bulhufas, dê um pouco mais de liberdade para a sua mente conhecer um pouco mais desse Jesus, da Palavra de Deus e do povo de Deus, os “famosos” crentes.
A crônica começa aqui e não se estenderá.
Eu estava no ônibus, voltando para casa, num horário maravilhoso (leiam com ironia), onde os alunos estão saindo de suas escolas e entram no ônibus achando que não há ninguém cansado ali. E falam alto, xingam, batem um no outro – sim, isso aconteceu – mas há também os alunos que entram e se comportam. E ainda entram alguns jovens que nem alunos são.
Enfim pela terceira vez.
Nessas paradas do ônibus, onde já haviam descido os bagunceiros, entrou mais outro remessa de pequeninos alunos. De verdade, era só criancinha de, no máximo, oito anos. A maioria foi para o fundão e um menino – o qual me chamou a atenção – com sua irmãzinha ficaram no meio. A pequena, branquinha e pequenina, com casaco e o rabo de cavalo bem desalinhado com os fios lisos saindo de onde a xuxinha estava prendendo, intentou ir para o final do ônibus, mas seu irmão a parou onde eu estava, o que era um lugar bom: os bancos altos.
O seu irmão, por nome Daniel (descobri, pois um dos estudantes perguntou se o nome daquele menino era Daniel e, pacientemente, o menino respondeu que sim), deixou a menina sentar e ele ficou em pé, fechando a abertura do banco para o corredor. O Daniel aparentava ter oito anos, no máximo. Também é branquinho, olhos serenos e castanhos. Cabelos castanho-escuro e ainda arrumado. Não usava casaco, só estava com a roupa da escola.
Um menino, que foi para o fundo, assim que o ônibus deu partida, começou a falar num tom alto:
— Caraca! Uma mulher ficou caída no chão!
E outros meninos foram ver.
O Daniel deu uma olhada para o fundo.
O menino viu que Daniel tinha olhado e completou:
— É a sua mãe, cara, ela está caída no chão!
O olhar de Daniel naquele momento foi de tanta preocupação, que a mão dele escorregou do banco, como se ele fosse sair dali e andaria até o final do ônibus. Mas como se uma súbita lembrança lhe viesse à mente, Daniel se acalmou. Talvez – tenho quase certeza – recordou que sua mãe estava em casa, provavelmente os esperando chegar.
Essa preocupação me chamou a atenção.
Como uma criança pôde agir com tanta preocupação?
Hoje em dia ninguém se importa tanto assim. Em qualquer tipo de relacionamento, seja maternal, paternal, de amizade, conjugal, entre outros.
Daniel não se ligou mais com os meninos que estavam na parte final do ônibus. Agora seu cuidado contornava sua irmãzinha, que não parava quieta.
— Faca paradinha, senão você vai cair.
E mais uma vez o pequeno herói estava alerta.
Foi gratificante ver todas as reações de Daniel. Seu cuidado, sua disposição em ficar em pé para ser a proteção lateral de sua irmã.
Eu sorri para a pequena e ela fez careta para mim. Quis retribuir a careta, mas Daniel a chamara para descer.
Eles haviam chegado em casa. A mãozinha de Daniel esperou a mãozinha de sua irmã, para juntos descerem.
Talvez não faça sentido tal cena. Mas esse cuidado faz tanta falta... Pare para pensar qual foi a última vez que demonstramos afeto e carinho protetor a alguém…?
Cachorros têm recebido mais isso do que o ser humano.
“Ah, mas o homem é mau”. Okay... Mas não se paga o mal com o mal. Se tivéssemos o cuidado de um criança, talvez seríamos mais amáveis do que julgadores.
Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.
Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. (Rm 12:16-18)
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