Quinze dias se passaram desde que perdi Lucy, não tive como ficar por muito tempo em Damain. Ainda não acredito que perdi quem realmente eu amava, meus dias parecem pesadelos e minha noites torturas mentais, já que toda vez que penso em Lucy, só me vem a mente a imagem de seu cadáver, nem mesmo quando penso em boas lembranças, sempre me entristeço no decorrer do dia. Foi quando decide partir em busca de minha vingança, perseguirem todos os passos de Michael, afinal um cara como ele não tem como chamar a atenção, apesar de ser esquisito e quieto, tem uma boa aparência e chama muita atenção das pessoas.

O tempo passou desde que comecei minha busca por ele, nove meses para ser exato, que tive a primeira pista do paradeiro de Michael, estava passando por uma rua quando vi que um garoto de dezesseis anos ganhou um importante prêmio em Sant'Louis. Estava decidido, iria partir naquele momento.

Pouco antes de chegar ao hotel, percebo uma jovem correr apavorada, onde ela estava sendo perseguida por um homem, que vestia um traje esquisito, uma capa longa, escura, com uns símbolos nas suas costas, fora isso ele carregava consigo uma lâmina. Resolvi segui-los para ver o que seria, chegando a uma viela sem saída e escura, onde havia latas e sacos de lixos, local perfeito para cometer um crime, fiquei esperando.

De repente o homem aparece e empunha a lâmina e começou a recitar um mantra em latim, enquanto seguia em direção da garota.

– Nem mais um passo ou seu cérebro ficará espalhado no chão — disse apontando a arma em sua direção.

– Saia, não é da sua conta, isso não te interessa — respondeu o homem.

– Não importa, não deixarei você mata-la.

– Seu filho de uma puta, você não sabe com o que está se metendo! — disse ele em um tom frio.

– Nem sei, nem me interessa, só quero que você liberte a garota — dei três passos em sua direção.

– Negativo. Ela esta na lista para morrer assim como as outras — respondeu com um sorriso de um psicopata em seu rosto.

– Como assim? — Perguntei.

– Todas as garotas do condado, desde Alamo até Sant’louis. — Respondeu.

– Em Damain também?

– Qual o interesse? Teve alguém que você gostava assassinada lá, sua mãe, sua irmã, sua amiga, sua namorada?

"Sua namorada", essa parte ecoou em minha cabeça, e minha face se fechou com o ódio.

– Ah! Michael fez um ótimo trabalho por lá, matou todas, não deixou uma se quer para deixar contar a história — Retomou a fala.

– Michael — falei em tom baixo, até que gritei: — Conhece aquele maldito?

– E como conheço, foi ele que me ensinou tudo que eu sei na ordem, como matar e o porquê matar. — Disse sorrindo ironicamente.

– Só vou pedir mais uma vez, solte a garota e conte-me onde Michael esta exatamente, talvez eu deixe você vivo.

– Nunca, repito, nunca trairia a Ordem e a Michael, todas essas... Essas... Essas criaturas, abominações tem de morrer.

– Mas são apenas mulheres.

– Não apenas mulheres são filhas de Moular, e toda a descendente desta bruxa tem de morrer — falou sem tirar o sorriso do rosto.

– Infelizmente você não tem escolha, é morrer ou morrer.

Puxei o gatilho e disparei cinco vezes em direção do seu peito, caindo no chão o desgraçado riu da minha cara:

– Você não sabe onde e com quem se meteu — disse ele cuspido sangue.

– Ah, sei sim... Disparei um único tiro em sua cabeça.

Dirigi-me até a garota, que estava apavorada no canto, encolhida de medo:

– Não tenha medo, não irei te machucar, segure minha mão, confie.

Após essas palavras ela segurou-a e me deu um abraço, seu rosto estava umedecido, pareciam lágrimas descendo de seus olhos.

– Como se chama garota? — Perguntei.

– Livian, me chamo Livian. — Respondeu, — Obrigada por ter salvado minha vida.

– Não há de que, eu me chamo Carlos, não se preocupe nada irá te acontecer com você esta noite, eu prometo. — Ela acenou com a cabeça fazendo sinal que estava tudo bem.

Levei-a até sua casa, já era meio tarde quando sai de sua casa e voltei para o hotel.

"Filhas de Moular", o que significa? O que são? "trair a Ordem?", minha mente estava cansada demais para pensar, isso realmente existe ou é apenas coisas da minha cabeça, que criou depois de eu ter tirado a vida de uma pessoa, uma pessoa ruim, aliás, sem contar que tenho de comprar munição.

Creio que encontrei um novo padrão, finalmente as coisas estão aparecendo em minha mente, basta seguir as pistas. Tenho de dormir e pesquisar mais sobre o assunto, enquanto estou indo para Sant’louis, afinal, terei todo o tempo para estudar o assunto.