Ai você aponta caminhos que nem tem certeza que segue. Você escuta com vontade de falar, ai você cala...

Então você diz que vai ficar "tudo bem", você sorri e toma um longo gole de qualquer coisa que esteja a sua frente para engolir as suas verdades. Você percebe que do jeito que for "ta bom" e que ninguém precisa estar na mesma cova rasa e que as vezes, ao menos as vezes, a sua tontura serve para algo além de si mesmo.

Você faz piadas, faz pouco, faz caso e não faz nada. Pensa e repensa em discursos chocantes, com finais surpreendentes e que não vão acontecer.

Se olha no espelho e o suspiro somado ao sorriso torto se tornam seu novo esqueleto.

Você não faz questão, não faz por onde e permanece naquela rotina. Olha nos olhos e se convence que as coisas são como são e pede ao que for para fortalecer sua couraça um pouco mais.

Se apega, então, as palavras e as músicas únicas que te conhecem. Provavelmente é o melhor que se tira das dores: os versos.

–In crônicas de uma velha louca.