A vida é muito mais do que todas as coisas que possuímos, certo? Errado. A vida é apenas um tempo de existência que você tem para gastar e, teoricamente, aproveitar. Os problemas habituais, as brigas habituais, os relacionamentos, as festas, os pensamentos. Tudo isso é monótono. Todas essas coisas são chatas demais para serem descritas. Todas essas coisas são importantes demais para não serem notadas.

Em muitos momentos do meu dia, me pego pensando em como tudo o que eu faço não faz sentido para mim. É como se eu só precisasse ficar quieta em algum lugar, olhando fixamente para um ponto qualquer e deixasse a minha mente esvaziar até não pensar em mais nada. Existem tantos prazeres na vida, que chega a ser egoísta, alguém, pensar que a vida não é tão significante. Não entenda errado, não quero me matar. Apenas acho que ficar em um local sem ninguém por perto é a situação ideal para descrever o que anseio. Minha cama muitas vezes é o melhor lugar para praticar isso, mas quando fico muito tempo deitada, sinto que a bendita não me quer mais por perto, obrigando-me a levantar e procurar outro local para me acomodar, podendo ser uma cadeira qualquer, o sofá da minha sala ou uma poltrona, não posso descartar o chão e muito menos o vaso sanitário.

O constante tédio que normalmente me persegue é o principal motivador das minhas piores decisões na vida. Eu sei que são as piores não por que afetaram outras pessoas e sim por que afetaram a mim, por intermédio de outras pessoas. Na maior parte das vezes, os assuntos que passam pela minha cabeça são dos mais diversos temas, e muitas vezes simplesmente vou jogando em qualquer ouvido que possa me ouvir, e isso é muito chato, tanto para quem fala como para quem escuta a ladainha inteira.

Chato, chata, irritante, entediante, monótono, cansativo, maçante. Essas são as principais palavras para descrever o que acontece ao meu redor. Escrever é um saco mesmo. Usar palavras bacanas para se expressar, na tentativa de aliviar as dores sentimentais e psicológicas. Apenas idiotas fazem isso. “Prazer, Idiota.”

Sabe o projeto de sinopse? Onde dizia que as pessoas possuem dificuldade de terminar as coisas ou começar? Eu começo facilmente e desisto no meio, então tecnicamente eu acabei de uma forma não convencional. Olha eu tentando burlar as regras da vida.

Viver é tão cansativo. As pessoas são irritantes, os assuntos repetitivos são maçantes. Se você acha que ele está te traindo, pergunte para ele. Se acha que não gosta mais, termine o relacionamento. Se a sua chefe é teimosa com situações errôneas, diga para ela. Se está ganhando pouco dinheiro, venda drogas. A última foi apenas para descontrair, a não ser que seja maconha, sendo assim... Quanto tá o grama?

Confesso que existem coisas a vida que me causam prazer e não pretendo abandonar. Marijuana é uma grande amiga, que infelizmente não nos vemos muito, mas que poderíamos consertar esse relacionamento. Sexo... Sexo é um negócio muito bom. Com homem ou mulher, com homens e mulheres. A sensação do orgasmo é um prazer que não pretendo perder de jeito nenhum, talvez seja uma das poucas coisas da vida que faz eu me sentir viva. A vida de extremos é o meu combustível diário. Por um lado, o prazer carnal e por outro a dor sentimental, e eu não falo de coisas comuns como um personagem de série que morreu. Eu falo de abandono familiar, eu falo de palavras pontiagudas. Eu falo da dor que foi tão profunda, tão no núcleo dos sentimentos, que qualquer outra emoção que não esteja no mesmo nível é como se não fizesse muita razão de sentir.

Notas finais
Sugiro uma pipoca com suquinho de laranja. Quem sabe alguns lenços, ou até um celular novo, caso sinta raiva. Acomode-se, estou apenas começando.