Crônicas de um mundo selvagem.
1 Os estranhos.
Notas iniciais
Numa manhã sem sol, nas praias cobertas por neblina, Sixus e seu filho Sinos praticavam o velho hobby de quando Sinos era pequeno de procurar por conchas na areia.
Sinos estava triste, pois a filha do seu vizinho pela qual Sinos era apaixonado, havia contraído a gripe e morrera naquela manhã.
Porém na mesma manhã e na mesma praia. Navios estranhos, com pessoas estranhas haviam chegado. Homens e mulheres com a pele morena, desceram dos seus navios com seus machados e suas espadas. Um deles avistou Sixus com Sinos espantados na praia e em seguida dois arqueiros de dentro de um dos navios atiraram duas flechas que acertaram os dois no mesmo instante.
Houve gritos e berros por causa daquilo.
O líder deles berrava perante a indisciplina dos arqueiros por atirarem sem lhes ter sido ordenado, ele mandou quatro soldados agarrarem os arqueiros e executá-los pelo ato de desrespeito pelo seu líder.
Os dois arqueiros foram executados e o sangue dois fora posto em uma bandeja de madeira, todos teriam de passar o sangue no rosto e rezar para o Deus deles lhes perdoar pela desonra.
O líder das pessoas estranhas, tinha um cabelo negro e bem liso, seus olhos eram escuros e penetrantes, seu corpo era cheio de cicatrizes e sua armadura era feita de anéis de bronze.
Ele caminhou perante as vitimas da indisciplina de seus soldados e chorou.
Assistindo horrorizado ao massacre, estava o filho mais novo de Sixus, o jovem Sótus que era mais novo que Sinos, correu ao ver o homem estranho se ajoelhar perante os corpos de seu pai e de seu irmão. Ele foi até a sua cidade que ficava bem distante da praia e chegou lá gritando ofegante:
— BARBAROS ESTÃO NAS PRAIAS! OS BARBAROS MATARAM O MEU PAI E O MEU IRMÃO!
O velho Xerife de lá começou a rir da desgraça do menino, todos de sua vila começaram a debochar do menino. O menino foi humilhado o dia inteiro por todos.
Mal eles sabiam de seus destinos.
Durante a noite os estranhos que desembarcaram na praia destruíram a vila, os homens e incluindo o Xerife foram decapitados, as mulheres foram violentadas e os jovens foram aprisionados, incluindo o jovem Sótus.
Os estranhos, batendo em seus escudos gritavam:
— NORDÓRIA! NORDÓRIA! NORDÓRIA!
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