Notas iniciais
Aeeeeee galerinha! mais um capítulo, agradeço desde já, e Boa leituraaaaaaa!

Já estava coberto por sangue quando viu que um grande homem vestido de armadura de couro com reforço de placas de cobre sobre o peito, pernas e braços. Ergueu a lâmina para evitar um corte sobre seu peito, e rodopiou sobre o grandalhão após empurrar o pomo da espada contra o peito do mesmo, porém não teve grande efeito. Deu uma cambalhota meio desajeitada para desviar de um golpe de cima para baixo contra seu crânio, e então com um corte lateral decepou a perna do tal com um único ataque na barriga da perna do grandalhão, que caiu de costas deixando a espada escapar de suas mãos. Berrou de dor.

– Para os infernos com esse berro!– Berrou junto Sirius, e cravou a ponta da lâmina na parte traseira do pescoço do homem, que berrou novamente. O som da batalha apaziguou o pequeno e último berro do homem.

Prosseguiu para ajudar alguns de seus irmãos cercados por três homens, menores, porém equipados com adagas que brilhava com as luzes do archote. Veneno. Decepou a mão de um, que se encontrava no centro dos outros dois, e com seu ombro afastou o outro que estava pronto para atacar um de seus irmãos, dando lhe um golpe no rosto que o fez sangrar, e cair pesadamente. Com isso os irmãos revidaram e mataram o outro que sobrou com dois golpes, Sirius então enfiou a espada barriga a cima do maneta. Chutou o corpo que se prendeu na lâmina e virou-se para seus irmãos.

– Vão para a Torre do Arqui... – Evitou um ataque de frente com a sua espada, e cravou a espada no coração do homem – verifiquem se ele está bem, e escoltem-no para o Salão Principal. Vou procurar Eorlund, e outros sobreviventes. Vão! – Falou Sirius quando viu que mais três homens de aproximava. Dois irmãos apareceram na sua frente como um escudo. Eram Jewren Flyn e Asren Merhyn.

– Vá, tente ver se alguns irmãos precisam de ajuda. – Falou Jewren com sua pesada voz. Era pouco mais velho que Sirius, uns vinte e dois ou vinte três anos, e tinha lisos cabelos castanhos que caiam sobre o ombro, e vestia apenas uma armadura de couro, e pelo pequeno ruído que fazia quando se mexia, também estava com cota de malha. Partiu imediatamente para as escadas e manteve o punho apertado sobre o cabo, e as vezes a sua mão escorregava até se apertar com o Guarda mão, e tinha que arrumar para não ficar com calos. Lembrou-se da vila destruída que encontrará mais cedo, com os cadáveres dos camponeses marcados pela longa pele escamosa negra, e sentiu sua mão doer ao se lembrar de seu toque. Merda. A dor está aumentando. E então desviou seu caminho até a sala das Irmãs-da-Guarda – As ajudantes mulheres que habitavam Novaselik em troca de trabalho -. A garota. Recordou.

Deparou-se com meia centena de irmãos em fileira, saindo do Arsenal vestidos com armadura de ferro, e cota de velha que guardavam no Arsenal, e levavam escudos também de ferro, e as espadas recém-afiadas e polidas, pelo Mestre-de-Armas, que também os liderava. Quase não reconheceu Ollun com toda aquela armadura.

– Thorne! – Gritou, porém não virou-se, continuou correndo em direção a sala das Irmãs-da-Guarda. Subiu mais escadas, porém com extrema velocidade, e deparou-se com um inimigo que fincou a espada no coração de um Irmão exatamente no minuto que apareceu em sua vista. Partiu para cima de Sirius, porém desviou-se e chutou sua perna e o homem caiu das enormes escadas em forma de caracol e quebrou o pescoço. O irmão morto começou a escorregar da escadaria quanto Sirius parou e fechou seus olhos de medo. Robert Hills. Reconheceu-o. Deixou-o prosseguir seu caminho pelas escadas, e continuou o seu. A garota tem algo a ver com isso. Chegou a porta feita de madeira velha, e a arrombou com um chute. Viu que as Irmãs estavam equipadas com escudos e espadas, em volta de Jane.

– Devem ficar aqui por um tempo. Jane venha comigo – Apontou para Jane enquanto embainhava a espada e escolhia um escudo que estava preso à parede. Carvalho. Pelo menos é novo, deverá servir. As irmãs recusaram a deixar Jane ir, porém a garota sem medo e confiante foi saindo da proteção das irmãs, e rapidamente estava ao lado de Sirius — Temos que fugir o quanto antes. – Sirius segurou a mão da garota e correu dando um vislumbre final para as Irmãs assustadas que logo estavam preparando outra defesa com mesas e escudos onde seria a porta. Desceu as escadas rapidamente, mais rápido com que subiu, sem parar e sem hesitar. Soltou a mão da garota e fez um sinal com a mão para que esperasse ali, encostou-se à parede para ver o que subia, depois de ouvir o som de passos. Apareceu à frente do homem que por sorte estava com a espada embainhada, e o chutou para que caísse, e desceu logo atrás, quando o mesmo terminou de cair fincou a espada no peito do homem, e com outro sinal mandou Jane prosseguir logo atrás. Logo após irem ao pátio, encontrou com Jewren e Asren guardando a frente das escadarias e torre.

– Precisamos fugir. Tem muito deles, e se todos nós morrerem aqui não terá como avisar os outros castelos. – Disse Sirius, fadigado. Os dois irmãos trocaram olhares, e depois assentiram — Vamos aos estábulos, e partiremos pelo Portão de Sangue.

– Vamos à frente, esperem no Portão de Sangue. – Assentiram novamente um pro outro e correram desembainhando as espadas.

– Bem, vamos. – Puxou-a novamente pela mão. Não está assustada. Pensou Sirius. Correram em direção ao Portão da parte nordeste do castelo, já habituados a batalha que estava ocorrendo, não, que já tinha terminado. Fomos massacrados. Novaselik está destruída. O castelo pegava fogo, e cheirava a cadáver e cinza, e o chão estava coberto de sangue fresco.

Pilhas dos corpos dos irmãos que protegiam o portão se erguiam ali, espalhados pelo chão, e pelo sangue. O portão do sangue. Jewren e Asren apareceram montados em garranos e puxando mais dois, montou Jane em um garrano castanho, e Sirius montou em um negro e partiram trotando sobre o arco que fora o Portão de Sangue. A floresta de neve que se prenderá firmemente as muralhas do castelo estava intacta, e estava tão sombria. E viu mais algo se mexer na floresta, em meio às árvores, com excesso de neve sobre os galhos velhos, com um relance de um brilho de azul, porém não ficou para descobrir o que era e trotaram mais rápido quando Sirius disse para avançarem. Sentiu a dor percorrer a mão, e apertou mais a corda a sela. E não olhou para trás.

Já estava de manhã quando se aproximaram da vila ainda habitada, a qual tiravam as Irmãs-dos-Guardas para trabalhar no castelo, arrumaram alguma água, alimento e trocaram os seus garranos por velozes e novos cavalos. Montaram-nos após se alimentarem e avisar aos anciões o que se aproximava, e do ataque eminente. E o que eles disseram foram:

– Deve você tomar cuidado, jovem. Os mortos caminham. – E trotaram. Porém Sirius ficou lembrando do que o velho lhe disse, por horas, e horas, e horas, até que Asren lhe disse que seria melhor descansar, e Sirius negou-lhe.

– Eles devem está no nosso encalço agora. Não podemos parar, iremos descansar em Vanguarda do Norte, lá avisarem ao castelão de lá, que Novaselik foi atacada. – E Asren assentiu e passou a bater terreno com Jewren, sem ou com consentimento de Sirius. O desconforto pegou-o, olhou para tudo ao redor, as árvores, as casas destruídas, viu o rosto de Jane fita-lo e então o tempo parecia está mais lento, a cabeça pareceu latejar e ouvia o coração bater profundamente no peito. Que dor... Pensou, e caiu da sela. V-vou mor-rrer? Meu braço dói. Wyl...Wyl...Me ajude... Ajude-me, irmão. Wyl...