Crônicas de Guerra
5 Capítulo 5 - Fugitivos
Capítulo 5: Fugitivos- Muito bem, já esperamos demais. Equipe Um em posição defensiva. Equipe Dois, preparar para o reconhecimento. Equipe Quatro, vocês cuidam do... Quem é esse?Um esquadrão policial, acompanhado de perto por uma unidade dos Maverick Hunters, preparava-se para adentrar o laboratório onde altos ruídos quebraram a silenciosa noite, quando o reploid de armadura branca com detalhes em preto e dourado repentinamente apareceu entre todos. Ele, ou eu, estava bastante perplexo. A última coisa que me lembrava era de entrar numa cápsula e adormecer, mas acordei num lugar totalmente diferente de meu sono anterior, numa rua deserta e obscura, mergulhada num arrepiante silencio. Isso, contudo, não era o que mais me afligia, mas sim minhas mãos, assim como boa parte de meu corpo, estarem manchadas com um líquido vermelho e consistência ligeiramente viscosa. Um líquido que, ainda que fosse a primeira vez que o via, sabia exatamente do que se tratava. Apavorado, segui pequenas manchas de sangue que haviam caído de mim, até chegar num lugar cercado por uma multidão. A maioria era apenas curiosos sedentos pela fofoca do dia seguinte, mas havia outros que estavam ali para entender o que de fato aconteceu no lugar, para resolver o inesperado caso noturno.
Com minha força reploid, pude passar por cima da indiscreta multidão com um grande pulo, aterrissando no meio da força-tarefa responsável pelo caso, com homens fardados por todos os lados. Seu comandante, um homem de 50 e poucos, de braço mecânico e várias cicatrizes no rosto, olha para mim surpreso ao ouvir o estrondo de minha aterrissagem. Ele me encara e retribuo o olhar. Ficamos assim por uns segundos, até que ele pergunta:- Quem é você? Que faz aqui?A resposta verbal não vem, mas ele entendeu como gesto culposo o meu nervoso desviar de olhar. Sem pensar duas vezes, saca seu rifle e o aponta em minha direção.- Você tem relação com isso tudo?A resposta não vem mais uma vez.- RESPONDA, REPLOID!Não respondo de novo, mas volto a encará-lo. Não queria responder, mas tampouco queria que ele continuasse a me tratar pejorativamente. Dirigi um olhar terrivelmente furioso para ele, e senti algo meus olhos... Um estranho arder. Percebi que ele hesitou nesse momento, e aproveitei a chance. No milésimo seguinte, o capitão se recompõe e aperta o gatilho, mas acertou apenas o lugar onde estive, pois eu mesmo havia sumido num segundo da vista de todos.O comandante procura rapidamente por mim, girando a cabeça, e percebe um vulto branco deslizando para dentro do laboratório. Antes de tomar qualquer atitude, palavras começam a formar em sua mente.- Quem era aquele? E que frio na espinha foi esse que senti ao encará-lo?Ao lembrar que era o chefe de uma operação, daria uma ordem de busca para capturar o individuo e entender de uma vez por todas o que acontecia naquela noite. Mas uma voz o impede.- Espere Kyle.O Comandante olha pra trás, já sabendo de quem era a voz.- Não preciso de sua ajuda Shade, suma daqui.- Você sabe como funcionam as coisas – Shade, um reploid de armadura negra (como o nome sugere) com detalhes arroxeados e de olhos incandescentes, que antes apenas observava com sua unidade Hunter, passa a participar mais ativamente nos fatos da noite - Isso não faz mais parte da jurisdição policial. É um caso Reploid, então somos obrigados a intervir.- É um caso como qualquer outro. Só porque um maldito autômato apareceu de repente não significa que seja um “Caso Reploid”.Shade suspira, detestando a situação em que estava. Visivelmente conhecia aquele homem já há algum tempo, o que não significa que o estimava. Acalmando a si mesmo, indica o espaço onde eu estive segundos antes.- Por acaso já viu o lugar onde atirou?- Acertei o chão, por quê? Vai cobrar?- Por que cobraria? Não está destruído.Somente então Kyle percebeu. Seu rifle não era tão forte quanto os canhões de plasma que reploids geralmente têm, mas certamente deveria ter feito algum estrago no concreto da rua. Contudo, seu projétil nem mesmo chegou a explodir, ficando intacto ao chão, sobre uma fina camada azul de gelo.- Mas que diabos...?- Entende agora? Não é um caso qualquer. Temos que intervir.- Mas... ora, quem garante que isso aí não é um tubo de gás estourado? Ele podia estar danificado antes e ter anulado minha bala sem problemas.- Ah Kyle, por favor...- Eu é que peço. Deixe-me fazer o MEU trabalho, e quando houver evidências mais concretas eu deixo você fazer o seu.- Pelo amor de Deus Kyle, você sabe que não adianta discutir. Sabe que sou eu quem decide essas coisas, que isso não cabe em sua jurisdição.Kyle explode de vez. A veia em sua testa também.- É incrível, sabia? Vocês autômatos desgraçados dizem que estão aqui pra proteger a gente, humanos. Mas estou realmente considerando a possibilidade de ditadura daqui a um tempo. Que raio de órgão protetor é esse que tem mais poder que o protegido?- Kyle, por favor, esse assunto de novo n--- De novo SIM! Quem garante que aquele Sigdra, ou seja lá qual o nome, seja o último? Daqui a pouco todos vocês estarão contra nó-QUEFOIISSO?Todos são surpreendidos por um vulto rápido cortando o local quase tão rápido quanto o som. Antes que pudessem pensar, eu já estava longe dali, tão rápido quanto minhas pernas podiam ser, com Mestre Thomas em meus braços.
- Ótimo, viu o que fez? – Shade reclama, furiosamente – Agora temos uma perseguição inútil por causa da sua birra infantil. Passar bem, humano Kyle.E foi. Os policiais ainda puderam ouvir algo como “Unidades Hunter disponíveis, iniciar perseguição a alvo branco em direção...” se afastar ao poucos, justamente com os demais hunters que acompanhavam o reploid negro. Kyle apenas fica parado, observando-os se distanciarem. “Merda, detesto quando ele tem razão”, pensava, quando ouviu um chamado logo atrás, de uma pessoa com um sujo jaleco branco, pele inversamente tonalizada e braço ainda embalsamado.- Policiais, graças a Deus. Nos ajude, por favor.Ainda que perseguido, não havia muitas unidades Hunter para ajudar na caça e consegui, mesmo sem querer, despistar meus perseguidores. Não queria arriscar, não sabia em quem confiar, a não ser naquele homem em meus braços. Logo encontramos um beco para descansarmos. Era sujo e havia sacos de lixo por todo o lado, simplesmente jogados. Não importa o século, as pessoas sempre evitam tratar com seriedade o lixo que elas mesmas produzem. O lugar era realmente repugnante, mas ainda assim nos daria um tempo para repor energias sem sermos importunados. Mestre Thomas começou então a contar um pouco mais sobre mim. Sobre eu ser um “Nano-Reploid”.- Direi de forma resumida, pois nem você terá habilidade de entender agora, nem eu capacidade mental para explicar pormenores. – Mestre Thomas fez uma pausa, respirou fundo... e continuou - Enquanto outros reploids têm corpo e esqueleto basicamente de metal, seu corpo é formado pelo que chamamos de “Células Nano”. Seu esqueleto ainda é metálico, mas praticamente todos os seus mecanismos, conexões e armadura são formados por Células Nano, pequenos componentes nanotecnológicos em escala quase tão pequena quanto uma célula humana. Daí seu nome.Por um momento, não soube o que dizer. Era visível que aquele homem, e eu também, estava terrivelmente abatido. Talvez eu devesse prestar consolo a ele mas, de modo egoísta talvez, eu tinha que saber mais sobre mim mesmo antes de qualquer coisa. - Mas... pra que eu “serviria”?O Mestre olhou pra mim, com uma sofrida expressão. Pude ver seus olhos marejarem ao ouvir a pergunta. Ele buscou forças, suspirou longamente, e falou:- Você era... Era pra ser apenas uma criação minha. Só minha. Mas por pressão de meu chefe, fizemos de você um... – Mais um suspiro - protótipo dessa tecnologia. Originalmente, você não teria um propósito... exceto... ser um companheiro meu.É verdade que, desde meu primeiro despertar, podia sentir que aquele homem era especial para mim, mas até agora não havia tido a chance de pensar isso da parte dele. Confesso que senti uma certa dose de alegria, e pude sentir algo como um coração palpitar em meu peito. Contudo, tudo o que fui capaz de fazer é arregalar os olhos e perguntar “Companheiro?”. Ao que Mestre Thomas disse “Sim, um amigo, ou mesmo um filho.”, ocorreu em mim algo que mesmo hoje não sei como explicar. Minha vida tinha acabado de começar e, ainda que não fosse a hora apropriada, senti-me em paz naquele instante. Fui criado por aquele homem, e ele me trazia segurança, mesmo naquele momento de dor ambígua. Fiz então uma promessa a mim mesmo: Seguiria aquele homem não importa onde, quando ou como ele fosse. Nosso relacionamento tinha acabado de começar, mas podia realmente sentir que aquele a minha frente era meu “pai”. Não sei se Mestre Thomas percebeu, mas enfim sorri pela segunda vez.Todavia, uma questão ainda insistia em permear minha mente.- Mestre Thomas... se eu sou um protótipo... para que eu serviria como um? Qual o motivo de eu empregar essa tecnologia que o senhor desenvolveu?O Mestre se encolheu ainda mais. Acho que ele temia que eu fizesse essa pergunta. Era inevitável, é verdade, e ele sabia disso. Mas ainda assim, acredito que ele tinha esperanças de que eu não a fizesse.- Isso... Entraria como um pormenor. Se sairmos dessa situação, um dia contarei tudo o que ainda não contei.Isso me bastou. Percebi que mais perguntas seriam deveras inadequadas. E também tinha certeza que, mais dia menos dia, saberia exatamente o que sou. No momento em questão, queria de alguma forma prestar solidariedade àquele homem de espírito quebrantado. Aproximei-me dele e fiquei a sua frente. Mestre não percebeu de imediato, uma vez que o chão subitamente lhe aparecia muito atraente. Eu olhava para um Thomas de cabeça baixa, sem conseguir encarar aquele que seria seu “filho”. Não posso provar, mas acredito que ele chorava em silêncio, por dentro e por fora, consumido pela culpa.- Me... me desculpe. Culpei Mark agora a pouco, mas eu sou igualmente criminoso. Permiti que você fosse usado como um objeto de teste, uma “coisa”. Que tipo de “pai” eu sou pra deixar o filho assim? Eu deveria ter sido mais firme ou, no mínimo, acompanhado todas as fases de sua produção. – Mestre Thomas coloca as mãos na nuca, diminuindo-se ainda mais em seu corpo. Seu sofrimento era uma enorme espada que cortava a ele e a mim – Por favor, me perdoe. Me perdoe por ser um fraco de espírito, por ser esse ser desprezível que não merece ser sequer um pai...- N-Não diga isso Mestre. O senhor não tem culpa de nada. – Tento reconfortar o homem, mas não tinha a menor idéia de como fazer isso. Ao olhar para minha mão ainda manchada, tentei transferir a culpa para mim, o que não era mentira – Se alguém tem, sou eu, apenas. Fui eu quem m-matou aquelas pessoas.- Não entende? O culpado por você “ser culpado” sou EU. Sua desgraça é a MINHA desgraça.A entonação foi forte demais pra mim. Havia ouvido uma voz tão melancólica que não consegui dizer mais nada depois disso. Mestre Thomas estava em crise com seu interior, e pude perceber que, naquele instante, nada do que eu dissesse iria melhorar seu estado. Pior, seu pessimismo começara a me afetar, e até aquela onde de excitação que havia sentido momentos antes sumira por completo. Tudo o que pude fazer é ficar em silêncio por alguns minutos, ouvindo Thomas começar a soluçar. O Mestre estava com certeza chorando agora, e não havia nada que eu pudesse fazer. Comecei repentinamente a tremular, a me sentir apavorado.E esse era o único momento o qual eu não poderia ficar apavorado.- Bem, acho que é isso é tudo mesmo.O silêncio foi quebrado subitamente. Um reploid nos observava acima de nossas cabeças, camuflado, sabe Deus por quanto tempo. Um Maverick Hunter de armadura negra arroxeada e olhos escarlates.Ele então deixou seu corpo cair e aterrissou bem na minha frente, estando eu já em riste contra aquele que até então não conhecia.- Esperei um tempo a mais pra ver se falavam alguma coisa que prestava, mas foi perda de tempo mesmo.- Quem é você – Perguntei, meu corpo já em posição para qualquer eventual luta.- Você é bom. – começou o Hunter – Conseguiu despistar as unidades Hunter com facilidade. Pena que essa armadura clara não ajuda a ficar disfarçado na noite, ao contrário da minha.- QUEM É VOCÊ? O QUE QUER DE N--Apesar de estar em posição defensiva, senti um golpe fortíssimo em minha barriga. Um golpe que não consegui enxergar.- Antes que perca a consciência, meu nome é Shade, capitão da Vigésima Unidade dos Maverick Hunters. Quero levá-los às autoridades, e esse golpe foi para aprender a ter mais respeito com patentes superiores, Reploid Branco.Meu corpo exauriu-se de forças. Shade ouviu o som de minha carcaça mole chocar-se contra o duro pavimento como se isso fosse a coisa mais banal, e cumprimentou Mestre Thomas formalmente. “Terá que me acompanhar e prestar depoimento sobre o que aconteceu hoje, senhor”. Não vi a face de Mestre Thomas na ocasião, mas imagino que ele tenha ficado tão apavorado quanto eu. Ele seria condenado por um crime que EU havia cometido? Tá, Shade não falou isso, mas o que mais poderia ser? Não, não podia deixar isso acontecer. Mas que poderia eu fazer nessa hora, estando desmaiado?Contudo, antes talvez queira saber como eu ouvi Shade dialogar com Mestre Thomas se eu estava desfalecido. Bom... o fato é que eu não estava. Realmente, minhas forças se foram por alguns instantes, mas o Hunter não podia prever que eu me recuperaria tão rápido e lhe daria um poderoso (e completamente inesperado) golpe na nuca. Quem mandou não ligar pra mim quando caí?
Voando contra o muro de aço do beco, Shade se recompõe antes de chocar-se perigosamente, amortecendo o choque com as pernas. Porém, o golpe que dei surtiu efeito, uma vez que suas pernas fraquejaram em seguida.- Mas como? – Ele olhava confuso para o que, naquele instante, deveria ser pouco mais que um borrão claro — Qualquer um cairia com um golpe daqueles.Não perdi tempo. Antes que se levantasse, corri contra ele para desferir um chute em sua cabeça. Shade defende com a mão. Talvez eu não fosse só um borrão, afinal.Aproveitando a posse de minha perna, o Hunter gira seu corpo e me arremessa em direção à rua. De modo parecido (mas desajeitado, confesso) ao Shade, restaurei meu equilíbrio ainda no ar para pousar ao chão sem perigo, deslizando meus pés contra o chão.Ambos nos encaramos, cada qual com seus olhos vermelhos. Shade espreme o seus, suspira longamente... e então estabelece uma postura informal.- Nada mal pra um novato, Reploid Branco. Você seria um bom Hunter – Disse o hunter, pegando um objeto em suas costas da cor do ébano. – Pena que escolheu o lado errado da guerra. Vamos acabar logo com isso que eu tenho mais o que fazer.Ele aperta algo e então surgem duas lâminas em cada extremidade do objeto, duas lâminas plasmáticas de cor âmbar. Antes que eu me recuperasse da surpresa, ele investe contra mim, numa velocidade impossível de acompanhar, me acertando um soco no rosto. Levei o golpe sem nem perceber quando, e antes que eu pudesse sequer pensar em revidar, senti minha perna arder em fogo. Com sua arma, Shade transpassara o meu membro inferior direito e me prendera ao chão.- Sinta-se orgulhoso. Não é pra qualquer um que mostro minha arma.Ele me deixou pregado no solo, enquanto se dirigia a Mestre Thomas, que assistiu toda a cena perplexo. Era como se ele estivesse hipnotizado, sem compreender direito o que acabara de acontecer ali. Ao mesmo tempo em que o Hunter caminhava para o Mestre dizendo “Vamos agora, Senhor?”, eu fechava minhas mãos no cabo da arma, tentando me livrar da minha estaca, mas ela estava muito bem presa. Shade ainda andava ao encontro de Thomas, e comecei a ficar nervoso. Tentei de novo ativar meu Buster, mas ele simplesmente não aparecia.- Vamos – Insistia – Vamos, apareça. Apareça, por favor. Eu preciso de você. – comecei a ficar realmente desesperado – Apareça droga. Vai, vai, por favor... vamos... apareça... APAREÇA!Uma onda de vento subitamente irradia o lugar. Um vento gélido tão frio quanto massas de ar árticas. Shade desvia seu olhar para mim ao me ouvir e sentir tal força incomum, e sente um medo como jamais sentira antes. Eu estava de pé, como se nada tivesse acontecido. A lâmina do Hunter estava ainda cravada ao chão, no mesmíssimo lugar, embora nada mais prendesse. Não foi isso, no entanto, que apavorou o Hunter, mas sim eu estar com um canhão apontado pra ele, fitando seus olhos vermelhos... Com os meus arroxeados.- O Q-que é isso? – Balbucia o Reploid negroAntes que pudesse reagir, atirei fortemente contra ele, e ele voou mais uma vez contra a mureta metálica, sem chance de se recompor e amortecer o choque dessa vez. Ouviu-se então uma alto estrondo de aço batendo contra aço, e Shade caiu sobre a fétida pilha de lixo.Sem pensar duas vezes, coloquei Mestre Thomas em meus ombros e escalei as paredes ao nosso redor, habilidade que, como sabe, praticamente todo reploid tem. Subimos até o teto do prédio que formava o beco, e fugimos pelos telhados.Shade se restabeleceria pouco depois, ferido e confuso, com pensamentos centrados no “Reploid Branco”.- Cara, que merda foi essa?A primeira coisa que faz, ainda caído, é contatar o QG dos Hunters para reportar a situação, mas descobre que, no curto período em que ficou inconsciente, sua navegadora deixara uma mensagem gravada.“Shade, Sayla falando. Escute, ficamos sabendo pelos sobreviventes que o humano e o reploid que estão perseguindo são perigosos. Eles mataram deliberadamente vários os companheiros naquele laboratório. Não sabemos quão forte é o reploid que acompanha o humano, mas eles são assassinos sem escrúpulos, segundo os sobreviventes. Retorne a mensagem assim que a receber. Tome cuidado”Shade não retorna de imediato. Apenas fica imerso em seus próprios pensamentos, refletindo sobre os acontecimentos. “Foi por isso que eles resistiram então...”. Ficou claro para ele que aquele não era um reploid qualquer, e que agora ele era oficialmente um fugitivo da lei. “E que eram aqueles olhos bicolores afinal?”. As respostas não viriam tão cedo, e Shade sabia disso.Decidido e deixar isso de lado por hora, tentou se levantar, mas estranhamente suas pernas não obedeceram ao comando. Só então percebeu: Ao contrário do resto de sua armadura naturalmente escura, seus membros inferiores estavam alvos como a neve. Congelados.Em um lugar distante de olhares curiosos, Mark escapa de seu leito hospitalar, com o braço direito enfaixado, mas ainda imóvel. Com um celular minúsculo, aperta as teclas, desajeitado, com sua mão menos habilidosa. O telefone chama, chama... chama pela terceira vez, até que alguém atende, sem nada dizer.- Mark falando. Tenho grandes novidades para você.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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