Crônicas de Bratkash

4 A noite fria e a sensualidade se misturam em uma


Notas iniciais
Tentei por foto dos arcontes mais não consegui então vô por o link aqui >> http://img515.imageshack.us/my.php?image=arcondeshn8.jpg

No galho mais alto das arvores que rodeavam Adrevan, estava ela sentada, mesmo sendo o inicio de outono e os ventos daquela noite estando frios, não era isso que faziam as silhuetas debaixo das suas roupas de couro tremer, ela estava acostumada com as noites solitárias na floresta observando as estrelas, aquelas luzes que cortam a escuridão sempre chamaram sua atenção.

Cada dia que ela observava a noite ela via como as luzes lutavam mais contra a escuridão que engolia tudo, ela sabia que sua hora havia chegado, mas não sabia se seria capaz de cumprir seu papel. Seu corpo tremia de medo de falar e deixar que a escuridão tomasse as últimas coisas que ela amava...

Nas ruas escuras de Hutakain, capital de Magdar, um ser andava pelas ruas escuras da noite observada pelos gatos e os seres maléficos que rondavam a cidade atrás de presas àquela hora da noite. Ela vestia uma roupa de algodão com um capuz que escondia seus cabelos, estava com uma saia aberta na frente e por baixo usava uma calça de couro negro.

Ela avançava calmamente pela rua principal em direção ao castelo, amava se fazer de ingênua e ver os monstros devorando ela com os olhos, se sentia viva o perigo era a única coisa que alegrava ela, um ser triste que não tinha uma base para sua vida. Ela cresceu roubando e dançando, Magdar podia ser um lugar muito triste para aqueles que não aprendem magias.

Ela se lembrava de sua infância, quando da janela do armazém onde ela morava, via as crianças fazendo guerras de mísseis mágicos, e sempre que sairá de sua moradia as crianças se afastavam dela porque ela era criada pelo dono do armazém da cidade que era comandada pelos boatos de que os pais delas foram os assassinos do rei Raikrir I. Uma infância difícil para qualquer criança mas ela sempre teve um dom, que não bem visto por ninguém, o dom de roubar e de viver nas sombras, por isso ela foi a pessoa mais jovem da sua raça a se formar como dançarina das sombras.

Os seres ruins haviam ficado para traz agora só os gatos seguiam aquela presença diferente àquela hora da noite. As cinco torres do palácio que cresciam em forma em forma de espiral se estendiam na sua frente, parecia que sabiam de suas visitas secretas ao palácio, pois cada vez havia mais guardas vigiando a entrada. Hoje havia quatro guardas fazendo ronda e oito vigiando a escadaria principal, ela pegou uma pedra no chão, já sabia como passar, os guardas podiam transformar o corpo dela em poeira em instantes, mas ela sabia exatamente como passar por eles! Quando ela sumiu na escuridão os gatos se assustaram, sabiam que o cheiro dela ainda estava ali, mas como aquela moça desapareceu num piscar de olho, ela olhava os felinos e suas caras de espanto e ria da ingenuidade deles. Respirou fundo e foi em direção as escadarias.

Depois que ela perdeu a única pessoa que criou ela sua vida virou uma mar de solidão a luz ofuscava seus olhos e ela preferia viver a noite, aonde não precisaria ver as pessoas dilacerando ela com os olhos – como animais que tem seu território invadido por um inimigo – Uma vida triste, mas tudo mudou no dia que três arcontes – o primeiro era uma bola de luz alegre que se movimentava para os lados rapidamente, o segundo parecia um homem vermelho com cara de cachorro e uma espada gigante carregada nas costas, o terceiro parecia um anjo, verde e portava uma grande trombeta –visitaram-na. O vermelho entregou cinco medalhões com o desenho da via-láctea com uma grande estrela branca por cima e também uma sacola cheia de ouro, então ele deu um passo para traz e o Arconte Mensageiro verde começou a falar:

- Olá pequena criança, não se assuste viemos pedir sua ajuda.

A menina se encolhia mais contra a parede, como um rato cercado por gatos famintos, o Arconte gentilmente se ajoelhou pegou a mão dela e beijou de leva, a criança se sentiu viva novamente como nunca se sentira. O que era aquela sensação terna e calma que aquele ser passava? Aos poucos foi se acalmando até se sentir totalmente à vontade, então o Mensageiro ofereceu sua mão e a ajudou a levantar.

- Cara criança, precisamos de sua ajuda, com o dinheiro que te demos queremos que entre em uma escola de dançarinos das sombras, quando precisarmos de você nosso amigo Puck ira avisar – Nesse momento os dois Arcontes viram os rostos e procuram pela bolinha de luz que estava com eles, porem ela havia sumido! – Harifax aonde esta Puck?

- Ele estava até agora pouco flutuando aqui do meu lado!

Olhando nós olhos da menina, que estranhava aqueles seres majestosos.

Falando seus nomes, o Mensageiro pós se a apresentar — Acho que é à hora de nós apresentarmos eu sou Thalinos, este aqui com cara de cachorro é o Arconte guardião Harifax e nosso amigo perdido se chama Puck, prazer em conhecê-la!

- Prazer em conhecê-la pequena. – Falava o cara de cachorro

- Oi, sou Alice... – falava a menina.

Alice era uma halfling pequena e tímida, tinha cabelos curtos e vermelhos como fogo, flamejante, desde pequena teve aptidão para se esconder por causa da sua falta de tamanho, seus olhos eram cinza como o gelo. Vestia trapos rasgados e conhecia os mistérios da noite que muitas crianças nem imaginariam o que fossem.

- Seria grato se você ajudasse-nós a procurar nosso amigo, senhorita Alice.

Após um longo tempo de procura, eles acharam o globo de luz entalado em um buraco de rato.

- Agora que estamos todos aqui podemos terminar nossa conversa — falava Thalinos com a mesma voz serena de sempre – Harifax fique de olho em Puck – Puck rodava louco pelo cômodo, praticamente vazio do armazém, esbarrando nas paredes – Puck ficara com você e servirá de mensageiro. Você nos é de grande ajuda, ainda não podemos falar qual sua missão, mas precisamos saber... Você aceita?

Alice estava chocada, aquele encontro com mensageiros divinos – ainda mais ela, que acreditava que os deuses nunca existiram – ninguém nuca se importava com ela só viveu até ali porque tinha medo de ir para um lugar pior no desconhecido da morte, mas agora ela podia ser útil a alguém, não um alguém qualquer, um deus, que envia seus mensageiros para pedir sua ajuda, seu coração batia rápido. Então saiu da sua boca sua resposta: - S-s-sim! Claro, não tenho como negar, - de repente sua voz ficou baixa e ela sussurrou – vocês vão voltar para me visitar e seremos amigos, certo?

- Claro que sim voltaremos a nós ver muitas vezes, sempre que não estivermos ocupados viremos visitar nossa nova amiga. – fala o mensageiro, alegrando o coração gélido e triste daquela menina.

Puck virou amigo da menina sempre que arranjava jeito de escapulir da mochila dela fazia a maior bagunça na cidade, e os outros Arcontes voltaram para ver ela varias e varias vezes...

Agora crescida Alice tinha cabelos laranja na altura dos ombros um corpo firme por causa do treinamento de dançarina das sombras, mesmo sendo jovem qualquer um notaria as curvas sensuais e os seios exuberantes da Halfling, sem falar de suas pernas fortes e lindas, seus olhos eram de um castanho encantador, sua silhueta feminina despertava desejo desde orcs a meios-elfos.

Ela passou pelos guardas como sempre sem ser notada, encostou-se à porta do castelo, tirou a pedra do bolso e lançou na rua, não foi preciso mais que um instante, enquanto os guardas viravam para ver o barulho na rua, ela já utilizava sua habilidade de se tele transportar pelas sobras, para aparecer nas sombras atrás de uma pilastra dentro do castelo.

Na torre da escola de Magia de Adrevan, Lina estava mais desastrada do que nunca, acabara de receber uma mensagem de seu padrasto Tris e seu padrinho Krad de que seria mandada em uma missão com outras pessoas.

Lina foi achada ainda quando bebê pelo seu pai Tris o diretor e professor da maior escola de magia de Adrevan e sempre teve ajuda de Krad seu padrinho, ela apenas tinha um pano que cobria seu frágil corpo e uma colar com o desenho da via-láctea com uma grande estrela branca por cima.

O Arquimago cada vez mais, se afeiçoou a menina e obrigou Tris a o deixar ser padrinho ma menina meio dragão, ele sempre a ajudou nós seus estudos de magia, mesmo quando estava muito longe da cidade mandava para ela mensagens mágicas.

Lina era uma menina meio dragão, o único problema era que quase não existiam meios dragões, os poucos dragões existentes ficavam na cidade de Lofien, uma cidade portuária onde ficava a guilda dos cavaleiros dragões. Por causa da sua diferença seu padrasto nunca deixou ela sair da escola de magia, ela cresceu vendo as pessoas andando na rua e querendo poder conversar com elas, ela era quase um ídolo nas aulas de magia não só por ser filha do diretor e diferente, mas também por ser um desastre completo em magias.

Ela tinha um corpo forte por causa do sangue de dragão mais ainda sim era delicada como uma mulher, tinha um cabelo vermelho um pouco abaixo do pescoço e repicado, seus olhos eram azuis como a mais limpa água, era gentil como todo que precisavam e nunca guardava magoas, mesmo sendo tema de muitas piadas na escola de magia era desejada por muitos garotos, mas esses tinham medo de se envolver com ela por causa de seu pai.

Lina estava muito feliz finalmente, conheceria o mundo de perto e não só olhando pelas janelas da escola de magia. Queria viver grandes aventuras como seu padrinho, viajar o mundo conversar com dragões, ver criaturas incríveis, nesse momento ela deixou cair um vidro de acido que a puxou de volta a realidade. Ainda estava naquele quarto em que ela vivera toda sua infância e parte de sua adolescência, era tarde, era melhor arrumar sua mala porque iria partir cedo. Assim o fez e foi deitar-se, logo caio num sono profundo.

O vento ululava pelos galhos da floresta e chegavam ao ouvido de Fallalien, ela ainda estava sentada encima da arvore mais alto o vento batia no seu corpo, devia fazer aquela missão de guia por tempo indeterminado, sabia que se não se levantasse e fosse agora provavelmente se atrasaria, mas não queria fazer aquilo, preferia ficar ali com as arvores, animais e as estrelas, mas o dever falou mais alto do que sua vontade.

Ela se levantou, tinha olhos verdes como a floresta dos elfos – quando eles viviam lá. – Seu corpo era forte por ter sempre que sobreviver na floresta, seus seios não eram grandes, no entanto eram duros, como todo seu corpo cheio de curvas sinuosas. Como sempre brincava com os animais seu corpo adquiriu uma grande resistência, seus olhos eram treinados para perceber qualquer movimentação estranha, mas naquela noite não tinha nada disso. Ela respirou fundo ajeitou seu cabelo castanho curto e pulou, caiu por um instante rápido, para quem olhasse aquela cena, mas para ela foi um instante longo do qual ela se separava de seus amigos, segurou num galho para amortecer a queda e tomou rumo a cidade.

No castelo de Hutakain, Alice se esgueirava pelo hall do castelo, no meio do hall exista uma grande mesa retângula, haviam quatro estatuas de magos em cada lado, entre as escadas que levavam ao nível superior havia uma nona estatua, essa era diferente das outras, alem de ter uma capa e segurar um cajado na mão esquerda – como todas as outras essa segurava uma caveira negra na mão direita – Alice tirou uma vela do bolso acendeu no candelabro mais perto e pingou uma gota de cera em cada olho da caveira, a estatua começou a se mover, deu quatro passos para frente, virou-se para parede onde estava encostada levantou o cajado e uma passagem secreta se abriu.

Alice atravessou a passagem, subiu as escadas em espiral, passou pelos corredores sujos, imundos, em direção ao topo da torre mais alta. Poços conheciam aquele caminho, e sem os Arcontes provavelmente ela nunca teria descoberto.

Ela parou como de costume, em frente à grande porta de carvalho, mesmo já estando ali varias vezes se arrepiava só de pensar com quem falaria em alguns instantes, ela respirou fundo e empurrou a porta.

Lá estava ele Raikrir I, velho, sujo, imundo, com aquele olhar vazio:

- Acredito que esta de partida pirralha?

- Sim, fez o que eu lhe pedi?

- Claro como você sabe o tempo é pouco e com certeza alguém tramou isso o tempo todo, mas não entendo o que ele quer com isso – O necromantico vai até a mesinha do seu quarto imundo e pega um pergaminho rasgado e uma capa – que bons ventos lhe guiem criança, que você sobreviva e consiga fazer esse velho morrer!

- Farei o meu melhor pela minha missão!

- Então vá e não olhe para traz, nunca! Póis isso pode trazer o total fracasso! – O velho da uma ultima olhada nos dois objetos e entrega a menina.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.