Crônicas de Arton
2 002. Stormy, a cidade um dia invadida.
Estamos nos confins de Deheon. O céu estava claro e os ventos sopram a esperança, parecida com a de um grupo de jovens aventureiros que sai em busca de grandes aventuras. O grupo é composto por um guerreiro chamado Bruno, um Herói dos Ventos chamado Kari, um paladino chamado Tibério e um monge que se chama Mn. Cansados de suas vidas pacatas, saem de seu vilarejo em busca de emoções e vão estrada afora abandonando tudo em suas vidas.
O caminho que os leva é uma longa estrada de terra cercada de árvores por todos os lados. É tarde nesse exato momento. O céu está claro e limpo. Dá para ver até a figura de um pássaro sobrevoando o céu com um graveto na boca. Tudo está na mais perfeita tranqüilidade.
Depois de algum tempo de caminhada, os aventureiros chegam a um vilarejo conhecido por Stormy por razões até então desconhecidas por estes.. Como qualquer outro grupo, eles caminham em direção à pequena taverna da cidade em busca de um pouco de diversão sobre os notórios olhos dos habitantes do lugar.
Logo ao entrar no local, deu-se para notar nos olhos daqueles habitantes uma espécie de atormentação e que esta ia sendo cada vez mais evidente quando os raios de sol estavam se desvaindo do céu e dando lugar para a fria e escura noite. Quando vêem os aventureiros começam a sussurrar para os outros. Parece que faz muito tempo que não recebem nenhum visitante. Era como se houvesse muito tempo desde a visita de um grupo de aventureiros.
Ao ver a aproximação deste grupo, uma mulher sai correndo a fim de falar com o dono da taverna, Izaac.
Mulher: Parece que chegou um grupo de aventureiros aqui, sr. Izaac.
Izaac: É mesmo, Ruth?
Ruth: É sim.
Izaac: Me defina a aparência deles.
Ruth: São quatro no total. O primeiro é alto, moreno, olhos e cabelos castanhos claros e um pouco magro, usa roupas leves e não está carregando nada de metal. O segundo é um pouco branco, cabelos dourados e olhos castanhos, traz uma corrente com espinhos nas costas, a qual suspende dois pequenos kukris. O terceiro é totalmente branco, cabelos e olhos castanhos. E o quarto é moreno, olhos e cabelos igual ao da maioria e veste roupas como se fosse um monge.
Izaac: Pelo que você me diz, devem ser dois guerreiros, um bardo e um monge.
Ruth: Eles aparentam ser bondosos. Podemos tentar pedir a eles para que nos salve. A tempestade está prestes a começar.
Izaac: Mas está quase na hora... Vamos esperar eles chegarem até nós.
Ao dizer isso, a porta da taverna se abre e surgem as figuras dos desconhecidos. Todos da taverna olham abismados para eles, que caminham em direção ao dono do estabelecimento.
Izaac: Oi, em que posso ser útil?
H. Ventos?: Estamos querendo informações...
Monge?: Cadê os bons modos? Como se chama senhor?
Izaac: Eu me chamo Izaac e vocês?
H. Ventos?: Eu apresento todos. Eu me chamo Kari e sou um herói dos ventos, como deu para perceber. Esse antipático que me interrompeu antes de eu me apresentar se chama Mn, nome bastante esquisito, venhamos e convenhamos, para um monge... Esse aqui com uma corrente nas costas se chama Bruno, dá para notar que é um guerreiro e o outro não menos importante se chama Tibério que se auto-declara paladino.
Tibério: Auto-declara uma pinóia.
Bruno: As mocinhas já vão brigar?
Kari (com uma cara de desprezo e arrogância): Cala a boca Alefy...
Mn: Estamos em busca de av...
O Kari dá um soco nas costas do Mn...
Kari: O porta-voz daqui sou eu...
Mn: Na próxima vez em que fizer isso...
Bruno (interrompendo Mn): Terá que passar por mim antes de mexer com o Kari.
Izaac (pensando): Como eles ainda se consideram um grupo? Minha nossa... Imagino o trabalho de equipe deles...
Tibério: Não importa quem falar, mas sr. Izaac, saímos em busca de aventuras e queríamos obter informações se há algum mal que assola essa região.
Izaac: Vou lhes dar uma dica, saiam da taverna e esperem o anoitecer.
Kari: Como assim?
Izaac: Vão e me digam o que irão ver...
]Os aventureiros saem da taverna e observam tudo ao redor. As pessoas começam a entrar dentro de suas casas. A lua começa a aparecer nos céus e misteriosamente lá no horizonte começam a surgir nuvens de chuva.
Kari: O que é aquilo lá no horizonte?
Izaac (saindo da taverna e chegando próximo a eles): Vocês devem saber sobre uns seres chamados de goblinóides, que assolam os viajantes. Pois há muito tempo atrás eles se reuniram com um general de extremo poder e dominaram todo o continente de Lamnor. Acho que já sabes da história do lendário Twor Ironfist. Por estas bandas, houve um grupode goblins que resolveu fazer a mesma coisa. Eles aprisionaram e atormentaram os habitantes de nosso pequeno vilarejo e os forçavam a contruirem torres em homenagens a cada um deles. Um dia um grupo de aventureiros matou o general do exército goblinóide e os restantes fugiram para a maior de todas as torres, a construída para o general daquele “exército”.
Mn: E o que isso tem haver com as nuvens?
Izaac: Calma, deixe-me terminar. Um poderoso mago, o líder daquele grupo, selou a porta da Torre temendo que o general voltasse como um morto-vivo, sabe-se lá por qual motivo. E há 10 anos, um raio imenso destruiu o selo...
Kari: E o general voltou?
Izaac: Não sei. Só sei que desde esse dia, todas as noites não são mais as mesmas. Sempre há tempestades próximas ao território daquela torre e as pessoas daqui correm para suas casas temendo a vingança do general.
Kari (olhando para os outros): Era o que precisávamos, vamos pessoal?
Izaac: Seria melhor vocês irem amanhã...
Bruno: Estamos ansiosos por isso...
Ruth (saindo da taverna): Vocês podem dormir na minha casa.
Mn (pensando): Essa aí é uma vadia...
Kari: Obrigado, mas estamos de saída. Iremos parar com essas tempestades e salvar a sua vila.
Izaac: Por favor, descansem aqui! Raios caem a toda hora por lá. Deixem para ir pela manhã.
Todo o grupo vira as costas e vai à Grande Torre.
Izaac: Boa sorte àqueles que enfim nos salvarão destas noites tristes.
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